quinta-feira, 18 de abril de 2019

Coelho não pode ser associado como presente de Páscoa para as crianças


Uma vez por ano, a mídia nos faz lembrar que a Páscoa está chegando. Os ovos de chocolate se transformam na estrela da festa. Mas, o verdadeiro significado da Páscoa simboliza uma vida que está surgindo. Para os cristãos, representa o mistério da ressurreição de Jesus Cristo.

Quando a Páscoa cristã começou a ser celebrada, a troca de ovos começou a fazer parte da Semana Santa. Os cristãos passaram a ver no ovo um símbolo da ressurreição de Cristo. Naquela época, as pessoas trocavam ovos de galinha decorados. A tradição dos ovos de chocolate começou na França e, a partir do século XIX, os ovos doces tomaram conta da comemoração.

A tradição do coelho da Páscoa surgiu no século XVI, na Alemanha. Os alemães trouxeram o hábito para a América no século XIX. O coelho foi atrelado a esta data comemorativa porque se reproduz rapidamente, simbolizando a fertilidade e vida nova.

Como todo animal de estimação, jamais poderá ser adotado para servir como um brinquedo para as crianças. De acordo com médicos-veterinários, antes de adquirir um pet, as famílias devem avaliar cautelosamente se possuem estrutura, orçamento e rotina que permitam criar, com bem-estar e saúde, esse animal que vive de seis a dez anos em ambiente doméstico.

A médica-veterinária Cristina Maria Pereira Fotin, membro da Comissão de Médicos-Veterinários de Animais Silvestres do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), explica que deixá-los em gaiolas causa sofrimento, uma vez que impede que eles se movimentem e locomovam atendendo à sua natureza.


"Os coelhos podem apresentar problemas nas articulações, obesidade e desvios de comportamento, como lambeduras que levam a problemas de pele", ressalta Cristina, que indica a necessidade de um viveiro, com área para tomar banho de sol e abrigo para que o animal possa se recolher para descansar ou se proteger de algo que possa assustá-lo.

O ambiente do animal também deve contar com madeira para que possam roer outro comportamento inerente à espécie. É indicado deixar à disposição do animal pedaços de troncos ou galhos de laranjeiras, goiabeiras ou de outras árvores frutíferas, sempre in natura, nunca madeiras envernizadas.

A alimentação é outro tópico que merece atenção, pois nem só de ração vive um coelho. Folhagens com talos, frutas e legumes devem fazer parte da dieta, a qual precisa ser definida com orientação de um médico-veterinário.

Por não se atentarem às necessidades específicas dos coelhos antes de adquiri-los como pets, muitas famílias acabam negligenciando nos cuidados e, pior, abandonando o animal, o que configura crime, previsto na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais).


Fonte: Vininha F. Carvalho

O Impacto econômico dos feriados prolongados


De acordo com o Conselho Mundial de Viagens e Turismo, o setor de turismo e viagens é um dos principais em todo o mundo, sendo responsável por 10,4% de todo a geração de renda global. Também gera 313 milhões de empregos, o que corresponde a aproximadamente 10% de todos os postos de trabalho mundiais, com tendência de crescimento nos próximos anos.

Feriados mais próximos aos fins de semana tendem a ser mais positivos, por gerarem maior produtividade no turismo de lazer em regiões como as praias do Nordeste e do Rio de Janeiro, das Serras Gaúchas, dos museus e parques em São Paulo, entre outros. Inclusive, diferentemente do Brasil, alguns países têm feriados que se movem para evitar de caírem no meio da semana, empurrando-os para o final de semana. O que acaba gerando maior produção e renda.

Os setores que mais lucram são os serviços de lazer, turismo, câmbio, transportes, hospedagem e alimentação. De acordo com o International Society of Hospitality Consultants, o setor hoteleiro atualmente conta com aproximadamente 10 mil hotéis, com uma projeção de crescimento de 13% até 2022. É importante salientar que diversas regiões e municípios no Brasil dependem do turismo, com estruturas e negócios que se desenvolvem para receberem os turistas tanto em feriados prolongados como períodos de férias, seja no verão ou no inverno.

Para se ter uma ideia, de acordo com o Ministério do turismo, no ano passado no feriado do dia do trabalhador e Corpus Christi aconteceram 4,5 milhões de viagens pelo Brasil e foi injetado 9 bilhões na economia. 
Já o feriado prolongado de 12 de outubro teve aproximadamente 3,24 milhões de viagens domésticas e impacto econômico de R$ 6,7 bilhões nos destinos visitados. 

A estimativa do Ministério do Turismo é de que os sete feriados prolongados de 2018 resultaram em 13,9 milhões de viagens e injetaram R$ 28,84 bilhões na economia brasileira.

Após uma profunda recessão econômica, uma das mais longas de sua história, o Brasil iniciou uma lenta recuperação. A questão principal é a retomada da economia e consequente aumento da renda e emprego. Isso é mais importante para o crescimento dos negócios e dos setores ligados direta ou indiretamente ao turismo. 

Mesmo os feriados não conseguem compensar os efeitos negativos de uma crise econômica generalizada, a qual o Brasil tem enfrenta, mas é fundamental ressaltar que a retomada econômica impacta positivamente na geração de emprego e renda, logo, impulsionando o setor de turismo.

Hoje o mercado financeiro e o governo esperam crescimento econômico na ordem de 2,5%, tanto para 2019 como para 2020. O comércio em geral tende a ser mais resiliente em períodos de crise, acompanhando o crescimento econômico. Esperamos que esses números se afirmem e que o Brasil possa aumentar a capacidade de crescimento nos próximos anos.

Apesar de não ser uma recuperação consolidada, existe o início de retomada em vários setores. O destaque vai para o otimismo dos empresários e consumidores nos últimos meses. Entretanto, há muitas incertezas, que passam pela ainda frágil economia brasileira, as instabilidades financeiras e turbulências comerciais internacionais e a ampla agenda de reformas que iniciou a ser proposta pelo novo governo. 

Apesar desses fatores, as perspectivas de crescimento tendem a elevar a geração de renda e os gastos dos consumidores em 2019. Em suma, espera-se que o comércio e serviços, inclusive o turismo, tenham um ano muito melhor do que os anteriores.



Fonte: Eduardo Trapp Santarossa - professor dos cursos das áreas de Negócios e Ciências Jurídicas e Sociais no Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG - Caxias do Sul). Mestre em Economia e também consultor do Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (RS).

O que fazer quando o cliente não está com a razão?


Negociação, inteligência emocional e documentação das reclamações estão entre os melhores caminhos para lidar com reivindicações sem embasamento

Uma média de 341 mil companhias fecharam as portas no Brasil em três anos sendo o Comércio o setor mais afetado. Em seguida, os segmentos de Indústria e Alimentos também aparecem de forma respectiva no ranking de negócios impactados por uma economia incerta. 

Ao refletir sobre os motivos para a ocorrência deste panorama, é possível citar a influência da 4ª revolução industrial onde o avanço tecnológico provoca transformações mercadológicas com frequência. Alinhada a este fator, encontra-se a recém mudança presidencial na qual houve uma troca significativa de posicionamentos de governo.

Em um contexto em que a linha de atuação das empresas representam a sobrevivência dos negócios, os gestores devem permanecer atentos a todos os detalhes organizacionais tal como a satisfação dos consumidores. Na prática, casos de insatisfação podem resultar em três grandes prejuízos a longo prazo.

“O primeiro ponto a ser afetado na estrutura organizacional é a área de Vendas, pois um cliente insatisfeito - e sem receber o mínimo de atendimento - costuma abandonar as aquisições da marca indo até mesmo de encontro à concorrência. Outro item a ser desestruturado é a reputação que pode ser abalada devido as reclamações públicas. Neste caso, as redes sociais são responsáveis pelo agravamento da situação ao disponibilizar a ação a milhares de visualizações em tempo real. Mas, ao ser realizado por vias tradicionais como o Procon, o registro da insatisfação aumenta as chances de multas”, afirma Marcus Marques, mentor de pequenas e médias empresas.

Para Marques, a máxima de que o cliente sempre tem razão trata-se de apenas um mito porque em determinados momentos as pessoas lutam por direitos inexistentes. Logo, é necessário que diante destas circunstâncias as organizações ajam com ponderação e equilíbrio a fim de manter a capacidade de negociação. Dessa maneira, o especialista fez uma lista com cinco dicas de auxílio aos gestores nesta jornada. Veja abaixo:

- Atendimento das demandas:

A ausência de atendimento em qualquer demanda do consumidor é uma falha organizacional por si só, pois quebra a principal regra de fortalecimento da relação empresa-cliente. Além de ter cuidado com este detalhe, é preciso abrir mão de explicações complexas ao longo do esclarecimento dos pontos questionados pela clientela com a finalidade de demonstrar uma valorização das opiniões das pessoas.

- Solução: 

Ao detectar uma reivindicação no serviço, é imprescindível que a empresa desenvolva uma solução para o problema - de preferência, o mais rápido possível. Entre as alternativas a serem oferecidas pelos gestores está a troca de produtos em casos de danificações ou um pedido de desculpas perante insatisfações relacionadas ao mal atendimento.

- Negociação: 

A idealização de uma solução para uma insatisfação do serviço não é sinônimo de resolução do problema porque o cliente pode recusar a oferta. Nesta conjuntura, é necessário ter na manga uma contra oferta. Se a negociação deixar de funcionar novamente, a sugestão é ouvir as intenções do consumidor a fim de encontrar um caminho satisfatório para ambos os lados.

- Inteligência emocional:

É natural que as pessoas alterem os nervos ao se sentirem lesadas - o que complica a negociação de uma solução. Neste cenário, os colaboradores que ficam na linha de frente do atendimento precisam desenvolver a habilidade de inteligência emocional com o objetivo de acalmar os ânimos dos clientes.

- Documentação das reclamações:

As críticas também são um meio de evolução da empresa. Logo, é essencial registrá-las em um documento detalhado. Este material permite a identificação das reclamações mais recorrentes e das soluções utilizadas em cada episódio. Consequentemente, a iniciativa abre margem para uma padronização do atendimento tornando-se base para o treinamento de novos funcionários.



Fonte: Marcus Marques

Errou na contratação do profissional? A falha pode estar na entrevista


Assim como os candidatos, acredito que nós também precisamos estar preparados para conduzir uma boa conversa e conseguir extrair o melhor do profissional no primeiro contato. Abaixo, listo as cinco abordagens que considero prioritárias para entender com quem estou conversando e se a pessoa tem o perfil para a vaga.

1. Peça para o candidato se apresentar:

Eu sempre estou com o CV enviado em mãos, mas quero que o candidato me explique o seu percurso profissional, com suas próprias palavras. Quero saber qual o histórico dele, o que vai ressaltar de todas as experiências que teve e a maneira que ele se vê como profissional. Saber sobre sua formação, ano que trabalhou em tal empresa e suas habilidades variadas também é importante, mas sempre quero entender como ele conta a própria história. Isso diz muito sobre como ele se projeta não só no mercado de trabalho, mas muitas vezes, na vida como todo.

2. Entenda o tempo de casa:

Um dado que sempre me chama atenção nos currículos é sobre o tempo que a pessoa ficou em cada emprego. Hoje em dia, sabemos que o perfil das gerações vem mudando e está muito mais inquieto e dinâmico, mas mesmo assim é preciso entender os motivos que levam um profissional a mudar tanto de emprego. Claro que são inúmeros os fatores para isso acontecer, mas sempre vou querer saber se foi por movimento de mercado, se a pessoa não se adapta mesmo ou se ela nem sabe o que realmente quer. Esse é um dado importante de ser analisado na hora de contratar. Afinal, você não quer correr o risco de integrar uma pessoa à equipe e perdê-la daqui a três meses, não é?

3. O que você está procurando aqui?

Outro ponto que acho fundamental durante a conversa com o candidato é entender quais são seus objetivos e o que o motivou a se candidatar para a vaga nesta empresa. Muitas vezes, ao ser questionada, a pessoa não sabe dizer ao certo porque se candidatou à vaga.

É nesse momento que identificamos, por exemplo, se o candidato fez spam do seu CV, sem foco e saiu ‘atirando’ para todos os lados. A procura de uma nova recolocação precisa ser pensada em todas as etapas. Se o indivíduo não se deu ao trabalho de saber o porque quer essa vaga, provavelmente ele não é o candidato que você espera.

4. No que é bom e no que precisa melhorar:

Essa é uma das perguntas mais clássicas, mas que poucos conseguem responder. Durante o papo, eu peço para a pessoa citar um ponto positivo e um negativo. Temos que entender qual é seu diferencial. Em geral, as pessoas têm dificuldade em ressaltar uma qualidade.

Geralmente, pergunto na sequência qual foi o último feedback negativo que recebeu ou qual o ponto que ela acha que tem o que melhorar. Quando ela acha que não há nenhum ponto a ser trabalhado, sempre me preocupa. Todos temos melhorias a evoluir. E saber isso não será, necessariamente, uma linha de corte, mas sim uma maneira de entender mais sobre aquele indivíduo em uma conversa de 50 minutos.

5. Exemplo de resiliência:

E por último, e não menos importante, peço para o candidato me contar, se não tiver problema ou constrangimento, um exemplo prático de resiliência que passou em sua vida pessoal. No ambiente corporativo, sabemos o jogo de cintura esperado dos profissionais, mas por isso faço questão de saber como ele se saiu em uma situação de vida, fora da empresa. As pessoas se revelam muito em situações que saem da sua zona de conforto. Isso vai me falar muito sobre o que esperar de tal profissional se ele vier a trabalhar em minha equipe.

Bem, esse é um roteiro que costumo seguir nas entrevistas. É importante que cada gestor tenha o seu. O importante é se preparar também para essa conversa, que em geral, é muito importante para aquela pessoa sentada em sua frente e para o futuro da sua empresa. Boa sorte para todos!



Fonte: Braulio Lalau de Carvalho - CEO da Orbitall