quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Tranquilidade e renovação no Deserto do Atacama


Localizado ao norte do Chile, o Deserto do Atacama é uma perfeita combinação de exuberância, beleza e riquíssima história, além de ser lugar de uma energia quase palpável de tão impactante e que transmite uma sensação de paz e renovação a todos os que o visitam.
                                   

Após meses de confinamento, nada melhor do que um destino assim para aproveitar o verão em meio a um salar, vulcões, montanhas, cânions, oásis e lagoas. Isso sem falar nos diferentes animais que podem ser vistos, como lhamas, alpacas, vicunhas, raposas e flamingos.

A experiência fica mais especial com uma hospedagem no premiado Tierra Atacama Hotel & Spa, considerado um dos melhores resorts da América do Sul pelos leitores da conceituada publicação Condé Nast Traveler.


Além de uma vista espetacular para o vulcão Licancabur, o empreendimento funciona em um sistema all inclusive premium, que contempla excursões pelo deserto, todas as refeições, bebidas alcoólicas e não alcoólicas e traslados de e para o aeroporto de Calama, a cerca de 1 hora de distância.


Os passeios podem ser feitos em van, a pé, bicicleta ou cavalo. Para total relaxamento os hóspedes contam com a completa infraestrutura do UMA Spa, que oferece piscinas coberta e ao ar livre, hidromassagem e tratamentos corporais e faciais baseados em elementos do deserto, como areia e sal para esfoliações, barro vulcânico para eliminar as toxinas da pele e ervas nas massagens.


Os 32 apartamentos são amplos, com decoração típica da região, e as áreas comuns incluem recepção, bar, restaurante e sala de mapas, onde acontecem os planejamentos com os guias.

A reabertura do Tierra Atacama está prevista para dezembro.


Fonte: Daniel Ramirez

A polaridade inócua dos brasileiros nas eleições americanas


A proximidade do pleito eleitoral americano tem estimulado o aumento da onda de polêmicas entre a comunidade brasileira que vive nos Estados Unidos. De um lado, brasileiros indocumentados, do outro, residentes permanentes (documentados) que repercutem nas redes sociais seus posicionamentos políticos, mesmo que ambos os lados não tenham de fato o poder de voto.

A disputa acirrada entre os brasileiros, que movimenta as redes sociais neste período final até as eleições revela o perfil geral da comunidade brasileira que reside no país norte americano. De um lado, uma imensa comunidade indocumentada (que não possui autorização para permanecer e trabalhar nos EUA) que se vê desassistida de propostas políticas, pelos dois candidatos à presidência, pró legalização e melhorias para a comunidade imigrante no país.

Do outro lado, uma quantidade expressiva de brasileiros que residem permanentemente nos EUA (portadores do Green Card), e que, recentemente chegaram ao país, especulam a corrida eleitoral americana como se imbuídos do espírito de cidadão que ainda não detém. Dados do Departamento de Estado Americano revelam que aumentou esta parcela documentada de imigrantes brasileiros que residem no país.

Em três anos, o número de brasileiros aprovados para morar no país deu um salto. Em 2018 (dado mais recente), foram emitidos 4.300 vistos de imigração para cidadãos do Brasil - um aumento de 74% em relação a 2015, quando houve 2.478 vistos concedidos. Uma expressiva comunidade que deverá aguardar em média 5 anos desde a obtenção do Green Card para aplicar e obter a cidadania americana e, enfim poder votar.

Ora, se nenhum dos lados pode de fato interferir na corrida eleitoral por que uma polaridade tão ativa toma conta da comunidade nas redes? Fatores de ordem emocional podem explicar esse fenômeno e ajudar a compreender também as discrepâncias entre os imigrantes brasileiros. A parcela de indocumentados, por exemplo, de modo geral tende a ser mais democrata devido ao perfil mais assistencialista da ideologia do partido. Os documentados mais republicanos devido ao forte apelo pró empresas nos EUA.

O perfil de trabalhadores estrangeiros nos EUA mudou nos últimos cinco anos saindo de uma atuação mais operacional e braçal (maioria na parcela de indocumentados) para posições em gestão e empreendedorismo (maioria na parcela de documentados). Dados do Bureau of Labor Statistics mostram que dos 27,2 milhões de trabalhadores estrangeiros empregados com 16 anos ou mais até 2018, a maior parte, mais de 33%, trabalhava em administração, negócios, ciências e artes. O percentual é muito maior que os 13% que atuam em Recursos Naturais, Construção e Manutenção (serviços que há pouco mais de 10 anos eram os mais atraentes a imigrantes que iam aos EUA).

Ou seja, a parcela indocumentada busca, em geral, por benefícios imigratórios e a possibilidade de legalização no país. Enquanto a comunidade documentada opta por bradar em favor da plataforma política que acreditam será mais favorável ao empreendedorismo.

Outro fenômeno recente são as discrepâncias dentro destes perfis na comunidade. Indocumentados que apoiam a reeleição de Donald Trump, claramente contrário à sua presença nos EUA, empreendendo esforços ao longo de sua gestão para deportação em massa e aumento das exigências imigratórias. E, documentados mais favoráveis a ideologia de Joe Biden.

Após o acordo entre o presidente americano, Donald Trump e o brasileiro, Jair Bolsonaro, para deportação em massa de indocumentados brasileiros nos EUA, mais de 20 aviões abarrotados de brasileiros indocumentados já pousaram em Minas Gerais. Desde outubro de 2019, o número de deportados do país americano chega, até agora, a 1.115.

O que esta realidade revela é que, embora perseguidos pela gestão de Trump, alguns brasileiros indocumentados apoiam o candidato. Uma discrepância que pode ser explicada pela falta total de esperança em se legalizar no país e pela assimilação do contexto social americano, ou seja, o indocumentado passa a acreditar e sentir como sendo americano ao arrepio de sua própria realidade.

Por outro lado, parte dos documentados também já assimila o contexto social americano e se acredita detentora do status conferido pela cidadania no país. Uma usurpação de benefícios que é mera ilusão e que pode, inclusive, não se concretizar. Um efeito totalmente psicológico que mostra o abandono à identidade brasileira e à noção de que se é imigrante até o juramento da nova bandeira, para acolhimento da realidade americana irrefletidamente.

O que precisa também ser considerado é que, em geral, a comunidade brasileira assimila a realidade do estado americano que está posicionada. Ou seja, na Califórnia, estado mais alinhado aos democratas, é maior a parcela de imigrantes brasileiros que defende a vitória de Biden. Na Flórida, estado que tende a ser mais republicano, é maior a presença de imigrantes brasileiros que se declaram favoráveis a Trump.

Um debate que, como explicado, é inócuo e que pode até não influenciar em nada as eleições americanas, mas revela, e muito, o perfil da comunidade brasileira residente nos Estados Unidos.


Fonte: Rodrigo Lins - mestre em Comunicação, especialista em linguagem audiovisual, Professor universitário, jornalista e escritor, reside legalmente nos Estados Unidos e é autor do livro "Internacionalize-se: Parâmetros para levar a carreira profissional aos EUA legalmente".

Pautas de ESG estão em franca disseminação junto aos investidores globais


O termo ESG, sigla em inglês que significa Meio Ambiente (Environmental), Social (Social) e Governança (Governance), nunca esteve tão em alta. Especialistas apontam que, em razão da ameaça à estabilidade do clima, as condições de desigualdade das populações vulneráveis e o anseio da sociedade por um equilíbrio mais justo no relacionamento entre pessoas fez com que às diretrizes ESG tenham ganhado tamanha visibilidade.

E a urgência de pensar sobre o tema não é só uma especulação, é um fato que ficou ainda mais evidente com a chegada da pandemia. Uma pesquisa desenvolvida pela KPMG, entrevistou líderes de oito setores da economia brasileira apontando os efeitos do isolamento social nas estratégias das empresas.

73% dos CEOs brasileiros entrevistados afirmaram que ganharam uma importância maior os temas relacionados ao comportamento social e às questões de meio ambiente, sustentabilidade e governança. Entre os executivos, apenas 20% discordam desse movimento, enquanto 7% não concordam e nem discordam.


Além disso, o estudo levantou temas como perspectivas econômicas, confiança empresarial, reputação, propósito, diversidade e futuro do trabalho. Na percepção dos CEOs, as mudanças climáticas têm um peso muito grande no cenário atual e funcionários e clientes esperam que sejam tomadas medidas capazes de prevenir ou contornar esses problemas. 

"Além disso, os consumidores mais jovens têm cobrado novos padrões de sustentabilidade das empresas", analisou o presidente da KPMG no Brasil e na América do Sul, Charles Krieck.

Quem sente os efeitos dessa demanda é a BeGreen, primeira fazenda urbana da América Latina fundada em 2017, por Giuliano Bittencourt. A empresa, que tem como objetivo fomentar uma alimentação mais equilibrada, promover hábitos mais sustentáveis, aproximar as pessoas do meio ambiente e oferecer uma melhor qualidade de vida para a sociedade, desenvolveu modelos de fazenda urbana que visa atender empresas que também se preocupam com a saúde e a alimentação de seus colaboradores e familiares e querem atender as normas ESG.

Dessa forma, em 2018, surgiu a primeira fazenda urbana industrial do mundo para o cultivo de alimentos. A BeGreen estruturou uma de suas estufas numa área de 1.200m2 da fábrica da Mercedes-Benz, que está instalada em São Bernardo do Campo, São Paulo. Essa unidade é capaz de produzir mais de 2 mil quilos de hortaliças sem agrotóxicos por mês. Assim, consegue atender aos 8.000 funcionários e suas famílias por meio de um alimento saudável, também ajudando a introduzir mais verde na vida urbana da cidade e no reconhecimento pela sociedade das boas práticas dessa empresa.

Esse modelo permite que empresas de qualquer segmento de atuação, tamanho ou região possam oferecer uma contrapartida para seus funcionários, colaboradores e seus familiares, através da oferta de alimentos saudáveis para atender a demanda diária dos restaurantes e refeitórios da empresa. É uma solução eficiente para cultivar os próprios alimentos que devem ser consumidos ainda mais frescos no próprio local ou que podem ser destinados para as residências dos colaboradores, além da possibilidade de atender instituições sociais e comunidades ao redor. 


A fazenda urbana também é uma forma de introduzir mais verde em lugares que muitas vezes são dominados pelo concreto das indústrias e de grandes edifícios, ajudando a deixar o ambiente mais leve e puro.

Além desse modelo que está atraindo cada vez o interesse de empresas e seus investidores, a BeGreen mantém sua operação em shopping centers de Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

"O consumidor está puxando essa demanda e as empresas têm um papel social de melhorar o planeta e a comunidade que atuam. Ou fazem isso, ou o fim da companhia será próximo", fala Giuliano.



Fonte: Isabel Sena

A sustentabilidade é mais do que reciclagem


Quando as marcas evoluem suas organizações para incluir práticas mais sustentáveis, os esforços de reciclagem são geralmente a primeira linha de ação. Mas a reciclagem é apenas uma parte da equação.

Em vez de pensar em esforços sustentáveis isoladamente - como reciclar com mais frequência, adquirir produtos de fontes mais responsáveis ou reduzir o consumo de água e o desperdício - as marcas podem contribuir mais com o meio ambiente caminhando para uma economia circular de baixo carbono.

Com esforços gradativos e uma missão focada que se torna parte da cultura da empresa, as marcas podem abordar a sustentabilidade em toda a cadeia de valor, gerando mudanças que são positivas para os negócios, os consumidores e o planeta.

- Definindo o ideal:

Alcançar uma economia circular de baixo carbono é o cenário ideal, e a viagem é tão importante quanto o destino. Vejamos cada parte separadamente:

• Baixo carbono se refere ao ato de reduzir ou eliminar propositalmente as emissões de gases de efeito estufa. Isto é possível por meio de ações como o uso de fontes de energia renováveis e investindo em uma logística eficiente, reduzindo o consumo de energia e promovendo ajustes com foco ambiental no processo de fabricação e envase.

• Uma economia circular descreve o foco na regeneração dos recursos naturais (isto é, usando fontes renováveis e produtos ambientalmente responsáveis), reutilizando e reciclando materiais e reduzindo o desperdício, tudo isso convergindo num esforço para diminuir o impacto ambiental.

Quando colocamos esses dois conceitos juntos, uma economia circular de baixo carbono considera como o clima é impactado em toda a cadeia de valor, desde a aquisição de matérias-primas até a fabricação e o envase. A Tetra Pak define os cinco componentes necessários para alcançar uma economia circular de baixo carbono conforme abaixo:

• Utilize materiais de origem sustentável, incluindo matérias-primas renováveis à base de plantas;

• Recicle para reduzir o desperdício e aumentar a vida útil dos materiais (e reduzir a energia e as emissões para a produção de novos materiais);

• Priorize as operações de baixo carbono, o que significa tornar as operações eficientes e utilizar energia renovável livre de combustíveis fósseis;

• Reduza o desperdício de alimentos por meio da produção de embalagens que protejam o produto por mais tempo.

• Defenda uma logística com baixa emissão de carbono, incluindo embalagens inovadoras.

- Por onde começar:

As organizações podem seguir dois passos principais para caminhar em direção a uma economia circular de baixo carbono.

Primeiro: Olhe para o cenário geral e para toda a cadeia de valor. A mudança não tem que ser imediata ou abrangente. O ponto de entrada será diferente para cada empresa, mas a mudança começa com pequenos passos.

Segundo: Comunique a importância de uma economia circular de baixo carbono em toda a organização. A mudança começa no topo. Os líderes devem engajar os funcionários para impulsionar a mudança dentro da organização e também em outras empresas e indústrias. Não chegaremos a uma economia circular de baixo carbono trabalhando individualmente. Temos que nos unir.

Por que reciclar não é suficiente:

A jornada para uma economia circular de baixo carbono é um processo contínuo que não está ligado a nenhum produto específico, mas as marcas de alimentos e bebidas estão preparadas para liderar o caminho. Considere a reciclagem como um esforço inicial - e depois construa a partir daí.

Por exemplo, na Tetra Pak, analisamos como podemos aumentar a sustentabilidade em toda a cadeia de valor. Garantimos que nossas embalagens sejam majoritariamente fabricadas a partir de materiais renováveis (o papelão utilizado é de fonte responsável, as fábricas utilizam fontes de energia renováveis, etc.), mas também identificamos os processos de produção que gerem o menor impacto ambiental. Assim, mesmo que possamos fabricar uma embalagem 100% reciclável, se ela só puder ser produzida com eletricidade movida a carvão, encontraremos uma escolha melhor.

Caminhar em direção a uma economia circular de baixo carbono significa examinar o ciclo de vida do produto para garantir que cada etapa do processo seja o mais sustentável possível. Mesmo que haja 20 coisas que você possa consertar e só consiga duas, você ainda está gerando mudanças. Toda transformação em nome da sustentabilidade é positiva, e sempre haverá mais coisas que podemos fazer. A reciclagem, que é apenas um passo de muitos, aborda o estágio final do ciclo de vida do produto.

Mas, em uma economia circular de baixo carbono, o fim da vida útil também é um começo

Criando embaixadores de sustentabilidade
As organizações que buscam uma economia circular de baixo carbono são bem sucedidas quando envolvem seus funcionários não apenas para realizar as melhores práticas, mas também para ajudar a definir novas práticas. Quando os funcionários são parte do processo, eles se tornam embaixadores da sustentabilidade, influenciando outros colaboradores e eventualmente outros consumidores.

A Tetra Pak e outras organizações fizeram amplas pesquisas para concluir que os clientes desejam comprar de marcas que produzem e agem de forma ambientalmente responsável. Conforme aumenta o sentimento do consumidor em relação às empresas que tomam medidas para proteger o meio ambiente, as organizações têm que intensificar os esforços de sustentabilidade para se manterem competitivas.

Uma economia circular de baixo carbono se baseia em quatro pilares:

1. Maximizar a reciclagem.

2. Eliminar o desperdício.

3. Proteger os recursos.

4. Reduzir o impacto ambiental.

Quando priorizamos todos eles, a mudança acontece - e o impacto se espalha positivamente para toda a organização, indústria e planeta.

Fonte: Valeria Michel - diretora de Meio Ambiente da Tetra Pak Brasil e Cone Sul