Com a volatilidade das moedas internacionais, especialmente dólar, euro e libra esterlina, planejar uma viagem ao exterior tem exigido cada vez mais estratégia dos brasileiros. A variação cambial, influenciada por fatores globais e domésticos, impacta diretamente o custo de passagens, hospedagens, alimentação e passeios, tornando o planejamento financeiro um aliado essencial para evitar surpresas no orçamento.
O maior erro de quem vai viajar é deixar para comprar moeda ou fechar pacotes em cima da hora. O câmbio oscila diariamente, então o ideal é diluir esse risco ao longo do tempo, comprando aos poucos e acompanhando o mercado.
Outra estratégia importante, segundo o especialista, é definir um orçamento em reais e trabalhar com uma margem de segurança. Não dá para depender de uma cotação ideal. O viajante precisa estabelecer quanto pode gastar e considerar uma reserva extra de pelo menos 10% a 20% para lidar com possíveis altas no câmbio ou gastos inesperados durante a viagem. Levar um cartão de crédito internacional também é essencial. Mesmo que não use, essa é mais uma forma de ter segurança em meio à imprevistos.
Além disso, acompanhar promoções e fechar serviços antecipadamente pode ajudar a driblar a volatilidade. Muitos parques, hotéis e até ingressos para atrações internacionais permitem pagamento antecipado em reais e até mesmo parcelamentos sem juros. Isso protege o consumidor das variações futuras e traz mais previsibilidade para o orçamento.
Para quem está de olho em destinos como Estados Unidos e países da Europa, o planejamento se torna ainda mais relevante e quanto mais tempo, melhor: quem se organiza com antecedência consegue economizar significativamente e até aproveitar experiências melhores pelo mesmo valor. Quem se prepara durante um ano, por exemplo, mesmo que a moeda do país que deseje visitar oscile para baixo ou para cima, comprando um pouco todos os meses, é possível ter uma boa média de preço até a data dessa viagem.
Destaco a importância de diversificar as formas de pagamento no exterior. Hoje, o viajante pode combinar dinheiro em espécie, cartões pré-pagos e cartões de crédito internacionais. Cada opção tem custos e benefícios diferentes, então o ideal é não concentrar tudo em uma única forma e aproveitar as melhores condições de cada uma.
Fonte: Marco Lisboa - CEO e fundador da 3,2,1 GO!
