A tecnologia do banco dita a velocidade do seu fluxo de caixa




A empresa cresceu, o faturamento aumentou e a operação ficou mais complexa, mas a relação com a instituição financeira continua exatamente igual. Para muitos empresários, a escolha do banco acaba sendo uma decisão tomada no início do negócio e raramente revisitada. Mas manter uma estrutura financeira que já não acompanha as necessidades da companhia pode gerar custos, aumentar processos manuais e até limitar sua capacidade de expansão.

Um dos primeiros sinais de alerta aparece quando a instituição deixa de acompanhar a evolução do próprio negócio. O principal indicador é quando o banco vira um obstáculo no seu dia a dia em vez de um parceiro. Se a sua empresa cresceu, mas o seu limite, as opções de crédito e a qualidade do atendimento continuam os mesmos de lá atrás, a relação ficou defasada. Você também percebe isso claramente quando precisa perder horas com burocracias para resolver problemas simples, tem dificuldade para renegociar taxas ou sente que o seu gerente oferece produtos genéricos que não resolvem as dores reais do seu negócio.

A análise ganha relevância em um mercado no qual bancos tradicionais passaram a dividir espaço com fintechs e instituições de pagamento que oferecem estruturas desenvolvidas especificamente para determinadas necessidades empresariais. Para o gestor, essa ampliação da oferta também exige que empresários comparem periodicamente as alternativas disponíveis.

Tarifa mais baixa nem sempre significa menor custo:

Na hora de escolher uma instituição, comparar tarifas e taxas de crédito é importante, mas não suficiente. Processos manuais, sistemas pouco integrados e indisponibilidade da plataforma também podem gerar custos para a operação. Embora as taxas sejam importantes, o custo oculto da ineficiência pesa muito mais, por isso você precisa olhar para a tecnologia. É fundamental que a conta se integre perfeitamente ao sistema de gestão da sua empresa para automatizar a conciliação e evitar erros humanos.

Outros critérios importantes são a qualidade do suporte, a capacidade da infraestrutura de acompanhar o crescimento do volume de transações e a disponibilidade de serviços compatíveis com as necessidades da empresa. Nesse cenário, a tecnologia deixa de ser apenas uma questão de conveniência. Falhas ou indisponibilidades podem atrasar pagamentos, recebimentos e compromissos com fornecedores, enquanto integrações entre a conta e os sistemas internos permitem automatizar atividades antes realizadas manualmente.

A tecnologia do banco dita a velocidade do seu fluxo de caixa. Sistemas que caem toda hora atrasam seus pagamentos e recebimentos, quebrando a confiança com fornecedores e gerando multas. Por outro lado, uma infraestrutura moderna permite conectar sua conta diretamente aos seus sistemas, fazendo com que o seu time financeiro pare de perder tempo baixando planilhas manualmente e passe a focar em análises estratégicas que realmente ajudam a empresa a crescer.

Crescimento muda as necessidades financeiras:

A necessidade de revisar a instituição financeira tende a ficar ainda mais evidente durante períodos de expansão. O aumento das vendas pode exigir mais capital de giro, novas modalidades de recebimento, crédito e estruturas capazes de processar volumes maiores de transações. Liquidez e previsibilidade passam a ocupar papel central nesse momento. Antecipação de recebíveis pode ser utilizada para financiar determinadas necessidades da operação, enquanto a centralização dos recebimentos permite acompanhar entradas com maior precisão. Empresas com atuação internacional também podem demandar soluções de câmbio, enquanto cartões corporativos podem facilitar a descentralização de despesas mantendo mecanismos internos de controle.

A integração dessas ferramentas é outro fator a ser considerado. Quando conta corporativa, pagamentos e informações financeiras funcionam de maneira fragmentada, aumenta o trabalho necessário para consolidar os dados. Essa integração acaba com o maior inimigo do financeiro, que é a informação fragmentada. Quando tudo acontece no mesmo ambiente, você enxerga a saúde do negócio em tempo real e a produtividade da equipe dispara, pois aquela conciliação demorada passa a ser feita em minutos.

Entre pequenas e médias empresas, um comportamento frequente é escolher a instituição financeira pela relação que o empreendedor já possui como pessoa física. O erro mais clássico é a comodidade. O empresário acaba abrindo a conta PJ no mesmo bancão onde já tem conta física e vai ficando por lá sem pesquisar os concorrentes. Outra falha comum é olhar só para a isenção de tarifa na conta, mas acabar pagando juros absurdos na hora de precisar de crédito.

Recomendo evitar dependência operacional excessiva de uma instituição, ainda mais se possui um histórico grande de quedas e falhas sistêmicas. Concentrar todos os recursos financeiros em um único fornecedor pode deixar a empresa mais vulnerável a indisponibilidades tecnológicas, por isso é importante avaliar o percentual de disponibilidade desses sistemas.

O crescimento do faturamento, por outro lado, pode ser utilizado para renegociar taxas, limites e condições comerciais. Uma empresa que movimenta hoje muito mais recursos do que quando abriu a conta possui necessidades e poder de negociação diferentes.

Fintechs ampliaram alternativas para empresas

A expansão das fintechs e instituições de pagamento também aumentou o número de opções disponíveis para negócios que procuram estruturas diferentes das oferecidas pelos bancos tradicionais. A grande virada de chave desses novos players é a desburocratização e o foco na experiência do usuário. Enquanto os bancos tradicionais empurram pacotes engessados, as fintechs costumam ser excelentes em resolver dores específicas do dia a dia.

É nesse mercado que atua a Trio, instituição voltada ao ambiente corporativo. A companhia reúne soluções como conta corporativa, infraestrutura de pagamentos, integração de sistemas financeiros, gestão de recebimentos, crédito e outros serviços destinados a operações que atuam com alta volumetria.

Independentemente da instituição escolhida, o empresário deveria revisar periodicamente se os serviços contratados ainda correspondem às necessidades da operação.

Uma forma prática de fazer essa análise é questionar a instituição sobre a possibilidade de renegociação de tarifas diante do atual volume transacionado, integração nativa com o ERP, disponibilidade de linhas de crédito adequadas ao setor e ferramentas para automatizar cobranças e processos financeiros. Se o gerente gaguejar ou der respostas evasivas, é a prova de que passou da hora de buscar opções melhores no mercado.


Fonte: Fabio Streitemberger Fabro - COO da Trio, instituição especializada em tecnologia para pagamentos