Impulsionada pela agenda regulatória e pelo amadurecimento do tema no mercado global, a sustentabilidade vem se consolidando como um vetor estratégico de crescimento entre empresas de médio porte ao redor do mundo. É o que aponta o estudo “Scaling sustainability: How the mid-market is future-proofing growth”, da Grant Thornton, que revela que 85,9% dessas organizações pretendem manter ou aumentar seus investimentos em iniciativas sustentáveis nos próximos 12 meses.
De acordo com o levantamento, o movimento ocorre mesmo diante de um cenário global de incertezas geopolíticas, pressões econômicas e revisões regulatórias. Para as empresas, a sustentabilidade está diretamente associada à geração de valor no longo prazo, com impacto em receita, eficiência operacional e expansão internacional.
A sustentabilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser um elemento estruturante dos negócios. Seja para atendimento de compliance ou para vantagem competitiva, as empresas estão entendendo melhor que integrar critérios ESG à estratégia não só reduz riscos, mas também abre novas oportunidades de crescimento e acesso a capital.
Prioridades variam por região, mas a intenção é global:
Apesar do avanço global, o estudo destaca que as estratégias de sustentabilidade não são homogêneas e refletem as particularidades econômicas, regulatórias e sociais de cada região. Na América do Norte e na América do Sul, por exemplo, a sustentabilidade é cada vez mais tratada como uma alavanca de vantagem competitiva e atração de investimentos, com níveis elevados de intenção de investimento (90,1% e 94%, respectivamente).
Já na Europa, empresas tendem a transformar exigências regulatórias em ganhos de eficiência e acesso a financiamento, enquanto a Ásia-Pacífico conecta ESG à inovação e digitalização. Na África, o foco recai sobre infraestrutura básica, como energia e água, como base para o desenvolvimento econômico. Não existe uma única jornada para tornar um negócio sustentável. O que vemos é uma adaptação das estratégias às realidades locais. Empresas que conseguem alinhar padrões globais com demandas regionais saem na frente, especialmente em mercados cada vez mais exigentes.
Energia renovável lidera, mas agenda é multifacetada:
Entre as principais frentes de investimento, energia renovável aparece como prioridade global (43,5%), seguida por iniciativas como digitalização para ganho de eficiência, diversidade e inclusão e desenvolvimento de produtos sustentáveis. Na América do Sul, além da energia renovável (54,1%), ganham destaque temas como redução de resíduos e uso de materiais reciclados, refletindo tanto a abundância de recursos naturais quanto a pressão por mitigação de impactos ambientais. O estudo também aponta que iniciativas de eficiência energética podem gerar impactos financeiros diretos, com redução de custos operacionais entre 10% e 15% em apenas um ano, além de ganhos relevantes em competitividade e posicionamento de mercado.
De compliance a vantagem competitiva:
Outro destaque do levantamento é a mudança de percepção sobre o papel da sustentabilidade nos negócios. Se antes vista como boa prática voluntária ou custos adicionais para resposta a exigências regulatórias, hoje ela é encarada como um instrumento para atingir objetivos de gestão e comerciais. Entre os principais benefícios apontados estão aumento de rentabilidade, crescimento de receita e expansão internacional. Quase metade das empresas (49,8%) afirma que a sustentabilidade contribui diretamente para a entrada em novos mercados.
A evolução da agenda ESG mostra uma mudança clara: as empresas estão deixando de olhar apenas para os custos de implementação e enxergando o valor de ter informação útil para a gestão e reporte. Sustentabilidade hoje impacta o custo de capital e a capacidade de competir globalmente.
Sustentabilidade como base para o crescimento futuro:
Para a Grant Thornton, os dados reforçam que o mercado intermediário tem papel central na construção de uma economia mais sustentável, atuando como motor de transformação em escala global. A conclusão do estudo é clara: embora o objetivo seja comum – integrar sustentabilidade ao crescimento –, os caminhos são diversos e dependem do contexto local. Empresas que adotarem uma abordagem estratégica, combinando visão global e execução adaptada, tendem a avançar mais rápido e capturar valor de forma mais consistente.
Fonte: Daniele Barreto - sócia de ESG da Grant Thornton Brasil.
Entre as principais frentes de investimento, energia renovável aparece como prioridade global (43,5%), seguida por iniciativas como digitalização para ganho de eficiência, diversidade e inclusão e desenvolvimento de produtos sustentáveis. Na América do Sul, além da energia renovável (54,1%), ganham destaque temas como redução de resíduos e uso de materiais reciclados, refletindo tanto a abundância de recursos naturais quanto a pressão por mitigação de impactos ambientais. O estudo também aponta que iniciativas de eficiência energética podem gerar impactos financeiros diretos, com redução de custos operacionais entre 10% e 15% em apenas um ano, além de ganhos relevantes em competitividade e posicionamento de mercado.
De compliance a vantagem competitiva:
Outro destaque do levantamento é a mudança de percepção sobre o papel da sustentabilidade nos negócios. Se antes vista como boa prática voluntária ou custos adicionais para resposta a exigências regulatórias, hoje ela é encarada como um instrumento para atingir objetivos de gestão e comerciais. Entre os principais benefícios apontados estão aumento de rentabilidade, crescimento de receita e expansão internacional. Quase metade das empresas (49,8%) afirma que a sustentabilidade contribui diretamente para a entrada em novos mercados.
A evolução da agenda ESG mostra uma mudança clara: as empresas estão deixando de olhar apenas para os custos de implementação e enxergando o valor de ter informação útil para a gestão e reporte. Sustentabilidade hoje impacta o custo de capital e a capacidade de competir globalmente.
Sustentabilidade como base para o crescimento futuro:
Para a Grant Thornton, os dados reforçam que o mercado intermediário tem papel central na construção de uma economia mais sustentável, atuando como motor de transformação em escala global. A conclusão do estudo é clara: embora o objetivo seja comum – integrar sustentabilidade ao crescimento –, os caminhos são diversos e dependem do contexto local. Empresas que adotarem uma abordagem estratégica, combinando visão global e execução adaptada, tendem a avançar mais rápido e capturar valor de forma mais consistente.
Fonte: Daniele Barreto - sócia de ESG da Grant Thornton Brasil.
