quinta-feira, 10 de junho de 2021

Credibilidade é essencial no mercado para o sucesso dos negócios



Entende-se como credibilidade empresarial o conjunto de fatores que trazem o cliente até você, baseados na excelência dos pilares de atendimento, qualidade, entrega e pós-venda!

Dentro desta regra, podemos afirmar que, o relacionamento de uma empresa com o cliente se fortalece com a entrega da excelência de resultados em cada um destes pilares, onde o atendimento (deixando um pouco de lado nesse momento o assunto marketing) torna-se o primeiro passo para a construção da credibilidade empresarial.

Buscar os reais interesses do cliente, compreender suas expectativas, suas necessidades, seu poder de compra, suas possíveis limitações de conhecimento sobre os produtos e ter habilidade de identificar alternativas para suprir as aplicações e diversidades de produtos, definirão o bom atendimento e trarão uma grande probabilidade de conclusão do negócio.

Envolver qualidade na matéria-prima de seus produtos e serviços, garantir uma padronização do processo de criação/produção, se atentar aos detalhes do produto e dos serviços, agregar visualmente riqueza de acabamento (tanto para produtos como para serviços) demostra aos clientes que sua empresa está comprometida com os “detalhes”, além da durabilidade de seus produtos e serviços!

“Promessa é dívida!” e o bom pagador de “dívidas” é respeitado e tem sempre CREDIBILIDADE. Se você leva um dia para aprontar seu produto ou serviço, mais um dia para despachá-lo e o prazo da transportadora ou de finalização é de dois dias, negocie sempre com seu cliente considerando um dia adicional. 

Dessa forma, seu produto/serviço sempre chegará ou ficará pronto com antecedência ao esperado e fatalmente superará as expectativas! Parece estranho, mas o fluxo problemático de uma grande empresa de e-commerce foi solucionado assim, apenas acrescentando dois dias no prazo de entrega ao cliente e entregando antes desse prazo finalizar.

Nenhum desses pilares citados anteriormente serão eficazes se você receber uma reclamação de seu cliente após a entrega do produto ou a finalização do serviço, questionando algum problema e não lhe reservar a devida atenção!

Uma vez que o cliente entende que pode contar contigo mesmo depois da “permuta” realizada (moeda versus produto/serviço), saiba que terá esse cliente não para sempre, mas enquanto manter seus pilares intactos!

Fidelizar seus pilares e manter a constância no controle de processo e procedimentos manterá seu cliente contigo e balizando tudo que foi dito, construímos nossa credibilidade empresarial e, em um mercado saturado de opções para consumidores de produtos e serviço, tenhamos empatia para responder a seguinte pergunta:

Quem iremos buscar para comprar o que desejamos ou quem iremos contratar para realizar o serviço que precisamos?

Os consumidores/nossos clientes, sempre buscarão bons atendimentos, segurança nas compras, durabilidade e riqueza de detalhes em acabamentos, e tranquilidade na garantia de poder “falar com alguém” caso tenham problemas com o que foi adquirido.

Credibilidade é diferencial no mercado de hoje, busque sempre a sua!

Fonte: Conceiyção Montserrat - CEO da Conceiyção Montserrat Gestão e negócios

A governança empresarial pautada em ASG

 


O debate sobre a responsabilidade social das empresas, instaurado há décadas no mundo ocidental, permanece em reflexão sobre sua extensão, bem como sobre as condições e meios de torná-la realidade na governança das corporações. No Brasil, se por um lado a recorrente deflagração de escândalos de corrupção e desastres ambientais envolvendo grandes empresas revelou o fracasso de tais estratégias, por outro gerou uma nova onda de discussões e iniciativas acerca do tema.

Tanto que está em destaque a agenda pautada na interação dos aspectos Ambiental, Social e de Governança (ASG, sigla conhecida também como ESG, do em inglês Environmental, Social e Governance). O desafio não se resume na atuação filantrópica ou em iniciativas compensatórias por parte das empresas, mas fundamentalmente na assunção da responsabilidade de compor ativamente tais aspectos nos seus próprios procedimentos, metas e relações.

O clima tem sido insistentemente pautado nas rodadas de discussão da comunidade internacional. Ao menos em proposta, a gestão do presidente americano, Joe Biden, reorientou com centralidade a agenda do clima nos Estados Unidos, o que aparentemente gerou reflexos, inclusive na enunciação de compromissos por parte do governo brasileiro.

A evolução do debate e as experiências ruins do passado parecem relacionar a preocupação ambiental com a longevidade das empresas, transformando-a em um relevante aspecto reputacional. Além disso, estão se popularizando os investimentos por meio de fundos ASG, com demanda relevante de investidores focados na estratégia baseada nesses critérios. Esses e outros fatores geraram a propagação do modelo nas análises, discursos e medidas que envolvem o mercado financeiro.

Consequentemente, medidas derivadas dessa orientação, efetivas ou não, repercutem em disposições contratuais específicas nas relações entre empresas, investidores, fornecedores, prestadores de serviços, colaboradores e consumidores, bem como na comunicação entre esses stakeholders (grupos de interesse da atividade empresária), com a promessa de reverberação positiva da cadeia produtiva e, talvez, do mercado que envolve o respectivo setor econômico.

Contudo, o principal incentivo à adoção dos critérios ASG aparentemente se ampara por meio dos mercados, por influxos políticos e econômicos, enquanto as iniciativas de natureza eminentemente jurídica ainda são modestas.

Na proteção ao meio ambiente, cujas normas jurídicas de maior destaque em termos de responsabilidade ainda se remetem, por exemplo, à Lei dos Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), as iniciativas estão focadas em algumas políticas setoriais, como a imposição da Política de Responsabilidade Socioambiental (PRSA) às instituições financeiras pela Resolução BACEN nº 4.327/2014, com as previsões sancionatórias da Lei nº 13.506/2017. 

O PL nº 3729/2004 (Lei Geral do Licenciamento Ambiental), aprovado na Câmara dos Deputados em maio deste ano (aguarda apreciação pelo Senado Federal), não traz disposições relevantes em termos de governança e responsabilidade daqueles que o pleiteiam, além de flexibilizar o licenciamento ambiental.

Seja por meio de normas jurídicas, seja pelos influxos econômicos dos mercados, é preciso que se evolua nas estratégias de concretização das práticas orientadas por ASG na governança empresarial, com compromisso de segurança aos stakeholders, sobretudo para que se evite uma proliferação legalizada do greenwashing (promoção de uma falsa aparência de sustentabilidade).


Fonte: Murilo Aires - advogado atuante na área de direito empresarial do escritório Dosso Toledo Advogados.

Qual é o seu papel na Educação?



Já parou para pensar e responder a essa pergunta? Você acha que possui alguma responsabilidade sobre a Educação em nosso país? De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a Educação está inserida em praticamente tudo em nossas vidas: na família, no trabalho, nos relacionamentos, na escola, na universidade, na sociedade e até mesmo na cultura. 

A Constituição Federal de 1988 diz que a Educação é um direito de todos e dever da família e do Estado e que seu objetivo é garantir o pleno desenvolvimento da pessoa. Se cada um fizesse parte para cumprir com esse dever e assegurar esse direito, poderíamos promover a transformação por meio da Educação.

Países desenvolvidos, por mais que apresentem alguns desafios, possuem a Educação como prioridade e isso faz com que a sua população tenha mais oportunidades e que os problemas enfrentados sejam muito menores, já que possuem um entendimento melhor de coletividade. 

Certa vez, em Londres, tive a oportunidade de conferir como a Educação de um povo pode influenciar o funcionamento de uma sociedade. Em uma estação de Metrô, vi uma das catracas, que são de abrir e fechar, aberta o tempo todo. Pensei que havia câmeras ou agentes fazendo a fiscalização, mas não havia. Então perguntei para um londrino porque aquela catraca estava aberta e ele me respondeu que era para crianças pequenas e idosos passarem, já que, em geral, são mais lentas. Perguntei então se ninguém passava sem pagar e ele me respondeu com outra pergunta: e por que alguém faria isso?

Talvez falte ao Brasil tempo de amadurecimento enquanto sociedade, já que somos uma nação muito recente em relação à maioria dos países desenvolvidos. Nosso país possui pouco mais de 500 anos, com uma história de dizimação de povos indígenas, escravidão e o fornecimento de metais preciosos, produtos naturais e agrícolas para países desenvolvidos que se entendem como nação há muito mais tempo que nós e que entendem que a falta de saúde, de comida, de teto e de Educação não é condição normal e aceitável para o ser humano. Por aqui, levaremos quantos anos para o brasileiro entender isso?

E o que podemos fazer para transformar a nossa realidade? Cada um cumprir com o seu papel. Ao Estado cabe a responsabilidade de investir mais e melhor na Educação, promovendo uma gestão eficiente dos recursos. Se preocupar mais com a eficiência do processo de ensino-aprendizagem das instituições de ensino, rever os próprios conteúdos, por meio de uma discussão bem mais ampla com a sociedade, valorizar mais o professor, oferecendo melhores condições de trabalho, ofertar acesso à internet e à tecnologia educacional, e promover a formação continuada de todos nas escolas.

Aos professores não caberia a revisão de sua prática? Sabemos bem da desvalorização do professor, das altas cargas de trabalho a que são submetidos e do grande desafio que é a prática docente. Vivemos a seguinte situação: a instituição escolar atual ainda tem seus moldes nos séculos XVIII e XIX, com educadores do século XX e alunos do século XXI. 

Afinar isso é bastante difícil, mas o professor precisa entender que não é mais o único meio de acesso às informações e ao conhecimento, que seu papel mudou e que ele agora precisa mediar esse acesso e construir o conhecimento junto aos educandos. É urgente a adoção das metodologias ativas e, sobretudo, amar o que se faz.

Os alunos precisam ser conquistados, motivados e seduzidos pela Educação e pelo conhecimento. Mas é preciso também atribuir aos principais interessados o papel de protagonista no roteiro dessa história. As redes sociais tomaram conta da atenção dos estudantes e, por isso, pergunto constantemente a eles: quem manda, você ou o celular? Os alunos devem entender que a vida oferece oportunidades para quem se dedica. É certo que eles precisam de ajuda para desenvolver e elevar a autoestima, a confiança em si mesmos e merecem desenvolver o processo de autoconhecimento e identificar suas virtudes e forças de caráter para que possam atuar no desenvolvimento e crescimento pessoal e coletivo.

Aos pais, cabe acompanhar e se preocupar efetivamente com a Educação de seus filhos, não atribuindo somente à escola essa responsabilidade. Tomemos como exemplo a mãe do famoso neurocirurgião de fama mundial, Dr. Ben Carson. 

De origem humilde, ele ficou conhecido por ter realizado a primeira cirurgia de separação de gêmeos siameses unidos pela cabeça, como nos conta o filme Mãos Talentosas. O que a mãe dele fazia? Limitava o tempo dele e do irmão na frente da Televisão e os obrigava a ler dois livros por semana.

Precisamos entender que existe algo que se chama homologia de processo, ou seja, que não formaremos crianças leitoras se não formos leitores, que não teremos crianças honestas que respeitam filas e que devolvem o troco errado se assim não o fizermos, que se não sonharem alto, não poderão conquistar alto, que não teremos mudanças se continuarmos a fazer as coisas do mesmo jeito. Já passou da hora de entender que Educação transforma um aluno, uma escola, uma cidade, um país, basta que cada um de nós cumpra com o seu papel, mesmo porque não estamos fazendo mais do que a nossa obrigação no caminho da evolução. Vamos juntos?


Fonte: Luis Fernando Mordente - gestor educacional do Colégio Mais Positivo (Sistema Positivo de Ensino), de Uberlândia (MG).

terça-feira, 8 de junho de 2021

Oceanos sufocados, planeta sem ar



Em 1998, durante nossa segunda volta ao mundo, estivemos em uma ilha remota do Pacífico chamada Henderson Island. Mas aquele lugar paradisíaco revelava para nós, há mais de 20 anos, os primeiros - e preocupantes - sinais de que algo estava saindo do controle. 

Deserta e nada turística, a ilha acumulava lixo vindo de diferentes partes do mundo. Passados alguns anos, partimos para nossa terceira circum-navegação, a Expedição Oriente, e novamente um cenário chocante marcou nossa rota.

Em 2015, estivemos em West Fayu, outra ilha deserta e de difícil acesso no Oceano Pacífico, que tinha sido invadida por resíduos, em sua maioria, plásticos de uso descartável. Registramos esse momento e fizemos um vídeo para nossas redes, denunciando essa lamentável realidade. Esse conteúdo viralizou rapidamente, alcançando milhões de visualizações e compartilhamentos por usuários do Brasil e de diferentes partes do mundo. O alerta tinha ganhado potência, gerando reflexão na sociedade. Mas, ainda assim, demandava - e demanda - uma ação contínua para ampliar a conscientização e avançar na discussão, pois precisamos de soluções.

Em 37 anos de aventuras, nossa conexão com o Planeta Água passou a ser visceral. Para quem começou a navegar sendo guiado pelas estrelas, os sentidos passam a compreender os sinais da natureza e, há um tempinho, escutamos um sussurro agonizante se convertendo em grito sufocante. 

Os oceanos estão sem fôlego e pedem socorro. E esse não é um problema restrito ao ambiente marinho, afinal, mais de 50% do oxigênio do mundo é produzido pelas algas marinhas. Ou seja, nossos oceanos são o pulmão do mundo! E, se ele está sufocado, o quão comprometido está o ar do nosso Planeta Terra? Para reverter esse cenário, precisamos assumir nossa responsabilidade, como cidadãos, empresários ou governantes.

Tendo completado, até o momento, três voltas ao mundo, comprovamos o que já sabíamos: a Terra é redonda. Sendo assim, é preciso entender que não existe "jogar fora" tirando o problema de vista, pois tudo converge para um mesmo lugar: o nosso planeta. É fundamental assumir que estamos produzindo e descartando uma quantidade de lixo para lá de excessiva, que não tem tido tratamento ou destinação adequada. Apenas sai do nosso campo de visão... até que alguém - como uma família brasileira de velejadores - se depara com resíduos dos mais variados lugares do planeta concentrados em uma longínqua e isolada ilha no meio do Oceano Pacífico, por exemplo.

Executivos das indústrias e empresas de diferentes portes precisam repensar as embalagens, transporte e descarte. Nós, consumidores, precisamos repensar nossos hábitos de consumo, reciclagem e produtos. Gestores públicos precisam repensar como fazer para reaproveitarem os resíduos e minimizar o descarte nos rios e aterros. Esse é um pedido que vai além da defesa das tartarugas e dos golfinhos. É o ar do planeta e a vida humana que estão em jogo. 

O plástico vira micro e nano plástico. Partículas tão pequenas que podem parecer invisíveis, mas estão presentes e "atuantes" no meio ambiente e no nosso corpo. Para começar, elas cobrem nossas algas, impedindo-as que exerçam seu papel de produtoras de oxigênio. Ou seja, o pulmão do mundo está com seu funcionamento comprometido.

E se ainda assim esse parece ser um problema muito distante de nós, humanos, lembremos da cadeia alimentar: os peixes se alimentando de micro plásticos e, então, sendo o nosso próprio alimento. Consequentemente, nós também estamos consumindo plástico. Sem chance de isso ser saudável, certo? 

Desde 2011, a holandesa Plastic Soup Foundation - nossa parceria na Voz dos Oceanos, que tem o apoio mundial do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - busca sensibilizar indústrias, governos e sociedade, dando grande destaque aos efeitos nocivos do plástico na saúde humana com iniciativas como o "Plastic Health Summit".

Em 2019, Heloisa Schurmann foi a única brasileira convidada a participar do evento que, lamentavelmente, apresentou resultados preocupantes de diversas pesquisas científicas. Infertilidade feminina e impotência masculina são alguns dos problemas comprovados por estudos internacionais. Ou seja, comer micro plástico não prejudica apenas o aparelho digestivo, como ingenuamente poderia se pensar. 

Vale destacar ainda que, assim como os nossos Oceanos, também estamos sendo sufocados pelo plástico. Com supervisão da médica Thais Mauad, cientista e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o engenheiro ambiental Luís Fernando Amato concluiu o primeiro estudo brasileiro que relata a presença de partículas de micro plástico no pulmão humano.

Como noticiado recentemente, a inédita pesquisa deve ser publicada no "The Journal of Hazardous Materials", revista científica da área da engenharia ambiental. Das 20 amostras de tecidos pulmonares analisadas, 13 peças apresentaram resíduos do material, contaminando os pulmões pela inalação em ambiente caseiro. A ameaça que está no mar também está presente no nosso cotidiano urbano, mesmo que estejamos distantes da costa e dos oceanos. 

Ainda assim, somos otimistas! Há 37 anos, nos aventuramos por águas tranquilas, mas também agitadas e tempestuosas. Faz parte do desafio de viver a bordo. Defensores da campanha MaresLimpos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e líderes da Voz dos Oceanos, acreditamos que, juntos, possamos reverter esse cenário.

O perigo já não é tão desconhecido. E não deixaremos que fique esquecido. Com a Voz dos Oceanos, vamos testemunhar e registrar, in loco, o que continua acontecendo nos oceanos e navegar em busca de soluções inovadoras. 

Esperamos, dessa forma, ampliar a conscientização das pessoas ao redor do mundo para que mergulhem na adoção de ações urgentes. 

Não estamos sós! Essa é uma missão que envolve cientistas, ambientalistas, empreendedores, ONGs e governos com propostas para reverter o cenário de destruição dos mares. Então, naveguemos todos juntos em busca de soluções!



Fonte: Vilfredo Schurmann - líder da Voz dos Oceanos e defensor da campanha Mares Limpos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.