Mobilidade elétrica sustentável reduz a emissão de poluentes



Diversas marcas de automóveis já distribuem veículos elétricos e esperam ver esse volume crescer nos próximos anos.

Com o surgimento do Acordo de Paris, em 2015, cujo objetivo é reduzir a emissão de gases de efeito estufa a partir de 2020, a eletrificação tem se destacado ainda mais dentro do mercado de veículos.

A trajetória do mercado de veículos elétricos no Brasil e no mundo apresenta desafios significativos, mas a transição completa para uma mobilidade sustentável dependerá de inovações tecnológicas, de políticas governamentais eficazes e do compromisso das montadoras em fornecer opções acessíveis aos consumidores.

Os carros elétricos são mais ecológicos, porque tem emissões zero de CO2 que, ao contrário dos carros a combustão, que liberam gases poluentes como dióxido de carbono e material particulado, os elétricos operam de forma limpa e sem emissões durante o seu funcionamento.

Este tipo de veículo tem menos partes móveis, por isso não precisa de filtros de ar ou combustível, nem mesmo de óleo lubrificante. Estes são, talvez, os principais resíduos gerados por um carro à combustão, além da emissão de gases estufa, que contribuem para a poluição ambiental.

A transição energética no setor automotivo brasileiro avançou a passos largos. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), entre janeiro e setembro deste ano foram emplacados 164.940 carros 100% elétricos no País, um salto de 212% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O movimento de eletrificação também se estende aos híbridos com 260,7 mil unidades no mesmo período, alta de 90%. Dessa maneira, o Brasil alcançou a marca de 1 milhão de veículos eletrificados leves vendidos, desde o início da série histórica da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), em 2012.

O coordenador-adjunto da Câmara Especializada de Engenharia Elétrica (CEEE) do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP), engenheiro eletricista Leandro Prestes, destaca a capacidade de atendimento do sistema de energia e reforça que a instalação de postos de abastecimento em condomínios exige a presença de engenheiro eletricista registrado no Conselho para seguir as normas e garantir a segurança da instalação.

“Esse movimento torna-se ainda mais relevante em São Paulo com a entrada em vigor da Lei Estadual 18.403/2026, que assegura o direito à instalação de carregadores em vagas privativas de condomínios”, pontua Leandro Prestes.

Para orientar profissionais, síndicos, administradoras de condomínios e a sociedade, o Crea-SP, em conjunto com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), elaborou e disponibilizou a Nota Técnica “Diretrizes para instalação de pontos de recarga de veículos elétricos em edificações”.

Este documento consolida os parâmetros indispensáveis de Engenharia para projetos de recarga, destacando a atuação do engenheiro eletricista como responsável técnico legal e a obrigatoriedade da emissão da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). A medida previne sobrecargas, riscos de incêndio ou danos às instalações do imóvel.

O crescimento econômico precisa ser sustentável e ecologicamente correto desde a sua origem, com crescente redução de emissão de gases do efeito estufa. A eletrificação veicular, inevitavelmente, fará parte do dia a dia da população e acarretará transformações em diferentes setores visando promover a sustentabilidade.




Fonte: Vininha F. Carvalho - ambientalista, economista, administradora de empresas e editora da Revista Ecotour News & Negócios.