A PJUS, empresa líder nacional em negociações de precatórios e créditos judiciais, encerrou 2025 com crescimento de 57% e R$ 800 milhões originados. O desempenho teve como destaque a marca de mais de R$ 100 milhões negociados em apenas um mês (agosto de 2025). Para 2026, a empresa projeta uma alta de 36%. O impulso vem de um mercado em plena reconfiguração, com um estoque de precatórios que pode ultrapassar R$ 1 trilhão nos próximos anos.
O gatilho para essa reconfiguração tem nome: Emenda Constitucional 136/2025. Aprovada a partir da PEC 66/2023, a mudança extinguiu o prazo máximo para quitação das dívidas judiciais da União, dos estados e dos municípios e estabeleceu limites anuais de pagamento. Na prática, quem tem um precatório a receber agora convive com uma incerteza maior sobre quando — e quanto — vai receber.
A mudança constitucional alterou a percepção de risco e o horizonte de recebimento dos precatórios. Observamos maior demanda tanto de pessoas físicas quanto de empresas interessadas em transformar um ativo judicial em liquidez imediata.
É nesse ambiente que a antecipação de precatórios ganha tração. A operação é direta: o credor cede o título judicial a um investidor com desconto e recebe o dinheiro imediatamente, sem esperar por um prazo que hoje ninguém sabe precisar. Entre a maioria dos cedentes estão servidores públicos, aposentados, pensionistas e pequenas empresas fornecedoras do Estado — muitos aguardando há anos por valores já reconhecidos pela Justiça.
A alteração no indexador de correção monetária aprofundou esse cenário. Em determinados casos, a atualização passa a ser feita pelo IPCA mais 2% ao ano, substituindo a Selic — historicamente mais alta. Para credores corporativos com precatórios tributários e empresariais, isso representa não apenas menor rentabilidade potencial, mas uma ruptura na lógica de planejamento financeiro de longo prazo.
Com gestão da XP Asset e aproximadamente R$ 3,5 bilhões já antecipados desde sua fundação (2013), a PJUS opera em um mercado cujo estoque atual gira em torno de R$ 310 bilhões — e que tende a crescer diante da expansão do passivo judicial dos entes públicos.
Fonte: Fernando Kalil - CEO da PJUS.
