terça-feira, 13 de novembro de 2018

Meu voo atrasou. E agora?


Saiba quais são os direitos dos passageiros em casos de atrasos e cancelamentos

No início do ano, período de férias e alta estação, o número de viagens de avião realizadas aumenta em todo o País. Para atender à demanda, algumas companhias aéreas oferecem voos extras e rotas diferenciadas. Mas, mesmo com uma “força tarefa” programada, alguns problemas permanecem. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), os atrasos de voos são considerados um dos maiores problemas enfrentados pelos viajantes.

As causas são diversas: tráfego aéreo, problemas técnicos, condições meteorológicas ou até mesmo o próprio passageiro, quando realiza o check-in, despacha as bagagens, mas não comparece no embarque. Para minimizar o desconforto e caos, foram desenvolvidas algumas obrigações a serem cumpridas pelas companhias aéreas e aeroportos. 

De acordo com a ANAC, os passageiros devem ser informados a cada 30 minutos sobre o status dos voos e, em caso de cancelamento, a informação deve ser dada imediatamente. Conforme o tempo de espera, as empresas devem oferecer, gratuitamente, assistência material (acesso à internet, telefone e alimentação por meio de voucher, por exemplo).

Quando o atraso ultrapassa quatro horas, é obrigação da companhia aérea oferecer reacomodação (em caso de pernoite no aeroporto), reembolso integral e outra mobilidade de transporte ao passageiro, conforme escolha do passageiro. “Devido aos atrasos e cancelamentos de voos, temos uma movimentação maior nesse período do ano - ainda mais pelo fato de estarmos próximos ao aeroporto Internacional Salgado Filho”, comenta o gerente geral do Deville Prime Porto Alegre, André Machado.

Conferir o site da companhia aérea e o e-mail cadastrado para verificar se não houve alterações nos voos, chegar com antecedência ao aeroporto e se atentar aos painéis informativos são algumas medidas que podem evitar atrasos por parte do passageiros. Também é recomendado optar por voos diretos. Caso não seja possível, é importante que a haja um tempo adicional entre voos, o que ajuda a reduzir a possibilidade de perder o embarque do próximo trecho.


Fonte: André Machado - gerente geral do Deville Prime Porto Alegre




O que é comportamento corporativo?



Já percebeu que um dos assuntos que aparece com certa naturalidade nas conversas com amigos, com familiares e até mesmo com colegas de trabalho é a falta de noção de algumas pessoas? Mas o que isto significa? Esta falta de noção a que elas se referem nada mais é do que a falta de educação, de bom senso, de razoabilidade, de delicadeza, de gentileza, de empatia e de senso coletivo.

As pessoas mais antigas chamariam de Etiqueta. Aquele conjunto de regras que nos faz conviver de forma harmônica em sociedade, mas que nos trás à mente a imagem de uma mesa de refeição repleta de talheres, taças, pompa e requinte. 

De fato, a etiqueta contempla estas questões também, porém ela possui nova uma nova “roupagem”, uma nova nomenclatura no universo empresarial e é chamada de Comportamento Corporativo, que nada mais é do que a sua competência social. Do que adianta você ter um currículo repleto de cursos técnicos de alto nível se não souber lidar com as situações cotidianas e adversas na empresa de modo sensato, educado e prudente?

A etiqueta não é algo do passado, é algo que confere ao profissional ainda mais brilho que o faz ser bem lembrado no ambiente de trabalho e social. Ter etiqueta corporativa pode garantir a sua entrada no mercado de trabalho, sua ascensão profissional e até mesmo sobrevivência.

Este ano já nos trouxe vários exemplos de etiqueta e comportamento corporativo. Logo na primeira semana deste ano, a internet nos mostrou o caso de uma multinacional que demitiu não apenas um funcionário que usou umafantasia inapropriada na festa de final de ano como também o presidente daempresa. Este episódio revela não somente a falta de noção de alguns, mas também a necessidade de haver uma clara comunicação interna e o cumprimento das regras de conformidade que norteiam o comportamento dos funcionários.

Na mesma semana a revista Veja trouxe uma importante reportagem de capa abordando “Um novo código de conduta entre homens e mulheres”. O assédio moral, sexual, a intolerância e o desrespeito ainda estão presentes dentro e fora do ambiente de trabalho, porém não devem ser tratados com naturalidade. Empresas estão precisando ditar regras de bom convívio para que este cenário mude. Um excelente passo em rumo ao bom comportamento corporativo.

Outro exemplo de má conduta e comportamento que interferiu fortemente na imagem institucional foi o caso do afastamento de quatro vice-presidentes da CaixaEconômica Federal por irregularidades cometidas na instituição como corrupção e favorecimento de grupos políticos e de empresas. É sabido que para ocupar estes cargos é preciso ter reputação ilibada, ou seja, retidão e idoneidade moral.

A boa reputação também vale para o universo online, a chamada Netiqueta (etiqueta na internet). Um caso recente que acabou na demissão de dois funcionários de umhospital da Bahia por dançarem uniformizados usando uma cadeira de rodas dainstituição e postarem na internet a coreografia do funk “Que tiro foi esse”? durante o horário de trabalho. É preciso entender qual é o seu papel dentro da empresa. Você foi contratado para quê? Por que fazer isso durante o seu expediente enquanto os pacientes esperavam para serem atendidos?

Ser um bom profissional exige responsabilidade e competência. Algumas empresas estão começando a adotar uma nova forma de recrutamento chamada de “recrutamento às cegas“. que não leva em conta cor de pele, sexo, gênero e idade do profissional. O que vale é a competência na execução de suas atividades. Isto não é algo que irá acontecer, é algo que já está acontecendo e que começou no Brasil no ano passado. E o que isto tem a ver com etiqueta e comportamento corporativo? Tudo! Precisamos abrir a mente, reciclar comportamentos para conviver e respeitar os indivíduos numa sociedade cada vez mais complexa e repleta de diferenças.

                                                    


Fonte: Silmara Adad - supervisora do curso de Etiqueta e Comportamento Corporativo do Centro Europeu



O Império Romano é aqui


Estudar História é uma das melhores formas de aprender. Quase tudo o que ocorre atualmente de alguma forma já ocorreu no passado. Se formos capazes de aprender com os erros dos outros, o conhecimento da história nos permite, pelo menos em tese, evitar a repetição dos erros. A situação de crise que o Brasil vive guarda semelhanças com a ascensão e queda do Império Romano.

Os romanos desenvolveram eficiente tecnologia para conquistar e tributar outros povos. Nisso residiu a base de seu império. Embriagada pelo sucesso, Roma criou imensa burocracia estatal e encheu de vantagens e privilégios os políticos e os burocratas. Tudo bancado por impostos extorsivos. Isso levou os povos conquistados a migrarem de seus territórios para a capital do império.

Roma começou a crescer demasiadamente, e os líderes romanos passaram a temer por revoltas da massa urbana em razão da falta de trabalho, alimento e moradia para todos. A solução encontrada foi dar comida e diversão ao povo. Cresceram os centros de entretenimento, entre eles o Coliseu. A população da cidade passou a exigir mais comida e diversão (pão e circo). Quanto mais os problemas se agravavam, mais o governo crescia e a burocracia e os impostos aumentavam, sob o jugo de exércitos opressores.

A vida no campo não fazia mais sentido, e a população abandonava a zona rural rumo às cidades atrás de pão e circo de graça. A produção rural começou a decrescer, os impostos diminuíam, os gastos com o exército e a burocracia não paravam de aumentar, e o império baixou lei proibindo os trabalhadores de deixarem suas terras, sob severas punições a eles e suas famílias. Não deu certo. Roma não resolveu seus problemas, e o Império Romano entrou em declínio.

Como não resolvemos nossos problemas — incluindo a falência da Previdência Social, a privada e a pública —, a história está se repetindo aqui, e o colapso financeiro está anunciado. Até a maior potência mundial, os Estados Unidos, vem trilhando essa estrada: o país está endividado, a burocracia estatal inchada, a moeda nacional enfraquecida, a pobreza aumentando… enfim, é o Império Romano sendo revivido.

O estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), sobre o déficit de R$ 77,2 bilhões na Previdência dos servidores dos estados, é assustador. É um rombo equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O estudo mostra que, nos últimos dez anos até 2015, o total de servidores estaduais aposentados cresceu 38% enquanto o total na ativa caiu 4%, e os salários cresceram em média 50% contra 21% no setor privado.

Doze estados deram aumentos superiores a 60%, e o campeão é o Ceará, com 78%. Como as aposentadorias dos servidores inativos são vinculadas aos salários dos servidores ativos, os gastos com pessoal explodiram, sem que isso beneficiasse a população. O rombo previdenciário é enorme. Os estados foram excluídos do projeto de reforma da Previdência em tramitação no Congresso Nacional, o que deixa dúvidas se irão fazer alguma reforma.

Por falta de educação financeira ou por demagogia política (ou ambas), os governantes e os legisladores do passado administraram de forma trágica as finanças públicas, cuja situação atual agride a lógica mais elementar de economia e finanças. Mesmo que o conserto comece agora, a recuperação será tarefa de várias gerações. Uma coisa é certa: o declínio do Império Romano não ensinou nada aos governantes brasileiros, salvo raras e honrosas exceções.

                                                  


Fonte: José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo.


Cuidados na Black Friday


A black friday deve ser encarada pelo consumidor como um momento adequado de pesquisar preços e adquirir produtos que considerem necessários para o seu dia a dia. Evidentemente, existem boas oportunidades de compras na black friday, mas os cuidados no ato de consumir devem ser os mesmos adotados em compras cotidianas realizadas pelo consumidor, especialmente em situações como a de períodos promocionais, pois há grande movimentação do mercado incentivando o consumo.

A pesquisa sobre o fornecedor é o primeiro ato que o consumidor deve realizar. Procurar em sites especializados, bem como junto aos procons que costumam indicar os sites não recomendados para realizar compras, especialmente na época de black friday. Um bom fornecedor dificilmente deixará de cumprir sua oferta e ainda que possa cometer algum erro, terá interesse em solucioná-lo.

A pesquisa de preços também é algo essencial antes de fazer qualquer compra, evitando comprar por impulso, além de evitar prejuízo por adquirir um produto com preço que não esteja realmente atrativo.

Outro aspecto importante que o consumidor deve prestar atenção é o comércio pautado em marketplace, quando um fornecedor virtual renomado no mercado, fornece seu espaço virtual para outros comerciantes venderem seus produtos. Evidentemente que o produto não é do fornecedor renomado, mas como seu espaço virtual é bastante acessado, isso permite a pequenos comerciantes ofertarem seus produtos nessa espécie de shopping virtual.

Obviamente, algumas obrigações do fornecedor responsável pelo espaço virtual não podem ser realizadas, como a obrigação da entrega do produto, que sequer fica em sua posse, mas existem fornecedores que se comprometem a devolver o valor ao consumidor na hipótese de não entrega do bem, mas o fato essencial que o consumidor deve prestar atenção é que o responsável pelo espaço não participa das negociações, realizadas diretamente com o vendedor, que continua sendo independente, não podendo interferir em valores, nem mesmo sobre a qualidade dos produtos, aliás, são pessoas jurídicas distintas.

Portanto, é de grande importância que o consumidor verifique previamente as regras das compras em marketplace, pois desde a precificação dos produtos, forma de pagamento, entrega, garantia, devolução, troca etc., o fornecedor responsável pelo espaço de marketplace não pode, em regra, ser responsabilizado e, provavelmente, apenas atuará junto ao consumidor em situações excepcionais, nos termos das regras do marketplace.

Esse espaço virtual é disponibilizado para anúncio e não para a entrega do produto, pois não se pode confundir a provedora de aplicações de internet (marketplace) com o efetivo fornecedor do produto. Por isso é importante o cuidado do consumidor no ato da contratação.


Fonte: Bruno Boris - professor de Direito do Consumidor e Empresarial da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas.