Custos mais altos pressionam setores e exigem estratégias para driblar os impactos cambiais
A recente alta do dólar em relação ao real tem chamado a atenção de muitos setores no Brasil. Para quem está no comando das empresas, o desafio vai além dos números: é preciso pensar em como lidar com aumento de custos e redução de consumo.
Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 62% das indústrias no Brasil dependem de insumos importados. Com o dólar mais caro, os custos de importação subiram cerca de 15% nos últimos seis meses. Isso afeta diversos setores, entre eles alimentos, eletrônicos e cosméticos.
- Desafios no planejamento:
O impacto da alta do dólar exige ajustes em várias frentes. “É preciso reavaliar fornecedores, preços e até o portfólio de produtos. Isso ajuda a reduzir a dependência de insumos importados e a enfrentar melhor esse cenário.
É fundamental que o planejamento para 2025 seja detalhado e estratégico, levando em conta as especificidades de cada setor. Executivos que se antecipam e trabalham em soluções agora vão estar melhor preparados para os desafios do próximo ano.
- Mudanças no consumo e na produção:
A valorização do dólar acaba afetando toda a cadeia, desde a fábrica até o consumidor. Setores que dependem de matérias-primas de fora do país acabam vendo os custos de produção dispararem.
Muitas vezes, esse aumento é repassado para os preços, o que impacta o consumo, especialmente de produtos que não são essenciais. Nestes momentos de crise, os consumidores postergam compras que necessitam maior investimento e racionalizam mais as compras de uso diário.
- Possíveis soluções:
Para lidar com esse cenário, muitos executivos estão buscando acordos melhores com fornecedores e soluções financeiras para reduzir os impactos do dólar alto. Também estão apostando em fortalecer a produção local, o que ajuda a cortar custos e diminuir a dependência de importados.
As empresas do setor alimentício e de bens de consumo, por exemplo, têm recorrido mais a ingredientes e produtos nacionais. No segmento de eletrônicos, as marcas têm focado produtos de linhas de entrada e na exploração de novos formatos de venda, como assinaturas e planos de pagamento mais flexíveis.
Outro exemplo comum é o uso de hedge cambial como proteção contra a oscilação do dólar, uma estratégia cada vez mais comum em setores como o automobilístico e farmacêutico.
Destaco que rever o mix de produtos ofertados pode ser uma alternativa. Produtos mais premium com dependência de insumos de fora precisam ser revistos na tentativa de melhora da margem. Também é importante investir na comunicação e no seu diferencial.
- Oportunidades no planejamento estratégico:
Diante de tantos desafios, o planejamento estratégico se mostra essencial para as empresas que buscam diminuir os impactos da alta do dólar. Ajustar as operações de forma proativa e considerar diferentes cenários econômicos são medidas que podem determinar a capacidade de adaptação das organizações em tempos de incerteza.
Estar atento às mudanças e agir rapidamente é indispensável para superar esses desafios. O planejamento agora pode fazer toda a diferença no próximo ano.
Os seus clientes que se preocuparam em estruturar planos para cenários adversos estão atravessando este período com maior tranquilidade. A experiência mostra que, quanto mais cedo as empresas lidam com estratégias para cenários adversos, mais preparadas elas ficam para aproveitar oportunidades mesmo em momentos de crise.
Fonte: Andrea Eboli - estrategista de negócios e fundadora da CEO da oficina de soluções corporativas EDR.
Fonte: Andrea Eboli - estrategista de negócios e fundadora da CEO da oficina de soluções corporativas EDR.
