terça-feira, 17 de setembro de 2019

Cordilheira brasileira submarina é laboratório para a descoberta de espécies e ecossistemas



A bordo do veleiro polar Paratii 2, cientistas da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), da Universidade Vila Velha (UVV) e da California Academy of Sciences descobriram novas espécies e ambientes marinhos durante as navegações na Cadeia Vitória-Trindade. A cordilheira submarina, que liga a costa do Brasil às ilhas de Trindade e Martin Vaz, no Espírito Santo, é um dos melhores ambientes marinhos do mundo para estudo dos processos de evolução e origem da vida nos oceanos.

Organizada pela Associação Ambiental Voz da Natureza, com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a última expedição, realizada por 14 dias em 2018, registrou espécies como os budiões endêmicos Sparisoma rocha e Halichoeres rubrovirens, que não são encontrados em nenhum outro lugar no mundo além da Cadeia Vitória-Trindade. Imagens submarinas inéditas feitas pelos pesquisadores mostram a riqueza de espécies, cores e ecossistemas marinhos que existem entre 20 e 100 metros de profundidade.

"Expedições como essa nos permitem conhecer e estudar lugares intangíveis, descobrir novas espécies e até mesmo novos ambientes. A geografia da Cadeia Vitória-Trindade, perpendicular à linha de costa, a torna um importante laboratório natural, abrigando populações conectadas e outras completamente isoladas e diferentes. Nossas descobertas chamam a atenção para a singularidade desses ecossistemas remotos, que necessitam de cuidados especiais a fim de garantir um desenvolvimento sustentável na região", afirma Hudson Pinheiro, coordenador do projeto e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza. A próxima expedição, desta vez para o arquipélago de Fernando de Noronha, está marcada para 15 a 31 de outubro de 2019.
           
                     

As informações coletadas pelos pesquisadores contribuem com políticas públicas e privadas para a proteção de áreas naturais que abrigam importante diversidade de flora e fauna. O projeto e os diversos estudos conduzidos pelos pesquisadores contribuíram diretamente para a criação e o ordenamento de Unidades de Conservação Marinhas que protegem o monte submarino Columbia, o arquipélago de Martin Vaz e parte da Ilha da Trindade. 


“Ainda temos um longo caminho pela frente, sobretudo em relação ao ordenamento e fiscalização das recém-criadas Unidades de Conservação Marinhas”, alerta o pesquisador Caio Pimentel, da UFES. “A colaboração e parceria com a Marinha do Brasil e o ICMBio são fundamentais para a continuidade das pesquisas, fiscalização e preservação destas ilhas tão longínquas”, afirma o pesquisador da UFES João Luiz Gasparini, pioneiro nas pesquisas com o uso de mergulho autônomo em Trindade.

Segundo o coordenador de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário, Robson Capretz, as pesquisas e o desenvolvimento de estratégias de conservação para áreas marinhas são de extrema importância para manter os ecossistemas em equilíbrio. 

“Esses ambientes abrigam muitas espécies de algas, esponjas, invertebrados e corais. Todos são importantes para haver um equilíbrio ecossistêmico. Com o turismo desordenado e a sobrepesca, as chances de reduzir populações e gerar um desequilíbrio ambiental e até econômico aumentam”, afirma.


Fonte: Fundação Grupo Boticário

Turismo e Economia assinam gestão compartilhada de áreas turísticas da União


O Ministério do Turismo e a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), ligada ao Ministério da Economia, assinaram na quarta-feira (11.09), a Instrução Normativa que permite ao MTur cessão ou alienação de áreas com alto potencial turístico pertencentes à União. A proposta é fazer uma gestão compartilhada e sustentável de terrenos e imóveis para atrair investimento e aumentar o fluxo turístico internacional e nacional no Brasil, inclusive por meio de parcerias público-privadas. A instrução dá continuidade às metas estabelecidas para os “100 dias de governo”, alcançadas pelo Ministério.

O texto assinado define os procedimentos operacionais para a identificação, reserva e destinação dos patrimônios. O MTur fará a identificação das áreas e, após análise, a Pasta e a SPU realizarão a devida destinação. Será feito levantamento prévio sobre o interesse de cada Estado em desenvolver áreas turísticas situadas em seu território. Estados, municípios e pessoas físicas e jurídicas definirão os locais a partir de projetos técnicos que poderão ser encaminhados ao governo federal.

A análise do projeto será feita quanto à adequação e à viabilidade da proposta, levando em consideração aspectos como incremento do fluxo turístico, aumento dos postos de trabalho e renda da população residente, desenvolvimento regional sustentável, viabilidade e sustentabilidade do empreendimento ao longo dos anos. 

Em contrapartida, caberá à SPU a formalização e gestão financeira dos contratos, além da fiscalização e procedimentos técnico-operacionais, que estão detalhados na Instrução Normativa.

O secretário executivo adjunto, Higino Vieira, ressaltou que, atualmente, a União possui mais de 600 mil imóveis subutilizados e a instrução vem para otimizar a gestão desses patrimônios. 

“A ideia é aproveitar ao máximo o potencial econômico dessas áreas que poderão ser exploradas por serviços e atividades turísticas com foco social e ambiental, garantindo, ao mesmo tempo, a preservação desses locais”, disse.

Para o Secretário de Integração Interinstitucional, Bob Santos, a parceria entre o Ministério e a SPU movimentará toda a cadeia produtiva do turismo e ampliará a arrecadação de receitas patrimoniais. 

“Esta ação beneficia a todos: o governo cria receita, pois arrecada com as concessões; o país atrai investidores para implementar novos projetos nessas áreas, gerando emprego e renda, especialmente às comunidades locais; e os Estados ganham mais variedade e qualidade de atrações turísticas”, explicou o secretário.


Fonte:  MTur

Efetividade no Direito à Educação



O artigo 205 da Constituição Federal dispõe que a Educação é direito de todos e dever do Estado e da família, promovida com a coparticipação da sociedade. O Estado, portanto, necessita estruturar-se para prover serviços educacionais a todos, exercendo o regime de colaboração entre os entes federados e a divisão de recursos determinada pela Constituição da República. 

O direito à Educação estabelecido na Constituição busca o integral desenvolvimento da pessoa, preparando-o para o exercício da cidadania e qualificando-a para o mundo do trabalho. É evidente a necessidade de o processo educativo estabelecer relações com o contexto dos alunos, promovendo a construção do conhecimento de forma democrática, crítica e permeável, pois sem essa exigência pedagógica, a Educação se faz apenas para cumprir o dispositivo legal da obrigatoriedade de oferta, sem suporte na realidade.

Eis aqui uma dificuldade que se faz amplamente administrativa, a oferta de Educação pelo Estado estar atrelada a moldes, finalidades e princípios, nem sempre pautados no aluno. Em muitos casos, atribui-se mais importância às metas do que ao processo educativo. O foco acaba concentrado em questões políticas, e não no aprendizado de cada educando.

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi instituído como uma tentativa de mensurar a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino. A partir do Ideb, os sistemas municipais, estaduais e federal de ensino passam a ter metas a serem atingidas. Excelente iniciativa. 

Entretanto, apenas a obtenção de boa nota não deve ser objetivo principal do Estado, uma vez que a grande inquietação da Administração Pública necessita ser o aprendizado regulado pelas finalidades previstas na Constituição, que contempla, no direito à Educação, a qualidade pedagógica que permita ao aluno aprender a aprender, enfrentar situações problema e identificar-se com a realidade.

A inoperância ou omissão da Administração Pública diante do que é e como é lecionado caracteriza retrocesso desse direito fundamental, ao passo que assim, jamais se permitirá atingir a essência do direito à Educação. Para que o sistema educacional logre êxito, o Estado precisa ir além da mera oferta – é fundamental o rigor quanto à qualidade deste ensino, buscando desenvolver cidadãos capazes de tomar as suas próprias decisões e de admitir as responsabilidades resultantes delas, ampliando competências e habilidades do sujeito, a ponto de torná-lo um ser autônomo. 


Fonte: Milena Kendrick Fiuza - gerente pedagógica do Sistema Positivo de Ensino.

Construir a carreira é construir a própria vida


A insatisfação com a carreira e a vida profissional é mais comum do que se imagina. Pesquisas indicam que mais de 70% das pessoas se encontram infelizes com seus empregos. Na maioria das vezes, porém, apesar de insatisfeito, o indivíduo simplesmente não faz nada para mudar sua situação. 

Alguns declaram que se sentem incapacitados para modificar sua carreira ou alegam que estão em uma idade avançada demais para mudanças. São muitas desculpas que as pessoas dão aos outros e a si mesmas para justificar sua decisão de permanecerem constantemente na zona de conforto.

A coach de carreira, Cecília Lara Yamashita, explica que o segredo para a satisfação profissional é simples, porém não é fácil. “O indivíduo precisa primeiramente identificar seu mundo interno, reconhecendo profundamente a si mesmo, suas habilidades, vocações e interesses pessoais. Somente assim é possível identificar sua verdadeira área de interesse e qual atividade a pessoa se sentirá realizada profissionalmente por exercer”, diz.

Segundo Cecília, um dos maiores problemas da sociedade atual está na ignorância do próprio “eu”, que faz com que as pessoas se tornem constantemente dependente de fatores externos. 

“Quando o indivíduo desconhece seu mundo interno, ele passa a viver em função de estímulos das outras pessoas e dos ambientes nos quais se encontra. Isso faz com que o mesmo se torne uma pessoa infeliz, sofrendo de pressão psicológica, angústia e sofrimentos psíquicos”, explica.

A especialista esclarece, por fim, que a plena satisfação e o sucesso na carreira, são alcançados quando o indivíduo encontra a atividade que o satisfaz de tal forma que o mesmo nem percebe a hora passar. 

“Aquele que realiza suas atividades profissionais com prazer, buscando constantemente o aperfeiçoamento e aprofundamento de seu conhecimento na área, satisfaz não apenas a si mesmo, mas também ao mercado, passando então a ser um profissional mais reconhecido e solicitado”, conclui.

Construir a carreira é construir a própria vida!


                                                    

Fonte: Cecília de Lara