Brasileiros demonstram confiança crescente em bancos digitais




Os bancos digitais vêm ganhando cada vez mais espaço entre os brasileiros, especialmente entre os jovens e as classes de menor renda. A pesquisa “Branding Brasil Segmentos – Edição Financeiro”, conduzida pelo Valometry, ferramenta de gestão de branding da agência anacouto, aceleradora de negócios que atua da estratégia à execução por meio de campanhas 360º, revela que 79% das pessoas com renda familiar de até aproximadamente 2,3 salários mínimos afirmam utilizar mais os bancos digitais do que os tradicionais.

A preferência também é marcante entre o público mais jovem: 82% dos entrevistados de 18 a 24 anos declararam optar por esse tipo de instituição. A pesquisa foi realizada entre julho de 2024 e abril de 2025, com a participação de 2.989 consumidores. O estudo mostra que 68% dos brasileiros se dizem dispostos a compartilhar dados financeiros em troca de melhores serviços e condições. O número sinaliza uma mudança de comportamento: o consumidor está mais aberto a fornecer informações sensíveis quando percebe valor na troca. Transparência no uso dos dados e confiança na instituição são fatores decisivos.



Fonte: Pesquisa Branding Brasil Segmentos - Edição Financeiro

O estudo também concluiu que há uma disposição geral do brasileiro em aderir ao Open Finance, sistema que permite ao consumidor compartilhar seus dados financeiros para acessar produtos e serviços mais vantajosos. O serviço tem aprovação de 80% na classe AB, mas cai para 64% nas classes D e E. Na comparação entre as gerações, 75% da Gen Z e 74% dos Millennials dizem aceitar o Open Finance, enquanto entre os Baby Boomers a taxa é de 52%. Para muitos, esse processo parece técnico, distante e sem benefícios claros. Quando perguntados sobre o que faria com que usassem o serviço, os entrevistados citaram mais segurança e privacidade garantidas, benefícios financeiros e certificações que garantam transparência no uso dos dados.



Fonte: Pesquisa Branding Brasil Segmentos - Edição Financeiro

Modo digital:

A maioria dos brasileiros com contas online prefere instituições exclusivamente digitais (65%), mesmo quando também mantém contas em bancos tradicionais. “Os bancos digitais são percebidos como mais justos, ágeis e próximos. Isso impacta diretamente nos indicadores de lealdade e satisfação. A pesquisa mostra que a maioria dos entrevistados utiliza soluções digitais sem resistência. Apenas 21% dos respondentes da classe AB ainda têm receio em relação à segurança e à confiabilidade dos bancos digitais, percentual semelhante ao observado nas demais classes.

Entre os meios de pagamento, o Pix lidera com folga em todas as faixas de renda e idade, seguido pelos cartões por aproximação. Quando o assunto é o envio de Pix, os aplicativos mais citados foram Nubank (31%), Caixa (10%), Mercado Pago (9%) e PicPay (8%). Ainda assim, 46% dos respondentes não souberam dizer qual aplicativo utilizaram na última transação, o que revela um uso cada vez mais automático e pouco refletido dessas ferramentas.

Apesar da digitalização, a interação humana segue valorizada. A figura do gerente de conta, muitas vezes associada a um modelo tradicional de atendimento, ainda tem espaço: 73% dos entrevistados da classe AB dizem gostar de ter um especialista acessível. Entre os Baby Boomers, com 61 anos ou mais, esse número ultrapassa 60%. 

Bancos como Itaú e Bradesco, por exemplo, conectam gerentes via aplicativos. Já fintechs como Nubank e Mercado Pago investem em camadas de atendimento automatizado, onde o suporte humano aparece nos momentos certos, e não como primeira barreira. O consumidor quer agilidade no app e atenção humana quando a situação aperta. Marcas que integram canais com fluidez, sem criar fricções ou contradições, ganham lealdade cotidiana.



Fonte: Pesquisa Branding Brasil Segmentos - Edição Financeiro


Fonte: Ana Couto - CEO da agência anacouto, LAJE, Valometry e É,Faz&Fala.