sexta-feira, 14 de junho de 2019

Mobilidade urbana exige planejamento, educação e fiscalização


A mobilidade urbana visa permitir a locomoção das pessoas com facilidade, independentemente do tipo de veículo utilizado. É ter a garantia que ao tomar um ônibus chegará ao local e no horário desejado, salvo em caso de acidentes, por exemplo. Alternativas suficientes para deixar o carro na garagem e ir ao trabalho a pé, de bicicleta ou com o transporte coletivo. É dispor de ciclovias e também de calçadas que garantam acessibilidade aos deficientes físicos e visuais.

Embora o conceito não deva ser confundido com o direito de ir e vir preconizado pela Constituição Federal, a mobilidade urbana é considerada o resultado de um conjunto de políticas de transporte e circulação que visa proporcionar o acesso amplo e democrático ao espaço urbano, através da priorização dos modos não motorizados e coletivos de transportes, de forma efetiva, que não gere segregações espaciais, socialmente inclusiva e ecologicamente sustentáveis.

O artigo 3° da Lei Federal dispõe e define sobre os modos de transporte urbano, os serviços de transportes e os tipos de infraestrutura; e classifica os modos de transporte como motorizados e não motorizados. A lei define ainda que quanto aos tipos de objeto transportado, podem ser classificados em passageiros (pessoas) ou cargas, e segundo sua natureza, os serviços podem ser públicos ou privados. São consideradas infraestrutura de mobilidade urbana: as vias e logradouros, ciclovias, hidrovias, metroferroviárias, estacionamentos e locais para embarque e desembarque, além de arrecadação de taxas e tarifas e instrumentos de controle e fiscalização.

A Década de Ação pela Segurança no Trânsito, lançada pela ONU em 2011, já está na sua reta final, pois se encerra em 2020, porém ainda não há muito que se comemorar. No Brasil, ocorreram alguns avanços, mas ainda incipientes. No mundo, a cada ano 1,3 milhão de pessoas morrem por conta de uma colisão no trânsito, sendo que mais da metade dessas não estão em um carro, segundo a ONU. O Brasil criou o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões de Trânsito, o chamado Pnatrans. Mas, esta medida, ainda é muito restrita, dificultando obter bons resultados até o final da década.

A Lei 12.587/2012, que instituiu a Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU) trouxe novos princípios e diretrizes, a fim de readequar e ordenar os ambientes de circulação compartilhada, fomentando a elaboração de políticas públicas que respondam de forma mais racional aos anseios coletivos na questão da mobilidade urbana. Além do enfrentamento da questão do transporte, ressalta-se o avanço em termos ambientais. Os efeitos negativos dos gargalos na mobilidade urbana repercutem não só no âmbito social, privando o exercício ordinário dos direitos fundamentais.

O crescente número de veículos individuais promove o inchaço do trânsito, dificultando a locomoção ao longo das áreas das grandes cidades, principalmente nas regiões que concentram a maior parte dos serviços e empregos.

A cidade de São Paulo é uma das que mais sofrem com o problema de fluidez do trânsito, devido constantes engarrafamentos. Buscando uma maior agilidade foram introduzidas as patinetes elétricas. O trânsito de patinetes elétricas só é permitido nas ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e em ruas cuja velocidade máxima para veículos seja de 40 km/h. A velocidade máxima delas deverá ser de 20 km/h.

As empresas que alugam as patinetes devem fornecer os equipamentos de segurança e recolhe-los quando estiverem estacionados irregularmente. Elas não poderão ser usadas em calçadas ou sem capacete. Deverá ser entregue aos usuários um manual de condução defensiva. Mensalmente o número de acidentes com os clientes precisa ser informado pela empresa à prefeitura de São Paulo. Em caso de descumprimento das regras, multas de R$100,00 a R$20.000,00 serão aplicadas aos responsáveis pelo equipamento. Esta regulação provisória passou a valer desde o dia 14 de maio de 2019, e há prazo de quinze dias para adaptação. Mas, uma nova regulação deverá sair em noventa dias.


Educação e informação devem começar desde cedo. As crianças precisam aprender a respeitar as regras de trânsito quando utilizam as bicicletas. Os adultos devem ser responsáveis por suas atitudes, tanto na hora em que estão pedestres passageiros ou como motoristas. É preciso que o Poder Público, seja em nível municipal, estadual ou federal, se empenhem para promover uma gestão voltada para garantir segurança para a população.


Fonte: Vininha F.Carvalho - jornalista, administradora de empresas, economista e editora da Revista Ecotour News & Negócios.

Litoral da região do centro de Portugal tem praias imperdíveis para amantes do surf


Muita gente conhece o Centro de Portugal, região lusitana que fica entre Lisboa e Porto, como um destino de vilas charmosas e cidades históricas. Há algum tempo, no entanto, ela tem despontado como um paraíso do surfe, que atrai tanto amadores quando profissionais do esporte.

O primeiro motivo para isso é Nazaré, cidade litorânea localizada a 122 quilômetros da capital. Esta antiga vila de pescadores foi agraciada por um fenômeno da natureza: o Canhão da Nazaré, que é um cânion submarino que gera ondas gigantescas em uma da praias do destino, a Praia do Norte.


Os turistas que ficam entre a Praia do Norte e a Praia do Meio, exatamente ao lado, podem ver, de um lado, um mar tranquilo, e do outro, ondas que podem chegar a 30 metros. Essas enormidades aparecem no outono e no inverno, que, em Portugal, vão de setembro a março. Em 2017, o recorde de maior onda surfada no mundo foi batido em Nazaré pelo brasileiro Rodrigo Koxa. Este fenômeno faz com que Nazaré receba várias competições de surfe anualmente, como o Nazare Challenge e etapas do Big Wave Tour, ambos da Liga Mundial de Surfe.


Nazaré é um destino para surfistas experientes e aventureiros, mas não é o único point de surfe do Centro de Portugal. Peniche, que fica ainda mais próximo de Lisboa, a 100 quilômetros, também atrai os fãs do esporte.

A península em que esta cidade se localiza parece ter sido feita especialmente para surfistas, pois possui praias voltadas para diferentes direções. Com isso, não importa quais são os ventos do dia, em alguma delas haverá ondas excelentes. 

A praia dos Supertubos, por exemplo, é famosa por suas ondas perfeitamente tubulares. O local recebe, de 16 a 28 de outubro, o Rip Curl Pro Portugal, prova do World Surf League Tour que conta com os melhores surfistas do mundo. A Praia do Baleal, por sua vez, é uma praia grande que, além de ser perfeita para surfar, tem uma beleza natural única.


Embora Peniche e Nazaré sejam os destinos mais conhecidos entre os surfistas, não faltam boas ondas por toda a costa do Centro de Portugal. Em Aveiro, a 75 quilômetros de Porto, está a praia da Barra, muito extensa e com vários picos diferentes. A 72 quilômetros de Aveiro está Figueira da Foz, onde ficam as praias de Buarcos, Cabedelo, Molhe Norte e Murtinheira. Mais ao sul, a praia de São Pedro de Moel é uma das mais pitorescas de Portugal, protegida do vento norte por casinhas típicas ao seu redor.

Por fim, a apenas 67 quilômetros de Lisboa existem diversas praias incríveis para o esporte, como a Praia de Porto Novo, a Praia do Pisão, a Praia da Física e a Praia de Santa Cruz. Há algumas vilas próximas, mas nenhuma grande cidade, o que significa que elas são pouco concorridas e muito tranquilas.


É ali que fica o Noah Surf House, um hotel dedicado ao mar e ao surfe. São oito quartos, 13 bangalôs e uma estrutura com jacuzzi, piscina, skate park, loja de equipamentos de surfe e restaurante na praia. Boas ondas, muito conforto, uma atmosfera positiva e experiências exclusivas fazem parte do pacote para quem se hospeda por lá.

Em frente ao hotel, a praia de Santa Cruz realiza, de 19 a 28 de julho, o Santa Cruz Ocean Spirit, um festival de esportes de onda como surfe, bodyboard, longboard, skimboard, kayaksurf, waveski e bodysurf. É uma oportunidade não apenas para os atletas participarem e se desafiarem, mas para os amadores e amantes do esporte verem alguns dos melhores surfistas do mundo em ação.


- Sobre o Centro de Portugal:

A mais charmosa região portuguesa é cheia de destinos populares: Aveiro, Coimbra, Viseu, Nazaré, Óbidos, Tomar, Fátima e tantos outros. Suas belezas se estendem por todo o território - ocupado por 2,3 milhões de habitantes que têm o dom de bem receber. 

O Centro de Portugal possui inúmeros patrimônios da UNESCO, um litoral que é um paraíso do surfe, aldeias históricas, gastronomia riquíssima, vinhos inesquecíveis, natureza exuberante e muita cultura, que se somam a incontáveis motivos para uma visita. A principal cidade, Coimbra, está a apenas 200 quilômetros de Lisboa e a 135 quilômetros do Porto.



Fonte: Jessica Ferreira

Cientista brasileira ganha prêmio internacional de liderança em conservação da natureza por trabalho com a anta brasileira



Um dos maiores prêmios de conservação do mundo, o National Geographic Society/Buffett Award for Leadership in Conservation (Prêmio National Geographic Society/Buffett para Liderança em Conservação) foi entregue ontem, dia 12 de junho, em Washington DC (EUA), para a brasileira Patrícia Medici, cientista que é referência mundial nos estudos sobre a anta brasileira (Tapirus terrestris), há mais de 23 anos. 

O prêmio também foi dado a Tomas Diagne, que atua há mais de 25 anos na conservação de tartarugas de água doce ameaçadas de extinção. A premiação destaca o trabalho de cientistas na conservação de vida selvagem e recursos naturais e é oferecida todos os anos a profissionais de dois continentes, África e América do Sul.

Patrícia Medici é idealizadora e coordenadora da INCAB - Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira, do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, organização da sociedade civil que atua pela conservação da biodiversidade. Ela também é presidente do Grupo de Especialistas em Antas (Tapir Specialist Group – TSG) da Comissão de Sobrevivência de Espécies (Species Survival Commission – SSC) da União Internacional para a Conservação da Natureza (International Union for the Conservation of Nature – IUCN), onde coordena uma rede global de mais de 130 conservacionistas de anta em 27 países diferentes.


"Este prêmio é, sem dúvida, um dos mais importantes reconhecimentos que já tivemos por nossos esforços de conservação da anta brasileira em mais de duas décadas de trabalho. Isso aumenta ainda mais nosso compromisso com a conservação da espécie e com a biodiversidade brasileira. 
Mais importante, indica o quanto a pesquisa científica de longo prazo gera resultados relevantes. Ter a certeza de que nosso trabalho pode contribuir e ser modelo para projetos de conservação no mundo todo, transformando a realidade das quatro espécies de anta por suas áreas de ocorrência ao redor do planeta, é uma de nossas maiores conquistas. Estamos emocionados!", declara a cientista brasileira.

Patrícia Medici atua há mais de 23 anos na conservação da anta brasileira e de seus habitats remanescentes no Brasil. Todos os resultados obtidos através das pesquisas científicas realizadas pela INCAB-IPÊ são aplicados no desenvolvimento e implementação de estratégias e ações voltadas para a conservação da espécie e dos biomas brasileiros onde ela ocorre. 

O trabalho no país acontece desde 1996, através de programas de monitoramentos de longo-prazo nos biomas Mata Atlântica (1996-2007), Pantanal (2008 – em andamento) e Cerrado (2015 – em andamento). A premiação coincide com o importante momento no qual a equipe da INCAB-IPÊ estará ampliando seus esforços para a Amazônia, sendo este o quarto e último programa a ser implementado no país.

O prêmio foi entregue durante o National Geographic Explorers Festival, evento que reúne cientistas inovadores, conservacionistas, exploradores, educadores, empreendedores, contadores de histórias e muito mais, sendo estes provenientes de todas as partes o mundo e os quais se reúnem anualmente para compartilhar suas histórias, descobertas e soluções para a criação de um futuro mais sustentável.

- Pesquisa científica premiada e reconhecida:

Os esforços da pesquisadora Patrícia Medici pela conservação da anta brasileira já receberam outros reconhecimentos pelo mundo. Já são mais de 10 premiações diferentes que reconhecem os resultados, alcance e legado deste trabalho, compromisso e dedicação. 

Entre os prêmios estão o Harry Messel Conservation Leadership Award, em 2004; Future for Nature Award, Holanda, em 2008; Whitley Award, Reino Unido, também em 2008; Columbus Zoo Commitment to Conservation Award, Estados Unidos, em 2017; William G. Conway International Conservation Award, Estados Unidos, em 2018, entre outros.


Fonte: Paula Piccin

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Oceanos geram a maior parte do oxigênio respirado




O Dia Mundial dos Oceanos, 8 de junho, foi criado pela ONU durante a ECO-92, realizada no Rio de Janeiro, em 1992. Este evento também ficou conhecido como Cúpula da Terra. O objetivo desta data é promover uma reflexão sobre a importância do oceano para a Terra, celebrar a vida marítima e criar uma consciência sobre a proteção da vida nos oceanos.

Os oceanos geram a maior parte do oxigênio respirado, absorvem grandes quantidades de emissões de dióxido de carbono e são economicamente importantes para os países dependentes do turismo, da pesca e de outros recursos marinhos.

Entretanto, os mares enfrentam sérios perigos causados por atividades humanas, como a exploração de recursos naturais, a destruição e a modificação de habitats e a contaminação da água com resíduos sólidos. A consciência sobre os danos e as atividades humanas que causam ao ecossistema é necessária para evitar a destruição desse recurso.

A zona costeira e marinha brasileira de 3,5 milhões de km² demonstra à extensa e importante ligação que nosso País tem com os oceanos. Levantamento do Ministério do Meio Ambiente indica que setores da economia como petróleo, transporte, pesca, lazer e turismo relacionados diretamente ao mar representam 19% do PIB. Esses números também trazem um alerta voltado à proteção desse ambiente.

Durante a 46ª edição do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, foi apresentado um estudo sobre o impacto do lixo à vida marinha. De acordo com o documento, até 2050 os oceanos abrigarão mais detritos plásticos do que peixes. Outra pesquisa, publicada no ano passado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, indica também que até lá 99% das aves marinhas terão pedaços de plástico no organismo. Hoje, de acordo com os pesquisadores, 90% já são vítimas dessa poluição ao meio ambiente.

A relevância do assunto levou a ONU a declarar o período entre 2021 e 2030 como a Década Internacional da Oceanografia para o Desenvolvimento Sustentável - a Década dos Oceanos. A iniciativa tem como objetivo ampliar a cooperação internacional em pesquisa para promover a proteção dos oceanos e a gestão dos recursos naturais de zonas costeiras.

Por ano, oito milhões de toneladas de plástico são despejados no mar em todo o mundo, segundo alguns pesquisadores. Levando em conta que o tempo de decomposição do plástico é de aproximadamente 400 anos, com essa poluição se repetindo a cada ano, o homem está causando um estrago praticamente irreversível ao meio ambiente. Se não for parado já com isso, vai ser liquidada de vez a vida marinha.

Mas, além do plástico, outros tipos de lixo também oferecem danos irreparáveis à vida nos oceanos. Grandes quantidades de resíduos podem estar escondidas no fundo dos oceanos ou fragmentadas em pedaços tão pequenos que não são captados pelas análises convencionais. Essas partículas estão sendo ingeridas por criaturas marinhas - o que pode resultar em consequências desconhecidas.

Os cientistas da Associação Educacional do Mar de Woods Hole, no Estado americano de Massachussetts fizeram uma lista dos países que seriam os maiores responsáveis pelo despejo desses resíduos. As 20 nações que despejam as maiores quantidades seriam responsáveis por 83% do plástico mal gerenciado que pode entrar nos oceanos.

A China ocupa o topo da lista, produzindo mais de um milhão de toneladas. Mas a equipe ressalva que é preciso levar em conta a imensa população do país e a extensão da sua costa. O crescimento econômico está ligado à geração de lixo. A equipe de pesquisadores avaliou que a quantidade de plástico jogada anualmente nos mares pode alcançar 17,5 milhões de toneladas até 2025. Isso significa que até lá 155 milhões de toneladas chegarão aos oceanos.

O Banco Mundial estima que o patamar máximo de lixo produzido no mundo só será atingido em 2100. A falta de sistemas de tratamento de lixo alimenta a entrada de plástico no oceano. Não existem possibilidades de recolher o plástico do fundo dos oceanos considerando que a sua profundidade média é de 4,2 mil metros. A melhor forma é evitar que o plástico chegue aos oceanos, por isto a conscientização torna-se a melhor solução.




Fonte: Vininha F. Carvalho - jornalista, administradora de empresas, economista e editora da Revista Ecotour News & Negócios.