quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Colônia, no Uruguai , aposta no turismo de incentivo e reuniões


Em um encontro organizado no início do mês pelo hotel Sheraton, autoridades do Ministério de Turismo do Uruguai, Intendência de Colônia e players se reuniram para debater o turismo de incentivo na região. O foco estava em apresentar Colônia como um destino para reuniões e viagens de incentivo as operadoras de viagens, bem como a estrutura sobre as mais de cinco salas existentes no estado e as facilidades para a execução do mesmo em benefícios fiscais oferecidos pelo país para os organizadores do evento e atrações diferenciadas do destino.

A abertura do evento contou com a presença do prefeito de Colônia, Carlos Moreira Reisch, com o vice-ministro de Turismo do Uruguai, Benjamin Liberoff, representantes do Sheraton e da rede Marriott, diretor e vice-diretor de Turismo do Município, Andrés Sobrero e Cristina Otero. Como funcionários do Ministério do Turismo do setor de Reuniões e Viagens de Incentivo, Paola Bianchi e Karina Larroque.

- Benefícios:

O Uruguai é o local ideal no setor de Reuniões, Incentivos, Conferências e Exposições. O vizinho conta com aproximadamente 11.000 hotéis de marcas renomadas que se especializadas nesse nicho. Enquanto "Colônia tem um plus porque tem apelo histórico-cultural, destaca-se por realizar vários eventos e tudo isso contribui para a promoção de viagens de incentivo - que as empresas costumam organizar", explicou Bianchi. Enquanto Larroque acrescentou que a proximidade com Buenos Aires "reforça o turismo de negócios em particular", onde residem 15 milhões de pessoas.

Para atrair reuniões, o Uruguai tem o programa do Ministério do Turismo "Eventos SOS", que oferece contribuições entre US $ 2.000 e US $ 4.000 para a organização de reuniões 
internacionais. 


- Ranking e responsabilidade

De acordo com o ranking da ICCA 2018, elaborado pela Associação Internacional de Congressos e Convenções, mais de 12.500 reuniões foram realizadas em todo o mundo, nas quais Barcelona, Paris, Buenos Aires e Lima pontuaram a lista. Por sua vez, o Uruguai ficou entre os 50 melhores locais do mundo, com 58 reuniões.


Fonte: Fernanda Bertin

Festival Colombo celebra história e cultura em Porto Santo, no Arquipélago da Madeira



Cristóvão Colombo entrou para a história como o descobridor das Américas no século 15. Mas, antes disso, este grande navegador cruzou o caminho de um território localizado entre as Américas e a África: o Arquipélago da Madeira. Ele chegou a essas ilhas portuguesas devido aos negócios de açúcar que conduzia, e acabou se casando e vivendo ali por alguns anos, antes de sequer pousar os olhos no continente americano.

Sua presença nas ilhas acabou motivando, centenas de anos depois, a criação do Festival Colombo, que celebra a epopeia dos descobrimentos portugueses e a cultura da época tendo como tema o período em que o mercador esteve por lá.


Este ano, o evento acontece de 12 a 14 de setembro na ilha de Porto Santo, como é habitual, e inclui em sua programação gastronomia, artesanato, artes circenses, espetáculos teatrais, treino de armas, acrobacias, jogos de destreza, malabarismos, música e danças exóticas, em um clima permanente de animação.

Entre as principais atrações está o Mercado Quinhentista, uma recriação dos mercados do século 15 que, além do comércio, conta com encenações de brigas entre mercadores e comerciantes e julgamentos de hereges e infratores, além de vários espetáculos e muita comida.


Outro momento muito esperado do festival é o desembarque e cortejo histórico para a recepção de Colombo, quando centenas de pessoas se reúnem na praia para assistir a uma encenação da chegada do navegador à ilha, em uma réplica da caravela Santa Maria, e depois realizam um cortejo pelas ruas.

Porto Santo é uma das ilhas habitadas do Arquipélago da Madeira e reúne excelentes hotéis e resorts e muita beleza natural, como deslumbrantes praias de água azul-turquesa e areia dourada com propriedades terapêuticas reconhecidas.


- Sobre a Ilha da Madeira:

Considerado o melhor destino insular do mundo, a Ilha da Madeira é um pequeno paraíso português situado em meio à imensidão do Oceano Atlântico. De origem vulcânica, sua localização privilegiada proporciona clima ameno e mar com temperatura agradável o ano inteiro, além de impressionantes cenários de montanhas, vales e penhascos, todos cobertos pela exuberante vegetação Laurissilva, nomeada Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco. 

O arquipélago é formado por um conjunto de ilhas, sendo as principais e únicas habitadas Madeira e Porto Santo. Há excelentes opções em balneários, monumentos históricos e ótimos hotéis e restaurantes, onde se pode provar a deliciosa gastronomia e os premiados vinhos madeirenses. 



Fonte: Jessica Ferreira

O consumo de água na Indústria e na Agropecuária são assustadores


O “orçamento” de recursos naturais se esgotou para este ano, o que significa que a população mundial usou nos últimos sete meses toda a água, energia, minerais e vegetais que o planeta tem capacidade para produzir e renovar no período de 365 dias. A divulgação aconteceu no dia 29 de julho, por meio da Global Footprint Network, organização responsável por cálculos que marcam a Pegada Ecológica, a marca deixada pela humanidade na Terra.

Para conscientizar sobre o consumo consciente do recurso hídrico, que apesar de estar em mais de dois terços do Planeta Terra, apenas 0,007% é apropriado para o consumo humano, o especialista em eficiência hídrica, Wagner Cunha Carvalho, CEO da W-Energy e membro do Instituto para a valorização da Educação e da Pesquisa no Estado de São Paulo (IVEPESP), diz que todos devem se conscientizar não só na hora do banho, de lavar a louça, de escovar os dentes, etc., mas sim de tudo o que se compra e se consome. 

“Aquilo que compramos e consumidos tem um grande impacto no meio ambiente. Todo o sistema do planeta está interligado, desde o desmatamento na Amazônia até o crescimento populacional, o aquecimento global, a produção excessiva de lixo, etc. Tudo isso interfere nas más condições hídricas que enfrentaremos há anos e também que devemos enfrentar daqui para frente”, revela.

Grande parte das fontes de água (rios, lagos e represas) está, a cada dia, mais contaminada e poluída, devido a ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois num futuro próximo, além das crises hídricas que já enfrentamos em nosso País, poderá faltar água para o consumo de grande parte da população mundial.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria, a demanda global por água no setor industrial deve aumentar, até 2050, cerca de 400%. No Brasil, a cada segundo, são retirados dos rios 2,3 milhões de litros para a fabricação de bebidas, alimentos e cosméticos e esse consumo só perde para o da agricultura.

- Conheça os produtos que, para serem produzidos, consomem muito mais água do que se imagina:

- Papel: A produção de uma folha de papel A4 consome cerca de 10 litros de água.

- Leite: Para cada litro de leite são necessários mil litros de água.

- Café: Uma xícara de café gasta 130 litros de água em sua produção.

- Arroz: Para produzir 1 kg de arroz são necessários 2.500 litros de água.

- Carne bovina: Um quilo de carne de boi consome 17.000 litros de água na produção.

- Carne suína: Um quilo de carne suína consome 6 mil litros de água na produção.

- Carne de frango: Para produzir 1 kg, são necessários 3.700 litros de água.

- Chocolate: Para fabricar uma barra de chocolate, são gastos 1,7 mil litros de água.

- Calça Jeans: A fabricação de uma calça jeans usa 10 mil litros de água.

- Carro: 400.000 litros de água são gastos no processo de fabricação de 1 automóvel.

Os números chegam a assustar quando se sabe da quantidade de água utilizada na produção de cada produto consumido diariamente pelos brasileiros. Ainda, segundo Wagner, a intenção não é parar de consumir, mas sim consumir com mais consciência, qualidade e responsabilidade. 

“Com visão do futuro sobre a grande crise de água no mundo, devemos estar cada vez mais alinhados com a ecologia, com as tecnologias e com a cultura sustentável”, explica ele, salientando que, sem uma alteração de comportamento, a água potável chegará a ser um recurso disputado e até mesmo raro daqui alguns anos.


Fontes: Organização internacional Water Footprint / Wagner Cunha Carvalho- Administrador de empresas, especialista em Sustentabilidade - Eficiência Energética e Hídrica

Desafio Escolas Sustentáveis abre chamada para planos de ação de escolas públicas voltados à educação para sustentabilidade



Com o objetivo de estimular cada vez mais a cultura do consumo consciente e da sustentabilidade dentro das escolas públicas, o Instituto Akatu lança o Desafio Escolas Sustentáveis. A iniciativa faz parte de um esforço global, coordenada pelo IGES e pela One Planet Network e financiado pelo Ministério do Meio Ambiente do Japão, que vai financiar os melhores planos de ação que promovam a educação para o consumo consciente e a sustentabilidade.

O objetivo do Desafio é que diretores, coordenadores pedagógicos, professores e alunos trabalhem juntos no desenvolvimento de planos de ação que promovam melhorias em suas escolas, tanto em aspectos físicos e estruturais como em pedagógicos, a fim de estimular a educação para um futuro mais sustentável e equilibrado.

Os planos de ação serão selecionados com base em critérios como governança da escola, mudança curricular e estrutural, participação dos alunos e da comunidade, potencial de redução de emissões de gases de efeito estufa e promoção do consumo consciente. Serão cinco vencedores, uma escola de cada região do país. Elas receberão o financiamento de R$ 30mil para os seus planos, e a escola com o melhor plano de todos receberá um financiamento adicional de R$ 75mil (total de R$ 105mil).

Cada escola poderá fazer apenas uma submissão, porém com duas versões do plano: uma com custo de R$ 30mil e outra com custo de R$ 105mil, ambas planejadas para execução em no máximo de seis meses, de fevereiro a agosto de 2020.

“O Instituto Akatu tem orgulho de ser o parceiro escolhido para essa iniciativa global. O Edukatu, nossa rede de aprendizagem que visa incentivar a troca de conhecimentos e práticas sobre consumo consciente entre professores e alunos, realizará uma série de ações para divulgá-la e ajudar as escolas a preparar seus planos. Estamos ansiosos por colaborar com ideias que fomentem um ambiente escolar estimulante para debater e incorporar práticas e hábitos de um estilo de vida mais sustentável em todo o Brasil”, explica Helio Mattar, Diretor-presidente do Instituto Akatu.

A iniciativa será realizada simultaneamente em mais oito países – Namíbia, África do Sul, Uganda, Camboja, Quirguistão, Filipinas, Vietnã e Suriname - e o intercâmbio entre os participantes será incentivado. A escola brasileira que conquistar o maior financiamento indicará representantes para participarem de encontros internacionais e studytours em outros países, com o objetivo de promover a troca de experiências.

- Sobre o Akatu:

Criado em 15 de março de 2001 (Dia Mundial do Consumidor), o Instituto Akatu é uma organização não governamental sem fins lucrativos que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para o consumo consciente. Tem como proposta e objetivos contribuir para a mudança de comportamento do consumidor, a partir de duas frentes de atuação: Educação e Comunicação, com o desenvolvimento de campanhas, conteúdos e metodologias, pesquisas e eventos. 

O Akatu também atua junto a empresas que buscam caminhos para a nova economia, ajudando a identificar oportunidades que levem a novos modelos de produção e consumo, que respeitem o ambiente e o bem-estar, sem deixar de lado a prosperidade.

- Sobre o Edukatu:

Projeto do Instituto Akatu, o Edukatu é a primeira rede de aprendizagem sobre os conceitos e práticas do consumo consciente e da sustentabilidade para alunos e professores do Ensino Fundamental de todo o Brasil. Desde 2013, o Edukatu já soma mais de 200 mil pessoas impactadas e comemora os mais de 30 mil alunos, 8 mil professores e 3 mil escolas cadastrados em sua base, em todo o Brasil.


Fonte: Helio Mattar - Diretor-presidente do Instituto Akatu