quarta-feira, 22 de maio de 2019

Cinco substitutos da carne para incluir no cardápio


Quem está em transição para o vegetarianismo ou veganismo sempre tem a dúvida de quais alimentos podem ser substitutos da carne. Essa dúvida é natural, visto que a alimentação do ser humano é baseada no consumo de produtos de origem animal e as pessoas crescem acreditando que estes são as únicas fontes para manter a vida saudável.

O grande receio das pessoas quando buscam substitutos da carne é na reposição dos nutrientes presentes neste alimento, como proteína, ferro, vitaminas do complexo B entre outros. A boa notícia é que todos esses nutrientes podem ser encontrados nos alimentos de origem vegetal. 


No caso específico da vitamina B12, o mercado hoje disponibiliza alimentos enriquecidos, como os leites e iogurtes, além da possibilidade de fazer a reposição por meio de cápsulas, afirma Anderson Rodrigues, diretor da Vida Veg, uma das maiores empresas produtoras de alimentos à base de vegetais do país.

A alimentação vegana é uma dieta à base de vegetais. No cardápio inclui legumes, verduras, frutas, tubérculos, grãos integrais como aveia, chia, linhaça, quinoa e também as oleaginosas (castanhas). Ela supre nossa necessidade em todos os aminoácidos e a maioria das vitaminas e minerais. Além disso, a dieta vegana é riquíssima em antioxidantes responsáveis por retardar o aparecimento de doenças. 

 De acordo com o Guia Alimentar de Alimentação Vegetariana para Adultos, da SVB, quando bem planejadas, como toda alimentação deve ser, a vegetarianas promovem o crescimento e desenvolvimento adequados e podem ser adotadas em qualquer ciclo da vida, inclusive na gestação e na infância. 

A alimentação vegetariana traz resultados benéficos na prevenção e no tratamento de diversas doenças crônico-degenerativas não transmissíveis. Não há estudos demonstrando aumento de doenças em grupos vegetarianos.

- Para auxiliar você no processo de transição, existem muitos substitutos para a carne para substituir no cardápio. Entre eles:

- Leguminosas:

Grão-de-bico, todos os tipos de feijões, ervilha, lentilha, soja e favas são ótimos substitutos da carne, fontes de proteína vegetal, vitaminas e minerais, como o ferro.

- Tofu:

Obtido a partir da soja fermentada, é rico em proteínas e minerais, como cálcio, fósforo e magnésio.

- Sementes:

Sementes de chia, linhaça, girassol, gergelim fornecem boas quantidades de proteína, ômega-3 e vitaminas do complexo B. O gergelim é também excelente fonte de cálcio.

- Cereais integrais:

Como o arroz, aveia, amaranto, trigo, quinoa, centeio. Assim como as leguminosas, são boas fontes de proteína vegetal, fornecem vitaminas do complexo B, ferro e fibras.


- Verduras de folhas verde-escuro:

Como couve, brócolis, escarola, rúcula e agrião são ricas em ferro.

- Oleaginosas:

Castanhas, amêndoas, nozes, avelãs e macadâmias, são ricas em gorduras insaturadas, proteínas, fibras e antioxidantes. Além disso são fontes das vitaminas E e do complexo B e de minerais como zinco, potássio, manganês, ferro, cobre e selênio.

A pessoa que quiser fazer a transição para esta dietas deve procurar informações e auxílio de um profissional de saúde habilitado, porém basta um pouquinho de conhecimento sobre os nutrientes de cada alimento que fica fácil fazer combinações perfeitas para uma alimentação saudável.



Fonte: Anderson Rodrigues - diretor da Vida Veg

Boas maneira e etiqueta são conceitos ultrapassados?


Ter boas maneiras e respeitar regras de etiqueta parecem ser conceitos ultrapassados para algumas pessoas que tendem a adotar um comportamento mais intolerante e agressivo. Fato é que, para uma convivência mais harmoniosa em sociedade, é necessário preservar alguns princípios que garantam o respeito mútuo. O que dizer então sobre a importância dos “bons modos” nos círculos sociais mais altos e restritos?

Anna Bey, a criadora da Escola da Elite - um programa de treinamento para as “aspirantes” a um lugar nas altas esferas, denominado “Sete Passos para a Alta Sociedade” -, considera que, mesmo para aqueles que não tiveram o privilégio de uma educação extremamente refinada e qualificada, a observação de determinadas regras e comportamentos é fundamental para gerar uma imagem positiva e garantir o seu espaço pessoal e profissional em qualquer ambiente.

Segundo a instrutora do curso, as boas maneiras estão relacionadas a um comportamento social baseado na tradição, refletem os nossos valores e a nossa moral. “Trata-se de agir apropriadamente dentro de um padrão definido pela sociedade, é uma expressão de educação e conduta”. 


A etiqueta, por sua vez, representa a forma prática das boas maneiras, o modo de agir. Mas por que os dois conceitos ainda são importantes? Anna diz que “você sempre deve preservar a sua natureza, mas ter boas maneiras e etiqueta é uma demonstração de respeito pelas pessoas. Em contrapartida, você obterá mais apreciação e simpatia. As pessoas tendem a levar mais a sério quem sabe se comportar em qualquer ambiente”.

- A especialista cita quatro dicas fundamentais que propiciam maior segurança e evitam constrangimentos desnecessários:


- Respeite o outro, a sua privacidade e o espaço de cada um. Seja educado e pontual. “Por favor” ou “com licença” são expressões mágicas;

- Tenha apreço pelo próximo e exercite a gratidão. Agradeça sempre e ofereça uma mão amiga a quem precisa; 

- Estabeleça um contato visual, faça com que as pessoas sintam-se especiais e valorizadas;

- Peça desculpas, ajude e seja gentil. Tenha empatia, trate as pessoas da forma como gostaria de ser tratado, deixando-as confortáveis em qualquer situação;

- Demonstre interesse, seja curioso sem parecer intrometido e invasivo. Escute e interaja, não ignore.

“Ser educado é ser elegante, tenha o controle das suas emoções e não dê vexame”, aconselha Anna. Afinal, gentileza gera gentileza e facilita muito os contatos sociais.
Fonte: Anna Bey

Pessoas mais altruístas e afetuosas tendem a ser mais empáticas, diz estudo


Certamente você deve ter ouvido falar muito em empatia, definida como a capacidade de se colocar no lugar do outro, de perceber o estado ou a condição de outra pessoa e, por meio dessa habilidade, conseguir sentir a mesma emoção.

Mas, nos últimos anos, a neurociência tem evidenciado que a empatia é na verdade uma combinação de atos conscientes e inconscientes do nosso cérebro e que depende do bom funcionamento de certas regiões cerebrais.

Um estudo, publicado na revista científica Plos One, mostrou que pessoas com traços específicos de personalidade, como altruísmo e afetuosidade, por exemplo, são mais bem habilitadas para reconhecerem os estados emocionais de outras pessoas, devido a uma maior atividade em regiões importantes do cérebro, como a junção temporoparietal e o córtex pré-frontal medial.

Outra pesquisa, publicada no Journal of Neuroscience, apontou que embora o egocentrismo seja uma característica considerada normal no ser humano, existe uma área do cérebro que ajuda a regular nosso egoísmo, chamada de giro supramarginal. Quando há pleno funcionamento dessa estrutura, por exemplo, a falta de empatia é identificada e corrigida. Por outro lado, danos nessa região reduzem de forma significativa a capacidade de se colocar no lugar do outro.

- Empatia e tolerância andam juntas

Segundo a neuropsicóloga Thaís Quaranta, a empatia vai muito além da capacidade de se colocar no lugar do outro. “A primeira questão envolvida na empatia é entender que o outro é um ser independente de nós, como suas particularidades e diferenças. Assim, a empatia é quando imaginamos como seria estar no lugar do outro, compartilhamos seus sentimentos, mas permanecemos conscientes de que não é a nossa própria experiência”.

Isso quer dizer que ser empático não é imaginar o que você faria se estivesse no lugar do outro, mas sim entender e aceitar a decisão do outro para aquela questão.

“A empatia depende de uma outra habilidade, a tolerância. Aceitar as diferenças em todos os sentidos é ser empático. Precisamos levar em consideração o contexto de vida das outras pessoas, seus valores, suas crenças, sua personalidade, suas opiniões e saber interpretar corretamente cada situação e sem a tolerância isso não ocorre”, comenta Thaís.

- Empatia pode ser aprendida?

Sabe-se que a empatia é multidimensional, ou seja, ela depende de conexões neuronais, assim como é influenciada pelo ambiente e pelas interações sociais. A infância é uma fase crucial para desenvolver habilidades empáticas.

“A criança deve ser ensinada a se importar com os sentimentos dos outros desde pequena. Por exemplo, se ela bate ou morde o amiguinho, é mais adequado dizer que o colega está triste porque doeu, porque lhe machucou, do que simplesmente obrigar a criança a pedir desculpas. Pedir desculpas apenas por pedir não ajuda a criança a reconhecer ou a se colocar no lugar do outro”, recomenda Thaís.

Mas, mesmo depois da chamada “janela de oportunidade”, que se dá na infância e na adolescência, a empatia pode ser desenvolvida, segundo um estudo publicado no Journal Social Neuroscience. A pesquisa mostrou que os processos neurais podem ser modificados por meio da estimulação social e emocional, independente da idade.

“A empatia abre portas para nossos relacionamentos em todos os âmbitos, como o familiar, o amoroso, o profissional e o social. É uma característica bastante valorizada nas empresas, assim como é essencial para construir e para fortalecer nossos vínculos. E, felizmente, pode ser treinada com a ajuda da psicoterapia”, finaliza Thaís.


Fonte: Clara Sangiorgio

Cinco cuidados para a humanização nas empresas


Em um mundo onde a tecnologia abriu canais públicos de comunicação e conexão, os recursos humanos enfrentam um novo desafio. As pessoas procuram locais de trabalho mais humanizados, onde a abertura é o padrão para a comunicação, a voz do colaborador é ouvida e os integrantes de cada equipe se sentem especiais, significativos e conectados.

Home-office, mesa de bilhar, happy hours, levar o pet para o trabalho, reuniões de feedback e folga no dia do aniversário são alguns benefícios que chamam a atenção para quem está procurando um ambiente de trabalho mais humanizado.

"Embora concentrar-se nos aspectos humanos seja fundamental para que os colaboradores se sintam valorizados, as empresas precisam tomar cuidado para não pecar pela humanização por si só, perdendo o foco do resultado, que pode fazer com que a produtividade dos colaboradores caia, ou colocar em risco o limite entre o que é vida profissional e o que é vida pessoal. 


Esses dois aspectos devem ser integrados, mas não misturados. Assim, a humanização deixa de ser um aspecto positivo e pode causar problemas para a empresa e para os funcionários", explica a especialista em desenvolvimento humano Susanne Andrade, autora do best-seller "O Segredo do Sucesso é Ser Humano".

- Confira alguns cuidados importantes na hora de humanizar a empresa:

-Trabalho x integração da equipe:

Algumas empresas costumam organizar "happy hours" após o expediente para promover a troca de ideias, descontrair, ou até mesmo estreitar os laços entre os colegas de trabalho. "Apesar de ser uma ótima ideia, essa é uma questão à qual o empregador deve se atentar, pois como se sabe, não são todas as pessoas que sabem separar momentos de descontração e trabalho", comenta a especialista.

Existem casos em que funcionários encerram o expediente mais cedo para começar a organizar o "happy hour", por exemplo, ou de pessoas que se excedem no entusiasmo ou na bebida. "Deve haver um cuidado para que a confraternização não atrapalhe as atividades da empresa, e não ultrapasse o limite do tolerável em um ambiente corporativo", comenta Susanne.

-Feedback da forma adequada:

Embora dar feedback seja indispensável, algumas empresas ainda hoje pecam nesse quesito. "Muitas companhias ainda utilizam o feedback como sinônimo de avaliação de desempenho, como termômetro para categorizar os funcionários entre 'promovido' e 'não promovido'. Essa visão é ultrapassada e um grande equívoco, pois o feedback vai muito além disso. Ele é uma importante ferramenta para manter a equipe motivada e promove o desenvolvimento de habilidades, além dos ajustes necessários na performance".

Para a especialista, o feedback deve ser praticado sempre que possível. "Ele ajuda nas relações humanas, tanto pelo reconhecimento quanto pelo redirecionamento de comportamento e quanto mais utilizado, mais motivados ficam os profissionais", explica ela.

-Política de home office:

As vantagens do home office são inegáveis e, por isso, cada vez mais profissionais têm procurado vagas que oferecem esse benefício ao menos uma vez na semana. "São diversos motivos que podem levar alguém a procurar funções que permitem trabalhar de casa uma ou mais vezes na semana: pais que acabaram de ter bebês, profissionais que moram distante da empresa e querem evitar trânsito, economia com combustível, flexibilidade no horário de almoço, não ter que se preocupar todos os dias com o visual, entre outras razões".

Mas, infelizmente, nem todo profissional é produtivo atuando no ambiente doméstico. "Dar aquela olhada no que está passando na TV ou ter um desejo incontrolável de tirar uma soneca pós almoço, sem disciplina para suas entregas, são algumas das armadilhas para o profissional que atua em home office", elenca Susanne.

Por isso, esse recurso tão desejado pelos colaboradores muitas vezes não funciona para todos. "É preciso avaliar muito bem o perfil daquele profissional, seu nível de comprometimento, e também se as funções que exerce são compatíveis com o trabalho de casa. Caso contrário, pode ser um 'tiro no pé'", diz a especialista.

-Vida profissional x vida pessoal:

Hoje é muito comum encontrar empresas que proporcionam espaços de lazer dentro da própria empresa, como mesas de pebolim ou bilhar, e até mesmo vídeo game, para que seus funcionários possam "desestressar" no horário do almoço ou após o expediente.

"Apesar de ser um meio de promover a integração, deve-se tomar cuidado com esse diferencial, pois é preciso ver até que ponto irá humanizar a empresa, para acabar não virando bagunça. Além disso, esse tipo de iniciativa pode incentivar os colaboradores a ficarem até muito tarde no escritório todos o dias, participando de atividades de lazer com os colegas. Isso pode ser prejudicial, pois manter um limite entre vida profissional e pessoal é necessário e saudável. É essencial o foco no equilíbrio".

-Escritórios "pet friendly":

Permitir que os colaboradores levem seus pets ao trabalho, ao menos uma vez ao mês, é uma tendência que teve início nos Estados Unidos e acabou vindo para o Brasil. Hoje já é possível encontrar alguns escritórios no país que permitem que o funcionário leve seu cão ao trabalho.

"Apesar de algumas pesquisas apontarem que ter um animal de estimação no ambiente de trabalho alivia o estresse e melhora a produtividade, também é preciso cautela, afinal, não há quem resista a um cãozinho fazendo graça e pedindo carinho, por isso o pet pode acabar distraindo os colaboradores, ou até mesmo incomodar pessoas que têm fobia de animais. Avaliar todo o contexto é essencial", explica.


Fonte: Susanne Andrade - escritora, palestrante e professora de cursos de MBA pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP).