segunda-feira, 24 de junho de 2019

No dia 24 de junho é comemorado o Dia Nacional da Araucária


Em comemoração ao dia 24 de junho, Dia Nacional da Araucária, o Parque das Aves reforça seu apoio à proteção do ecossistema chamado de Mata de Araucárias, que integra o bioma da Mata Atlântica, e chama atenção para o iminente risco que a araucária (Araucaria angustifolia), ou pinheiro-brasileiro, e as aves que dependem dela correm.

Além do trabalho de educação ambiental realizado dentro do Parque das Aves, com as placas informativas e o apoio dos educadores em trilha, o atrativo apoia financeiramente projetos de conservação de aves que dependem da araucária, como o Projeto Charão, que em 2018 criou a Reserva Particular do Patrimônio Nacional (RPPN) Papagaios de Altitude, uma área florestal de 46 hectares na qual o papagaio-charão (Amazona pretrei) e o papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), dentre outras espécies, encontram um ambiente natural com araucárias para se alimentarem.

A importância desse projeto está no fato de muitas aves, além de outros animais, dependerem da mata das araucárias para sobreviver. O papagaio-charão se alimenta principalmente do pinhão, semente da árvore, durante as estações de outono e inverno. 


Segundo Paloma Bosso, diretora técnica do Parque das Aves, a escassez do principal alimento que compõe a dieta da ave nessa época do ano caracteriza uma importante ameaça à conservação dessa espécie, já atualmente considerada vulnerável à extinção e com tendência ao declínio populacional.

“As ações do projeto na região consistem em seguir aprimorando as atividades de pesquisa e educação ambiental que favoreçam tanto a conservação do papagaio-charão quanto das florestas com araucária. Uma importante vantagem do local da RPPN é que ele possibilita ampliar ações educativas, seja com a comunidade local ou com os turistas, que massivamente visitam a região no período do inverno”, comenta Paloma.

O Projeto Charão, desenvolvido há mais de 25 anos pela Associação Amigos do Meio Ambiente (AMA), em parceria com pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Passo Fundo (ICB/UPF), é coordenado pelos professores Jaime Martinez e Nêmora Prestes.

Outro esforço apoiado pelo Parque é o Programa Nacional para a Conservação do Papagaio de Peito Roxo, ave que também depende desse ecossistema, e para a qual há um censo anual visando saber quantos desses animais existem na natureza e em quais locais.

Em 2018, o Parque das Aves colaborou com a contagem de papagaios em Urupema (SC) e Joaíma (MG). Além disso, o Instituto Espaço Silvestre possui um projeto de reintrodução de papagaios-de-peito-roxo resgatados do tráfico de animais ou cativeiro ilegal no Parque Nacional das Araucárias (SC). Como parceiro do projeto, o Parque das Aves já enviou três papagaios-de-peito-roxo para serem treinados e então reintroduzidos no local.

- Aves migratórias:

O papagaio-charão é um exemplo de ave migratória da Mata Atlântica. Eles migram do Rio Grande do Sul até a região da Serra Catarinense em busca de pinhões e depois retornam ao seu local de origem para se reproduzir.



Paloma conta que durante o voo, o papagaio-charão derruba os pinhões e outros alimentos, contribuindo assim com a dispersão de sementes e o consequente plantio de novas araucárias. Um dos momentos mais lindos é a observação do encontro dos papagaios em seus locais de dormitório, evento este que ocorre diariamente no final da tarde, no qual é possível ver quase 20 mil papagaios pousando nas araucárias de Urupema.

“As aves que migram anualmente na busca sazonal por melhores recursos, como o papagaio-charão, estão entre os símbolos da necessidade de proteger a biodiversidade e os ecossistemas através e além das fronteiras geográficas”, diz Paloma.

- Proteção da araucária:

As araucárias são árvores que ocorrem majoritariamente no sul do Brasil. De formato único, sua copa lembra uma taça ou guarda-chuva. Por suas características e restrita distribuição, é considerada como criticamente ameaçada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês).

Hoje resta muito pouco do pinheiro-brasileiro, que foi quase totalmente dizimado por sua madeira ter alto valor comercial. Paloma conta que a criação de RPPNs é fator fundamental para manutenção da espécie viva na natureza, visto que os pedaços originais de floresta dominante do sul do Brasil foram amplamente devastados pelo ciclo de exploração, transformando a paisagem natural em terras com agricultura e pecuária.

                                      

Para se ter ideia, no Paraná, que tem a araucária como símbolo, a espécie cobria 40% do território. Hoje, restam apenas 3% de sua área original, incluindo florestas exploradas e matas em regeneração. Em Santa Catarina, a cobertura de Mata de Araucária chegava a 30% e, no Rio Grande do Sul, 25%.

“O papagaio-charão é hoje classificado como vulnerável e o principal fator da diminuição da espécie foi a grande destruição das florestas de araucárias pela atividade madeireira”, finaliza Paloma.

- Sobre o Parque das Aves:

Com 25 anos de atuação e 230 colaboradores, o Parque das Aves é a única instituição do mundo focada na conservação de aves da Mata Atlântica. Possui 16 hectares de mata restaurada, com 1.400 aves e 140 espécies diferentes, com viveiros de imersão e borboletário. O objetivo do Parque é atuar investindo significativamente para criar um impacto positivo para aves da Mata Atlântica. O Parque das Aves recebe 830 mil visitantes por ano, sendo o primeiro atrativo mais visitado em Foz do Iguaçu depois das Cataratas.


Fonte: Robson Rodrigues

Dicas para transformar o seu ambiente de trabalho de forma positiva


O clima entre colegas de trabalho pode ser determinante para a produtividade de uma empresa. Seja negativo ou positivo, não dá pra negar que ele causa grande impacto tanto nos resultados em equipe como nos individuais. Mas será que é possível que pessoas muito diferentes possam conviver diariamente sem prejudicar o trabalho? Como lidar com personalidades, hábitos, culturas e vivências divergentes?

- Dicas ajudam a criar um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo. Confira!

1 – Ter em mente os objetivos de cada colaborador:

É importante que funcionários e gestores conheçam os objetivos de cada um. Saber quais são as pretensões e expectativas de cada pessoa que compõe a engrenagem da empresa torna mais fácil a compreensão dos hábitos, vícios profissionais e, consequentemente, a convivência em grupo. De posse dessas informações e conhecendo a fundo as metas da empresa, será possível enxergar a melhor forma de estimular os funcionários individualmente.

2 – Se reunir com frequência:

Conversar com os membros de sua equipe e estar a par do andamento de todos os processos facilita a sua visão de time. Muito mais do que se preocupar com as metas, é imprescindível entender como está a rotina do seu colega, saber se ele está conseguindo atingir seus objetivos e se precisa de algo.

3 – Comemore as conquistas:

Não só as suas, mas as dos seus colegas e funcionários também, sejam elas quais forem. A empatia pode ser capaz de derrubar resistências e promover um ambiente muito mais positivo.

4 – Gerar momentos de reflexão sobre o “meu impacto” no trabalho do outro:

Essa dica vale tanto para o ambiente profissional quanto para o pessoal. Você já parou pra pensar no impacto que tem na vida das pessoas próximas. Será que ele é positivo ou negativo? A autorreflexão é extremamente importante, e ela é uma das grandes responsáveis por mudanças significativas na vida das pessoas.

5 – Defina objetivos:

Ter em mente tanto as suas metas quanto a de seus colegas é muito importante, mas as ações para alcançá-las fazem toda a diferença. Trace seus objetivos em um horizonte de 2 anos, e pense em tudo o que você precisa fazer para atingi-los. Repita esse planejamento com seus colegas, e avalie como pode ajudá-los a alcançar os objetivos deles também. Quando dois ou mais se unem e decidem se ajudar, a relação entre as partes se torna muito mais prazerosa, os projetos deslancham e os resultados também.


Fonte: Heverson do Valle - trainer e especialista em Programação Neurolinguistica (PNL).

Existe privacidade na internet?


Há um princípio na área da segurança militar que diz: o ataque está sempre à frente da defesa. Em termos práticos, o avião de guerra com a melhor blindagem pode resistir à artilharia antiaérea, mas não permanecerá no ar se o inimigo tiver a melhor arma. Em outras palavras, enquanto se prepara uma proteção contra a arma mais poderosa atualmente, o desenvolvimento bélico já terá dado um passo à frente e, contra o mais novo ataque, a defesa estará despreparada. Assim, o ataque será sempre mais forte do que a defesa.

Esse princípio vale também para a segurança digital, a segurança na internet. Na verdade, o princípio da segurança na internet é: ‘se querem uma informação sobre você, e você está conectado à internet, vão conseguir essa informação’.

A questão é: quantas pessoas estão preocupadas em saber alguma coisa sobre você, sobre a sua vida?

Um usuário comum da internet — eu e possivelmente você, por exemplo —, mesmo com cuidados de navegação e precauções básicas esperadas, não está livre de ter invadida aquilo que considera sua privacidade on-line. Um hacker conseguiria burlar a segurança desse usuário e ter acesso a contas de serviços on-line se tivesse interesse. Basta lembrar de autoridades que tiveram contas ou dispositivos invadidos, ou de personalidades cujas fotografias íntimas foram acessadas e publicadas sem autorização.

Não importa o grau de confidencialidade de uma informação, o ataque está sempre um passo — pelo menos um passo — à frente da defesa.

Na divulgação das conversas entre o juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, por exemplo, foi mencionado o aplicativo de mensagens utilizado. Esse aplicativo utiliza comunicação criptografada, o que o torna relativamente seguro. Ainda que não tenha havido nenhuma falha de segurança no aplicativo que permitisse acesso ao conteúdo por terceiros (hackers), as informações podem ter sido divulgadas por algum dos envolvidos nas conversas. 

Mesmo que mensagens transmitidas on-line fossem literalmente impossíveis de serem interceptadas e decifradas (o que não são), se o inimigo estiver na linha, ele não precisa burlar nenhuma medida de segurança para ter acesso.

Ademais, ainda que os interlocutores sejam confiáveis, de nada adianta ter os melhores recursos tecnológicos de segurança digital de comunicação se os aparelhos que trazem o conteúdo não são também protegidos por senha e criptografia, ou se são emprestados para alguém, furtados ou roubados. 

Melhor ainda, que as mensagens sejam lidas e apagadas, sem backup nenhum, diminuindo a chance de outras pessoas terem acesso a elas — com o contraponto de o usuário também perder a sua própria mensagem, ficando apenas em sua própria memória.

Pode ser que hoje ninguém queira saber algo sobre nós, e assim nos sentimos seguros. Mas um hacker experiente pode devassar o conteúdo da vida que demonstramos on-line, na internet, mesmo que pensemos que estamos compartilhando apenas com amigos ou que só estejamos guardando para nós mesmos.

Assim, a privacidade na internet não é um mito, mas é praticamente impossível.

O teclado inteligente que temos no celular, que nos corrige e sugere palavras, consegue esse feito porque captura e guarda tudo o que digitamos. O servidor gratuito em que guardamos nossas fotos, vídeos e documentos de toda espécie (Dropbox, Google Drive, OneDrive), tem por trás uma grande empresa, e sabemos o que move as empresas. Se nossos dados estão seguros ali, é porque hoje, para elas, a imagem positiva no mercado e a informação que guardam para si rendem mais dividendos (dão mais lucro) do que vazar na internet o conteúdo de seus usuários.

A atitude correta frente à incerteza da segurança digital é uma só: não tenhamos algo a esconder.

Pois se divulgarem tudo que temos e tudo que fazemos na internet, nossas fotos, nosso histórico de navegação, nossas mensagens familiares, no máximo conheçam os quatro cantos de nossa casa, saibam onde passamos as férias, vejam fotos de nossos filhos brincando, deem risada de nossas discussões em grupos de trabalho e estranhem como nos divertimos com coisas simples. E, no fim, apenas passemos receio e vergonha pela abertura de nossa vida, mas que nada nela e, especialmente, nada do que registramos eletronicamente, possa ser uma arma contra nós.

Mário Quintana já disse: “Sorri com tranquilidade/ Quando alguém te calunia/ Quem sabe o que não seria Se ele dissesse a verdade...” (poema Da Calúnia)



Fonte: Antoine Youssef Kamel - coordenador adjunto do curso superior tecnológico em Investigação Profissional do Centro Universitário Internacional Uninter.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Redução do uso de plástico faz parte de uma estratégia global


O debate sobre resíduos nos mares tem ganhado cada vez mais visibilidade em todo o mundo. Esta situação requer o engajamento da sociedade para propor mudanças relevantes que ajudarão impedir que a situação torne-se incontrolável. O ecossistema marinho afetado pelo plástico inclui: as praias, o mar aberto, as geleiras e as profundidades oceânicas. 

A cada ano, por volta de nove milhões de toneladas de resíduos plásticos acabam no oceano e, segundo diferentes estimativas, poderiam permanecer no ambiente marinho até 450 anos

O Brasil é um dos países que mais gera lixo plástico em todo o mundo, segundo dados da organização ambiental WWF Internacional. Todos os anos, milhões de toneladas de resíduos chegam aos mares e o Brasil aparece em 4º lugar no ranking dos maiores poluidores. O que coloca o país atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia são 11,3 milhões de toneladas.

Cientistas encontraram microplástico em centenas de espécies aquáticas, a qual afeta também a cadeia trófica: mais da metade deles acaba em nossa mesa. Se não tomarmos medidas imediatas, estima-se que em 2050 haverá mais plástico do que peixes no mar e praticamente todas as espécies de aves marinhas do planeta estarão comendo plástico.

O consumo de canudos de plástico passou a ser praticamente combatido a partir de 2018. Embora esta tendência represente uma iniciativa muito ineficiente para impedir a poluição por plástico, o canudo funciona como uma bandeira para discussões mais profundas, ressaltando a importância do tema poluição ambiental.

O consumo consciente e a redução do uso de plástico fazem parte de uma estratégia global. Inúmeros governos, cidades e estabelecimentos estão se engajando nesta proibição do uso de canudo de plástico, assim como também, incentivam substituir sacolas plásticas por item sustentável e erradicar copos de plástico e talheres descartáveis. Decreto do governo francês visa proibir a venda de copos, pratos e bandejas plásticas de uso único para consumo particular a partir de 2020. Existe uma diferença de conceitos entre uso único e reutilizável, isto somente pode ser estabelecido através de critérios técnicos.

O Rio de Janeiro foi a capital pioneira na proibição do uso de canudos plásticos, seguida pela cidade de Santos, que a partir de janeiro de 2019 aderiu à causa. Os estados: Espirito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e o Distrito Federal sancionaram a lei que proíbe a utilização e comercialização deste produto. Uberaba (MG), Montes Claros (MG), Cabedelo (PB), Conde (PB), Guarapuava (PR), Londrina (PR), Fernando de Noronha, Teresina (PI), Armação de Búzios (RJ), Arraial do Cabo (RJ), Campos dos Goytacazes (RJ), Porto Alegre (RS), Imbé (RS), Pelotas (RS), Santa Maria (RS), Imbituba (SC), Joinville (SC), Porto Belo (SC), Rio do Sul (SC), São Francisco do Sul (SC), Araçoiaba da Serra (SP), Caraguatatuba (SP), Cotia (SP), Guarujá (SP), Holambra (SC), Ilhabela (SC), Mogi das Cruzes (SP), Piracicaba (SP), Presidente Prudente (SP), São Paulo (SP), entre outras cidades, a lei que proíbe o uso de canudos plásticos já esta vigorando. Estas localidades demonstram que existe uma preocupação voltada para soluções sustentáveis. Investir em educação ambiental possibilitará atingir a sustentabilidade que a sociedade tanto almeja.



Fonte: Vininha F. Carvalho - jornalista, economista, administradora de empresas e editora da Revista Ecotour News & Negócios.