Fundadores que dominam valuation preservam mais patrimônio




Marcas que conseguem demonstrar crescimento sustentável, previsibilidade financeira e geração consistente de caixa estão negociando múltiplos significativamente superiores em 2026. Em um mercado mais seletivo e pressionado por eficiência operacional, especialistas apontam que o valuation deixou de ser apenas uma métrica financeira e passou a ocupar papel estratégico em rodadas de investimento, processos de fusão e aquisição e negociações com fundos.

Segundo projeções globais da McKinsey & Company, companhias capazes de comprovar crescimento sustentável aliado à geração consistente de caixa estão negociando múltiplos até 35% superiores em relação a concorrentes do mesmo setor. Já relatórios recentes da Deloitte mostram que mais de 60% dos processos de M&A registrados em 2026 enfrentaram revisões relevantes de preço durante as diligências financeiras, principalmente em empresas que não possuíam estrutura técnica sólida para sustentar o valuation apresentado aos investidores.

O cenário reforça uma tese defendida pela Helping Hand, consultoria especializada em estratégia financeira e valuation. Para a empresa, o domínio técnico sobre o valor do negócio passou a ser um dos principais fatores de proteção patrimonial para fundadores e acionistas em um ambiente de negociações cada vez mais sofisticado.

O empresário que entra em uma negociação sem um diagnóstico independente de valuation transfere ao comprador o controle sobre a narrativa financeira da própria empresa. Quem domina o valuation não reage à negociação, conduz a negociação.

A discussão ganhou ainda mais relevância com o aumento da exigência de investidores institucionais, fundos de private equity e compradores estratégicos, que passaram a pressionar empresas por maior previsibilidade financeira, governança robusta e eficiência operacional. Dados recentes da PwC apontam que empresas com governança madura conseguem sustentar valuations até 40% superiores durante negociações de M&A quando comparadas a negócios com baixa maturidade financeira ou fragilidade operacional.

Na avaliação da consultoria, muitos empresários ainda subestimam o impacto estratégico do valuation, utilizando a ferramenta apenas em momentos de venda ou captação. No entanto, o mercado vem consolidando uma nova lógica, em que diagnósticos recorrentes de valuation funcionam como instrumentos de gestão e crescimento corporativo.

Segundo análises da EY, empresas que acompanham continuamente indicadores ligados à geração de valor apresentam desempenho superior em negociações e maior capacidade de expansão sustentável. Entre os principais fatores observados pelo mercado atualmente estão receita recorrente, retenção de clientes, eficiência operacional, previsibilidade financeira e estrutura de governança.

Além das negociações de venda, o valuation também influencia diretamente rodadas de captação e preservação societária. Levantamento da KPMG indica que empresas que estruturam governança financeira antes de ciclos de crescimento conseguem preservar, em média, até 30% mais participação societária ao longo das rodadas de investimento.

Para a Helping Hand, o desconhecimento sobre valuation ainda leva muitos empreendedores a aceitarem diluições excessivas ou descontos relevantes sobre o valor potencial do negócio, principalmente em negociações conduzidas sem preparação técnica adequada.

O valuation retira a discussão do campo emocional e coloca a negociação no campo da evidência financeira.O empresário deixa de captar porque precisa de recursos e passa a captar quando os indicadores financeiros sustentam uma valorização estratégica.

Com investidores mais técnicos, diligências mais rigorosas e negociações cada vez mais complexas, especialistas apontam que compreender exatamente quais fatores impulsionam o valor de uma empresa deixou de ser apenas uma vantagem competitiva. Em 2026, o valuation passa a ser visto como instrumento estratégico de crescimento, proteção patrimonial e soberania financeira para fundadores e acionistas.



Fonte: Lucas Mendes - porta-voz da Helping Hand.