A regulamentação da Lei Complementar 214/25, que institui o novo modelo de tributação sobre o consumo no Brasil, deve provocar uma mudança estrutural na gestão financeira das escolas privadas. Com a entrada do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), práticas tradicionais do setor passam a gerar impactos diretos no fluxo de caixa das instituições.
Um dos principais pontos de atenção é a tributação de valores recebidos antecipadamente, como matrículas. Outro desafio relevante é a exigência de segregação entre as receitas. A venda conjunta de mensalidades com materiais didáticos, uniformes e atividades extracurriculares, comum no setor, passa a demandar maior rigor contábil, já que diferentes itens devem ter tratamentos tributários distintos.
A possibilidade de financiar dívidas tributárias, aliviando em alguns casos o fluxo de caixa, também deixa de existir com o “split payment” , mecanismo novo onde o imposto será separado já no pagamento e enviado diretamente ao governo, ficando apenas o líquido com a empresa. Por isso, a gestão financeira se tornará ainda mais essencial para as empresas.
Nesse cenário, infraestruturas tecnológicas que já promovem a organização financeira ganham relevância estratégica. O isaac, maior plataforma de soluções financeiras para o setor educacional, vêm ajudando as escolas no seu crescimento e, com o isaac Loja, pode centralizar toda a jornada financeira escolar em um único ambiente digital.
Ao viabilizar a venda digital integrada de produtos e serviços pontuais, como livros, uniformes, passeios, entre outras taxas, a solução permite que a instituição centralize a gestão da receita de mensalidades de forma totalmente independente das chamadas “outras receitas”. A digitalização elimina de vez os controles paralelos, planilhas manuais e cobranças informais, garantindo a separação contábil exata que os novos tributos exigem.
O isaac já nasceu com a proposta de organizar e integrar toda a gestão financeira das instituições. Com a reforma, esse tipo de estrutura deixa de ser diferencial e passa a ser essencial para garantir eficiência e conformidade.
Fnte: Gleidson Oliveira - Diretor de Controladoria e Finops do isaac.
