Estabelecer metas financeiras em família fortalece o propósito




Planejar o futuro financeiro vai muito além de escolher produtos de investimento. Antes de pensar em rentabilidade, é preciso entender quais são as metas, em quanto tempo elas devem ser alcançadas e qual o papel do dinheiro ao longo da vida.

A Rico reúne essas orientações no guia “Da Meta ao Investimento 2026”, que conecta objetivos reais, como comprar um imóvel, planejar uma viagem ou conquistar a independência financeira, a estratégias de investimento mais coerentes com cada cenário.

Na prática, a marca reforça que não existe solução única: cada decisão depende do horizonte de tempo, do perfil de risco, da disciplina e do contexto econômico. O ponto central é simples: quanto mais claro for o objetivo, maiores são as chances de escolher investimentos adequados e manter constância ao longo do caminho.

Reserva de emergência: o ponto de partida de qualquer planejamento

Antes de pensar em metas maiores, destaco a importância da reserva de emergência como a base de toda a estratégia financeira. Trata-se de um recurso destinado a imprevistos, que precisa ter liquidez imediata, baixo risco e previsibilidade.

Ter essa reserva evita que eventos inesperados comprometam investimentos de longo prazo ou levem à contratação de dívidas caras, permitindo que o investidor avance para outros objetivos com mais segurança.

Pensando no longo prazo: como alinhar perfil e alocação

Quando o horizonte se estende, a diversificação passa a ser uma aliada fundamental. A Rico trabalha com sugestões de alocação de acordo com três perfis: conservador, moderado e agressivo, distribuindo os investimentos entre:

- renda fixa pós-fixada,

- títulos atrelados à inflação,

- renda fixa prefixada,

- renda variável no Brasil e no exterior,

- multimercados,

- fundos listados e ativos alternativos.

A recomendação central é equilibrar segurança, retorno e diversificação, combinando ativos domésticos e internacionais conforme o perfil de risco e os objetivos de longo prazo. Não existe uma carteira única que funcione para todos.

Extra: equilibrando o orçamento com filhos

O planejamento financeiro ganha uma nova camada de complexidade quando envolve a família. Segundo a Rico, o diálogo aberto é o primeiro passo: falar sobre dinheiro no dia a dia cria um ambiente mais saudável e consciente.

Envolver todos os membros, inclusive as crianças, ajuda a construir noções básicas sobre poupar, gastar e planejar. Estabelecer metas financeiras em família fortalece o senso de propósito coletivo, enquanto ensinar o valor do dinheiro contribui para escolhas mais responsáveis. Tudo isso deve ser sustentado por um orçamento familiar bem estruturado, que permita visualizar receitas, despesas e oportunidades de economia, preferencialmente construído de forma conjunta.

Comprar ou alugar um imóvel: decisão financeira e emocional

Na hora de decidir entre comprar ou alugar, é importante fazer uma reflexão que vai além do senso comum. Entre os pontos que devem entrar na conta estão:

- o custo de oportunidade do capital;

- o tempo necessário para comprar o imóvel à vista;

- a relação entre o valor do aluguel e a parcela do financiamento;

- a valorização esperada do imóvel ao longo do período de moradia.

Ainda assim, a instituição reconhece que nem todas as decisões precisam ser pautadas apenas pela eficiência financeira. Fatores emocionais, sonhos e momento de vida também pesam, e não existe uma escolha universalmente certa ou errada.

O que esperar das taxas de financiamento em 2026

O cenário de juros é parte importante dessa avaliação. A Rico aponta que 2025 foi marcado por um patamar historicamente elevado da taxa Selic, enquanto a expectativa para 2026 é de uma queda gradual até cerca de 12% ao ano.

No entanto, os efeitos das mudanças na política monetária não são imediatos. Existe uma defasagem que pode variar entre três e doze meses até que as alterações da Selic sejam refletidas nas taxas finais ao consumidor.

Além disso, o impacto dos juros varia conforme a modalidade de crédito. Por isso, ao pensar em financiar um imóvel em 2026, é importante considerar que melhores condições tendem a surgir de forma gradual, com efeitos mais perceptíveis a partir do fim de 2026 ou início de 2027.

Conquistar a independência financeira: um caminho possível

Para a Rico, a independência financeira se apoia em quatro pilares:

- Educação financeira, essencial para entender como o dinheiro funciona;

- Metas claras e orçamento organizado, para direcionar recursos de forma eficiente;

- Investimentos inteligentes, começando pela reserva de emergência e evoluindo para uma carteira diversificada e alinhada aos objetivos de longo prazo;

- Disciplina e paciência, fatores decisivos para manter consistência ao longo do tempo.

A independência financeira não é imediata: é construída gradualmente, com comprometimento e planejamento.

Planejando uma viagem: Brasil ou exterior exigem estratégias diferentes

Quando o objetivo é viajar, o planejamento financeiro muda conforme o destino.

Para viagens internacionais, a Rico indica o uso de fundos cambiais como forma de proteger o poder de compra na moeda local, lembrando que a volatilidade exige cautela e alocação apenas do valor que será efetivamente usado.

Já para viagens no Brasil, tudo depende do prazo:Horizontes de três a quatro anos: investimentos atrelados à inflação, como Tesouro IPCA+, CDBs, LCIs, LCAs ou debêntures.
Prazos entre seis e 24 meses: prioridade para liquidez e previsibilidade, com Tesouro Selic, CDBs, LCIs, LCAs ou fundos DI simples.

Pensando na aposentadoria: escolhas que atravessam décadas

Para quem mira a aposentadoria, a Rico reforça a importância de instrumentos voltados ao longo prazo. O Tesouro Direto atrelado à inflação aparece como alternativa para preservar o poder de compra ao longo dos anos.

O Tesouro Renda+ se destaca por combinar rentabilidade prefixada com inflação e uma dinâmica específica de recebimento no futuro.

Já a previdência privada surge como ferramenta complementar:

- PGBL: indicado para quem declara o Imposto de Renda no modelo completo e investe até 12% da renda bruta anual tributável;

- VGBL: atende quem investe acima desse limite ou utiliza a declaração simplificada.

A mensagem central defendida pela Rico é que investir bem envolve planejamento, entendimento do próprio perfil e disciplina ao longo do tempo.

Com foco em educação financeira e escolhas conscientes, a instituição mostra que decisões bem estruturadas ajudam o investidor a transformar metas em estratégias e, ao longo do tempo, em conquistas concretas.


Fonte: Fernando Rubino