sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Combinação perfeita: China e Japão


Ir até a Ásia não é uma viagem qualquer, é uma grande viagem. Muitas pessoas têm o desejo de ir até lá, mas não sabem qual destino escolher: China ou Japão? Os dois destinos são populares entre os viajantes, e podem parecer similares para nós, que vivemos do outro lado do mundo, mas na verdade são muito diferentes.

As cidades japonesas são mais organizadas e limpas que as chinesas, e os seus moradores mais sérios e contidos, embora sempre muito educados. Os chineses, por sua vez, são sociáveis e soltos com os turistas, sempre puxando conversa, mesmo se não falam inglês. As comidas também são totalmente distintas: o mais famoso prato chinês no Brasil é o yakissoba, mas a culinária local vai muito além dele, apostando em sabores contrastantes, como picante e agridoce, doce e salgado, quente e frio. 


Já no Japão, a culinária é dominada pelo arroz branco, presente em vários pratos. Sem falar da possibilidade de provar, além do verdadeiro sushi, várias iguarias com peixes, frutos do mar e algas marinhas, geralmente temperadas com molho de soja, raiz forte ou saquê.



Essas características contribuem significativamente para a atmosfera de cada destino e a forma como eles serão vividos. Como são dois países vale muito a pena conhecer combiná-los em uma viagem só. Em duas semanas, é possível visitar os três principais destinos de cada país: Pequim, Xian e Xangai, na China, e Tóquio, Quioto e Osaka, no Japão.


A capital chinesa, Pequim, não é apenas o ponto de partida para a Muralha da China, uma das sete maravilhas do mundo.A cidade conta com outras atrações impressionantes, como a Cidade Proibida, que nada mais é que o antigo Palácio Imperial, o Palácio de Verão, o deslumbrante e moderno parque olímpico e o fabuloso Templo do Céu.

Xian, por sua vez, guarda construções e ruelas medievais, o impressionante Museu dos Guerreiros de Terracota, que tem mais de 6.000 estátuas em tamanho natural, e o belíssimo Pagode do Ganso Selvagem.

A maior cidade, no entanto, é Xangai, com 16 milhões de habitantes e um ritmo caótico, assim como São Paulo, no Brasil. Por lá, os Jardins Yuyuan encantam os visitantes, assim como o Templo do Buda de Jade. O destino mistura construções coloniais com edifícios modernos, e seu visual à noite é inesquecível.




O Japão, mesmo sendo menor, deixa os visitantes de queixo caído. Enquanto Tóquio reúne mais de 13 milhões de habitantes e modernidades que os turistas nunca viram em outro lugar do mundo, Quioto é o berço da cultura nipônica, com templos e castelos que contam uma história milenar.

Na capital também há templos, como o Senso-ji e o Santuário Xintoísta de Meiji, e também o fabuloso Palácio Imperial. No entanto, são recantos como o luxuoso bairro de Ginza, a rua de Nakamise e suas lojinhas, o movimentado cruzamento em Shibuya e as modernidades espalhadas em cada canto, como vasos sanitários inteligentes e robôs falantes, que tornam Tóquio a incrível cidade que é.

Em Quioto, destaca-se o templo dourado de Kinkaku-ji, o Templo Tenryu-ji e seu belo jardim, e o histórico bairro de Gion, onde ficam as famosas geishas. Em Osaka, há o mercado Kuromon, repleto de iguarias e produtos diferentes e o Castelo de Osaka. Além disso, uma das coisas mais legais a se fazer é subir ao topo do edifício Umeda Sky para curtir a vista da cidade


Assim, conhecer os Dragões Asiáticos é uma viagem intensa e extremamente transformadora, uma vez que os dois países têm culturas totalmente diferentes da brasileira, além de outra filosofia de vida. Os viajantes conhecem lugares incríveis, mas também voltam com uma nova perspectiva sobre o mundo.
Fonte: Abreu - operadora de turismo especialista em levar turistas aos melhores destinos ao redor do globo.

Brasil oferece atrativos turísticos nas cinco regiões


As viagens nacionais devem ser a opção preferida pelos brasileiros neste verão. Viajar permite uma infinidade de benefícios para as pessoas. Proporciona uma visão mais otimista sobre diferenças e diversidade, derrubando barreiras entre culturas. Os brasileiros são os que pretendem tirar mais tempo de férias. A média brasileira, de acordo com o estudo Ipsos, é de 2.4 semanas - contra 2.1 semanas para os Europeus e 1.6 para os norte-americanos. 

Os brasileiros também estão entre os que mais se mantêm conectados às redes sociais durante as férias. Enquanto na Europa, em média, 39% afirmam que devem manter o seu uso de redes sociais, no Brasil 65% dos entrevistados descartam a possibilidade de se desligar das redes sociais. Nos Estados Unidos, o índice é de 60%.

A receptividade brasileira é famosa em todo o mundo e pode ser comprovado estatisticamente na pesquisa global realizada pela Momondo, buscador de passagens aéreas e reservas de hotéis. A maioria dos brasileiros, 82%, já fez novos amigos durante as viagens, índice maior se comparado à média global, de 67%. Quando questionados se já viajaram com o objetivo principal de conhecer pessoas de outras culturas, 50% dos brasileiros responderam que sim. Considerando a média global, esse número foi de 30%.

Ao mesmo tempo em que são bastante abertos as outras culturas, os viajantes brasileiros mantêm fortes raízes com os próprios costumes. Prova disso é que, dos entrevistados, 88% se enxergam como cidadãos do mundo, porém, 87% também se veem como parte de sua comunidade local.

O Brasil é um país com muitas riquezas culturais e paisagens deslumbrantes. Considerado o número um no mundo em belezas naturais, o país oferece atrativos turísticos para todos os gostos nas cinco regiões brasileiras, agradando desde o turista mais tranquilo até os aventureiros.

Dentro do Brasil, os destinos de praia continuam na liderança, mas cidades que conferem atrações para todas as idades, como Foz do Iguaçu (PR), a região da Serra Gaúcha (RS) e Caldas Novas (GO), crescem na preferência das famílias que viajarão neste final de ano. Manaus é uma cidade cosmopolita com várias opções de turismo voltadas para a natureza, na belíssima região da floresta Amazônica. Da mesma forma há Belém, com cultura e gastronomia peculiares.

Rio de Janeiro é um roteiro clássico que sempre se destaca como o destino mais procurado na comemoração do Réveillon. Fortaleza e seu litoral têm uma legião de fãs, pela diversidade de paisagens e barracas de praias que garantem o agito de dia e de noite ou até mesmo a calmaria, em locais como Morro Branco, Canoa Quebrada e Praia das Fontes. Natal é a cidade onde o sol brilha praticamente o ano todo que, combinado com suas praias, lagoas e dunas, transformam a viagem em uma lembrança inesquecível. A capital de Alagoas, Maceió, impressiona seus visitantes com o mar de tons verdes e azuis e suas piscinas naturais, formadas a partir de uma enorme barreira de corais.

O Parque Nacional Chapada dos Veadeiros, localizado entre os municípios de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante e Colinas do Sul, possui centenas de nascentes, cursos d'água e rochas com mais de um bilhão de anos. Turistas podem acampar na Vila de São Jorge, onde fica a porta de entrada do parque, ou em cidades próximas como Alto Paraíso de Goiás. A caminhada e banhos de cachoeira são as principais atividades nas imensas paisagens do local. O parque foi declarado Patrimônio Mundial Natural em 2001 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A Chapada Diamantina, na Bahia é reduto de belezas naturais. Ela abarca uma diversidade grande de fauna e flora. São mais de cinquenta tipos de orquídeas, bromélias e trepadeiras, além de espécies animais raras, como o tamanduá-bandeira, tatu-canastra, porco-espinho, gatos selvagens, capivaras e inúmeros tipos de pássaros e cobras. 

A cachoeira da Fumaça - segunda mais alta do Brasil com 340 metros de altura - é uma das mais visitadas da região. Com cerca de 20 mil quilômetros quadrados, a Ilha do Bananal, em Tocantins, é uma reserva ambiental brasileira, desde 1959, e reserva da biosfera da Unesco, desde 1993. Os títulos recebidos explicam o nível de preservação da fauna aquática e da flora da região, que abriga também o Parque Nacional do Araguaia. Um dos acessos à ilha fica no município de Lagoa da Confusão, a 230 km de Palmas. No espelho d’água, que deu nome à cidade, repousa uma grande pedra que parece flutuar e se deslocar conforme o ângulo que é vista. Mais uma maravilha do universo tocantinense.

Com a desvalorização da moeda brasileira e a crise financeira que o país enfrenta, é preciso cautela ao escolher o destino da viagem de férias. É preciso planejar as viagens e passeios com antecedência, aproveitando o máximo de cada destino.

É fundamental que as pessoas saibam que existe um importante e exitoso trabalho sendo realizado pelos profissionais envolvidos no segmento do turismo para garantir uma temporada de verão muito positiva e segura. Há uma série de recursos tecnológicos à disposição dos turistas, inclusive para proporcionar maior facilidade na hora de realizar a reserva nos hotéis e conhecer a infraestrutura do local.



Fonte: Vininha F. Carvalho - jornalista, administradora de empresas, economista e editora da Revista Ecotour News

Sociedade global à deriva


Já faz quatro anos que 195 nações estão comprometidas a unir esforços para reduzir ou ao menos conter o avanço da temperatura média global. Passados 96 meses, na 25ª Conferência do Clima da ONU (COP25), em andamento em Madri, nos deparamos com uma realidade nada otimista. Todos os relatórios divulgados nas últimas semanas demonstram que não tivemos avanços em relação às metas do Acordo de Paris. Em muitos aspectos – senão todos – estamos ainda piores do que antes de o acordo começar a ser discutido.

Os impactos desta negligência mundial são visíveis nos quatro cantos do planeta em incêndios de difícil contenção, longos períodos de seca, enchentes, nevascas severas, furacões e processos de desertificação – um retrato negativo para os próximos anos, já que eventos climáticos extremos são cada vez mais frequentes. 


Enquanto isso, na maior conferência do mundo sobre a temática, quem ganha voz é a ativista ambiental sueca Greta Thunberg, de 16 anos, ocupando o espaço deixado pelos líderes das principais potências do mundo, que poderiam tomar decisões e atuar em mudanças de forma efetiva, mas parecem que ainda não entenderam a urgência do assunto.

A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris representa um risco, principalmente pela influência sobre outras nações, como países árabes e a Polônia, que têm uma economia fortemente baseada na exploração de combustíveis fósseis. A turbulência político-econômica que afeta países da América do Sul, como Chile e Brasil, impossibilitou a vinda da COP para o continente. 

A carência de compromissos com o clima dificulta a adoção de medidas arrojadas que migrem para tecnologias ecológicas mais eficientes. Se não concentrarmos esforços agora, aumentamos a dificuldade para o futuro.

A tendência é de que o mercado global compreenda a necessidade e busque iniciativas que usem energia limpa. Enquanto isso, no Brasil e em diversos países do mundo, continuamos a carbonizar nossa matriz energética, não investimos fortemente no segmento e contamos com uma agricultura fortemente convencional.

Precisamos de ações efetivas – públicas e privadas – para conservar o patrimônio natural que nos resta. O bom funcionamento dos ecossistemas será nossa maior proteção contra os eventos climáticos extremos, assegurando condições para o desenvolvimento socioeconômico e para o bem-estar da população. É preciso defender a implantação de Soluções baseadas na Natureza como alternativa para a adaptação das cidades diante da crise climática.

É evidente também que necessitamos mais ambição para cumprir as metas do Acordo de Paris e impedir o caos climático. O ano de 2019 deve ficar entre os três anos mais quentes da história, enquanto a última década foi a mais quente já registrada. E a tendência é de que os ponteiros dos termômetros só aumentem. A ONU alerta para “perspectivas sombrias”. 

Mesmo que todos os países cumpram sua parte no Acordo de Paris, o planeta esquentaria cerca de 2 graus Celsius. Até o momento, já esquentou 1 grau e os eventos climáticos extremos estão causando sérios impactos. Na tendência atual, estamos rumando para um aumento de 3 a 5 graus, o que seria desastroso.

A janela de oportunidades para reverter este cenário está fechando. Temos apenas um ano para finalizar as regras do Acordo de Paris e ampliá-lo, já que as metas que estão na mesa são insuficientes. A responsabilidade pela segurança e pela qualidade de vida das pessoas nos próximos anos e das gerações futuras estão nas mãos dos diplomatas e tomadores de decisão presentes na COP25, que negociam em nome de seus países e de toda a humanidade. Sem um consenso entre as nações, qualquer tomada de decisão parece longe de acontecer. É a sociedade global à deriva.


                             


Fonte: André Ferretti - gerente de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza. Participa da COP pela 15ª vez.

O resultado do PISA, IDH e a esperança na Educação


Para quem é leigo no assunto, o Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (PISA) trata-se de uma pesquisa comparativa, realizada com jovens de 15 anos em 79 países, incluindo o Brasil, visando os letramentos em Leitura, Matemática e Ciências. Devido ao grande número de nações, alguns critérios foram definidos para comparar o desempenho brasileiro com os outros, como proximidade regional e cultural, mas também com países de alto desempenho como Finlândia, Coréia, Estados Unidos e Canadá.

Os resultados preliminares, divulgados no dia 4 deste mês, em Paris, revelam dados assustadores: em Leitura ficamos em 57º lugar, em Matemática 70º e em Ciências 66º. O resultado é muito ruim e mesmo que fiquemos separando ensino privado das escolas públicas, para descobrirmos duas realidades bem diferentes, precisamos pensar na educação do Brasil como um todo. Para que haja possibilidade de melhora, as políticas públicas precisam ser eficazes e sistêmicas abrangendo todas as estruturas, inclusive a formação contínua dos professores.

De acordo com o último Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a renda de 10% da população é superior à metade da renda de todo o país, mostrando que a desigualdade é tão desiquilibrada quanto a educacional. Desta forma, os estudantes da classe mais baixa não conseguem as mesmas oportunidades, no sentido amplo, dos estudantes da classe alta.

Muitos professores da rede pública se sentem abandonados pelo governo e vivem com medo da violência dentro da escola. Vários estão afastados por uma questão de saúde e outros totalmente desiludidos com a profissão. Afinal, como lecionar nesse cenário com a promoção praticamente automática, gerando turmas cada vez mais desiguais e aprendendo menos?

Contudo, ainda acredito que podemos melhorar, nem que demore décadas.

Para isso, é preciso olhar com atenção os modelos que têm dado certo e adequá-los às realidades regionais. A inovação é inerente às mudanças de sucesso. Precisamos da parceria governo-escola-família e, principalmente, de uma pedagogia do afeto, não fabril e classificatória. Precisamos entender que as competências socioemocionais são tão importantes quanto a cognitiva, que a habilidade digital e tecnológica seja utilizada com critérios e autoria, que o aprendizado é multidisciplinar e constante. A resiliência faz parte do processo, a empatia ajuda em nosso autoconhecimento e nos torna mais íntegros.

Tudo isso têm que passar pela escola.

Talvez o grande desafio dos professores seja saber avaliar essas novas habilidades. Eles devem voltar a estudar para aprender novas metodologias e ensinar de forma diferente, criando atividades mais colaborativas e menos competitivas, baseadas em problemas fechados, abertos e até sem solução. É fazer o aluno trabalhar em equipe, respeitando todas as diferenças.

A sociedade brasileira precisar entender que se temos modelos de escolas que funcionam, professores com excelência acadêmica, estudantes que conquistam medalhas internacionais em olimpíadas que se tornam excelentes profissionais e cidadãos, então todos juntos podemos melhorar a nossa educação.


                                                   

Fonte: Sandro Yoshio Kuriyama - docente do Curso Avançado de Matemática do Colégio Marista Arquidiocesano