Com mais de 35 anos de experiência em negócios, gestão e reestruturação de empresas, defendo que decisões financeiras são, antes de tudo, decisões emocionais. Não existe planejamento financeiro eficiente sem entender como a pessoa pensa, sente e reage ao risco, ao consumo e ao tempo. A riqueza real se constrói quando há coerência entre valores pessoais, escolhas diárias e objetivos de longo prazo.
Na Teoria da Riqueza, conceito que dá nome ao meu livro “Teoria da Riqueza, Um convite à reflexão”, há uma analise de como padrões emocionais, crenças aprendidas ao longo da vida e a busca constante por validação social influenciam investimentos, carreira e consumo. Muitos erros financeiros não ocorrem por falta de conhecimento técnico, mas por decisões tomadas no impulso, no medo de perder oportunidades ou na comparação com o sucesso alheio.
Outro pilar central da teoria é a relação com o tempo. A dificuldade de pensar no longo prazo compromete tanto a vida financeira quanto a profissional. Vivemos uma cultura de recompensa imediata, mas patrimônio, carreira sólida e tranquilidade financeira são construções cumulativas. Quando o curto prazo domina todas as decisões, o risco de frustração e desgaste aumenta.
A proposta também questiona a ideia de que ganhar mais dinheiro, por si só, resolve conflitos internos. Observo que muitos profissionais bem-sucedidos financeiramente continuam insatisfeitos, ansiosos ou inseguros porque não alinharam crescimento financeiro com propósito e identidade. Riqueza não é apenas quanto se ganha, mas como se vive, como se decide e o que se sustenta ao longo do tempo.
Ao integrar finanças, psicologia do comportamento e planejamento estratégico, a Teoria da Riqueza se conecta à educação financeira aplicada ao cotidiano, sem promessas fáceis ou fórmulas mágicas. Em meus conteúdos, abordo temas como carreira, escolhas profissionais, consumo consciente, tomada de decisão e construção de patrimônio de forma consistente e realista.
Essa integração não é tendência passageira, mas uma necessidade diante de um mundo cada vez mais volátil e emocionalmente exigente. Ganhar dinheiro sem consciência pode gerar patrimônio, mas dificilmente gera tranquilidade. Riqueza, no sentido mais amplo, precisa fazer sentido para quem a constrói.
Fonte: Robson Profeta - executivo, empreendedor e especialista em finanças
