sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Cinco lodges incríveis para visitar ao menos uma vez


O conceito promovido pelos lodges surgiu na África, em meio às savanas, para ampliar a experiência dos turistas que por lá se aventuravam durante expedições ou safáris. Com o passar dos anos, a ideia de oferecer hospedagem em áreas de selva ou atrativos naturais preservados, se espalhou mundo afora, deu origem a empreendimentos incríveis e não perdeu em nada a sua essência, que é integrar os hóspedes ao ambiente em que estão inseridos.

- Confira aqui alguns dos lodges mais incríveis do planeta:

- Cristalino Lodge, Brasil:

Eleito um dos 25 melhores ecolodges do mundo pela National Geographic Traveler, o Cristalino Lodge é único representante brasileiro desta lista. Localizado no sul da Amazônia, na cidade de Alta Floresta, Mato Grosso, o hotel foi projetado em total harmonia com a natureza e está inserido em uma reserva particular com 11.399 hectares – uma área 30% maior que a ilha de Manhatann, nos Estados Unidos. 


No local, aliás, é possível avistar uma grande variedade de espécies de aves, répteis, insetos e mamíferos, como a Anta Brasileira, o caricato Tamanduá-bandeira e os simpáticos bicho-preguiça e a lontra. Isso sem falar na oportunidade de acordar com o som da natureza.


- Longitude 131, Austrália:

Alinhado entre as dunas antigas de Yulara e com uma vista privilegiada sobre a pedra de Uluru, uma das maiores atrações turísticas da Austrália, o lodge Longitude 131 reúne dezesseis pavilhões de tendas cuidadosamente projetadas para oferecer um verdadeiro santuário ao luxo. 


O mobiliário personalizado e a incrível paisagem predominantemente vermelha chamam a atenção dos hóspedes que observam o cenário do interior através de janelas do chão ao teto, relaxam em decks ao ar livre e dormem sob um cobertor de estrelas.
                                 

- Klein’s Camp, Tanzânia:

No continente africano, berço deste conceito de hospedagem, o destaque fica por conta do ecolodge Klein’s Camp, na Tanzânia. O hotel faz parte de um santuário natural de 10 mil hectares de uma concessão outorgada por tribos Maasai, no Parque Serengeti. 


O empreendimento, a propósito, oferece vista privilegiada para a grande migração anual de gnus, zebras, e outros herbívoros e une safáris com luxo e conforto, além de promover o desenvolvimento sustentável, sem deixar impactos na região.


- Clayoquot Wilderness, Canadá:

Às margens do Rio Bedwell, em British Columbia, o Clayoquot Wilderness buscou inspiração nos grandes acampamentos do século XIX para tornar a experiência dos hóspedes inesquecível. Com terapias holísticas, observação de ursos e baleias, aulas da chamada “cozinha moderna natural” e uma série de atividades ao ar livre, como a prática de rafting e tiro com arco, o lodge oferece uma verdadeira imersão à natureza. 




Destaque para as acomodações oferecidas pelo hotel, que estão inseridas em exclusivas tendas ultra confortáveis e equipadas com camas king size, lençóis de primeira linha, lareira e mobiliário completo.



- Whitepod Eco Resort, Suíça:

Nem só de selva e savanas africanas vivem os lodges. Na neve também há opções, caso do Whiterpod Eco Resort, nos Alpes Suíços. Com acomodações “móveis”, o hotel é composto por quinze “pods”, que são uma espécie de tenda em forma de iglus e revestidas com lona. 



As acomodações apresentam 40m², movéis em madeira de reflorestamento, mantas de fibras naturais e uma excepcional janela com ampla vista sobre lagos e montanhas nevadas.





Fonte: Rodrigo Andrade

Obsessão por faturamento – uma das maiores armadilhas a evitar

Em minhas conversas com gestores e empresários, costumo provocar uma reflexão. Quando pergunto: “E aí, como você está enxergando o próximo ano?”, a resposta costuma ser algo parecido com :“ a economia está dando sinais de recuperação. Espero crescer 10% (o faturamento) em 2020”. E aqui o fator tempo – futuro / passado – não parece ser determinante. Quando pergunto: “Como foi o mês passado para você?”, as respostas são igualmente rápidas: “Foi difícil. As vendas (faturamento) caíram 5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior e ficaram 10% abaixo da meta (de faturamento)”.

Neste artigo vou listar alguns motivos para que você, leitor, esteja muito atento à esta armadilha, além de propor metas mais relevantes do que o faturamento para o seu negócio.

- Valorização do negócio: todo empreendedor deveria ter como meta aumentar, a cada período, o valor do seu negócio. O empreendedor (o gestor deveria ter rigorosamente a mesma visão) deveria investir pensando nos dividendos e salários ao longo da “vida” da empresa, mas também pensando em uma venda futura do empreendimento por um valor muito acima do investido inicialmente. Ou, caso opte por manter o negócio para os seus herdeiros, que a próxima geração receba como herança um negócio também muito mais valorizado do que o investimento inicial.

- Qual é a relação direta entre faturamento e valor do negócio? É aqui que nasce uma das grandes armadilhas. Um negócio que vende e fatura mais, não necessariamente vale mais. Como? Uma empresa, por exemplo, pode estar aumentando o seu faturamento, mas as despesas variáveis e fixas podem estar crescendo a uma velocidade ainda maior. Ou ainda pior: uma empresa pode estar vendendo seus produtos e serviços com margens negativas. Neste caso, literalmente, quanto mais a empresa vender, pior! Quanto mais ela vende, maior será o seu prejuízo e destruição de valor para o acionista.

O que determina o aumento de valor de uma empresa é a sua capacidade de gerar lucros. O que confunde muitas pessoas é a premissa equivocada de que há sempre uma relação direta entre faturamento e lucro. Estas duas variáveis podem estar correlacionadas, mas isso não acontece por acaso. Aqui entra a expertise e gestão para assegurar que isso aconteça.

- Um exemplo simples (e assustadoramente comum) ajuda a ilustrar uma destas situações:

Vamos imaginar um cenário hipotético de uma empresa que vende 100 peças por mês de um produto a um preço de R$ 100,00 cada. Logo, o seu faturamento anual é de R$ 120.000. Vamos estimar também que o custo de cada peça é de R$ 50,00, ou seja, ao vender as 1.200 peças no ano a empresa paga aos seus fornecedores R$ 60.000 e fica com um lucro bruto de R$ 60.000 (R$ 120.000 de vendas menos R$ 60.000 de custos), margem de 50% (R$ 60.000 / R$ 120.000).

Agora vamos para o ano seguinte com as seguintes premissas:

- A empresa aumenta as suas vendas em unidades em 3%.

- Diante da “forte concorrência”, a empresa não aumenta os seus preços de vendas para os consumidores finais.

- Por outro lado, o departamento de compras “não conseguirá mais segurar” a pressão dos fornecedores e serão obrigados a aceitar um aumento no preço de compra de 5%.

Qual o resultado destas premissas, que no seu conjunto parecem razoáveis?

O faturamento da empresa aumenta em 3% para R$ 123.600 no ano (boa notícia?)

O custo com as mercadorias aumenta 8,1% para R$ 64.890 (efeito combinado do aumento de volume de vendas de 3% + aumento de custo do fornecedor de 5%)

O lucro bruto da empresa cai de R$ 60.000 para R$ 58.710, queda de 2,2%! (margem cai de 50% para 47,5%).

E ainda não falamos sobre as despesas fixas (aluguéis, salários, etc.) que em muitos casos, superam inclusive os índices da inflação como um todo....

Não é difícil perceber como, usando premissas “razoáveis”, o crescimento do faturamento e o lucro podem caminhar rapidamente em direções opostas.

Portanto, muito mais relevante do que focar no crescimento do faturamento, os gestores deveriam focar no crescimento contínuo do lucro bruto (R$) e margem (%).

Portanto, da próxima vez que alguém te perguntar: “Como estão indo os seus negócios?” , pense primeiro no lucro bruto. Esta linha do DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício) é que precisa crescer para que o seu negócio consiga aumentar consistente o seu valor, não necessariamente o faturamento. O aumento do faturamento, pode ou não ajudar.

Como regra geral, aumentos de preços costumam ser mais eficazes do que aumentos % similares em volume!

Uma segunda pergunta que você deve se fazer, caso não seja questionado por um consultor “chato” como eu, é: 

- “Como irei controlar as minhas despesas no ano que se inicia, em um contexto em que há sempre um aumento, pequeno que seja, na taxa de inflação do país, para gastar menos em reais do que no ano anterior?”. Gosto muito da definição de um dos maiores empresários brasileiros (seria coincidência ?!) que custos são como unhas: temos que cortar sempre.

Mas, como cortar custos regularmente sem prejudicar a qualidade dos serviços prestados para os nossos clientes externos e internos? Através da melhoria contínua (kaizen), dos ganhos de eficiência e produtividade.

A minha provocação de hoje é para que você, leitor, passe a considerar lucro bruto e despesas fixas como metas muito mais importantes do que o faturamento. E como recomenda a boa gestão de metas:

1) Primeiro precisamos estabelecer boas metas: ambiciosas, porém factíveis, elaboradas tecnicamente. Mensuráveis e com prazos bem determinados.

2) Poucas metas são realmente relevantes. Devemos ter a coragem de eliminar todas as periféricas e focar nas que mais impactam o lucro, a geração de caixa e o valor do negócio

3) Precisamos entender detalhadamente quais variáveis influenciam as metas

4) As metas precisam ser desdobradas para que toda organização e cada colaborador dentro da sua área de atuação “abrace” a meta e a incorpore no seu dia a dia.

5) O acompanhamento regular das metas é parte fundamental do processo. Para cada meta, devemos elaborar um bom plano de ação para alcançá-la e fazer ajustes contínuos (PDCA) para que possamos não apenas bater a metas, mas estabelecer metas ainda mais ambiciosas no futuro.

Espero que tenha gostado da leitura e da provocação!


Fonte: Sérgio Ferreira - atua como Consultor de gestão, palestrante, Mentor de Executivos e Conselheiro formado pelo IBGC

Fake news: da mídia à justiça (e vice-versa)


As fake news estão ultrapassando os prejuízos financeiros e de credibilidade nas empresas e invadindo o judiciário com dezenas de processos. E não são somente pedidos de indenizações por danos morais ou materiais, mas também de pessoas e empresas que estão tendo que se defender de coisas que foram acusadas inveridicamente.

Notícias falsas são, muitas vezes, plantadas por concorrentes “rejeitados” pelo mercado. Eles encomendam textos bem escritos, porém com dados falsos, provenientes de “associações e órgãos” com nomes que inspiram credibilidade, mas que não existem e, portanto, são impossíveis de serem rastreados. Também adicionam entrevistas de “especialistas”, sejam pessoas que aceitam propinas para isso ou colocam nomes de “profissionais” que sequer existem. Às vezes, até providenciam documentos falsos e manipulados, para “embasar” a acusação.

O próximo passo é conseguir disseminar as fake news na mídia. Jornalistas e veículos sérios não divulgam nada que não consigam checar. A tarefa cabe a pessoas e canais que, ou não costumam verificar a informação, ou até aceitam vantagens - inclusive pecuniárias - para assumir o risco de divulgar notícias falsas. Eles agem protegidos pela liberdade de imprensa. Mas há uma enorme distorção do que é liberdade de imprensa e responsabilidade por parte dessas pessoas. As mentiras são grotescas. É um problema enorme que as empresas estão enfrentando.

Vou contar uma situação que aconteceu com um dos meus clientes: a Tecnobank, empresa nacional que desenvolve soluções que geram segurança aos processos eletrônicos dos segmentos financeiro e de veículos. Por ser líder de mercado em diversas praças e atuar em um segmento no qual a credibilidade é determinante, a Tecnobank tem sido atacada pela concorrência, que utiliza essa estratégia de "plantar" fake news como uma maneira de manchar a reputação da empresa.

Um periódico online da Paraíba e outro do Paraná publicaram fake news como “denúncia”. Elas se espalharam como rastilho de pólvora na internet, indiscriminadamente copiadas por outras mídias de baixa credibilidade, sem que fossem verificadas e sem que os “acusados” fossem ouvidos pela reportagem.

Depois que os responsáveis pelas fake news conseguem plantar as informações mal-intencionadas na mídia, eles reúnem o material publicado (clipping) e passam a acionar diversos órgãos públicos para que investiguem a suposta fraude. Acionam Tribunal de Contas, Ministério Público, Vara de Fazenda Pública, etc. Eles chegam a estes órgãos sempre com o mesmo assunto e repetindo os argumentos. 

No caso Tecnobank, os concorrentes perderam em todas as instâncias, mas nunca desistiram. Eles seguem procurando o próximo órgão público e insistem na suposta denúncia. Acontece que essas "notícias" que acusam a empresa de fraudes no Detran de São Paulo foram apresentadas a diversos órgãos oficiais, até que o Ministério Público de São Paulo, diante das publicações de supostas "denúncias", aceitou abrir investigação acerca da suposta fraude.

Independentemente se é certo ou errado, verdade ou mentira, a partir do momento em que alguém pede a abertura de investigação com supostas "acusações oficiais da imprensa" ao Ministério Público, o simples fato do órgão aceitar abrir essa investigação já pode virar notícia em veículos de grande repercussão e credibilidade. Afinal, trata-se de uma sólida empresa, de grande reputação, em um mercado que movimenta milhões de reais mensalmente, que está sendo acusada de uma fraude de R$ 500 milhões junto a um órgão oficial.

Ou seja, mesmo que a acusação seja baseada em mentiras, a manchete "Ministério Público de São Paulo investiga fraude de R$ 500 milhões da Tecnobank" não deixa de ser verdade. E o que nasceu de uma fake news na imprensa marrom, chega à primeira página do Google. 

A perda de clientes é apenas um dos prejuízos financeiros que as empresas enfrentam quando viram alvo de fake news. Organizações com denúncias – mesmo que inverídicas – têm a reputação manchada. E a reputação corporativa é hoje o principal ativo intangível de uma marca, que chega a representar 84% do valor de mercado da empresa, atualmente, segundo o S&P 500. 

Clientes, investidores e até mesmo fornecedores não desejam vincular o nome a uma empresa com denúncias na internet. Isso gera perda de receita, queda no faturamento, demissões e redução nos investimentos - o que impacta a economia nacional.

Felizmente, o MP e demais órgãos investigam e descobrem que as denúncias são infundadas, arquivando os processos. Porém, e o que já foi dito?


Fonte: Mário Rosa - especialista em gestão de crises

Vai viajar de carro no Carnaval? Campeã de automobilismo dá dicas de direção preventiva


Com a chegada do Carnaval, milhões de brasileiros se preparam para pegar a estrada e cair na folia, ou apenas descansar, durante uma viagem. Para garantir que os passeios serão seguros e minimizar os imprevistos, a consultora convidada da ValeCard – a campeã de automobilismo Helena Deyama – separou dicas práticas de direção preventiva para os motoristas que estarão atrás dos volantes neste feriado.

Diferente da direção defensiva – que são ações indicadas para minimizar os impactos de uma situação perigosa, a direção preventiva segue orientações para impedir que acidentes aconteçam na pista. 

“A direção preventiva é muito mais eficiente porque evita que o motorista se envolva em uma situação de risco e possa se antecipar aos perigos”, explica Helena.

- Confira algumas indicações que a especialista reuniu para quem viajará pelas rodovias nas próximas semanas:

1- Faça a revisão do seu carro com antecedência:

É importante sempre checar o nível de água e óleo, o funcionamento dos freios, dos faróis e da suspensão, o estado dos pneus, a parte elétrica, com as luzes de freios, piscas, lanterna, faróis e painel e o nível do tanque de combustível, além dos documentos do carro e da habilitação. “É muito importante que todo mundo tenha o mínimo de conhecimento sobre o funcionamento do veículo”, afirma Helena.

2- Alimente-se bem e esteja descansado:

Dê preferência a comidas leves e evite alimentos que você não tem o costume de comer. E vale aquele alerta de sempre. Nunca beba e dirija. Também é importante descansar. Dirigir cansado ou com sono é tão perigoso quanto estar alcoolizado. Se for o caso, pare o carro e descanse.

3- Use o cinto de segurança:

O uso do cinto de segurança é obrigatório para todos os ocupantes do veículo. Em caso de acidentes, o cinto pode ajudar a salvar vidas.

4- Respeite os limites de velocidade:
Muitos acidentes acontecem porque motoristas não respeitam os limites de velocidade ou tentam fazer ultrapassagens perigosas. Lembre-se. É melhor ir mais devagar e chegar inteiro do que acelerar seu veículo e correr riscos.

5- Mantenha distância e seja cauteloso:
Mantenha sempre a distância de segurança para evitar acidentes com freadas bruscas. Para ter tempo de reação, o ideal é ter três segundos para o carro da frente. Use também os avisos de luz e lembre-se que o uso de faróis é obrigatório na estrada.


Fonte: Helena Deyama - consultora da ValeCard