terça-feira, 20 de novembro de 2018

Maior região portuguesa reúne diversos pontos para amantes das artes


A arte é um dos maiores interesses dos turistas que vão à Europa, justamente pelo continente guardar algumas das obras mais famosas de todos os tempos. No Alentejo, em Portugal, não é diferente. Seus pequenos museus têm diversos tesouros para os amantes da arte.

Confira abaixo quatro museus de arte para visitar na maior região portuguesa:

- Museu de Évora:

Este é o principal museu da cidade mais importante do Alentejo. Com mais de cem anos de história, conta com 19 painéis de temas religiosos que são a menina dos olhos do acervo. No total, há mais de 20 mil objetos, entre pinturas de artistas como Francisco Henriques, Garcia Fernandes e Avercamp, estátuas romanas, entre outros.



- Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida:

Instalado no antigo Palácio da Inquisição, quase de frente para o Museu de Évora, o Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida é focado em arte contemporânea, apresentando diversas exposições de manifestações artísticas e culturais, além de investir em uma programação educativa, com debates e visitas guiadas, muitas vezes com o próprio criador das obras.
                     

- Museu de Arte Contemporânea de Elvas:

A cidade de Elvas é lar do MACE, um museu que possui, em seu acervo permanente, seiscentas peças da Coleção António Cachola, com obras de artistas portugueses que incluem desenho, gravura, pintura, escultura, vídeo, fotografia e instalações.


- Museu da Tapeçaria de Portalegre:


Localizado em Portalegre, próximo à fronteira com a Espanha, este museu se dedica às tapeçarias locais, que utilizam o chamado Ponto de Portalegre. São trabalhos belíssimos e originais feitos em lã. Há também exposições temporárias de artistas nacionais e estrangeiros, principalmente aqueles que utilizam a tapeçaria Portalegre de alguma maneira em sua expressão artística.


- Sobre o Alentejo:


Considerado o destino mais genuíno de Portugal, o Alentejo é a maior região do país. Privilegiando um lifestyle tranquilo em que a experiência de viver bem dá o tom, conta com belas praias intocadas e cidades repletas de atrações ímpares, como castelos e monumentos históricos. Detentor de três títulos da UNESCO e diversos outros prêmios e reconhecimentos internacionais no setor do turismo, o Alentejo oferece opções para todos os tipos de viajantes, sejam famílias, casais em lua de mel ou aventureiros. 


Fonte: Jessica Ferreira

As cinco práticas de um líder de destaque



















Sabemos que liderança é influência, nada mais, nada menos. Mas você já parou para pensar como líderes se tornam tão inspiradores a ponto de influenciar uma multidão a seguirem suas ideias? Quais seriam as práticas que os fazem se destacar no meio da população e que os tornam tão valiosos para as organizações? São muitas as práticas e características do líder que o leva ao destaque. Mas cinco delas, sem dúvida, se destacam. A boa notícia é que qualquer pessoa que, de fato, queira se tornar um líder, pode aprender essas práticas e consequentemente aumentar substancialmente seu poder de influência. Vamos a elas?

1 – Líderes desafiam o processo:

Líderes possuem um permanente descontentamento com o status quo. Não estou dizendo que líderes sejam pessoas “reclamonas” e que estão sempre insatisfeitas. Embora sejam pessoas positivas e otimistas, líderes simplesmente não se aquietam e aceitam as coisas como estão. Eles estão sempre questionando como melhorar. Isso se aplica a si mesmo, as suas equipes e a cada processo que estejam inseridos. 

Há no coração do líder um constante questionamento de como tornar um processo melhor. É possível fazer mais rápido? Com menos custo? Com mais qualidade? Essa é uma insatisfação saudável que todo líder de sucesso possui como um alarme dentro dele, soando todos os dias e dizendo: como posso melhorar isso?

2 – Líderes inspiram uma visão compartilhada:

Um erro comum em aspirantes a líderes é o fato de acreditarem que podem simplesmente chegar, declarar sua visão e achar que as pessoas os seguirão. A verdade é que as pessoas não respondem muito bem a esse tipo de chamado. Gosto da reflexão que Simon Sinek fez sobre Martin Luther King, dizendo que as 250 mil pessoas que acompanharam seu famoso discurso “Eu tenho um sonho...” não estavam lá por causa de King, mas estavam lá por causa delas mesmas. 

O que acontecia naquele momento é que a visão das pessoas era a mesma visão de King. Líderes convocam pessoas para juntos construírem uma visão que mantenha as pessoas comprometidas com o alvo. Quando uma pessoa participa na construção da visão, ela se compromete de corpo e alma.

3 – Líderes capacitam os outros a agir:

O objetivo do líder não é formar seguidores, mas novos líderes. Para capacitar de forma eficaz, o líder deve investir em alguns pontos-chave.

O primeiro deles é o relacionamento. O relacionamento tem o poder de abrir as pessoas para a capacitação. Permite que elas baixem a guarda para receberem o conteúdo que o líder deseja transmitir.

O segundo é o respeito. Nesse ponto, não estou falando sobre respeitar as pessoas, o que é um pré-requisito óbvio. Mas falo de conquistar o respeito da equipe se baseando em sua competência. Ser referência no que faz leva as pessoas a quererem ser capacitadas por você.

Por fim, a atitude também se revela como essencial nesse processo. Devido a insegurança, algumas pessoas sabotam o processo de capacitação. O medo de que o aprendiz tome seu lugar o impede de transmitir o conhecimento necessário. Um paradoxo da liderança ilumina essa questão. Um líder só se torna indispensável no dia em que ele se torna dispensável. Portanto, não há espaço para insegurança na jornada do líder de sucesso.

4 – Líderes servem de modelo:

Não há outra forma de liderança senão pelo exemplo. Talvez você pense que, embora se esforce muito, não vê sua equipe fazendo o mesmo. O que acontece é que ser o modelo ou o exemplo funciona, na verdade, como um pré-requisito para uma liderança eficaz. Somente dar o exemplo não garante sua liderança, mas sem ser um exemplo, não há liderança. Na época da invasão da Normandia, o exército americano contava com um comandante de uma companhia cujo nome era Sobel. 

O comandante Sobel era extremamente rígido com seus soldados, mas mal conseguia passar nos testes físicos exigidos pela companhia dos paraquedistas. Os soldados da época discutiam quem “acidentalmente” acertaria Sobel primeiro quando a primeira batalha viesse. Para sorte de Sobel, ele foi transferido antes que o primeiro confronto virasse realidade. Você não pode exigir mais de sua equipe do que exige de você mesmo.

5 – Líderes encorajam sonhos:

A quinta prática é um verdadeiro desafio. Estimular o sonho das pessoas pode, em algum momento, levá-las para outro lugar. Mas toda vez que o líder consegue alinhar os sonhos pessoais de sua equipe com seu sonho de líder, o resultado produzido é extraordinário. Pessoas que trabalham motivadas por seu sonho estão sempre dispostas a melhorar. Não existe restrições de horário e a famosa frase “isso não é minha função” simplesmente não vem à tona.

Comece hoje a praticar esses princípios e você verá um crescimento significativo no engajamento e comprometimento de sua equipe. Ao fazer isso, seu nível de influência aumentará, lhe permitindo realizar sonhos cada vez mais ousados.




Fonte: Ricardo Resstel - Coach e palestrante com mais de 15 anos de experiência em desenvolvimento de equipes, especialista em liderança e membro licenciado do John Maxwell Team – a mais relevante equipe de formação de líderes do mundo.


Economia intangível será tema de próximo congresso internacional de Direito e sustentabilidade em 2019


Considerado um dos mais eminentes juristas brasileiros, o professor Juarez Freitas (UFRGS e PUCRS) fez o pronunciamento que encerrou o VIII Congresso Internacional de Direito e Sustentabilidade, realizado no início de novembro, na PUCPR, em Curitiba. Destacou que a sustentabilidade é um princípio constitucional, de caráter vinculante, o qual tem o condão de modificar profundamente o modo de conceber e significar todos os ramos do Direito.

O professor reforçou o caráter multidimensional da sustentabilidade. “Ela é jurídico-política, ética, social, econômica e ambiental. A sustentabilidade não se coaduna com a crença no crescimento material como fim em si. Deve estar indissoluvelmente associada ao bem-estar duradouro, prescreve que o progresso material não pode sonegar o imaterial, implica na prática da equidade intergeracional e requer uma cidadania ecológica e ativista do bom desenvolvimento”.

O professor fez questão de colocar em pauta o assunto da nona edição do congresso, que será realizado em 2019. Ao fazer um resumo das abordagens do evento deste ano, assinalou que com certeza o tema para o próximo congresso será aquele que envolve a economia intangível e a era digital, com viés para as práticas sustentáveis do futuro dentro dos princípios social, econômico, ético, jurídico, político e ambiental.

Ressaltou que as políticas públicas não poderão mais ser implantadas no modelo analógico tradicional. “Devemos migrar para o formato digital”, assegurou o professor. Para ele, elaborar um Direito Público que trate de serviços públicos digitais e revisar todas as suas categorias tendo em vista o fato de que a economia do século XXI, a digital.

Portanto, de acordo com Juarez Freitas, “vamos pautar as grandes inovações disruptivas do Século XXI e colocar o Direito como um todo, como um sistema jurídico tendo em vista uma finalidade superior que é o desenvolvimento sustentável e uma economia em transição para se tornar predominantemente intangível”, asseverou.

O VIII Congresso Internacional de Direito e Sustentabilidade foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Altos Estudos de Direito Público – IBRAEDP e o Programa de Pós-Graduação em Direito de diversas universidades, com apoio do Instituto Paranaense de Direito Administrativo – IPDA.



Fonte: Juarez Freitas


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

A Consciência Negra e as Cores da Desigualdade


O Dia da Consciência Negra faz referência ao dia da morte de Zumbi, líder do Quilombo de Palmares, que lutou para preservar a cultura dos africanos que conseguiam fugir dos seus senhores. Mas essa é uma guerra travada, na qual ainda temos vários embates.

A batalha contra o racismo vai além de “mimimis”, assim taxados e expostos nas redes sociais, por aqueles que acreditam que seja mero vitimismo. Trata-se de um racismo estrutural e velado, sutil, que passa de forma sorrateira, mas não para quem sofre todos os dias.

“Eu preciso ser melhor o tempo todo, e provar diariamente, a cada minuto que eu sou capaz”. “Não é justo que me julguem por eu ser quem eu sou, sem nem me conhecer”. “Me senti rejeitado e excluído, é muito difícil”. Essas são frases de jovens negros que em algum momento da vida sentiram na pele o peso de ter uma maior concentração de melanina.

A escravidão durou três séculos, anos de muita injustiça e, atualmente, ainda é possível sentir seus reflexos. Segundo um levantamento feito em 2017, pelo Programa do Fundo de População da ONU, todos os anos são assassinadas, no Brasil, 30 mil pessoas e, desse total, 23 mil são jovens negros.

A população negra é a mais violentada e sofrida, os números apontam e não nos deixam mentir. As cores da desigualdade sangram, assim como sangravam os ancestrais no passado, quando eram castigados por meio de chicotadas, vira-mundo e a gargalheira, objetos usados para castigar os escravos “rebeldes”.

O escritor e antropólogo Darcy Ribeiro disse que o “Brasil, último país a acabar com a escravidão, tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso”.

Diante das aflições, é necessário se “prender” e agradecer ao legado deixado pelos negros africanos, que nos deixaram palavras para nosso vocabulário, pratos para nossa culinária, festas populares e instrumentos musicais. Não podemos pensar a nossa cultura sem entender a herança africana.

No dicionário, a palavra consciência significa “sentimento ou conhecimento que permite ao ser humano vivenciar, experimentar ou compreender aspectos ou a totalidade de seu mundo interior”. 


O meu desejo é que a cada dia aumente nossa empatia e consigamos nos colocar no lugar do outro, independente da cor. Eu quero que sejamos capazes de entender e sentir do outro a sua dor.


Fonte:  Idalina Miranda dos Santos - repórter do telejornal Canção Nova Notícias