Conflito no Oriente Médio vai afetar a economia no Brasil




O conflito entre Israel e o Hamas é motivo de preocupação para a maior parte dos brasileiros, em todas as regiões do país.

A maioria (83% na média nacional) acredita que o conflito iniciado neste mês poderá prejudicar a economia aqui no Brasil.

Na região Sudeste, quando perguntada sobre a economia do país até o final do ano, 15% da população disse acreditar que a situação deve piorar.

Em contrapartida, 82% ainda acreditam que a economia vai melhorar ou permanecer igual.

Apesar de preocupada com o impacto da guerra na economia do país, a população vê aspectos positivos no cenário, como o controle da inflação.

Essa é uma das conclusões da última pesquisa RADAR FEBRABAN, realizada entre os dias 12 e 16 de outubro pelo IPESPE (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) para a FEBRABAN.

Para 49% da população na região, o Brasil está melhor em 2023 do que no ano passado. Em setembro, essa percepção era de 46% dos entrevistados.

Na vida pessoal, a opinião de que 2023 está melhor abrange 47% dos entrevistados (eram 44% em setembro).

Outros 71% acham que a vida pessoal e da família vai melhorar até o final deste ano. Em setembro, 69% disseram o mesmo.

Para 42% dos entrevistados, os preços estão iguais ou menores nos últimos seis meses. Em setembro, 40% afirmaram o mesmo.

A inflação e o custo de vida ficarão no mesmo patamar ou vão diminuir nos próximos seis meses para 51% da população. Outros 46% pensam que eles devem aumentar

Com relação aos impostos, 54% acham que eles vão aumentar enquanto outros 42% acreditam que eles permanecerão os mesmos ou vão diminuir.

O percentual daqueles que pensam que a taxa de juros ficará estável ou vai diminuir atinge 51%. Os que apostam na alta de juros somam 45%.

Sobre o nível de emprego, 62% disseram que estão otimistas e que ele vai aumentar ou permanecer igual, enquanto 35% pensam que crescerá o desemprego.

O poder de compra deve aumentar ou permanecer igual para 64%; para outros 33%, vai diminuir.

O acesso ao crédito vai aumentar ou manter-se nos níveis atuais para 72% dos entrevistados. Em oposição, 22% pensam que deve diminuir.



Fonte: Manu Vergamini