quarta-feira, 27 de maio de 2020

Dia Mundial das Abelhas ressalta a importância da polinização para o desenvolvimento sustentável


Em 20 de maio é comemorado o Dia Mundial das Abelhas, data proclamada na Assembleia Geral das Nações Unidas para lembrar a importância da polinização para o desenvolvimento sustentável. Esses insetos são fundamentais para a economia e a ecologia, já que seu trabalho de polinização garante 1/3 da produção mundial de alimentos.

O Dia Mundial das Abelhas é uma data muito importante e deve ser comemorada por todos nós", frisa o engenheiro agrônomo da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), Osmar Mosca Diz.

Para celebrar o Dia Mundial das Abelhas, a Associação Brasileira de Estudo das Abelhas (A.B.E.L.H.A.) lançou um pôster com 14 abelhas essenciais para a polinização de cultivos agrícolas no Brasil, segundo pesquisa científica recente. Os polinizadores melhoram o rendimento e a qualidade de frutos e sementes de mais de 60% das plantas cultivadas para a produção de alimentos.

"Com essa informação, os produtores podem direcionar planos de manejo de cultivos agrícolas e adotar práticas para manter essas abelhas protegidas e próximas às plantações. Assim, elas realizam a polinização, melhorando o rendimento e a qualidade dos frutos e sementes", explica a bióloga Kátia Aleixo, idealizadora do pôster.

O Instituto Biológico (IB) é a única instituição pública do País que fornece abelhas rainhas para os apicultores. O trabalho é realizado em Pindamonhangaba, interior paulista. Os produtores de todo o Brasil podem encomendar abelhas rainhas virgens e fecundadas e recebê-las na propriedade, pelos Correios. A embalagem para envio também foi desenvolvida pela pesquisa paulista e garante sucesso da entrega. A possibilidade de morte é mínima, desde que seguidas às recomendações. A troca anual das abelhas rainhas aumenta em até 60% a produtividade dos apiários. Para as condições paulistas, a troca das abelhas rainhas representa de 15 a 30 kg de mel a mais por colmeia por ano.

Em 22 de maio ocorre o Dia do Apicultor, em homenagem ao profissional que cria abelhas para a produção de mel, própolis e geleia real.

Os arredores do Instituto Biológico, em iniciativa conjunta entre a Secretaria e diversas instituições ambientais e do município, para conscientizar a população sobre a importância dos agentes polinizadores.·.

O primeiro corredor verde para polinizadores tem 450 metros de extensão, está instalado nas calçadas do IB e visa contribuir com a arborização da cidade e desenvolver projetos socioeducativos. A arborização viabiliza a conexão entre populações de fauna de fragmentos vegetais maiores, por conta de as árvores abrigarem uma infinidade de seres vivos, liquens, pássaros e insetos, enriquecendo o ecossistema urbano e aumentando a biodiversidade.

O Planeta Inseto, mostra do IB na cidade de São Paulo, possui em seu rol de atrações o Recanto das Abelhas, composto por 11 colônias: duas de abelhas Jataí, três de Iraí, três de Mandaçaia e outras três de Uruçu-Amarela. O espaço conta também com uma sala que permite visualizar, ao vivo, o interior da colmeia. No momento, a atração está fechada devido à pandemia do novo coronavírus.

A Associação Brasileira de Estudos das Abelhas tem o objetivo de liderar a criação de uma rede em prol da conservação de abelhas e outros polinizadores. Sua missão é reunir, produzir e divulgar informações, com base científica, que visem à conservação da biodiversidade brasileira e à convivência harmônica e sustentável da agricultura com as abelhas e outros polinizadores.

Fonte: Vininha F. Carvalho - jornalista, economista, administradora de empresas e editora da Revista Ecotour News & Negócios.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

A economia brasileira em momento de Coronavírus



O COVID-19 trouxe uma pandemia que causou impactos formidáveis em todas as economias pelo mundo, além desta crise, tivemos um outro episódio de natureza especificamente econômica, a crise do petróleo entre os países da OPEP, em especial visto no Oriente Médio e Rússia, o que baixou consideravelmente os preços do barril de petróleo. Este episódio, somado à crise sanitária, potencializou os graves danos causados a todos os países desenvolvidos ou em desenvolvimento.

No caso brasileiro, se verifica impactos em toda a cadeia de produção, em grandes, médias e pequenas empresas, no setor de serviços, bens de capital, consumo, transportes, alimentação, turismo e entretenimento, uma série de paralisações que expuseram o país ao risco de uma retração econômica, visto que o Brasil está em um grande esforço de recuperação de desacelerações anteriores sem grandes resultados até o instante da explosão desse episódio.

“No início de 2020, vários analistas do mercado financeiro previam para a economia brasileira um crescimento de 2,2%, sendo que após o impacto gerado, esse indicador foi reavaliado para uma potente retração da ordem de 0.48% no corrente, tendo já ocorrido projeções de encolhimento de até 5% devido as paralizações” explica Penha Pereira, economista e gestora de carreira.

Penha também comenta que a resposta do governo à crise, especialmente para as empresas de porte pequeno e para o trabalhador informal, cuja renda depende do ganho do dia, veio atrasada e aquém das necessidades desse governo.

O Brasil carece de planejamento, algo que precisa ser corrigido, além da insistência na burocracia que dificulta o pequeno e micro empresário, bem como o trabalhador informal que é praticamente inexistente para a economia. Somente nesta semana o Congresso trabalhou na aprovação de emendas à Constituição, que liberam de responsabilidade fiscal o Presidente da República, com finalidade de aumentar os gastos públicos em situações de contingência.

No caso dos trabalhadores informais, um auxílio de R$ 600 por pessoa, limitando a duas pessoas por família foi liberado, entretanto é um dinheiro que não resolve a situação, uma vez que as famílias já estão muito endividadas. “Acrescente-se a essa dificuldade a burocracia para a concessão do benefício que já é insuficiente, o Brasil precisa repensar os seus planejamentos e preparar-se desde já para outras epidemias” apresenta a economista.

Entretanto, o auxílio pode gerar uma movimentação positiva ao consumo das famílias que dependem muito de uma renda diária como caminhoneiros, diaristas, garçons, catadores de recicláveis, motoristas de aplicativos, manicures, camelôs, garimpeiros, guias de turismo, artistas, entre outros. “Estes profissionais encontram-se em pior situação em relação às pequenas empresas, necessitando de algo que lhes proporcione o mínimo para o enfrentamento da quarentena” finaliza.


Fonte: Penha Pereira  - economista, Master Coach e gestora de carreira

O engajamento dos colaboradores em um mundo colocado à força em home office


A pandemia causada pelo novo coronavírus obrigou empresas de todo o mundo a adaptarem suas rotinas e métodos de trabalho, adotando o home office como resposta imediata à evolução da Covid-19. É fato que muitas empresas, no Brasil e no mundo, já tinham essa como uma prática regular. Mas sabemos que a esmagadora maioria das empresas foi forçada a se adaptar. 

Em empresas que já contavam com um programa de home office implementado, o "susto" foi quase imperceptível. Com 100% dos times trabalhando remotamente, muitas empresas têm se tornado cases de inovação e manutenção da operação em perfeito funcionamento. Se olharmos especificamente para segmentos como os de tecnologia e financeiro, os exemplos são inúmeros.

Mas como manter o engajamento dos colaboradores com esse novo formato de trabalho? Alguns exemplos práticos – e, muitas vezes, simples – podem ajudar. Em algumas empresas, os colaboradores se reúnem virtualmente todos os dias, a qualquer hora, sem impacto no dia a dia de trabalho e no andamento do negócio. Pode-se criar um ‘escritório online’ completo, com salas virtuais para cada equipe, nas quais se trabalhe como se estivesse na própria sede. Qualquer funcionário pode ‘visitar’ a sala de outra área e, dessa forma, é possível manter o engajamento, a comunicação e o relacionamento entre todos.

Além do dia a dia de trabalho ‘normal’, mesmo à distância, outra medida que contribui diretamente com o engajamento dos colaboradores e a manutenção da cultural organizacional das empresas é o olhar cada vez mais humano para as necessidades individuais de cada um. Benefícios "regulares" podem ser adaptados, em diversos casos. 

Um exemplo é a opção para que cada colaborador distribua o crédito dos valores referentes a Vale-Refeição e Vale-Alimentação de acordo com suas necessidades: em vez de apenas creditarmos os valores padrões, permitir que as pessoas apontem como preferem essa divisão, afinal, com mais tempo em casa, o consumo em supermercados é maior do que aquele em restaurantes.

Em tempos de crise sanitária, a saúde das pessoas deve vir em primeiro lugar. Por esta razão, o incentivo a campanhas, como a de vacinação contra a gripe, é uma excelente iniciativa. Para as empresas que puderem estender o subsídio também aos dependentes legais, os resultados são ainda melhores. Alia-se a essa ação a responsabilidade social: com sintomas semelhantes aos da Covid-19, prevenir a gripe ajuda diretamente na diminuição de necessidade de ocupação hospitalar, principalmente considerando a chegada do inverno.

Além disso, incentivar a realização de happy hours, cafés da manhã e treinamentos, todos feitos virtualmente, é fundamental. Com o apoio da tecnologia, isso ocorre sem prejuízos ao diálogo e ao aprendizado. Atitudes como essas, que podem ser adotadas por empresas de quaisquer portes e segmentos, contribuem diretamente com a produtividade e o engajamento nesse período e demonstram o respeito da companhia para com os seus colaboradores.

No nosso caso, usufruímos do que mais entendemos: a tecnologia. Com ela, é possível otimizar o trabalho e entregar os mesmos resultados, melhorando processos, economizando suprimentos, contribuindo diretamente com a sustentabilidade, organizacional e ambiental, e respeitando o isolamento social. Não sabemos ainda quando a sociedade global retornará às vidas da maneira que conhecíamos. 

Mas, cada empresa pode seguir dando continuidade ao trabalho de maneira ágil, eficaz e integrada, mantendo o compromisso de colaboração com seus clientes e o cuidado com as suas pessoas. Porque antes de sermos tecnológicos, somos humanos.



Fonte: Michaela Vicare - diretora de Gente & Gestão (RH) na Tecnobank.

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Saiba quais cuidados tomar na utilização das ferramentas de comunicação durante o trabalho remoto


Após a Organização Mundial de Saúde – OMS declarar que a contaminação com o COVID-19 se caracteriza como pandemia, diversas medidas relacionadas à organização do trabalho foram adotadas para o enfrentamento de emergência em saúde pública. Para garantir o isolamento de pessoas contaminadas e evitar a propagação da doença, parte das empresas implementou o trabalho de forma remota.

O teletrabalho não é uma novidade e algumas empresas já adotavam esse modelo de prestação de serviços. Contudo, em razão da pandemia, ele passou a ser largamente utilizado, o que expôs o despreparo de gestores e colaboradores para trabalhar dessa forma.

Não basta colocar os colaboradores para trabalhar em casa e instalar aplicativos de troca de mensagens e videochamadas, é preciso que todos saibam utilizar essas ferramentas para estabelecer uma comunicação efetiva e producente.Especial atenção deve ser tomada em relação à criação e ao gerenciamento de grupos no WhatsApp, ou ferramenta similar, para centralizar a comunicação entre a equipe. 

Tais ferramentas estimulam o imediatismo e o emprego de palavras inoportunas, inadequadas, equivocadas ou inapropriadas, que podem ofender o(s) participante(s) do grupo e se tornar um problema, tanto para o empregado, quanto para o empregador.

Ao utilizar essas ferramentas de comunicação, gestores e trabalhadores devem estar cientes de que a liberdade de expressão tem limites, especialmente no que se refere aos assuntos profissionais e ao trato entre colegas ou entre chefes e subordinados, pois o conteúdo ali divulgado pode gerar ofensa à honra e à boa fama do empregador ou do empregado, ensejando a aplicação de penalidades e o dever de indenizar eventuais danos morais.

O empregado que utilizar a ferramenta para fazer reclamações ou piadas sobre a empresa, chefes ou colegas poderá ser punido com advertência, suspensão ou rescisão do contrato de trabalho por justa causa, caso o conteúdo extrapole os limites da liberdade de expressão e se caracterize como ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos.

De outro lado, o empregador deve utilizar a ferramenta como meio de comunicação objetiva e clara para repassar tarefas, orientações e feedbacks. A comunicação efetiva e segura deve ser simples, clara e estruturada.

Vale lembrar que as advertências e feedbacks por meio de texto, especialmente no cenário de estresse atual, podem extrapolar o exercício regular do poder diretivo do empregador e ofender moralmente o empregado.

Para garantir uma comunicação apropriada é importante que se leia a mensagem antes de enviá-la e, havendo dúvida quanto à sua interpretação, que se utilize de recursos adicionais ou de revisão adequada do texto. Lembre-se sempre que os registros do WhatsApp, ou ferramenta similar, são acolhidos na Justiça do Trabalho como meio de prova da conduta excessiva e abusiva tanto por parte do empregado, quanto do empregador.


Fonte: Daniele Esmanhotto Duarte - advogada do Departamento Trabalhista da Andersen Ballão Advocacia.