segunda-feira, 13 de julho de 2020

Ásia supera Europa na geração de energia solar flutuante


Painéis solares instalados sobre a lâmina d’água de represas de hidrelétricas são a nova aposta da Ásia para expansão de sua oferta energética. A região aumentou em 900% a geração de eletricidade nessa modalidade somente em 2019, passando de 1 megawatt instalado para 51 megawatts e outros 858 megawatts planejados, superando o continente europeu.

É o que informa o relatório da IEEFA (Institute for Energy Economics and Financial Analysis) divulgado nesta quarta-feira (1/7). Sara Jane Ahmed e Elrika Hamdi, autoras do estudo, avaliam que as fazendas solares são melhores quando instaladas perto de hidrelétricas porque podem pegar carona nas conexões existentes com a rede de transmissão.

No Brasil, todos os investimentos nesse setor são recentes. A primeira e maior planta fotovoltaica flutuante em operação foi instalada em agosto de 2019, na Usina de Sobradinho (BA). Na etapa atual, a unidade gera 1 MWp, mas deve ampliar sua capacidade para 2,5 MWp até o final de 2020. Na Hidrelétrica de Balbina (AM), outra planta solar flutuante está em projeto e deverá ter a mesma capacidade.

Há iniciativas também na Hidrelétrica de Porto Primavera, em Rosana (SP), na Hidrelétrica de Itumbiara, a maior das Usina de Furnas, localizada entre os estados de Goiás e Minas Gerais, além de um projeto de microgeração na Usina de Aimorés (MG). Há quatro meses a cidade de São Paulo também iniciou o teste de uma planta solar de pequeno porte na represa Billings, junto à usina elevatória de Pedreira.

Segundo nota técnica publicada em fevereiro deste ano pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o potencial brasileiro é grande pela quantidade de lagos artificiais de hidrelétricas existentes. A energia solar flutuante ainda é incipiente no Brasil porque as regiões mais promissoras para a instalação de usinas fotovoltaicas estão em áreas pobres do semi-árido, onde a terra é barata e os equipamentos de flutuação ainda são caros. Mas os autores ressaltam que os custos de instalação devem cair porque o setor certamente viverá uma expansão em todo o mundo.

Nos países asiáticos, a situação é oposta: uma das principais razões para a expansão das usinas solares flutuantes é a escassez de terra, aponta o relatório da IEEFA. Ao aproveitar a área sobre a lâmina d'água dos reservatórios, os investidores eliminam o custo de obtenção de grandes terrenos e evitam desapropriações.

Isso ajuda a entender porque o Brasil está há pelo menos uma década atrás dos asiáticos nesse segmento. O primeiro sistema solar flutuante do mundo foi construído em 2007 em Aichi, no Japão, mas a China é a líder atual -- os dois países tinham juntos uma capacidade instalada combinada de 1,3 GW até o fim de 2018. 

No ano passado, o Vietnã instalou 47MW de energia fotovoltaica flutuante. Mais recentemente, a maior empresa de geração de energia da Índia, a National Thermal Power Corporation (NTPC), confirmou a implantação de 200MW nessa modalidade em quatro locais, inserindo o país entre os maiores desenvolvedores do mundo no setor.

"Nossa pesquisa mostra que cada vez mais países asiáticos estão construindo fazendas solares que flutuam em rios, represas, lagos e reservatórios - e até no mar - para produzir eletricidade limpa a preços que podem competir com a energia de usinas a carvão poluentes", afirmam as autoras. Outra vantagem destacada no documento é que as placas diminuem a evaporação, contribuindo para a manutenção do nível dos reservatórios em períodos secos e quentes.

- Queda de demanda:

Entre as vantagens das plantas fotovoltaicas flutuantes está a flexibilidade e a resiliência dos seus sistemas de geração em momentos de queda abrupta de demanda, como ocorre neste momento em todo o mundo por conta da pandemia de COVID-19. Segundo o documento, o consumo de energia nas Filipinas e na Malásia caiu 16% durante os bloqueios contra o novo coronavírus, causando um estresse extremo nas redes de eletricidade devido ao excesso de energia.

"Se o surto de COVID-19 puder ensinar uma lição, seria a de que as empresas de energia precisam de operações ágeis, e não de usinas desatualizadas que queimam carvão 24/7 e que não podem responder rapidamente a interrupções repentinas", diz Ahmed.

Hamdi observa ainda que essas instalações solares são rápidas de construir. "Elas podem ficar prontas em questão de meses, enquanto os geradores de carvão, gás e hidrelétricas levam até três anos para entrar em operação, e as usinas nucleares demoram ainda mais tempo."


Fonte: Institute for Energy Economics and Financial Analysis

Mundo bate recorde de produção de lixo eletrônico



A International Solid Waste Association é uma associação internacional sediada em Viena, Áustria, não governamental e sem fins lucrativos, que trabalha para promover e desenvolver os cuidados com resíduos sólidos ao redor do mundo, buscando uma sociedade sustentável.

Seu relatório anual informa que, no ano de 2019, o mundo bateu seu recorde de produção de lixo eletrônico, com boa parte sendo equipamento ligado à tecnologia da informação: 53,6 milhões de toneladas, o equivalente a 7,3 quilos por habitante - na Europa esse número chegou a 16,2 quilos por habitante.

Como diz o relatório anual, acredita-se que em 2030 serão 74 milhões de toneladas em todo o mundo.

A maior parte desse lixo é constituída por material plástico e metal barato, mas também há cobre, ouro e outros metais preciosos, que se fossem totalmente reciclados, valeriam cerca de 57 bilhões de dólares.

Deve-se registrar que materiais extremamente perigosos para a saúde e para o meio ambiente, especialmente os provenientes de telas e baterias, também compõem esse lixo.

Além disso, boa parte do pouco que é reciclado, é feito de forma manual, sem qualquer cuidado com a saúde dos trabalhadores envolvidos.

Infelizmente ainda estamos muito longe de termos uma tecnologia da informação realmente verde.



Fonte: Vivaldo José Breternitz - Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Shopping centers apostam em marketplaces para atender os consumidores


Transformação digital e adaptação das lojas físicas aos canais virtuais – há alguns anos, o modelo de negócio online batia à porta do varejo. E o que era uma opção para ampliar as vendas se tornou uma necessidade, diante da pandemia que temos enfrentado, afinal, muitas lojas, tanto de rua quanto de shopping, trabalham com o atendimento em horário restrito, fator que impacta diretamente nas vendas.

Inovação digital é a palavra de ordem para todos os segmentos. Nesse caso, não apenas para aumentar as possibilidades de comercialização, mas também para a segurança de todos, dos varejistas e dos consumidores. Não há dúvida que esse é o caminho mais seguro no atual momento. Por isso, shoppings e lojas, em geral, têm apostado nos marketplaces, isto é, uma espécie de shopping center virtual, que reúne as lojas físicas dos shoppings em uma única plataforma digital, ou seja, em um grande marketplace.

Essa foi a maneira que os shoppings e lojistas encontraram para continuar operando e vendendo, independente das restrições estabelecidas. É a possibilidade real das lojas permanecerem “abertas” 24 horas, sete dias na semana, porém, em um mundo virtual, que rompe com as barreiras físicas.

Hoje, ser ou vender em um marketplace é o desejo de muitas marcas e e-commerce. Para isso, existem soluções inovadoras, como o SAP Customer Experience, uma alternativa para as empresas alçarem novos voos em um momento tão complicado. A plataforma reúne ferramentas de vendas e relacionamento ao cliente, com módulos Sales, Services, Marketing, Customer Data e Commerce. Tudo isso de forma integrada, com acesso simples e interativo.

Ao viabilizar as vendas via marketplace, os lojistas possibilitam que os consumidores tenham experiências digitais e físicas, dispondo de mais de um canal de vendas e relacionamento, que funciona 24X7, além de uma plataforma confiável de informações e visão 360° dos clientes. Essa integração multicanal permite, ainda, a jornada unificada de compras dos clientes.

Outras vantagens aos lojistas é obter uma rica fonte de informações, incluindo as preferências e hábitos desses clientes, por meio da centralização de dados. Além disso, a plataforma faz a recomendação inteligente, que ajuda os vendedores na sugestão de produtos na retirada, eventuais trocas e promoções.

Já os clientes, ao utilizarem o marketplace para suas compras, podem participar de programas de bonificação, pontuação, games, eventos físicos e digitais exclusivos, passam a receber conteúdos personalizados, melhores promoções, tudo isso com consentimento e facilidade na gestão dos dados.

Todos saem ganhando, inclusive os gestores de shopping centers que, por meio de uma plataforma única, podem centralizar os dados cadastrais, registros e histórico de relacionamento de clientes, entendendo os seus interesses, perfis e hábitos. Assim, com base em dados analíticos, passam a criar promoções e gerar informações relevantes e individualizadas.

É uma evolução importante ao segmento, uma verdadeira transformação para o modelo de negócio, que têm se reinventado, por meio de um serviço de inteligência de mercado, com a gestão de vendas automatizada, campanhas personalizadas e de baixo custo em mídias digitais, além da possibilidade de expansão de vendas, mesmo com o isolamento social.

                               

Fonte: Sandro Stanczyk - Director Business Unit Customer Experience da FH, empresa de tecnologia especializada em processos de negócios e software.

Empréstimo de bens pode parecer simples, mas não é !

                                      


“Comodato” você conhece o termo? Ele aparece frequentemente em negociações em diversas situações. O comodato se refere à uma modalidade de empréstimo, quando o proprietário cede um bem ou imóvel por um tempo especificado no contrato e a única obrigação é devolver o bem no mesmo estado de início.

Esse tipo de negociação é mais comum do que se pensa, mas muitas vezes não é feito de forma oficial. O caso mais comum é dentro das famílias, quando um parente empresta um imóvel.

Outra regra básica é que não podem haver taxas ou qualquer outro tipo de pagamento na modalidade do comodato, ou não seria um empréstimo e o negócio passa a ter outro nome. Dentro do empréstimo, o bem deve ser também não fungível, ou seja, não pode ser trocado por outro.

Além do “simples” comodato, também há uma modalidade chamada de comodato oneroso ou modal, quando uma das partes é encarregada ao receber o bem. Um exemplo simples desse tido de transação é quando uma empresa de telefone fornece o aparelho enquanto contrata o serviço, o cliente é responsável por manter aquilo que lhe foi fornecido e há um prazo mínimo que deve continuar pagando por ele antes que possa cancelar.

O que costuma ser desconhecido, principalmente nos casos entre famílias, se o contrato for apenas verbal pode-se correr o risco do usuário alegar usucapião e requerer o imóvel judicialmente para si, gerando muitos desconfortos e gastos. Por outro lado, caso o contrato seja por tempo indeterminado e ele desejar ter o bem de volta, é preciso comprovar a urgência de forma verificada.

É indispensável o bom uso do imóvel – ou qualquer tipo de bem que seja acordado, de acordo com as cláusulas do contrato, e a assessoria jurídica, para que não haja mal-entendidos posteriores por motivos de contrato mal elaborado.


Fonte: Dra. Sabrina Marcolli Rui