Aluguel por temporada: como não cair em golpes?




Com a chegada da alta temporada, cresce a procura por imóveis para aluguel, e, junto com ela, aumentam também os golpes e as tentativas de fraude. Anúncios falsos, cobranças antecipadas indevidas e contratos inexistentes estão entre os problemas mais comuns enfrentados por quem busca uma hospedagem temporária, especialmente em datas concorridas como férias e feriados prolongados.

O que era para se tornar um momento de lazer, pode se tornar uma dor de cabeça desnecessária, a McAfee aponta que 28% dos viajantes já caíram em golpes de hospedagem, com dados bancários em sites falsos sendo um dos mais comuns. Outros 28% afirmaram ter sido vítimas durante a viagem, após pagar por hospedagens inexistentes, excursões fantasmas ou experiências completamente diferentes das anunciadas.

O aumento dos golpes acompanha o crescimento da demanda. Os criminosos se aproveitam da pressa e da expectativa do consumidor, especialmente em janeiro, quando muitas pessoas fecham a hospedagem em cima da hora. 

Desconfiança é palavra-chave nesse tipo de negociação. Mesmo em estadias curtas, o contrato é fundamental. Ele formaliza a relação, define direitos e obrigações e pode evitar prejuízos maiores.

Entre as principais orientações para quem pretende alugar um imóvel por temporada estão:

- Priorizar plataformas reconhecidas e com sistemas de avaliação;

- Evitar negociações fora do ambiente da plataforma;
Solicitar contrato por escrito, com informações do imóvel e do responsável;

- Confirmar a identidade do anunciante e, sempre que possível, a existência do imóvel;

- Guardar comprovantes de pagamento e registros da negociação.

Caso o consumidor seja vítima de golpe, recomendo registrar boletim de ocorrência e reunir todas as provas da negociação, como anúncios, mensagens e comprovantes. Dependendo da situação, é possível buscar reparação judicial, inclusive com base no Código de Defesa do Consumidor.


Fonte: Carmem Lilian - advogada do escritório Bosquê & Grieco.