Mercado imobiliário movimentou R$ 8,3 bilhões no Brasil no 1º trimestre




O mercado de investimentos imobiliários no Brasil movimentou aproximadamente R$ 8,3 bilhões no primeiro trimestre de 2026, distribuídos em 25 transações e mais de 1,2 milhão de metros quadrados negociados, segundo dados do Market Beat de Investimentos do 1T26 da consultoria Cushman & Wakefield. Apesar do menor número de operações, o período foi marcado pela concentração em negócios de grande porte, refletindo um ambiente mais seletivo e estratégico por parte dos investidores.

O estudo mostra que o mercado segue ativo, mas com mudanças relevantes no perfil das decisões. Em um cenário ainda impactado por juros elevados e maior cautela econômica, os investidores têm priorizado ativos com maior previsibilidade de renda, qualidade operacional e menor risco, reforçando uma tendência de maior disciplina na precificação.

O primeiro trimestre reforça uma mudança importante no comportamento do investidor, que passa a priorizar ativos mais resilientes e com fluxo de caixa consistente. O mercado segue dinâmico, mas com um nível de exigência muito maior, tanto na análise quanto na execução das transações.

Destaques do trimestre:

- Volume total: R$ 8,28 bilhões

- Número de transações: 25

- Área negociada: 1,2 milhão de m²

- Preço médio: R$ 6.810/m²

- Cap rate médio: 9,5% ao ano

O segmento de escritórios liderou em volume financeiro, com cerca de R$ 3,8 bilhões, seguido pelo setor industrial, com R$ 3,0 bilhões, e pelo varejo, com R$ 1,3 bilhão.

Fundos imobiliários seguem como protagonistas:

O relatório destaca o papel central dos fundos imobiliários (FIIs), que continuam sendo os principais agentes tanto na originação quanto na alocação de capital. O movimento de reciclagem de portfólio, com venda de ativos e reinvestimento em propriedades mais estratégicas, também segue como tendência relevante no mercado.

Tendência para 2026: seletividade e oportunidades pontuais

A expectativa para o restante do ano é de continuidade desse cenário mais criterioso, com investidores focados em ativos bem-posicionados e com fundamentos sólidos. Ao mesmo tempo, o contexto deve abrir espaço para oportunidades específicas, especialmente em operações ligadas à reestruturação de portfólios e negociação de ativos fora do core.


Fonte: Daniel Batistela - Diretor Geral da Cushman & Wakefield.