O debate sobre a cobrança de tarifas turísticas em destinos brasileiros já não pode mais ser tratado como uma dúvida. Trata-se de uma realidade necessária para destinos que desejam crescer com responsabilidade. O desafio está em equilibrar fluxo turístico, preservação e desenvolvimento econômico, especialmente em territórios de alta demanda e sensibilidade ambiental, como Cairu, arquipélago que abriga Morro de São Paulo, Boipeba e outros destinos.
O futuro do turismo passa, inevitavelmente, por planejamento, governança e investimento contínuo. Nesse cenário, a Tarifa por Uso do Patrimônio do Arquipélago - TUPA, cobrada em Cairu, deixa de ser um debate e passa a ser parte essencial da solução. Mais do que arrecadação, estamos falando de estruturar um modelo sustentável, capaz de garantir competitividade e longevidade ao destino.
E Cairu não está sozinho nessa trajetória. Destinos consolidados no Brasil, como Jericoacoara e Fernando de Noronha, e no exterior, como Barcelona, Paris e Roma, adotam há anos tarifas turísticas com destinação voltada à promoção do destino, conservação do patrimônio, melhoria da infraestrutura e gestão dos impactos do turismo.
Atento à necessidade de cuidar e promover o destino, Cairu avança com uma estrutura que traz um elemento fundamental: a previsibilidade de investimento. A partir de 2026, 3% dos valores arrecadados pela tarifa serão destinados ao Fundo Municipal de Turismo. O FMT estabelece uma destinação vinculada dos recursos, sob gestão do Conselho Municipal de Turismo de Cairu. Na prática, isso permite planejar o destino não apenas para a próxima alta temporada, mas para os próximos anos.
Essa integração garante que os recursos sejam aplicados com inteligência, transparência e foco em resultados, três pilares indispensáveis para gerar confiança no trade e impulsionar o desenvolvimento sustentável. É essa visão estruturada que transforma a tarifa de turismo em investimento, e não em custo. Um benefício também para os visitantes.
Outra iniciativa que ganha relevância nesse contexto é o Workshop Visite Morro 2026. Em sua segunda edição, o evento é uma plataforma estratégica de promoção e articulação comercial de Morro de São Paulo no mercado nacional. Voltado a profissionais do setor, conecta o destino a operadores, agentes de viagens e players estratégicos, ampliando sua visibilidade e fortalecendo sua presença nos principais canais de distribuição.
Mais do que um encontro, o Workshop representa um movimento estruturado de posicionamento, com impacto direto na promoção e comercialização do destino. A iniciativa é da Associação Comercial e Empresarial de Cairu - ACEC, importante parceiro do COMTUR, de comerciantes locais e dos órgãos relacionados ao turismo.
Para Cairu, a implementação e o aprimoramento desses instrumentos representam uma oportunidade concreta de evolução do turismo local. Trata-se de ampliar a promoção em mercados estratégicos, fortalecer toda a cadeia produtiva, investir em infraestrutura e qualificação, além de preservar os ativos naturais e culturais que tornam o arquipélago único.
O resultado é evidente: destinos mais organizados, sustentáveis e preparados para receber visitantes com qualidade.Fonte: Jackson Fernandes - presidente da Associação Comercial e Empresarial de Cairu
