sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Gastronomia de Pucón, no Chile, encanta visitantes


A marcante gastronomia, com influências espanholas e mapuches (indígenas), é apenas um dos tantos atrativos de Pucón. A simpática cidadezinha, famosa por suas inúmeras opções de aventura, fica ao sul do Chile – são nove horas por terra a partir de Santiago ou menos de duas desde o aeroporto de Temuco, o mais próximo.

Os visitantes se encantam com a variedade de receitas da região. Há empanadas com vinagrete picante, um cozido chamado Charquicán – que originalmente leva carne, batata, abóbora, milho e cebola -, cordeiros assados, curantos e muitos peixes e frutos do mar. Isso sem falar na profusão de ingredientes, como pinhões, castanhas, nozes, amoras, framboesas e mirtilos, que se transformam em doces que depois estrelarão as vitrines das charmosas cafeterias do povoado. Impossível resistir.




Neste cenário de tanta riqueza gastronômica destaca-se o restaurante Parque Antumalal, que fica no hotel Antumalal, às margens – e com uma belíssima vista - do lago Villarica. O cardápio, idealizado pela chef Maya Lorca, é totalmente renovado a cada seis meses e neste momento contém entradas como o sofisticado tartar de vieira e manga e pratos principais como costela de porco na brasa com batatas assadas e chucrute de repolho roxo; polvo grelhado com risoto em tinta de lula e suave emulsão de alhos assados; e nhoque de espinafre com molho de queijo defumado e pinhões tostados.
                               

As sobremesas também são criativas e de dar água na boca. Destaque para o mojito cremoso com crocante de coco, a trilogia de sorvetes caseiros (chocolate branco com lavanda, frutos do bosque e limão) e o churro com sorvete de baunilha, molho morno de chocolate e amêndoas carameladas.


Para que a experiência seja completa, entre um prato e outro os comensais podem fazer uma série de atividades, como caminhadas em vulcões e parques nacionais, navegação no lago Villarica, rafting, passeios a cavalo ou em caiaque e, ainda, visitas a termas.



Fonte: Daniel Ramirez

A violência que bate à porta


Segundo dados do Relatório Mundial 2019, divulgados recentemente pela ONG Human Rights Watch, 64 mil homicídios aconteceram no Brasil em 2017. São dois mil a mais que em 2016. Este crescimento não foi freado em 2018, pelo contrário. Os dados já apresentados por Ongs e Instituições mostram que o número de assassinatos segue crescendo a passos largos. 

O crime, cada vez mais, sai da marginalidade e assola toda a sociedade, sem distinguir classes sociais. Estados pararam nos últimos meses (Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Ceará, e por aí vai) na mão de criminosos e a população se vê a mercê desta realidade que bate à porta.

O retrato atual é esse e os noticiários teimam em nos lembrar que o filho morto hoje pode ser o nosso amanhã. Esta sensação de insegurança aumenta a busca por segurança privada. A Pesquisa Nacional sobre Segurança Eletrônica, realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), afirma que houve um crescimento nas residências que investiram em sistemas de segurança nos últimos 12 meses.

Mas quem deve cuidar da segurança dos cidadãos? E quem não tem dinheiro para investir em sistemas? É protegido por quem?

Os sistemas privados de segurança servem para inibir a ação de criminosos, mas não pode ser a única solução. O Estado precisa ser cobrado e deve agir. Para deter o crime organizado é necessário muito mais esforço público do que portões e muros altos. Transferir essa responsabilidade somente para a população é tapar o sol com a peneira, como diz o ditado.

Este problema está intrínseco ao poder, dentro da sociedade como um todo, seja em forma de traficantes ou de milícias. A corrupção sustenta as facções que aprenderam e usam o sistema político e legislativo ao seu favor. A morosidade das decisões ajuda o crime a se fortalecer, já que ele é mais rápido para se adaptar. Para conter a violência é preciso mexer neste vespeiro.

O projeto de Lei Anticrime anunciado pelo Ministro da Justiça, Sérgio Moro, vai ao encontro dessas necessidades. É importante frisar que existem adaptações necessárias para que ele fique melhor e que possa dar igualdade de direitos a todos, entretanto é um primeiro passo que ainda não havia sido dado em outras gestões. Endurecer o Código Penal, Código de Processo Penal, Lei de Execução Penal, Lei de Crimes Hediondos, Código Eleitoral, além de criar mecânicos para agilizar a Justiça, iniciam uma caminhada longa.

Não existe mágica ou milagre que irá diminuir a criminalidade de uma hora para outra. É um processo demorado e dolorido que exige a participação da sociedade, em todos os seus âmbitos. Estes projetos de Lei precisam do apoio de todos para serem melhorados. Criticar faz parte e é importante para que a voz de todos seja ouvida e contemplada na forma da legislação. A justiça deve proteger a todos.

O crime bate à nossa porta e muito mais do que nos trancar atrás de cercas elétricas, precisamos cobrar as autoridades que as leis sejam ampliadas, atualizas e aplicadas de forma rápida. Assumir essa responsabilidade com a mudança está em nossas mãos.



Fonte: Marco Antônio Barbosa - especialista em segurança e diretor da CAME do Brasil. Possui mestrado em administração de empresas, MBA em finanças e diversas pós-graduações nas áreas de marketing e negócios.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Rottweil, no sul da Alemanha, ganha novo ponto turístico



Considerada um novo ponto turístico do Sul da Alemanha, a torre de testes da thyssenkrupp, na cidade de Rottweil, vai ganhar mais um atrativo. A partir de hoje, 14 de fevereiro, a estrutura de 246 metros ficará iluminada à noite, criando um cenário perfeito para os mais românticos e apaixonados.

Não por acaso, a data escolhida para a inauguração da iluminação é também a de celebração do Dia dos Namorados em vários países do mundo. E como parte dessa simbologia, quem vai acionar o interruptor que acenderá os 44 holofotes e fazer a torre brilhar será o primeiro casal que celebrou sua cerimônia de casamento na torre, no ano passado.



Moradores e comerciantes da cidade de Rottweil também vão participar da celebração e foram convidados a colocar luzes em suas janelas, estabelecendo um diálogo entre a cidade e a torre, que vivem um verdadeiro caso de amor.

Isso porque, além do ponto de vista técnico e empresarial, a torre desencadeou um verdadeiro boom no turismo local, conquistando os corações da população e tornando-se parte integrante de uma região que já é abençoada com um grande cenário e muitas atrações.


- Uma verdadeira atração pública:

Até o final de 2018, mais de 255 mil pessoas visitaram o Mirante, de onde se tem uma das mais belas vistas da região. Localizada no último andar da construção, a plataforma é a mais alta da Alemanha e proporciona uma visão panorâmica de 360 graus da região em torno de Rottweil, com vistas para a Floresta Negra e as montanhas dos Alpes Suábios.

Os arquitetos Star Werner Sobek e Helmut Jahn assinam o projeto da torre, incluindo a iluminação, que, por um dia, se tornará a ‘Torre do Amor’. “A iluminação noturna tem sido parte integrante do conceito de design desde o início e, por isso, pensamos em algo tenro, elegante e discreto, com iluminação branca, sem cores fortes", afirmou Werner Sobek. 


A torre de Rottweil é considerada um ícone na cidade, a partir de um projeto inovador e sustentável que valoriza a paisagem histórica da cidade. O design evoca os principais marcos arquitetônicos, como as igrejas medievais e as torres de defesa. Para sua construção foram utilizados 15.000 metros cúbicos de concreto e mais de 2.500 toneladas de aço, além de 17.000 metros quadrados de fibra de vidro que revestem a torre para protegê-la da luz intensa do sol e reduzir o movimento do edifício ao quebrar as forças do vento.

As tecnologias futuristas que estão sendo testadas na torre de Rottweil incluem especialmente, o MULTI, primeiro elevador sem cabos do mundo para prédios altos, e os elevadores convencionais de alta velocidade.


Fontes: Angela Lereno

Turismo está entre as tendências globais de consumo em 2019


Segundo relatório da Euromonitor International, viagens fazem parte do novo comportamento do consumidor no mundo

O desejo de viajar vai ganhar força entre consumidores do mundo todo. É o que aponta o estudo “10 Principais Tendências Globais De Consumo 2019” lançado pelo Euromonitor International, consultoria global de pesquisa e inteligência estratégica de mercado.

Entre as tendências crescentes relacionadas ao turismo, e mencionadas pelo relatório, estão as viagens experimentais (como "ano sabático") e também uma maior demanda por viagens personalizadas, roteiros de "transformação interna" e "experiências autênticas" em harmonia com os valores e desejos do viajante. O documento diz que “isso gera oportunidades para agências de turismo”.

Segundo a gerente de uma agência de viagens de Toledo (PR), Daniele Picoli, há uma demanda crescente por viagens que ofereçam algo além de um roteiro tradicional de turismo. “Temos sentido essa transformação, essa busca por viagens que somem na experiência não apenas de turismo, e sim de vida”, confirma.

De acordo com o Euromonitor International, o turismo é um setor que gera "emoção", e por isso também estará envolvido na tendência do compartilhamento de informações pelos consumidores. De acordo com o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, “é essa mentalidade criativa, emotiva e digital que precisa ser compreendida e cada vez melhor atendida pelos prestadores de serviços turísticos. As múltiplas possibilidades do setor geram múltiplas oportunidades para o turista, para os empresários e também para o destino”, analisa.

A ideia da “simplicidade”, mais um valor de consumo apontado pelo relatório, é outro conceito que se manifesta nas tendências de mercado do turismo. Viagens ecológicas que combinem oportunidades para valorizar a culinária regional, conhecer habitantes locais e fazer uma imersão cultural no destino também estão em alta. 


É o caso da professora universitária Silvia Frantz, que recentemente conheceu São Miguel do Gostoso (RN) em uma viagem de oito dias com o marido e um casal de amigos. "A parte mais representativa foi perceber que as vivências mais simples são as mais carregadas de emoção. Provar a comida do lugar, conhecer os nativos que cozinhavam pra gente ali naquele destino incrível, e também suas histórias de vida, foi transformador", conta a gaúcha que gosta de viajar para “conhecer a cultura local bem de perto”.

Para o consultor de Turismo do Euromonitor International, Wouter Geerts, os valores e prioridades do ‘novo consumidor’ estão voltados para o crescimento pessoal do turista, que quer gastar seu tempo ‘offline’ com necessidades específicas. 

"Os consumidores esperam que as mudanças comportamentais durante suas férias os ajudem a mudar sua rotina diária. Essa fuga não envolve necessariamente longas férias em locais remotos. O que realmente importa para os consumidores é a personalização”, diz o relatório.


Fonte: MTur