segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Férias e natureza: parques nacionais e estaduais são uma alternativa para sair da rotina


As férias de verão são um período marcado pelo descanso e pela oportunidade de conhecer novos lugares. Uma opção para todos os tipos de turistas são os parques nacionais e estaduais, espalhados por todo o Brasil. Criados para preservar a paisagem natural do País, esses locais são uma alternativa para sair da rotina, com atrações turísticas que conquistam desde os mais aventureiros, até os mais sossegados.

Segundo a coordenadora de áreas protegidas da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Marion Silva, a visitação dentro dos parques aproxima as pessoas da natureza, além de movimentar a economia local. 


“A conexão com o meio ambiente traz benefícios para a saúde física e mental, por reduzir o estresse e promover um momento de descontração fora do agito dos grandes centros urbanos. Esse contato com a natureza também reforça a importância da conservação e das áreas protegidas, e faz com que as pessoas passem a adotar práticas mais sustentáveis em suas rotinas”.

Para manter os locais preservados, os visitantes devem ficar atentos às normas de visitação de cada parque, recolher e descartar corretamente o lixo produzido e não interferir na fauna e na flora local.

- Conheça alguns parques espalhados por São Paulo:

1) Com atrações variadas, o Parque Nacional Serra da Bocaína reúne praias, piscinas naturais, rios, cachoeiras, picos e mirantes. O ponto turístico mais conhecido no local é a Trilha do Ouro, que é um marco histórico da cultura caipira e caiçara que vivia na região. Para preservar esses aspectos culturais e conservar a biodiversidade local, o parque não permite a entrada de veículos. 


2) Segundo parque mais antigo de São Paulo, o Parque Estadual Turístico do Alto do Ribeira corresponde a uma das principais áreas de preservação da Mata Atlântica. Apesar de abrigar 350 cavernas, apenas 12 são abertas para visitação. As outras atrações envolvem dunas, trilhas, cachoeiras, abismos e sítios arqueológicos. 


3) Maior corredor biológico da Mata Atlântica no país, o Parque Estadual da Serra do Mar se estende de Norte a Sul do estado. O parque engloba cerca de 25 municípios e reúne trilhas, cachoeiras, rios, sítios históricos e até espaços para a prática do mountain bike. Cada uma das cidades possui preços e horários diferentes para a visitação. 
                             

4) Dentro da capital paulista, o Parque Estadual da Cantareira abriga uma grande quantidade de nascentes e córregos que abastecem todo o estado. Por estar no centro da cidade, a área é classificada como uma das maiores florestas urbanas nativas do mundo. O principal atrativo do local é o mirante, de mais de 1.000 metros de altitude, de onde é possível ver toda a cidade de cima.


5) Composto por 12 ilhas e dois ilhotes, o Parque Estadual de Ilhabela é um arquipélago localizado no leste paulista. O acesso ao local é feito por meio de balsa, em um trecho que demora cerca de 20 minutos. A unidade de conservação reúne trilhas para picos e mirantes, fauna e flora nativa para observação, além das cachoeiras, piscinas naturais e praias para banho.
                                

Fonte: Fundação Grupo Boticário

Quer empreender? Talvez você não precise abrir seu próprio negócio


 
Quando se fala em empreendedorismo, geralmente associamos o termo a montar um negócio próprio, abrir uma empresa. No entanto, é possível empreender, ainda que o seu objetivo seja continuar como funcionário. Duvida? Então, vou te provar.

Que vivemos em um período de crise no país, não é novidade para ninguém! E que na crise surge a necessidade de mudança, muito menos! A redução de custos nas empresas e, consequente, aumento no desemprego, tem exigido que todos saiam da “zona de conforto”.

E nessa hora o velho ditado popular vem à tona: “em tempos de crise, uns choram e outros vendem lenços”. Pronto! Essa pode ser a grande sacada, o seu “lenço”. Mesmo trabalhando como empregado é possível aplicar esta ideia, manter o seu emprego e ainda se destacar na empresa. É o que eu chamo de transformar-se em um funcionário empreendedor.

Mas ser um funcionário empreendedor dá trabalho. Tanto quanto ser um empreendedor do negócio próprio. 

- Por isso, é imprescindível que você adote alguns comportamentos:

- Capacite-se constantemente – não fique na superficialidade e não cultive o pensamento de que você já sabe o suficiente para a execução da sua atividade. Estude e busque novos conhecimentos diariamente;

- Conheça a empresa – não fique limitado à sua atividade. Saiba quais são os propósitos, missão, concorrentes, metas, características dos produtos ou serviços e seus diferenciais, etc.;

- Tenha iniciativa, responsabilidade e comprometimento – esteja disposto a realizar trabalhos que estão além da sua função. Identifique oportunidades de mostrar todas as suas habilidades e agarre-as. Encare os desafios e apresente resultados concretos. Em outras palavras, pense como se você fosse o dono da empresa;

- Saiba negociar – gere valor ao seu trabalho. Não é hora de pensar somente em aumento salarial. Pode parecer absurdo, mas é a realidade. Além disso, saiba negociar, principalmente em situações de conflito, com o seu o chefe, colegas de trabalho, fornecedores, clientes, etc. Sempre demonstre empatia, coloque-se no lugar do outro;

- Cuide da sua marca pessoal e da sua empresa – esteja sim, preocupado com o que andam falando a seu respeito. Tenha coerência entre o seu discurso e as suas atitudes. Como você quer ser reconhecido? E aqui, é importante que você tome cuidado com as redes sociais. Elas dizem muito a seu respeito. Não saia falando mal da empresa, dos produtos ou serviços. Se tiver algo que te incomoda, ofereça soluções;

Seja persistente – os obstáculos existem e estarão presentes no seu dia a dia. Não desanime no primeiro tropeço. Aprenda com os fracassos e continue focado nos seus objetivos, que devem ser muito bem definidos.

Os desafios não são pequenos, seja para o empregado ou para o empregador. Ambos precisam livrar-se de pensamentos e comportamentos retrógrados e acompanhar essa nova tendência. O mercado está mudando e o comportamento empreendedor veio para ficar. Por isso, os contratantes que ainda não perceberam essa nova realidade, com certeza começarão a perder funcionários com estas características para aqueles que sabem valorizá-los.

E então, está convencido? Agora é hora de colocar a mão na massa e chegar à empresa como no primeiro dia, com o sorriso e motivação de quem tem um mundo pela frente. E você tem mesmo!


Fonte: Rodrigo Mancini - economista, mestre e doutor em geografia econômica, empreendedor e empresário.

Liberdade e autonomia no exercício do direito de petição pelo advogado


Muito se tem falado que a Reforma Trabalhista trouxe para o processo do trabalho a necessidade de mais cuidado no momento de elaborar os pedidos porque o risco da sucumbência em honorários advocatícios teria exigido do advogado certo equilíbrio para pleitear reparação de prejuízos advindos do descumprimento de obrigações trabalhistas. Todavia, esta informação não deve impedir o livre direito de peticionar nem mesmo autoriza o Judiciário a obstaculizar o andamento in limine de ações por considerar inadequada ao seu estilo.

A petição inicial, como peça de inauguração da lide deve ser objetiva e simples a fim de que o magistrado possa dar a devida prestação jurisdicional. Em palavras outras, conforme disposto no artigo 840, § 1º da CLT a reclamação deverá conter breve exposição dos fatos de que resulte o dissídio e o pedido, que deverá ser certo, determinado e com indicação de seu valor.

Em relação à contestação, no processo trabalhista, aplica-se a mesma regra da objetividade quanto aos fatos e o direito demandado, valendo ainda o disposto no artigo 847 da CLT.

Quanto ao estilo da escrita e forma de articular os fatos, cabe exclusivamente ao profissional que deverá estar convencido da sua adequação e encaminhamento processual. Trata-se de compromisso do advogado na defesa dos interesses do seu cliente sendo certo que em determinadas ocasiões pode dar a impressão de que a extensão de volume traz a razão e ganho de causa.

Nos dias atuais, a tecnologia tem facilitado citações de jurisprudência muitas vezes desnecessárias neste momento da propositura da ação ou às vezes da apresentação da defesa, tornando a leitura cansativa tanto para a preparação de defesa quanto para o magistrado. Até porque o sistema recursal somente autoriza adoção vinculativa da jurisprudência uniformizada.

Entretanto, ao Magistrado cabe receber a ação e decidir ao final de acordo com as condições apresentadas pelo autor ou réu. Pode pedir emendas e esclarecimentos ou juntada de documentos, nos termos do disposto pelo artigo 139 do CPC.

Neste caso, refiro-me à sentença de indeferimento da inicial (RTOrd 0021012-77-2018.5.04.0204) que, considerada longa demais, “com 42 laudas”, com diversas citações desnecessárias”, não atenda à determinação legal de “breve exposição dos fatos”, com jurisprudência desnecessária e excessiva, determinando, ao final, que a parte ajuíze outra reclamação, com no máximo 10 laudas, com a mesma fonte e tamanho de fonte, cujo não-atendimento implicaria nova extinção.

Ao juiz cabe a direção do processo (art. 139 CPC) e dentre as incumbências expressas está a de “determinar o suprimento de pressupostos processuais e o saneamento de outros vícios processuais” (art. 139, IX, CPC), permitindo à parte a prestação jurisdicional de mérito (art. 488, CPC).

Parece que exorbita a prestação jurisdicional com a determinação ameaçadora que limita o número de laudas para peticionar, padronizando e modelando a forma de sustentar os fatos cujo conhecimento é, no momento da elaboração da petição, de foro íntimo do profissional e seu cliente. Se há exageros, pode-se lamentar, mas não decidir de modo autoritário e professoral porquanto a advocacia deve ser exercida com liberdade (art. 7º, I, Lei nº 8.906/94) e, no momento da petição, quem tem a palavra é o advogado.

O processo trabalhista sempre primou pela sua simplicidade e celeridade e parece que o novo Código de Processo Civil contribui para que a prestação jurisdicional de mérito vá ao encontro do jurisdicionado de modo efetivo, assegurando o direito de petição, boa ou ruim aos olhos de outros, mas com liberdade no exercício da atividade profissional.

Fonte: Paulo Sergio João - advogado, professor de Direito Trabalhista da PUC-SP e FGV-Law

Você sabe fazer Networking?


A tecnologia anda a passos largos e vivemos tempos líquidos, isso já não é novidade para praticamente ninguém. Parceria homem com máquina (simbiótico), Sociedade 5.0, smarty city (cidade inteligente), machine learning (aprendizado de máquina) ou inteligência artificial (IA), já fazem parte do cotidiano de muitas pessoas. 

Para quem quer fazer um Networking mais assertivo, não importa qual seja o objetivo, empreender ou conseguir emprego, o ponto principal é o relacionamento com pessoas, e fazer conexões com tecnologia, reflexões, insights, principalmente mudar o mindset. 

Com a IA escolhendo conteúdo dentro das redes sociais, a tendência é que uma parcela das pessoas acabe vivendo dentro de uma bolha. Visto que os algoritmos leem seus dados e lhe mostram conteúdos (anúncios) em sua timeline do Facebook, por exemplo.

Conhecer pessoas influentes, e conquistá-las, só depende de você e da forma que você se apresenta. Leila Duarte que é Administradora, MBA em Gerenciamento de Projetos e Especialista Lean Six Sigma, fala que tudo na vida é questão de relacionamento e que demora para ser construído e exige foco e paciência. “Já ouviu falar da política da boa vizinhança? Desde criança fazemos Networking, mas, na época, não tinha esse nome bonito. 

Quando precisávamos de um salgado de festa de última hora? Corria na casa de fulana, que fazia o melhor salgado do bairro. Um ajuste na calça? Fala com a sicrana, perto do mercado, a melhor costureira do bairro. Elas faziam Networking porque tinham admiração, elas eram ótimas no que faziam, simpáticas e cordiais, mas não sabiam” comenta.

Para se ter êxito na missão e no final atingir o objetivo é preciso planejamento, observação, estudar os melhores ângulos. É necessário a análise completa das situações e dos cenários. 

“Devemos construir laços com as pessoas e não apenas números de conexões. São suas atividades dentro da rede, que mostrarão como você é visto pelas pessoas. Você é único. Não é porque está na rede profissional como o Linkedin que vai se portar de um jeito, e em outras redes sociais mais pessoais se portar de outro. Claro, essas redes têm público alvo diferentes entre elas. Cabe usar o filtro. Seu chefe pode não ser seu “amigo de face”, mas, pode chegar até ele o que você postou. 

Cuidado redobrado com o que postar ou comentar. Isso pode custar seu emprego ou um futuro parceiro de negócio. Leva tempo para construir uma imagem e reputação, mas, em fração de segundos, por um ato não pensado pode perder tudo o que levou anos para construir.” afirma Leila, que através do Linkedin publica artigos com assuntos voltados a RH

Por isso é necessário conhecer seu público, interagir com a rede e ir além do joinha. “Gere conteúdo de valor, compartilhe notícias relevantes para sua audiência. Seja cordial com quem enviar pedido de conexão, agradeça quem aceitar seu convite, se interesse pelas pessoas de verdade. Não utilize apenas frases prontas que o sistema lhe oferece para facilitar sua comunicação. 

Crie afinidade com a pessoa, siga, comente, curta. Mostre seu valor. Siga as pessoas que você admira na rede, empresas, revistas, jornais. Cerque-se de gente boa. Se você é empreendedor intercale post do seu produto com notícias, por exemplo, para não ficar muito cansativo para sua audiência. Assim manterá engajamento da rede.

Produza conteúdo próprio, isso ajudará a desenvolver suas habilidades e talentos. Por último, mas, não menos importante: Saia da rede virtual e convide para almoçar, tomar café para ter aquele contato olho no olho, estreitar os laços, pois Networking é feito de pessoas para pessoas e não para as máquinas.” finaliza Leila Duarte.

                                                    
Fonte: Leila Duarte