Envelhecimento da população requer educação financeira




O Brasil está diminuindo e envelhecendo. Os primeiros dados divulgados pelo IBGE, referentes ao Censo 2022, mostraram que o número da população brasileira é menor que o esperado: 203 milhões. E, apesar de ainda não terem sido divulgados os recortes etários da pesquisa, muitos outros estudos revelam a tendência de crescimento de pessoas acima dos 60 anos no País. 

Atualmente, elas representam 15% do total. Em 2040, um a cada quatro brasileiros deve estar nessa faixa. Com isso, torna-se cada vez mais necessário o aprendizado de educação financeira.

Viver mais também significa ter que se preocupar com as finanças relacionadas à maior longevidade. Ninguém quer viver mais passando necessidade, por isso é cada vez mais importante que as pessoas saibam organizar bem as próprias finanças, inclusive para conseguirem planejar uma velhice com mais qualidade. E quanto antes este aprendizado, melhor!.

A maior parte das pessoas chega à velhice sem um planejamento relacionado ao dinheiro, o que prejudica, inclusive, as gerações mais novas. Foi feita uma pesquisa em que era perguntado por que as pessoas não conseguiam guardar dinheiro. 

Um dos principais motivos é porque precisavam ajudar a família. Não há nada de errado em ajudar, obviamente, mas quando uma geração não consegue criar riqueza porque tem que ajudar a geração anterior, estamos criando um ciclo de pobreza.

O aumento da longevidade somado à diminuição da natalidade no País requer mais cuidado com relação à vida financeira ao longo da vida. É importante que os brasileiros entendam desde cedo a necessidade de consumir de forma consciente, poupar dinheiro, ir atrás de renda extra quando necessário e muitos outros pontos. É assim que vamos conseguindo, aos poucos, mudar a realidade que temos hoje, quando boa parte da população chega à terceira idade dependendo da família e do governo até para o básico.

Um ponto importante é que muitos pais se preocupam antes em ajudar os filhos antes de garantir o próprio planejamento financeiro relacionado à velhice, mas deveria ser o contrário. Não é errado ajudar os filhos obviamente, mas primeiramente é preciso olhar para as próprias finanças. Não dá para dar o que não se tem e, muitas vezes, a falta de organização e planejamento para a velhice fará com que os filhos precisem ajudar lá na frente. Ou seja, é “desvestir um santo para vestir outro, o que não funciona.



Fonte: Thiago Martello - fundador da Martello EF.