sexta-feira, 19 de julho de 2019

Campanha Um Dia no Parque convoca brasileiros para áreas naturais protegidas em todo País

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No próximo domingo (21), brasileiros de todas as regiões estão convidados a visitar as áreas naturais do País. A campanha Um Dia no Parque quer mostrar que as Unidades de Conservação (UCs), além de protegerem a biodiversidade, oferecem inúmeras opções de lazer e geram benefícios aos visitantes, como melhora da saúde, garantia de bem-estar e desenvolvimento econômico. 

A Coalizão Pró UCs, que realiza a campanha, vai mostrar essas vantagens por meio da promoção de atividades em contato com a natureza em aproximadamente 180 áreas protegidas de todo o País, como parques nacionais, estaduais e urbanos, bosques e reservas naturais.

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No Estado do Rio de Janeiro, cerca de 20 cidades vão participar da campanha. Na capital, haverá atividades no Monumento Natural Arquipélago das Ilhas Cagarras, com visita embarcada guiada ao redor de um dos cartões postais da cidade, em uma iniciativa do ICMBio, do Projeto Ilhas do Rio e do Instituto Mar Adentro. Os visitantes ainda podem praticar canoagem e fazer mergulho autônomo nas proximidades da Ilha Comprida.

Ainda na cidade do Rio de Janeiro, o Parque Estadual da Pedra Branca terá uma programação promovida pelo movimento Pé no Parque e o Instituto Moleque Mateiro, com café da manhã no quilombo, contação de histórias quilombolas, caminhada guiada e oficina de jongo e mosaico ecológico. Haverá também a exibição de episódios da websérie do movimento Pé no Parque, seguida de bate-papo com os realizadores.


Em Nova Iguaçu, o Parque Natural Municipal da cidade terá caminhada por trilha até a cratera do vulcão, mutirão de limpeza, ioga, palestras de educação ambiental e piquenique. 

Campanha Um Dia no Parque:

Esta é a segunda edição da campanha, que teve início em 2018. De acordo com Angela Kuczach, diretora executiva da Rede Pró UC, que idealizou a iniciativa no Brasil, “o povo brasileiro ama a natureza, mas ainda tem pouco contato com o que o Brasil tem de mais bonito e raro, um patrimônio natural que está nas nossas Unidades de Conservação. 

Com a campanha, queremos gerar esse sentimento de orgulho e pertencimento dessas áreas para nossa sociedade. Em 2018, realizamos o ano zero, de experimentação, e foi um sucesso, com cerca de 65 Unidades de Conservação e parceiros em todo o país participando com múltiplas atividades, como observação de aves, surf, oficina de pipa, trilhas, contação de histórias”.



O objetivo é criar uma cultura de visitação e turismo nas UCs – mais conhecidas como parques ou reservas – por meio de um dia de comemoração fixo no calendário do país, em que áreas protegidas e parceiros (organizações não governamentais, grupos de visitantes organizados, empresas) em todo o Brasil ofereçam atividades que, além servirem como recreação, despertem a consciência ambiental nos participantes.

- Serviço:

O que: Um Dia no Parque

Quando: 21 de julho

Onde: Unidades de Conservação em todo o país

Quem pode participar: todos os interessados em praticar atividades na natureza ou contemplar a paisagem

Como: visitando as UCs participantes, ou praticando uma atividade em contato com a natureza. 


Fonte: Fundação Grupo Boticário

Campos do Jordão é o paraíso das aves

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O dia ainda amanhece e eles já estão de pé. Após um café reforçado para enfrentar o frio, checam os equipamentos e partem para mais uma caçada. O destino: Horto Florestal de Campos do Jordão, que reúne a maior floresta de Araucárias do estado de São Paulo. A área é de preservação ambiental, ideal para os “caçadores” avançarem com suas câmeras.

Vestidos com roupas discretas, quase camufladas para não chamarem a atenção, eles caminham lentamente pelas trilhas que cortam o Parque Estadual. Com olhos atentos, observam a paisagem ao redor e, ao mesmo tempo, aguçam os ouvidos para tentar identificar o som de suas presas. Os passos são leves, quase imperceptíveis, para evitar que os pássaros se assustem. O silêncio é estratégico nesta busca quase sempre demorada e que exige muita paciência também.

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Assim é a rotina dos observadores de aves que frequentam Campos do Jordão. Além de principal destino de inverno do país, a estância também é referência na serra da Mantiqueira para essa atividade que está em plena expansão no Brasil. “O clima gelado e a altitude garantem as condições ideais para a presença de diversas espécies aqui”, explica Thiago Carneiro, guia ornitológico que há 14 anos conduz os turistas pela mata.

- Espécies raras:

Não é por acaso que cada vez mais pessoas sobem a serra interessadas neste novo tipo de turismo sustentável. 307 espécies já foram catalogadas em Campos do Jordão e desse total, pelo menos 27 são exclusivas da região, sendo muitas delas raras.

- A seguir alguns exemplos de espécies que podem ser vistas pelos turistas:

- Saudade: pássaro de penas pretas, bico e ponta das asas amarelas que vive em montanhas acima de 1.700m de altitude. Thiago Carneiro conta que é uma ave fácil de ser identificada pelo seu assovio longo e melodioso. Difícil é dar de cara com ela, que raramente se deixa fotografar. “Dizem que ela recebeu este nome porque é comum deixar os observadores na saudade”, revela o especialista.

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- Papagaio-de-peito-roxo: Ave ameaçada de extinção, muito cobiçada por contrabandistas de animais silvestres. O desmatamento também pode comprometer a existência dessa espécie que tem as matas de Araucárias como seu habitat. É um dos pássaros preferidos dos estrangeiros. Muitos viajam da Europa e Estados Unidos apenas para observá-los em Campos do Jordão. Turistas da China também perseguem o Papagaio-de-Peito-Roxo. Segundo Thiago, os observadores de outros países trazem apenas binóculos. Entrar na floresta com máquinas fotográficas é hábito do brasileiro.

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- Tovaca-de-rabo-vermelho: É uma espécie considerada raríssima, muito difícil de ser observada. Trata-se de uma ave pequena e rasteira, parecida com uma codorna. A plumagem é um pouco ruiva com cauda avermelhada. Em Campos do Jordão, ela vive no Pico do Imbiri, outro lugar excelente para observação de pássaros.

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- Gavião-pega-macaco: É uma ave gigantesca. As asas atingem de uma ponta a outra cerca de 1,70m de envergadura. Sua altura pode chegar a quase 80 cm. A plumagem é preta no peito com dorso marrom escuro e a ponta das asas tem penas brancas. Em Campos do Jordão pode ser avistado no Vale Encantado, mais um endereço comum das passarinhadas, como são chamadas as excursões para observação de aves.

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- Lazer sustentável:

No Brasil existem cerca de 30 mil observadores de aves. A imensa maioria usa máquinas fotográficas durante as expedições. Um bom binóculo e uma máquina fotográfica profissional custam um pouco caro, mas a durabilidade compensa o investimento. É preciso também uma lente teleobjetiva, que permite flagrar os pássaros à distância.

A observação de aves é um aprendizado. A cada passarinhada descobre-se um pouco mais sobre a nossa fauna. Quanto mais frequente, maior o conhecimento. Em estágios avançados, até pelo canto é possível reconhecer as espécies. Quando surgem aves ainda não conhecidas, poder identificá-las causa uma sensação indescritível.

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Thiago Carneiro é o único guia ornitológico da região. Além de Campos do Jordão, ele leva observadores por toda a serra da Mantiqueira. Existem dois tipos de expedição: para observar as aves são pelo menos dois dias. Já para fotografar é preciso, no mínimo, quatro dias. A atividade conquista cada vez mais adeptos. Por mês ele atende, em média, 16 pessoas que visitam a estância interessados apenas nos pássaros.

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As passarinhadas começam às 6h30 e vão até 20h, dependendo das condições climáticas e da disposição dos observadores, que precisam ser atentos, curiosos, silenciosos e, principalmente, tranquilos porque é comum passar o dia inteiro na mata e não conseguir avistar os pássaros. Por isso um dia nesta caçada é insuficiente. 

A natureza sempre foi o principal atrativo de Campos do Jordão. A observação de aves ajuda a desbravar as mais belas paisagens da Mantiqueira de uma forma sustentável, conecta o corpo e a mente com o ecossistema da cidade sem exigir muito esforço físico. Desde crianças até idosos, todos podem praticar a atividade em qualquer estação do ano.



Fonte: Ana Laura

BYD e Toyota entram em acordo para desenvolver conjuntamente veículos elétricos a bateria

                                     


A BYD Company Ltd. (BYD) e a Toyota Motor Corporation (Toyota) anunciaram hoje, 19 de julho de 2019, a assinatura de um acordo para o desenvolvimento conjunto de veículos elétricos a bateria (BEVs). As duas partes desenvolverão sedãs e SUVs, bem como baterias para esses veículos e outros, com o objetivo de lançá-los no mercado chinês sob a marca Toyota na primeira metade dos anos 2020. 

A BYD foi fundada em 1995 como um negócio de baterias e se transformou em uma empresa de soluções de energia limpa, fabricando não apenas veículos elétricos, mas outros produtos, como células de armazenamento de energia de grande porte e peças centrais para veículos elétricos, como baterias e motores.

Em 2008, a BYD se tornou a primeira empresa do mundo a produzir veículos elétricos híbridos plug-in (PHEVs) em massa. De 2015 a 2018 as vendas de BEVs e PHEVs da BYD ficaram em primeiro lugar globalmente.

- A BYD : Pioneira em soluções de energia limpa

Gigante global da energia limpa, a BYD é maior fabricante mundial de baterias de lítio-ferro e de veículos elétricos e plug-in (de 2015 a 2018). A empresa está presente em seis continentes, com veículos operando em mais de 300 cidades em 50 países. 

Superando 240 mil funcionários distribuídos em 30 fábricas ao redor do globo (sendo 20 mil engenheiros pesquisadores que já desenvolveram acima de 24 mil patentes), a BYD é, ainda, a segunda maior fornecedora de componentes para celulares, tablets e laptops no mundo para outras marcas globais. 

A empresa foi considerada uma das 15 empresas que estão mudando o mundo para melhor, “Change The World” da Revista Fortune, e em 2016, ganhou o prêmio Zero Emission Eco system da ONU, entre outros prêmios internacionais.

No Brasil, a BYD abriu sua primeira fábrica em 2015 para produção de ônibus elétricos e comercialização de veículos e empilhadeiras em Campinas, interior de São Paulo. Em abril de 2017, inaugurou sua segunda planta para produção de módulos fotovoltaicos, consolidando-se como uma das líderes desse importante mercado no Brasil. 

Em fevereiro de 2019, a BYD Brasil assinou seu primeiro projeto de SkyRail (monotrilho) no país, numa Parceria Público Privada (PPP) de R$ 1,5 bilhão na cidade de Salvador. A BYD Brasil já emprega mais de 250 funcionários nas cidades de Campinas e São Paulo.



Fonte: Patrícia Peres


quinta-feira, 18 de julho de 2019

Na Inglaterra, séculos de história criaram uma cultura de respeito

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Em recente viagem de nove dias à Inglaterra, procurei prestar atenção nas diferenças que explicam por que o Brasil, sendo rico de recursos naturais, é tão pobre e a Inglaterra é rica. Após a recessão dos últimos anos e com o aumento da população, a renda por habitante brasileira está na faixa de US$ 10,2 mil ao ano, enquanto na Inglaterra está em US$ 38 mil/ano. Ou seja, a renda per capita brasileira é pouco mais que um quarto da inglesa.

O produto nacional de um país deriva de quatro fatores essenciais: capital físico, capital humano, recursos naturais e conhecimento tecnológico. O produto total anual dividido pela população dá o valor da renda por pessoa. Qualquer estudante de Economia diria que a resposta começa no fato de que, na Inglaterra, o capital físico comparado com a população é muito maior e mais moderno que no Brasil. Isso daria boa explicação, mas não é tudo.

Na Inglaterra, o conhecimento tecnológico incorporado ao sistema produtivo e o grau de qualificação profissional dos trabalhadores são maiores e melhores. Somando esses dois fatores com o capital físico e comparando todos lá e cá, a explicação primária para a diferença de desenvolvimento está dada. Entretanto, a pergunta não respondida é outra: por que razão o capital, o trabalho e o conhecimento tecnológico na Inglaterra são tão superiores ao Brasil?

Não há resposta fácil. Embora a compreensão dessa problemática tenha raízes na história, na cultura, na política e na sociologia, uma razão importante está na ética do trabalho, na disciplina social e num aspecto que quero destacar: o valor do indivíduo, a relação com o outro, o respeito ao semelhante e a importância da vida humana.

Que fique claro: a Inglaterra está longe de ser um país perfeito, mas, comparada conosco, eles já conquistaram patamares de avanço que estão muito à frente do Brasil. Não tenhamos ilusões: o Brasil é muito pobre. Não estamos falando de uma diferença de renda por habitante de 40% ou 50%. A renda por pessoa daquele país é quase quatro vezes a do Brasil. É uma diferença gigantesca em termos de possibilidades de padrão de vida.

Pensando no assunto, me veio à mente a passagem do filósofo e educador austríaco Martin Buber (1878-1965), em sua obra mais densa e bela, intitulada Eu e Tu (1923), em que ele trata da filosofia do diálogo, da relação com o outro. Buber nos fala da relação dialógica não apenas como as relações fundadas no diálogo verbal, mas da relação com o outro em termos integrais. Ele definiu duas atitudes distintas do homem diante do mundo e de seu semelhante. Uma delas é a atitude do “Eu-Tu” (relação), que é o encontro entre dois parceiros em atos de reciprocidade e confiança mútua.

A forma como nos relacionamos com nosso semelhante, com a sociedade, com a natureza e com o Estado – isso a que chamamos de “cidadania” – dá a medida de nossa ética e nossa capacidade produtiva coletiva. Na Inglaterra, séculos de história criaram uma cultura de respeito pelo espaço público, pelo dinheiro público, pelas regras de convivência coletiva e, principalmente, de respeito pelo outro.

Lá, a violência social e o número de crimes é coisa pequena, e as pessoas andam sem medo por qualquer rua a qualquer hora da noite. Eu mesmo fiz isso várias vezes. Alguém dirá que acabamos de ver um atentado terrorista em Manchester. Mas isso é outra coisa. Não se compara com as 60 mil pessoas que morrem assassinadas no Brasil a cada ano – nenhuma por atentado terrorista.



Fonte: José Pio Martins- economista e reitor da Universidade Positivo.