quinta-feira, 21 de março de 2019

Imersão cultural pelas coloridas cidades do Marrocos


Visitar o Marrocos é uma experiência avassaladora aos sentidos. Primeiro, pela riqueza de seus sons, cores e sabores. Depois, pela paisagem natural. E, não menos importante, pelas referências históricas e culturais presentes em cada canto. Para uma viagem aos destinos mais populares, o roteiro Grand Tour do Marrocos é ideal. Ele começa por Marrakech e logo desembarca na pulsante Praça Jemaa el-Fna, declarada Patrimônio da Humanidade. 

Os turistas têm a chance de percorrer a “Cidade Vermelha” em carruagens tradicionais de 200 anos e chegar aos Jardins da Menara e ao Palácio Bahia, assim como experimentar o Hammam, casa dos tradicionais banhos turcos. Para aprender mais sobre a sopa de favas, o couscous, o tagine e o chá de menta, há aulas de culinária em casas locais. 

Em Fez, dá para se perder e testar as habilidades de negociação nos souks, os agitados mercados em forma de labirinto da medina local, a maior cidade medieval do mundo islâmico ainda viva. A Mesquita de Qarawiyyin e o bairro dos curtidores também são paradas obrigatórias.

Entre outras atrações, o roteiro Beleza do Marrocos com Cidade Azul inclui a famosa Casablanca, a capital Rabat e a portuária Tanger. Passa pela única Chefchaouen, conhecida como “Pérola Azul” ou paraíso dos fotógrafos devido à cor de suas ruas e construções, e segue por Volubilis, cidade romana repleta de ruínas e portas monumentais, que são clássicos da arquitetura do país. 

A viagem continua pelas estradas das Montanhas dos Atlas, onde é possível passar uma noite no deserto em Erfoud, fazer um tour de dromedário, andar de quadriciclo ou praticar sandboard no limite do Saara. Em Ouarzazate, pausa para conhecer Kasbah de Taourirt, antiga residência do pachá de Marrakech, e Ait Benhaddou, cidade com construções fortificadas feitas de barro. 

Ali, foram filmados longas como “A Múmia” e “Gladiador” e os sets podem ser visitados. Ainda na região, veja de perto fósseis de animais de 150 milhões de anos no Museu do Dinossauro e relaxe nos rios e na sombra das palmeiras do oásis Fint.



Fonte: Françatur - especializada em França, mas também comercializa roteiros a outros países da Europa, África, Oriente Médio e América Latina.

Nunca desafie a razão – principalmente se tratando do seu estabelecimento comercial



Tenho percebido a insistência de muitos empreendedores em acreditar que seus negócios possuem o extraordinário poder da solução instantânea dos problemas. Ou seja, muitos creem que bastam meia dúzia de mesas e um letreiro na porta e tudo estará pronto e resolvido. 

Peço desculpas por estragar a festa, mas, não é assim que a coisa funciona. Todo e qualquer empreendimento estará diretamente ligado a um comportamento indissociável, que é o de trabalhar. E trabalhar muito!

São frequentes os exemplos de pessoas que, pelo simples fato de abrirem uma empresa, ou seja, passarem a ser uma pessoa jurídica, começam a ter acesso a créditos bancários e inúmeras linhas de financiamento, o mais comum, o de automóveis. Tudo passa a ser uma farra só. De uma hora para outra, acontece um verdadeiro desfile de carros novos e ostentação de inúmeros cartões de crédito. Tudo isso se resume a um só fator: o deslumbramento.

Creio que este comportamento deve ser mais frequente em países pobres e em desenvolvimento, que é o nosso caso. No entanto, a motivação principal está no processo educacional deficiente de nosso país, onde somos preparados e educados na busca pelo ter e não pelo ser. 

O nosso conceito de posicionamento social superior está diretamente relacionado à condição de ostentar e exibir as conquistas materiais, ainda que a “pilha” de carnês seja maior que o nosso bem adquirido. Temos um conflito muito grande a superar, que é saber diferenciar o comprar do conquistar.

- Comprar: é um ato mecânico, motivado pelo simples desejo de possuir, exercido de modo inconsequente e que, na maioria das vezes, resulta em descontrole e graves crises financeiras. E são exatamente essas crises que levam os empreendimentos à falência.
- Conquistar: é um ato racional derivado de estratégias e ponderações, motivadas por um objetivo definido e que resulta em um prazer duradouro e positivo para a estrutura dos empreendimentos.

Entre o ato de comprar e o de conquistar, há a razão, que é o meio pelo qual o empreendedor exercita o ato de respirar, pensar e ponderar, antes de decidir. O empreendedor racional é aquele que compreende que o sucesso está diretamente ligado ao tempo. 

Ou seja, ainda que resultados positivos possam ocorrer em curto prazo, somente após o tempo de maturação do empreendimento é que o empreendedor terá a segurança de ter atingido o sucesso.

Não há segredo para se atingir o sucesso, mas sim, um caminho a ser seguido. Os céticos acreditam somente no acaso. Os preguiçosos acreditam na sorte. Os determinados confiam no trabalho.

Espero e desejo que o acaso e a sorte sempre possam acompanhar os determinados. No entanto, se não puderem acompanha-los, é certo que o trabalho sempre dará conta do recado.


Fonte: Edson Pudence - palestrante e consultor

quarta-feira, 20 de março de 2019

Mudanças climáticas: considerações necessárias


Considerada um desdobramento da crise ambiental, a mudança climática pode ser um dos maiores desafios globais que a sociedade hodierna enfrenta. Ela exerce pressão sobre a estrutura social e política, de comunidades no mundo inteiro, em face ao cenário de incertezas sobre o escopo exato e a velocidade dos próximos passos necessários para remediar suas causas e efeitos, especialmente no plano global.

Previsões destacam que, para cada grau de aumento da temperatura média global, ocorrerá uma queda de 20% na disponibilidade de recursos hídricos para 7% da população mundial. Se as emissões de gases do efeito estufa seguirem subindo, no pior cenário, até o fim do século XXI o número de pessoas expostas a grandes enchentes será três vezes maior do que se as emissões tiverem sido reduzidas. 


Além disso, será maior a possibilidade de mortes resultantes de ondas de calor, as pessoas estarão expostas a doenças transmitidas pela água e por alimentos. Para completar, o aquecimento global colocará em risco a produtividade pesqueira e os serviços ecossistêmicos dos oceanos.

Tais consequências irão recair tanto quanto aos povos que menos contribuem para as emissões de gases de efeito estufa, uma das causas da mudança do clima. Portanto, seriam as variações climáticas um novo fenômeno de injustiça global? 

Considerando que as atividades humanas, em relação às mudanças climáticas, podem ser desprezíveis em relação a uma perspectiva global e de cronologia geológica, como supõe alguns cientistas, deve-se ter em conta, porém, que a ação conjunta destas com outros agentes atmosféricos são relevantes.

Assim, são importantes as reflexões sobre mudanças climáticas e possíveis futuros, construindo cenários que avalie causalidades, tendências e ciclos do passado, o que ocorre no presente e pode se estender ao futuro. Nesse momento, é cabível observar que as hipóteses sobre mudanças climáticas devem ser analisadas considerando-a como um fenômeno complexo, relativo, volátil e compatível com a importância do princípio da incerteza e da precaução.



Fonte: Isabel Grimm - pós-doutora em Gestão Urbana e doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento, é coordenadora do Programa de Mestrado Profissional em Governança e Sustentabilidade do ISAE Escola de Negócios.

Child Free: a polêmica dos estabelecimentos com restrições as crianças


O movimento "Child Free" (livre de crianças), inicialmente, surgiu para apoiar as pessoas que optaram por não serem pais e se sentiam desprestigiadas por isso, por irem contra uma “imposição da sociedade”. Hoje, no entanto, este movimento seguiu outros passos e ganhou um novo significado, no qual os estabelecimentos comerciais escolhem por proibir a entrada e permanência de crianças.

Pelos quatro cantos do mundo, existem restaurantes, pousadas e albergues onde não é permitida a entrada de crianças com justificativas variadas, tais como: o espaço não é adaptado para recebê-las ou garantir a tranquilidade dos demais clientes.

De um lado, existe uma vertente onde a omissão dos pais, diante do mal comportamento das crianças, prejudica o funcionamento do local e incomoda as pessoas presentes. Mas, sob outra análise, trata-se de uma forma de discriminação, uma vez que pais e filhos estão sendo lesados pelos seus direitos fundamentais.

Para a advogada Christiane Faturi Angelo Afonso, a forma como o Child Free tem sido adotada é contraditória dentro de uma sociedade que defende a inclusão e igualdade de todos. “Se continuarmos nessa linha de raciocínio, logo haverá estabelecimentos privados que se recusarão a receber idosos, negros, mulheres, pessoas com deficiência, homossexuais ou qualquer pessoa que não esteja dentro do padrão que acreditam ser o correto”, opina a advogada.

No Brasil, existe respaldo jurídico pela Constituição Federal, para proteção da criança e do adolescente, nos artigos 1º, II (cidadania) e III (dignidade da pessoa humana), 3º IV ( promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação), 5º XLI (a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais) e 227 (é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, adolescente e jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, saúde, alimentação, educação, lazer, profissionalização, cultura, dignidade, respeito, liberdade e convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão).


Christiane Faturi Angelo Afonsos alienta, ainda, que esse movimento é sinônimo da falta de empatia com as pessoas, pois a infância é uma fase fundamental na vida do ser humano, na qual as descobertas e a socialização fazem parte do desenvolvimento do indivíduo, afinal, até os defensores do Child Free, foram crianças um dia, com curiosidades inerentes a sua faixa etária. 

“Essa segregação é ilegal e nitidamente discriminatória e não pode ser aceita. Dessa forma, entendo que não cabe a pousadas, hotéis e restaurantes proibirem o acesso de crianças e adolescentes, sob o pretexto de serem privados. Essa discriminação e constrangimento não podem ser aceitos, devendo ser denunciado ao Ministério Público e, também, no Procon, especialmente quando os pais são surpreendidos com a informação de que seu filho não é aceito e nada lhes foi dito no momento da contratação”, finaliza Christiane Faturi Angelo Afonso.


Fonte: Christiane Faturi Angelo Afonso - advogada