sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Evolução da agenda ESG é uma jornada e exige comunicação transparente


Empresas precisam se comunicar de forma assertiva com seus públicos para passar confiança e coerência nas suas ações sustentáveis


A agenda ESG (Environmental, Social and Governance) está na pauta das empresas de todos os portes e setores. A sociedade atual exige um mundo cada vez mais social, sustentável e com boas práticas de governança. Diante desse cenário, a comunicação exerce um papel fundamental para a compreensão do desenvolvimento sustentável e da mudança de comportamento de todos os atores envolvidos. 

As empresas têm que viver o conceito ESG e saber se comunicar de forma transparente e verdadeira com os seus públicos, seja governo, instituições públicas, stakeholders ou a sociedade.

"Na pandemia, o mundo corporativo precisou abrir o olhar para outras formas de fazer negócios, atrair investimentos e o aumentar o valor de sua marca. Para isso é preciso se comunicar com todos os públicos, identificar vozes potenciais dentro e fora das empresas para ocupar espaços. 

ESG tem tudo a ver com propósito. Nós temos a comunicação como elemento transformador da sociedade. Esse é o nosso DNA", afirma a sócia-diretora da In Press Oficina, Patrícia Marins.

O presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), Sergio Gusmão Suchodolski, traçou uma linha de tempo e explicou que as diretrizes que permeiam a agenda ESG tiveram origem décadas atrás.

No entanto, esse movimento se consolidou com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e o Acordo de Paris, instituídos em 2015. Mas observou que o cumprimento das metas de desenvolvimento sustentável (ODS) depende de uma mudança cultural de toda a sociedade.

"Temos que comunicar com credibilidade o impacto positivo que está sendo gerado. A agenda 2030 se tornou uma linguagem, não é um pequeno grupo, não é uma entidade, é uma linguagem. A governança socioambiental veio para ficar, há uma série de incentivos financeiros, mas é sobretudo uma jornada que leva tempo, mudança de mindset, hábitos, costumes e mudança de comportamento", destaca Suchodolski.

Para a diretora de Relações Governamentais e Responsabilidade Social da Kinross Brasil, Ana Cunha, é fundamental para as empresas irem além do conceito ESG. "Temos que sair um pouco das letrinhas. A comunicação precisa servir a um processo de mudança.
Como empresa, precisamos entender que, no final das contas, o resultado desta comunicação ESG é a criação e a construção de territórios melhores, de um mundo melhor", reforça.

- Pandemia acelera mudanças e gera resultados práticos:

A pandemia do novo coronavírus reforçou a importância de ações visando o desenvolvimento sustentável e acelerou o investimento em projetos sustentáveis em praticamente todas as regiões do país. O que antes era um diferencial às empresas que adotavam essa prática, virou quase uma obrigação. 

"Existe cobertura nacional com uma série de programas de financiamento ao desenvolvimento sustentável. Na ABDE temos mais de 67% das instituições com programas de financiamento nas áreas de sustentabilidade. Vemos um aprofundamento e uma ampliação em todo território", explica o presidente da ABDE.

Para Ana Cunha, esse avanço só é possível com uma mudança de mentalidade da sociedade, das empresas e da legislação. "Se a gente olhar a mineração, lá no início tínhamos uma mineração menos envolvida com esses temas, mas também um ambiente menos regulador, uma legislação mais permissiva e uma sociedade menos consciente. Quando se junta esses três elementos se obtém uma melhora e as empresas são mais cobradas", analisa.

Diante desse cenário de evolução nas ações sustentáveis, Patrícia reforçou que, além da mudança de comportamento e da comunicação eficiente com os públicos, outros requisitos são fundamentais para as empresas ampliarem a aplicação dos conceitos ESG. Entre eles estão a autenticidade e a confiança. 

"Se você não tem autenticidade, não consegue construir nenhum dos princípios da agenda ESG. A confiança se dá por coerência das minhas ações. Esta agenda amplia a possibilidade que as empresas têm de transformar o entorno, a sociedade e o mundo".


Fonte: Bruno Rodriguez

Portugal mudará regras para o Golden Visa


O Governo português publicou no DRE – Diário da República Eletrônico, em 12 de fevereiro, o Decreto-Lei nº 14/2021 que vai reformular as regras para o Golden Visa (ou Visto Gold), que devem entrar em vigor a partir de 1º de janeiro de 2022. 

O programa contempla Autorização de Residência para Investimento (ARI) a estrangeiros que realizem determinados investimentos em Portugal. A nova legislação anuncia alterações no regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional.

Segundo o advogado Fernando Senise, sócio de Brasil Salomão e Matthes, responsável pelas unidades da banca nas cidades de Lisboa e Porto: “Portugal continua um país aberto a investimentos estrangeiros e em busca de investidores cada vez mais qualificados”.Ele explica que, com o anúncio das novas medidas, o país visa promover o desenvolvimento das suas diversas áreas de forma equânime, “como deve ser em princípio, para não gerar desigualdades entre as diversas regiões”, destaca.

O Decreto-Lei nº 14/2021 destaca que os novos investimentos devem ser dirigidos preferencialmente aos territórios do interior do país, ao investimento na criação de emprego e à requalificação urbana e do patrimônio cultural. 

O documento explica que “no que diz respeito à política de habitação é compromisso do Governo promover o equilíbrio e a qualidade dos territórios, seja em regiões metropolitanas, urbanas ou rurais, garantindo o acesso a condições habitacionais dignas para todos”.

O advogado, que vive em Portugal, avalia que a nova medida, vai continuar beneficiando brasileiros interessados no mercado europeu: -“não vejo o anúncio destas mudanças como um problema, pois o investimento em Portugal é algo já constante no planejamento do investidor brasileiro, no setor imobiliário, creio que será benéfico, pois essa modalidade vai certamente fomentar o desenvolvimento de novos empreendimentos no interior do país, onde a qualidade de vida é muito relevante”, diz Senise.

O advogado esclarece que, no caso de fundo de capital de risco, o aumento do valor mínimo tende a não ser tão relevante, pois na prática já se exigia a capacidade de €500 mil euros para se investir €350mil euros. Acrescenta ainda que “a grande maioria (dos investidores) já tinha inclusive ponderado a hipótese de adquirir um imóvel a €500mil euros, quando decidiu realizar o investimento via fundo a €350mil euros”, explica.

Senise também alerta que os valores dos investimentos mínimos tendem a aumentar em algumas das hipóteses para o ano 2022. “Por isso, os investidores com interesse nesse âmbito que queiram utilizar os níveis atuais, devem agir já e iniciar o processo assim que possível, mas sempre com o suporte de uma assessoria que lhes permita celeridade e que tenha conhecimento do cenário luso-brasileiro”, comenta.

Já para quem prefere aguardar as mudanças serem implementadas, Fernando Senise ressalta que é preciso saber antes que os valores vão aumentar no próximo ano e as zonas de investimento imobiliário residencial migrarão para o interior do país.

Fonte: Fernando Senise- advogado e sócio de Brasil Salomão e Matthes

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Os lugares abandonados mais bonitos do mundo


Não é preciso aglomerar para viajar: cidades esquecidas, escombros de guerras e ruínas de castelos são alguns surpreendentes pontos turísticos ao redor do mundo

Achar um lugarzinho vazio e mágico em meio a um destino badalado é o sonho de muitos viajantes, e ganhou um valor ainda mais especial na atual crise sanitária. Se o turismo nos ensina algo, é que é possível encontrar beleza nos lugares mais inesperados - inclusive os mais decadentes.

Descubra a seguir alguns dos refúgios mais secretos do turismo global nesta lista: tem até um destino brasileiro.

- Fordlândia (Aveiro, Brasil):

Fordlândia é uma vila abandonada, fundada pelo famoso empresário norte-americano Henry Ford em 1927 no meio da Amazônia, no estado do Pará. A cidade era, na verdade, um complexo industrial do ramo da borracha, composto por fábricas e pelas residências dos trabalhadores. 


O objetivo do empreendimento era fornecer matéria-prima para a fabricação de pneus, destinados aos carros produzidos pelo norte-americano. Quando Ford faleceu, em 1947, a indústria foi fechada. Mas ainda hoje é habitada por moradores locais, que convivem com as ruínas do sonho americano.

- Elevador de Gordejuela (Tenerife, Espanha):

Um dos lugares mais bonitos (e desconhecidos) da ilha de Tenerife, nas Canárias, são as ruínas do elevador de águas de Gordejuela, em Los Realejos. Esse grande complexo construído no início do século XX tinha como principal objetivo bombear água para as plantações de banana na ilha. 


Atualmente, a construção resiste imponente diante das ondas do Atlântico, compondo um cartão-postal um tanto quanto decadente, que impressiona logo à primeira vista.

- Castelo Bannerman (Nova York, EUA):

Em pleno rio Hudson, cercado por uma das principais metrópoles do mundo, fica um curioso pedaço de história e ostentação, longe das luzes cintilantes da Big Apple. Trata-se do Castelo de Bannerman, um luxuoso edifício em ruínas na ilha rochosa de Pollepel. 


Seu proprietário, o escocês Francis Bannerman, criou uma empresa de material militar no início do século XX e comprou esta ilha em Nova York para transformá-la em um depósito seguro para as armas e seu arsenal. Hoje, a ilha e o castelo abandonado oferecem uma beleza tão cativante quanto singular.

- Farol Rubjerg Knude Fyr (Dinamarca):

Um dos lugares que não se pode deixar de conhecer ao visitar a Dinamarca é o farol Rubjerg Knude Fyr. Esta imponente construção quase enterrada na areia é um dos grandes atrativos da costa norte do país. Sua localização estratégica, à beira de um desfiladeiro, faz com que essa torre de 23 metros de altura tenha vistas simplesmente mágicas. 


A erosão característica da região, porém, ameaça derrubar o farol com o passar do tempo, o que torna a visita ainda mais urgente. Vale a pena!

- Castelo da Dona Chica (Braga, Portugal):

Um castelo português neorromântico que acabou envolvido num vórtice de burocracia é o quinto destino dessa lista. O Castelo da Dona Chica, batizado em homenagem à sua primeira proprietária, de origem brasileira, fica na cidade de Braga e começou a ser construído em 1915. 


Ao longo dos anos, teve diversos proprietários e inúmeras funções, mas acabou abandonado em meio a disputas legais, ficando em um estado avançado de degradação. Ainda assim, permanece digno de uma visita.

- Granadilla (Cáceres, Espanha):

Resgatada do esquecimento pelo cineasta Pedro Almodóvar no filme "Ata-me", a vila abandonada de Granadilla se tornou um dos destinos mais procurados da província de Cáceres, na região oeste da Espanha. 


Suas raízes muçulmanas lhe conferem uma paisagem única que, somada ao magnetismo de suas muralhas e seu imponente castelo, fazem de Granadilla um dos lugares abandonados mais bonitos do mundo.

- Kolmannskop (Namíbia):

Como uma pintura de Salvador Dalí, o interior dos edifícios abandonados de Kolmannskop, na Namíbia, é uma mistura de elementos inimagináveis. A areia do deserto tomou as casas dessa antiga cidade colonial, que serviu de refúgio para os caçadores de diamantes há cerca de cem anos. 


Kolmannskop é um daqueles lugares que dificilmente serão esquecidos, tanto em função do cenário insólito quanto por sua singularidade.

- Belchite (Zaragoza, Espanha):

Em 1937, as bombas da Guerra Civil Espanhola pararam o tempo para sempre em Belchite, cidade no norte do país. A pequena localidade na província de Zaragoza foi completamente destruída e se tornou um símbolo do horror da época. 


Vale a pena passear pelos edifícios, contemplar monumentos em ruínas e refletir sobre a crueldade da guerra.

- Cemitério de trens do Salar de Uyuni (Bolívia):

O Salar de Uyuni, maior deserto de sal do mundo, fica na Bolívia, país vizinho ao Brasil. E um dos seus atrativos mais inusitados é o famoso cemitério de trens. Trata-se de um amplo espaço em meio ao deserto, cheio de locomotivas enferrujadas, onde parece que o tempo parou. 


Os veículos circulavam pela região no início do século XX, carregando minérios como estanho, cobre e prata. A ferrovia foi desativada por volta da década de 1930, mas os veículos permaneceram. A visita ao cemitério também pode ser acompanhada de uma observação de estrelas no Salar de Uyuni.


Fonte: Civitatis - companhia líder em distribuição online de atividades, excursões e visitas guiadas em espanhol e português nos principais destinos turísticos do mundo.

Santuário do Caraça é destino para estudantes de todo o país


Que o Santuário do Caraça (situado a cerca de 120 Km de Belo Horizonte, entre os municípios de Catas Altas e Santa Bárbara) é um dos lugares mais conhecidos no Brasil e até mesmo mundo, por suas belezas naturais e claro, sua vasta gastronomia, muita gente já sabe. 

No entanto, o local também é fonte de conhecimento educacional. Prova disso, é que o complexo recebe anualmente estudantes de todo o país, do ensino fundamental ao superior, para aulas de Ciências, História, Biologia, Geografia, estudos práticos na área de Matemática, Botânica, Ecologia, Engenharia Ambiental, Fotografia, Arquitetura, entre outras, para vivenciar na prática e na realidade o que é ensinado em sala de aula.



O gerente geral do Santuário do Caraça, Márcio Mol destaca que o local tem grande vocação educacional, já que teve em suas dependências estudantes que posteriormente se tornaram agentes marcantes na política e história brasileira. 

“O Santuário do Caraça é conhecido no Brasil e no mundo pelas suas belezas naturais e pela riqueza histórica do local, já que aqui, por exemplo, já estudaram cerca de 120 políticos, dos quais dois foram Presidentes da República: Afonso Pena (1906-1909) e Artur Bernardes (1922-1926). 


Com tudo disso, a vocação educacional do complexo vem sendo comprovada cada vez mais pela alta procura de escolas para levar estudantes, do ensino fundamental ao superior ao local, para vivenciar na prática o que é aprendido em sala de aula. Ou seja, para vivenciar de fato, o que os professores ensinam na teoria dentro das instituições de ensino”, comenta.

Segundo o gerente do Santuário do Caraça, quando se fala, por exemplo, de História e até mesmo Biologia, o local mostra toda a sua pujança, já que as agências de viagens procuram bastante o ponto pelo seu turismo educacional. 

“O Complexo Santuário do Caraça é centro de peregrinação católica e especialmente da Família Vicentina, polo de cultura e turismo. Da área total do complexo (12.475,45 hectares), são Reserva Particular do Patrimônio Natural 10.187,89 hectares com objetivos de preservação ambiental e de produção de conhecimento científico. 

Com isso, as agências de viagens especializadas operam com roteiros exclusivos de instituições de ensino para o Santuário do Caraça. Sempre temos demandas interessantes de escolas e faculdades, principalmente com estudantes do ensino fundamental, para aulas de Ciências, História, Biologia e Geografia, e do ensino superior, sobretudo nos cursos de Engenharia Ambiental, Geologia, Geografia, Direito Ambiental e muitos outros. Ou seja, uma escola a céu aberto que, em breve, com o controle da pandemia, deve voltar a receber visitantes ávidos por conhecimento", conclui.


- Fonte de conhecimento:

O complexo é tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e Estadual. Foi escolhido como uma das Sete Maravilhas da Estrada Real. Conta com um amplo Conjunto Arquitetônico onde estão a primeira igreja de estilo neogótico do Brasil, o prédio do antigo Colégio (hoje Museu e Biblioteca), o hotel com 57 apartamentos e quartos, com capacidade para até 230 pessoas, e a Fazenda do Engenho, com 26 apartamentos.


O local possui enorme diversidade de fauna e flora, com raridades de animais e plantas no meio ambiente. Na ampla diversidade de sua fauna, há 386 espécies de aves, 42 espécies de répteis, 12 espécies de peixes e 76 espécies de mamíferos.

A Reserva Particular do Patrimônio Natural do Santuário do Caraça faz parte de duas importantes reservas ecológicas, as Reservas da Biosfera da Serra do Espinhaço Sul e a da Mata Atlântica, onde há diversas espécies de flora e fauna, algumas encontradas somente no Complexo do Santuário do Caraça, que fica na transição entre Mata Atlântica e Cerrado, onde também há campos rupestres. Em suas serras há nascentes, ribeirões e lagos que possuem águas de coloração escura, que carreiam material orgânico em suspensão.

Seu solo é rico em minérios, explorados nos séculos anteriores, e com grande concentração de quartzito ou rocha metamórfica. Desde 2011, passou a ser preservado contra exploração comercial. O clima tem baixas temperaturas e elevada umidade do ar, comuns em ambientes de mata.



O território do Complexo do Caraça integra a Área de Proteção Ambiental ao Sul da Região Metropolitana de BH, onde começam duas grandes bacias hidrográficas, a do rio São Francisco e a do rio Doce, que abastecem aproximadamente 70% da população de Belo Horizonte e 50% da população de sua região metropolitana.

- Biblioteca:

A Biblioteca hoje está instalada no prédio onde funcionava o célebre Colégio, que hoje abriga também o Museu, o Arquivo e um Centro de Convenções.

- Museu:

O museu, montado a partir de mobiliário e artefatos diversos de uso diário, pertencentes ao próprio Caraça e com algumas peças remanescentes de séculos passados, constitui um interessante lugar de visitação, diariamente procurado pelos hóspedes e visitantes, através de percursos guiados pelos monitores, com taxa de R$ 5 por pessoa.

- Igreja Neogótica:

O Santuário do Caraça é a primeira igreja neogótica do Brasil, construída sem mão-de-obra escrava e toda com material regional: pedra-sabão (retirada de perto da Cascatona), mármore (das proximidades de Mariana e Itabirito, Gandarela) e quartzito (da região do Caraça e vizinhanças), unidas com produtos de base de cal, pó de pedra e óleo.


- Visitas ilustres:

A tradição de aguardar a visita do lobo todos os dias à noite começou no Caraça em maio de 1982, quando algumas lixeiras começaram a aparecer derrubadas e reviradas. Num primeiro momento pensou-se que isto poderia ser causado por cachorros. Começou-se a observar e se descobriu que o grande cachorro que revirava as lixeiras do Santuário era na verdade o Chrysocyon brachyurus, que quer dizer "animal dourado de cauda curta". É chamado Guará porque em tupi-guarani, na língua dos indígenas, guará significa "vermelho".



Desde então, começaram a colocar bandejas de carne nos dois portões da frente da casa e aos poucos os lobos se aproximaram da escada da igreja. Hoje, a bandeja é colocada no adro da igreja, onde têm ido comer, além do lobo-guará, cachorros-do-mato e uma anta.



A prática de alimentar esses animais ali na Casa só persiste até os dias atuais porque o seu hábito de caça não foi comprometido. Por este motivo o lobo-guará não tem hora de aparecer. O tempo de espera da aparição do animal é conhecido como "hora do lobo", a partir das 18h30. Enquanto o lobo não vem, o Caraça proporciona aos hóspedes um tempo de informação e educação ambiental.



Além do famoso lobo-guará, uma anta eventualmente também surpreende os visitantes do local. Além deles, o visitante pode ainda cruzar com outras 76 espécies de mamíferos que habitam no Santuário do Caraça.

- Gastronomia:

A gastronomia do Caraça é um ponto que merece atenção especial dos visitantes. Além da experiência de comer no refeitório histórico, com toda a simplicidade e variedade de sabores da comida mineira, há uma adega no local onde dá para ver o processo de produção do vinho tinto, do hidromel e dos fermentados de laranja, jabuticaba e morango. 


Há também a padaria, que fabrica pães, bolos e biscoitos, e a doçaria, para doces, geleias e compotas. 

O queijo minas artesanal, cujo processo de fabricação existe há mais de 200 anos, é uma das delícias mais procuradas no Santuário e é matéria prima de vários pratos da região em concursos e festivais gastronômicos.


- Santuário do Caraça:

Local: Estrada do Caraça, Km 9 - Entre os municípios de Catas Altas e Santa Bárbara - CEP 35960-000

Fácil acesso pelas rodovias BR 381 e MG 436, além do cômodo acesso por trem (Estação Dois Irmãos - Barão de Cocais)


Fonte: Heberton Lopes