A história de transformação do território, onde a reserva foi implantada, começa muito antes da sua inauguração: a área teve sua vegetação desmatada pela indústria siderúrgica, nas décadas de 1940 e 1950, para produção de carvão. Depois, no lugar da mata nativa, eucaliptos foram plantados para o mesmo fim. O futuro do local foi mudado quando a Suzano identificou, na década de 1990, seu potencial para ser uma unidade de conservação.
Ao longo de duas décadas, o Instituto Ecofuturo transformou uma área degradada em uma das maiores reservas privadas da Mata Atlântica no Brasil. Além de ter tornado o local um grande “laboratório” para estratégias de restauração e conservação ambiental, com programas de educação ambiental, pesquisa científica, manejo sustentável, ecoturismo e envolvimento comunitário.
A importância dessa conexão com a comunidade é evidente na composição da equipe, que inclui monitores e empresas locais que operam dentro da reserva. Iniciativas como o projeto Oficinas de Manejo, desenvolvido com proprietários rurais do entorno da reserva, e o programa Meu Ambiente, que já formou mais de 300 educadores e impactou mais de 9 mil alunos da rede pública de ensino da região.
A região da Serra do Mar, no estado de São Paulo, concentra o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do País e é neste contexto em que está localizado o Parque das Neblinas. Por essa localização estratégica, o Parque desempenha importante papel para a proteção dos recursos hídricos da bacia do rio Itatinga e do Alto Tietê, e funciona como zona de amortecimento para o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do País, o Parque Estadual da Serra do Mar de São Paulo (PESM) e a Serra de Paranapiacaba.
O Parque das Neblinas é o projeto físico de sustentabilidade mais longevo da Suzano e demonstra o pioneirismo da empresa no compromisso com a conservação de áreas naturais. É responsável por conservar a fauna e flora da região, colaborando para o conhecimento sobre o meio ambiente, fomentando pesquisas científicas e idealizando projetos de sustentabilidade junto ao Instituto Ecofuturo.
Fonte: Paulo Groke, diretor do Ecofuturo.
