Mercado de leilões como prática ESG




Em um cenário em que a gestão de resíduos e o uso consciente de recursos ganham cada vez mais relevância, a Sodré Santoro, tradicional casa de leilão com mais de 45 anos de atuação, tem ampliado seu papel na destinação e reaproveitamento de ativos que, contribuindo diretamente para a redução de impactos ambientais.

Anualmente, cerca de 16 mil toneladas de sucata veicular passam pelos leilões da companhia por ano, volume que representa uma redução significativa na demanda por matéria-prima virgem, como o aço, além de fomentar o reaproveitamento de peças automotivas.

Esses materiais são, em sua maioria, provenientes de seguradoras e, após a comercialização, seguem para recicladores e desmanches credenciados, garantindo sua reinserção na cadeia produtiva.

Os setores da indústria mais beneficiados com essa matéria-prima de reuso são -reciclagem automotiva gera uma redução significativa na dependência de matérias-primas virgens, diminui o consumo energético e baixa a pegada de carbono na cadeia industrial. Ela permite a reinserção de aço, alumínio, plásticos e componentes eletrônicos no ciclo produtivo, otimizando recursos e reduzindo resíduos enviados para aterros.

O processo envolve uma série de etapas técnicas e parcerias com empresas certificadas, responsáveis pela gestão e destinação adequada de resíduos como papel, plástico, madeira, metais e materiais orgânicos. No caso específico de veículos, há um protocolo rigoroso que inclui a retirada de fluidos, desmontagem e prensagem, antes do envio à indústria siderúrgica para reciclagem.

Além da reciclagem, o modelo de leilão também prioriza o reuso de bens, ampliando seu ciclo de vida. Veículos, máquinas, equipamentos e eletrônicos com potencial de reaproveitamento são reinseridos no mercado, enquanto itens não arrematados retornam a leilão até sua comercialização, evitando o descarte prematuro. A Sodré Santoro vende aproximadamente 1.500 lotes/mês deste tipo de bens.

A triagem dos ativos segue critérios técnicos e normativos, garantindo que cada item seja direcionado para a melhor destinação possível - reutilização, desmontagem ou reciclagem. Todo o processo é acompanhado por documentação específica, como Certificado de Destinação Final, Certificado de Massa e Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR), assegurando rastreabilidade e conformidade ambiental.

Nesse contexto, o modelo de leilões se destaca como uma ferramenta prática de ESG. Do ponto de vista ambiental, reduz a extração de recursos naturais e promove a reciclagem; no aspecto social, movimenta cadeias produtivas e gera oportunidades de trabalho; e, em governança, garante processos auditáveis e alinhados às normas vigentes.

Ao transformar ativos ociosos em valor econômico e ambiental, a Sodré Santoro reforça o papel do setor de leilões como um aliado estratégico na construção de uma economia mais sustentável.


Fonte: Sodré Santoro