quinta-feira, 18 de julho de 2019

Na Inglaterra, séculos de história criaram uma cultura de respeito

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Em recente viagem de nove dias à Inglaterra, procurei prestar atenção nas diferenças que explicam por que o Brasil, sendo rico de recursos naturais, é tão pobre e a Inglaterra é rica. Após a recessão dos últimos anos e com o aumento da população, a renda por habitante brasileira está na faixa de US$ 10,2 mil ao ano, enquanto na Inglaterra está em US$ 38 mil/ano. Ou seja, a renda per capita brasileira é pouco mais que um quarto da inglesa.

O produto nacional de um país deriva de quatro fatores essenciais: capital físico, capital humano, recursos naturais e conhecimento tecnológico. O produto total anual dividido pela população dá o valor da renda por pessoa. Qualquer estudante de Economia diria que a resposta começa no fato de que, na Inglaterra, o capital físico comparado com a população é muito maior e mais moderno que no Brasil. Isso daria boa explicação, mas não é tudo.

Na Inglaterra, o conhecimento tecnológico incorporado ao sistema produtivo e o grau de qualificação profissional dos trabalhadores são maiores e melhores. Somando esses dois fatores com o capital físico e comparando todos lá e cá, a explicação primária para a diferença de desenvolvimento está dada. Entretanto, a pergunta não respondida é outra: por que razão o capital, o trabalho e o conhecimento tecnológico na Inglaterra são tão superiores ao Brasil?

Não há resposta fácil. Embora a compreensão dessa problemática tenha raízes na história, na cultura, na política e na sociologia, uma razão importante está na ética do trabalho, na disciplina social e num aspecto que quero destacar: o valor do indivíduo, a relação com o outro, o respeito ao semelhante e a importância da vida humana.

Que fique claro: a Inglaterra está longe de ser um país perfeito, mas, comparada conosco, eles já conquistaram patamares de avanço que estão muito à frente do Brasil. Não tenhamos ilusões: o Brasil é muito pobre. Não estamos falando de uma diferença de renda por habitante de 40% ou 50%. A renda por pessoa daquele país é quase quatro vezes a do Brasil. É uma diferença gigantesca em termos de possibilidades de padrão de vida.

Pensando no assunto, me veio à mente a passagem do filósofo e educador austríaco Martin Buber (1878-1965), em sua obra mais densa e bela, intitulada Eu e Tu (1923), em que ele trata da filosofia do diálogo, da relação com o outro. Buber nos fala da relação dialógica não apenas como as relações fundadas no diálogo verbal, mas da relação com o outro em termos integrais. Ele definiu duas atitudes distintas do homem diante do mundo e de seu semelhante. Uma delas é a atitude do “Eu-Tu” (relação), que é o encontro entre dois parceiros em atos de reciprocidade e confiança mútua.

A forma como nos relacionamos com nosso semelhante, com a sociedade, com a natureza e com o Estado – isso a que chamamos de “cidadania” – dá a medida de nossa ética e nossa capacidade produtiva coletiva. Na Inglaterra, séculos de história criaram uma cultura de respeito pelo espaço público, pelo dinheiro público, pelas regras de convivência coletiva e, principalmente, de respeito pelo outro.

Lá, a violência social e o número de crimes é coisa pequena, e as pessoas andam sem medo por qualquer rua a qualquer hora da noite. Eu mesmo fiz isso várias vezes. Alguém dirá que acabamos de ver um atentado terrorista em Manchester. Mas isso é outra coisa. Não se compara com as 60 mil pessoas que morrem assassinadas no Brasil a cada ano – nenhuma por atentado terrorista.



Fonte: José Pio Martins- economista e reitor da Universidade Positivo.

Uma em cada três pessoas do mundo tem dieta inadequada

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Na infância, as vitaminas e os minerais são importantes para o crescimento e o desenvolvimento saudáveis. Quando consumidos em quantidades insuficientes por longo período de tempo, podem gerar uma série de alterações físicas, porém, a curto prazo, essas deficiências podem se disfarçar apenas em falta de apetite, suscetibilidade a infecções ou, até mesmo, sem sintoma algum. A essa deficiência disfarçada ou sem sintomas chamamos de fome oculta.

A deficiência de micronutrientes não está relacionada apenas à criança muito magra, mas também às crianças com peso normal ou obesas. Essa tendência tem aumentado devido ao consumo de alimentos calóricos, cheios de energia, porém pobres em nutrientes.


A fome oculta afeta mais de 2 bilhões de pessoas, o que equivale a uma a cada três pessoas no mundo, e ainda está associada a uma dieta inadequada, pouco diversificada e deficiente em micronutrientes (vitaminas e minerais). A fim de prevenir a fome oculta é importante conhecer esses micronutrientes, como, por exemplo, as vitaminas.

As vitaminas têm diversas funções, das quais podemos destacar: facilitam as reações metabólicas (vitaminas do complexo B e vitamina K); protegem as células, agindo como antioxidantes (vitaminas C e E); promovem a formação das proteínas (vitaminas A e D); e apresentam ação hormonal (vitamina D).

Os alimentos constituem a principal forma de obtenção de vitaminas, já que não produzimos ou, quando produzimos, sua quantidade é insuficiente. A única exceção é a vitamina D cuja síntese ocorre, principalmente, em dependência da exposição solar adequada. Portanto, para garantir o crescimento e o desenvolvimento adequados de nossas crianças, é importante que fiquemos atentos ao que elas comem.

As vitaminas podem ser encontradas nos alimentos de origem animal, como carne e vísceras, ovo, leite e derivados (vitaminas A, D, E e do complexo B). De origem vegetal, os óleos extraídos de palmeiras (buriti e dendê) são fontes de vitamina A e D; o azeite de oliva, óleos de milho, de soja, de girassol e de algodão, são fontes de vitamina E.

As vitaminas A, C e do complexo B também estão presentes nas frutas e nas hortaliças: as de cor amarelo-alaranjado, como cenoura, abóbora, manga e mamão são ricas em vitamina A; as folhas verde escura, como mostarda, couve, agrião e almeirão, em vitamina A, C e K; os vegetais verdes, como brócolis, alface e abacate, em vitamina E; e outras frutas como acerola, açaí, caju, goiaba, limão, laranja e tomate são ricas em vitamina C. 

As vitaminas do complexo B também podem ser encontradas nas leguminosas. Algumas vitaminas (A, D, E e K) são menos absorvidas em dietas pobres em gorduras, e outras, como as do complexo B e a vitamina C, que são armazenadas em pequena quantidade, demandam uma ingestão mais frequente.

A longo prazo, essas deficiências podem trazer graves consequências à saúde, como: o raquitismo, na deficiência de vitamina D; a cegueira noturna, na deficiência de vitamina A; alterações neurológicas, na deficiência de vitamina B6; escorbuto, na deficiência de vitamina C; e sangramentos, na deficiência de vitamina K.

Considerando que as vitaminas estão presentes em uma enorme variedade de alimentos, a ingestão adequada de vitaminas depende de uma alimentação balanceada. Para que nossas crianças cresçam saudáveis, e se desenvolvam com o seu máximo potencial, não podemos abrir mão de uma alimentação saudável e rica em vitaminas.


Fonte: Daniel Magnoni - consultor da iniciativa Nutrientes para a Vida (NPV) e diretor de Serviço de Nutrologia e Nutrição Clínica do Hospital do Coração.

Elétricos são viáveis no Brasil?

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Em sintonia com a tendência mundial a evolução do transporte elétrico no Brasil pode ser dada como certa no contexto dos negócios relacionados à mobilidade, em toda a sua abrangência. Os sinais são evidentes no País pela presença - maior a cada ano - de produtos e soluções em veículos, eletropostos e subsegmentos eletrificados, como patinetes e bicicletas, além de iniciativas de startups e importadoras que só fazem aumentar com a eletromobilidade.

No quesito tecnologias, a eletrificação começa agora avançar para modais como a aviação. Não é de hoje que isso acontece. O programa SORA-e gerou o primeiro avião elétrico tripulado de dois lugares produzido na América Latina, que fez seu primeiro voo sobre São José dos Campos (SP) em 2015. Porém, atualmente grandes grupos do segmento anunciaram o início de atividades efetivas para o desenvolvimento de aeronaves elétricas tripuladas.

Possibilidades à parte é preciso considerar que a infraestrutura de recarga para a mobilidade terrestre está entre os desafios a que os veículos elétricos tenham seu uso intensificado no Brasil, na medida da necessidade de uma nação como a nossa, de dimensões continentais. A dificuldade é real, mas iniciativas como o Corredor Elétrico Sul, que estabelece condições de recarga entre Curitiba (PR) e Florianópolis (SC), já estão em prática com o objetivo da criação de uma malha de estações capaz de tornar viáveis as viagens em trechos de longos percursos intermunicipais e interestaduais.

A importância da criação de eletrovias é indiscutível, mas essa é apenas uma parte do complexo universo sinérgico que envolve a eletromobilidade no Brasil, onde, diga-se, faltam usuários. Ainda carecemos de medidas capazes de alavancar a introdução massiva de veículos leves e pesados propelidos por eletrificação na frota local. Nessa ótica o transporte público de passageiros e de cargas é o que se mostra mais propício à criação de rotas e ao uso de estrutura planejada. No entanto, a infraestrutura para recarga de baterias de uma frota de ônibus elétricos é outro desafio a ser resolvido, no mínimo quanto aos seus custos, implicações para o entorno e a própria manutenção do sistema.

Mundo afora, os países que decidiram pela adoção dos propulsores elétricos antes de nós ainda trabalham na tarefa de descobrir soluções locais para fazer do elétrico um negócio rentável. É assim que deve ser. Soluções são sempre o melhor que se pode fazer por um determinado tempo, até que novas saídas sejam necessárias. Enquanto o governo alemão introduziu bônus ambiental para fomentar a compra de carros elétricos para alcançar a meta de 1 milhão de veículos no país até 2020, a qual está longe de conseguir, a Noruega ostenta a maior concentração mundial de carros elétricos em relação ao número de habitantes.

Por aqui a cadência é outra, e as oportunidades também. São imperativas neste momento a discussão, atualização e análise do estado da arte do mercado com as novas iniciativas e lançamentos, perante o panorama industrial e econômico, a política industrial representada no ROTA 2030 e o envolvimento do setor elétrico em projetos e modelos de negócio para eletromobilidade no País. Esse será basicamente o foco do Simpósio SAE BRASIL de Veículos Elétricos e Híbridos, agendado para 13 de agosto, em São Paulo.

Enquanto isso, o movimento brasileiro rumo à eletromobilidade segue seu curso. Duas montadoras presentes no País instalaram suas manufaturas de VE’s por aqui, uma para a fabricação de veículos leves (híbridos-etanol flexfuel) e outra para pesados - ônibus (híbrido-elétrico flexfuel), e caminhão (puro elétrico), já em operação em uma distribuidora de bebidas parceira no projeto. Sim, os elétricos são viáveis no Brasil.

Fonte: Ricardo Takahira - engenheiro eletricista

80% das empresas brasileiras estão nos estágios iniciais do marketing digital, segundo pesquisa

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País é líder de investimento na América Latina, mas ainda está distante da média global

Utilizado pelas empresas para atrair novos negócios, o marketing digital brasileiro ainda caminha para alcançar os resultados de grandes potências, mas coloca o Brasil entre os países com o maior percentual de investimento na América Latina, com 24,4% da verba investida neste tipo de mídia, mas atrás de outros países, em comparação com a média global de 43,5%, segundo relatório divulgado pela McKinsey & Company, em parceria com a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA). A pesquisa também aponta que 80% das empresas ainda estão nos estágios iniciais do marketing digital.

O relatório classificou as empresas em quatro níveis de maturidade: Líderes, Ascendentes, Emergentes e Iniciantes, nessa última categoria se enquadram aquelas que ainda não iniciaram o processo chamado de digitalização do marketing. 


Para o especialista em tecnologia, João Paulo Gonçalves, CEO da Lista Mais - plataforma de busca de pequenas empresas e profissionais liberais locais - muitas empresas ainda não passaram pela transformação digital, o que dificulta a divulgação. “Muitos negócios brasileiros não passaram nem pelo primeiro estágio para qualquer empresa ter presença na internet, ter um site ou página nas redes sociais”, comenta.

Após a fase de criação de site, existe a necessidade de divulgação das empresas na internet, momento em que muitas empresas ficam estagnadas ou no qual a maioria das organizações não têm sucesso. “Existem negócios que têm site, mas não detêm o mínimo de conhecimento de marketing digital, o que dificulta as escolhas dos canais corretos e a definição das estratégias mais eficientes de divulgação, pois não basta estar na web”, sinaliza, Gonçalves.

Entre as falhas mais cometidas pelas empresas estão a ausência de planejamento e de ferramentas básicas, além da dificuldade para mensurar os resultados. “Grande parte das companhias não conseguem definir objetivos básicos, o que impacta negativamente na escolha de ações e, consequentemente, na avaliação dos resultados”, comenta Gonçalves. 

Segundo o especialista as empresas que utilizam ferramentas de mensuração conseguem ter um melhor controle de como está sendo utilizada a verba investida nos canais digitais, já que a falta de investimento é apontada como mais um empecilho enfrentado, principalmente, pelas micro, pequenas e médias empresas.

Além disso, é preciso ficar de olho nas novidades do mercado e no comportamento do consumidor. “O vídeo, por exemplo, é uma grande tendência, pois um levantamento do Google apontou que nos últimos anos, houve um aumento de quatro vezes mais pessoas que preferem assistir a vídeos do que ler, e até 2020 a previsão é que 82% da audiência seja em vídeo. As empresas que não começarem a investir nessas tecnologias poderão enfrentar dificuldades para se manterem competitivas”, comenta Gonçalves.

Fonte: João Paulo Gonçalves - especialista em tecnologia