quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Praias incríveis para visitar na Europa

                                  Cala Macarella, Menorca – Espanha

A Conde Nast Traveler, uma das mais conceituadas e importantes publicações de turismo do mundo, listou 5 praias incríveis para aproveitar na Europa em grande estilo. 

- Confira as dicas:

1- Praia de Albandeira, Algarve – Portugal :

No Algarve, em Portugal, a belíssima e desconhecida praia de Albandeira é o destaque da publicação. Cravada entre dois penhascos e muito pouco explorada pelo turismo local, esta pequena e singela enseada esconde águas cristalinas e calmas, cavernas do mar, piscinas de pedra natural e uma deliciosa lâmina dourada de areia, perfeita para relaxar. 


Para tornar a experiência ainda melhor, hospede-se no Pestana Viking Beach & Golf Resort, situado a apenas 8 quilômetros de distância do balneário. Além da proximidade, o empreendimento está em uma das regiões mais concorridas de Portugal e está cercado pelo mar por todos os lados.

2- Playa de Migjorn, Formentera – Espanha :

Localizada na pequena ilha de Formetera, na Espanha, esta incrível praia espanhola carrega a alcunha de ser uma das mais bonitas de toda a região. Dona de areias branquinhas, dunas varridas pela ação do vento e banhada por águas de tonalidade esmeralda, o destino oferece sossego e tranquilidade e está rodada por hotéis e resorts. Destaque para o Gecko Hotel & Beach Club, que é um dos mais luxuosos da região. Para os adeptos do nudismo, o uso de roupa no local é opcional.


3- Navagio Beach, Zakynthos – Grécia:
Também conhecida como Praia do Naufrágio (Shopwreck Beach) por conta de um acidente envolvendo um antigo navio cargueiro – ainda presente no centro do balneário – Navagio, na península do Peloponeso, é reconhecida por ser uma das praias mais bonitas do mundo e só pode ser acessada de barco. 


Protegida por penhascos de pedra calcária, o destino é ideal para relaxar e apreciar a vista do alto dos penhascos. Como sugestão de hospedagem o belíssimo e luxuoso Lesante Blu Exclusive Beach Resort é uma excelente opção. O empreendimento está a apenas 50 minutos de distância.

4- Zlatni Rat, Brac – Croácia:

Belas praias é o que não faltam na Croácia e Zlatni Rat não é exceção. Surpreendente e incomum, esta exuberante praia croata é composta por pequenas pedras lisas e oferece correnteza inconstante, tornando o destino perfeito para a prática de esportes náuticos, como Windsurf, Stand Up Paddle e Jet-Ski. Para aproveitar este incrível balneário, o Hotel Bol é opção. O empreendimento está a apenas 6 minutos de carro do atrativo.


5- Cala Macarella, Menorca – Espanha:

Situada na costa sudoeste de Menorca, esta paradisíaca e tranquila praia espanhola é o destino perfeito para quem busca evitar as congestinadas praias de Mallorca e Ibiza. A caminhada até o destino é longa, mas a areia ultra-fina e as calmas águas da região valem o esforço. 


Para chegar até o destino é preciso caminhar por cerca de três quilômetros ao longo dos penhascos de Cala ou dirigir em uma estrada áspera e sinuosa de Ciutadella e caminhar por mais 20 minutos através de uma floresta de pinheiros. Em Menorca, a sugestão de hospedagem fica por conta do La Quinta Menorca Hotel & SPA, localizado a apenas 30 minutos deste pedaço de paraíso. 


Fonte: Rodrigo Andrade

A era das transformações: de Monteiro Lobato à escola brasileira


Nada escapa ao poder inexorável do tempo. Recentemente, li que Pedro Bandeira aceitou o desafio de adaptar a obra de Monteiro Lobato. Alinhado às demandas do século XXI, parte da missão consiste em eliminar as expressões racistas, atualizando os textos para jovens e crianças contemporâneas. 
Os xingamentos que Emília proferia contra Tia Anastácia não têm mais espaço nas novas edições da Editora Moderna, tampouco na sociedade brasileira. Mas, a linguagem, a genialidade e o humor de Lobato serão preservados. A movimentação editorial ocorre no momento em que a obra passa ao domínio público, ou seja, os direitos autorais não pertencem mais exclusivamente aos descendentes, 70 anos após a morte do escritor.

Como pai de quatro filhos e mestre em Educação pela Universidade de Stanford, tenho acompanhado a polêmica em torno dessas novas edições e do conteúdo da obra original. Em 2010, por exemplo, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) manteve a obra Caçadas de Pedrinhono Programa Nacional Biblioteca da Escola, desde que houvesse a advertência de condicionar o livro, no contexto de educação escolar, a professores com a devida compreensão dos processos históricos que geram o racismo no Brasil. 

Cabe ressaltar que a edição com uma adaptação crítica – similar à proposta de Pedro Bandeira – não é exatamente uma novidade na literatura. O quadrinho “Tintim no Congo” foi objeto de debates públicos na Europa e hoje conta com edições revisadas que eliminaram os resquícios do colonialismo belga; antes, o conteúdo era repleto de estereótipos e preconceitos contra os africanos.

Monteiro Lobato e Hegé (Georges Prosper Remi) nasceram, respectivamente, em 1882 e 1907. São resultado de uma escola e de um modelo de educação pertencente a um mundo muito diferente. E é esse ponto que quero abordar. Da mesma forma como muitas pessoas (educadores, pais e autores) resistem à revisão de obras literárias – feita com respeito e profissionalismo, ressalto –, se opõem à atualização da forma como educamos nossas crianças e da própria escola, que também tem sofrido o peso do tempo. Se nós, pais, já não somos os mesmos... imagine os nossos filhos!

Como especialista em educação e empreendedor da Geekie, tenho rodado o mundo, palestrando sobre o tema com um olhar muito voltado para a escola brasileira e as referências educacionais no exterior. Na edição de 2018 do Fórum Econômico Mundial para América Latina, cujo tema transversal foi a Quarta Revolução Industrial– um momento no qual o mundo está interconectado, mas a organização geopolítica e os problemas globais não correspondem à forma como estamos organizados – a minha colaboração foi levar o olhar da tecnologia e da inovação, dentro de um contexto educacional real e prático. 

Quando se pensa que a escola atua com o desafio de preparar o aluno para as competências do século XXI – mas, que ainda perpetua um modelo de trabalho baseado nas habilidades necessárias na época da revolução industrial – percebe-se que a proposta educacional adotada por grande parte das escolas está distante de um modelo de trabalho e de vida em sociedade com pensamento crítico, autonomia e visão de futuro.

No cerne do desafio de preparar os jovens para o mercado de trabalho do futuro está a necessidade de questionar um sistema educacional no qual as habilidades que ele se propõe a desenvolver – basicamente, memorização e preparação para um exame vestibular – não têm nada a ver com as habilidades e competências que o mercado de trabalho exige (criatividade, pensamento crítico, trabalho em equipe e comunicação). Ou seja, o oposto do que o modelo tradicional executa ao manter o aluno sentado em uma carteira, em postura passiva, copiando textos e estudando sozinho para a prova.

Essa falta de sintonia entre a escola e educar para o futuro está custando caro; nossos filhos estão abandonando a sala de aula. No Brasil, de acordo com a PNAD, 50% dos jovens brasileiros não conseguem concluir o Ensino Médio até os 19 anos. A necessidade de trabalhar, que pode vir à mente como principal fator da evasão escolar, não é o primeiro motivo: 40% dos jovens que abandonaram os estudos apontam o desinteresse – de acordo com a pesquisa da Fundação Getulio Vargas.

O problema do acesso universal à uma educação de qualidade não é só social, mas também é uma questão de competitividade! Se o país não garantir que todas as pessoas que passam pelo sistema educacional tenham capacidade de desenvolver plenamente o próprio potencial, corremos o risco de deixar vários “Stephen Hawking” pelo caminho. Se o Brasil quiser ser um país competitivo, precisamos que todas as crianças tenham uma educação de qualidade. Temos que mudar, no mínimo, o Ensino Médio para aproximar essas duas pontas; para que o dia a dia desse aluno na escola seja conectado com o que ele vai ser demandado no mercado de trabalho. 

O primeiro passo da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é direcionar o ensino para habilidades e competências, mas para que isso aconteça há um longo caminho. E esse caminho tem muito a ver com levar inovação, tecnologia, empreendedorismo e noção de cooperação para dentro da sala de aula.

Hoje, a escola muitas vezes ainda está distante de ser um ambiente de colaboração; o estudante por vezes está sozinho, o pai tem que contratar professor particular para esclarecer dúvidas adicionais. O professor também está em uma jornada solitária, dando aulas em várias escolas e sem tempo de estabelecer vínculos; o coordenador vive uma rotina sobrecarregada e de cobranças. 
Ou seja, cada um está imerso no próprio cotidiano, sendo que a escola deveria ser por essência um lugar de colaboração e de corresponsabilidade em prol de um objetivo maior – o desenvolvimento das pessoas. Um lugar de encontro para alunos, pais, professores e coordenadores; todos unidos em uma comunidade escolar de fato. 

Óbvio que esse desafio de criar uma “nova edição crítica da escola” passa por toda a comunidade escolar. Mas, acredito que passa necessariamente pela coragem das famílias de exigir a transformação da escola; passa por não ter medo da mudança e de lançar um olhar crítico para esse modelo escolar que tem origem no século XII. 

E não se trata de jogar tudo fora, como se nada fosse bom ou passível de edição. Estou falando de, como nas novas edições de Monteiro Lobato, reconhecer a genialidade de conteúdos e transformar o que não dialoga com o mundo atual. Essa é uma decisão urgente, pessoal e intransferível. As famílias também precisam assumir o protagonismo na transformação da escola.


Fonte: Claudio Sassaki - mestre em Educação pela Stanford University e cofundador da Geekie, empresa referência em educação com apoio de inovação no Brasil e no mundo.

Dia Internacional da Língua Materna será comemorado nas escolas


Educadores de todo canto do mundo certamente prepararam uma aula especial para comemorar o Dia Internacional da Língua Materna, celebrado nesta quinta-feira (21/02). Afinal, essa é uma grande oportunidade para abordar o tema e promover nos alunos o desejo da inclusão e da tolerância entre os povos, estimulando uma educação mais humana em favor do bem-estar coletivo.

Criada pela Unesco, em 1999, o Dia Internacional da Língua Materna tem o objetivo de proteger todas as línguas faladas no mundo. Hoje, estima-se que quase metade de um total de 7 mil línguas correm o risco de desaparecer, o que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), empobreceria a humanidade em relação à diversidade linguística.

Atualmente, a Língua Portuguesa é falada por cerca de 250 milhões de pessoas. No Brasil, é ensinada desde os primeiros anos de vida da criança como língua materna. 


“Nos comunicamos, pensamos, sentimos, criamos com e pela língua materna, que representa a identidade cultural dos povos”, explica a coordenadora pedagógica do Colégio Marista Champagnat, em Ribeirão Preto (SP), Juliana Christina Rezende de Souza.

Também conhecida como língua nativa ou primeira língua, a língua materna é aprendida de forma natural sem intervenção pedagógica, mas é por meio dela que se promove o desenvolvimento pessoal e social de todo e qualquer cidadão. É no ambiente escolar que a criança aprende sobre o respeito pela pluralidade de culturas, características individuais, socialização, interação com as comunidades, despertar da curiosidade e pensamento crítico.



Fonte: Rede Marista de Colégios

Pare de mirar numa só estrela. O universo é imenso!


Recentemente uma discussão tem sido motivo de muitos posts no Linkedin: O jeito mais eficaz de ajudar a quem procura emprego.

E entre os que precisam de ajuda e os que podem ajudar de alguma forma, há a questão de se fazer qualquer coisa, ou apenas o que pode ser eficaz.

Pensando sobre o assunto, acredito que toda boa intenção é válida. Mas ter uma estratégia é sempre melhor.

Para quem precisa, qualquer coisa pode soar como alívio, mas quem está de fora consegue analisar melhor e ver que nem tudo é útil. Não se trata apenas de indicar uma vaga de trabalho. Podemos ajudar compartilhando conhecimento e apoio porque é isso que irá fortalecer e preparar as pessoas para quando a oportunidade surgir. Uma pessoa fragilizada tem menos chance de ser bem-sucedida em uma entrevista de emprego, por exemplo.

Mas para quem está desesperado, talvez nada disso seja suficiente no curto prazo porque temos necessidades práticas e nessa angústia só nos interessa o fim e, não, o meio. O que é um erro enorme!

É por isso que aceitamos qualquer tipo de coisa sem questionar se é efetivo. É por isso que não dedicamos tempo a cuidar do nosso emocional e é por isso também que não fazemos tudo que é mais importante, incluindo pensar na melhor estratégia.

Quem “tem fome”, tem pressa. E somos muitos os famintos e por isso mesmo não podemos sucumbir ao fácil, ao imediatismo.

Se não fizermos a lição correta, podemos até encontrar um novo emprego, mas não um trabalho que sacie a nossa fome verdadeira. Sem entender o que buscamos verdadeiramente, qualquer coisa parecerá servir. Mas por quanto tempo?

Estamos fazendo as perguntas erradas e em função disso talvez não tenhamos as respostas certas ou nenhuma resposta.

- Portanto, antes de sair atirando para todos os lados, é preciso refletir um pouco.

- Primeiramente entenda qual é o seu momento profissional:
Quer mesmo voltar a fazer o que fazia?


- A sua área de atuação está num bom momento ou encolhendo?

- Você tem um grau de empregabilidade alto ou baixo?
Na sua área de atuação as pessoas são geralmente mais novas ou mais maduras?

- Você está atualizado com as necessidades atuais do seu mercado?

- Sobretudo, reflita “por que quero isso”. Não pare no “quero isso”.

Enquanto só perguntarmos a nós mesmos o que queremos, repetiremos os mesmos padrões e lugares já visitados. É mais fácil, seguro e cômodo.

Entretanto, ao indagar o real motivo, nos forçamos a pensar e abrimos um leque de oportunidades. Uma vez que isso ficar claro, tenha frieza para aceitar o que estiver em desacordo, para se adequar ao que for necessário ou mudar o seu pensamento e seguir um novo caminho.

Muitas vezes, não adianta ficar insistindo na mesma tecla sem entender que para aquele cenário específico, não há mais espaço. E isso não significa que não haja mais alternativa. É só uma questão de mudança de trajetória.

Reinventar-se é a palavra! E aí, tudo é possível! Só depende de você, da sua força, perseverança e determinação.

Como mencionado no título: pare de mirar numa só estrela. O universo é imenso!


Fonte: Claudia Taulois - fundadora da Engaging