A inadimplência das pessoas físicas no Brasil deve manter trajetória de alta nos próximos meses, com avanço mais intenso nas operações com recursos livres, segundo projeção elaborada pelo IBEVA-FIA Business School.
O estudo indica que, já em março de 2026, a taxa de inadimplência no segmento de recursos livres pode alcançar média de 7,07%, com intervalo estimado entre 6,75% e 7,39%, sinalizando pressão crescente sobre o orçamento das famílias e maior atenção por parte das instituições financeiras.
De acordo com os dados mais recentes disponíveis, referentes a janeiro de 2026, a inadimplência total das pessoas físicas atingiu 5,24%, enquanto o percentual de operações com atraso entre 15 e 90 dias chegou a 5,66%. No recorte específico de recursos livres — que exclui operações com taxas regulamentadas e linhas vinculadas a recursos direcionados — a taxa de inadimplência alcançou 6,95%, com 4,07% das carteiras apresentando atrasos entre 15 e 90 dias, indicador que antecede movimentos de elevação na inadimplência consolidada.
A projeção para o trimestre março, abril e maio de 2026 reforça a tendência de deterioração gradual. No total da carteira de crédito para pessoas físicas, a inadimplência média estimada é de 5,41% em março, 5,52% em abril e 5,59% em maio, podendo alcançar, no limite superior, 6,11% ao final do período. Já nas operações com recursos livres, o avanço é mais expressivo: as médias projetadas são de 7,07% em março, 7,22% em abril e 7,34% em maio, com possibilidade de atingir 7,96% no cenário mais adverso.
O aumento recente dos indicadores de atraso — especialmente nas carteiras de recursos livres — sugere que a inadimplência deve se posicionar entre a média projetada e o limite superior do intervalo estimado já em março. O movimento reflete o impacto acumulado de condições financeiras mais restritivas, maior comprometimento de renda e desafios persistentes no equilíbrio das finanças familiares.
A metodologia do estudo baseia-se em modelagem econométrica com dados de série temporal do Banco Central do Brasil, considerando informações desde junho de 2016. O acompanhamento sistemático desses indicadores permite identificar tendências estruturais e antecipar movimentos relevantes no mercado de crédito.
Para o varejo, o sistema financeiro e empresas com forte exposição ao consumo das famílias, o cenário projetado exige cautela redobrada na concessão de crédito, revisão de políticas de risco e estratégias mais assertivas de recuperação. Ao mesmo tempo, o avanço da inadimplência reforça a importância de iniciativas de educação financeira e renegociação de dívidas, fundamentais para mitigar impactos macroeconômicos e sociais.
Fonte: Claudio Felisoni - presidente do IBEVAR e Professor da FIA Business School.
De acordo com os dados mais recentes disponíveis, referentes a janeiro de 2026, a inadimplência total das pessoas físicas atingiu 5,24%, enquanto o percentual de operações com atraso entre 15 e 90 dias chegou a 5,66%. No recorte específico de recursos livres — que exclui operações com taxas regulamentadas e linhas vinculadas a recursos direcionados — a taxa de inadimplência alcançou 6,95%, com 4,07% das carteiras apresentando atrasos entre 15 e 90 dias, indicador que antecede movimentos de elevação na inadimplência consolidada.
A projeção para o trimestre março, abril e maio de 2026 reforça a tendência de deterioração gradual. No total da carteira de crédito para pessoas físicas, a inadimplência média estimada é de 5,41% em março, 5,52% em abril e 5,59% em maio, podendo alcançar, no limite superior, 6,11% ao final do período. Já nas operações com recursos livres, o avanço é mais expressivo: as médias projetadas são de 7,07% em março, 7,22% em abril e 7,34% em maio, com possibilidade de atingir 7,96% no cenário mais adverso.
O aumento recente dos indicadores de atraso — especialmente nas carteiras de recursos livres — sugere que a inadimplência deve se posicionar entre a média projetada e o limite superior do intervalo estimado já em março. O movimento reflete o impacto acumulado de condições financeiras mais restritivas, maior comprometimento de renda e desafios persistentes no equilíbrio das finanças familiares.
A metodologia do estudo baseia-se em modelagem econométrica com dados de série temporal do Banco Central do Brasil, considerando informações desde junho de 2016. O acompanhamento sistemático desses indicadores permite identificar tendências estruturais e antecipar movimentos relevantes no mercado de crédito.
Para o varejo, o sistema financeiro e empresas com forte exposição ao consumo das famílias, o cenário projetado exige cautela redobrada na concessão de crédito, revisão de políticas de risco e estratégias mais assertivas de recuperação. Ao mesmo tempo, o avanço da inadimplência reforça a importância de iniciativas de educação financeira e renegociação de dívidas, fundamentais para mitigar impactos macroeconômicos e sociais.
