Dicas para viagens de férias tranquilas



Enfim as férias chegaram, mas o que para muitos é um momento de tranquilidade, descanso e paz, para outros é o início de um grande tormento. Muitas pessoas sofrem com condições relacionadas a desconfortos de viagens, indisposições e outros sintomas, que estão relacionados com a cinetose e com o barotrauma.

A cinetose são os enjoos causados por movimentos, seguidos de dor de cabeça, vômito, tontura, náuseas, palidez, sudorese e, até, palpitações. O mal-estar surge a partir de uma confusão no aparelho vestibular, responsável pelo equilíbrio, já que o cérebro recebe essas informações de formas divergentes dos olhos, do ouvido e do corpo. O problema também pode ser sentido em brinquedos de parques de diversão e no mar.

Essa condição pode ser consequência de uma doença otoneurológica e, por isso, é importante consultar um otorrinolaringologista para avaliação e tratamento. Esses sintomas em viagens podem ser evitados com medicamentos e alguns cuidados como descansar e fazer refeições leves antes das viagens. Em avião, ônibus e carros, o ideal é buscar um assento na parte da frente e abrir a janela quando possível. Em navios, mantenha o olhar no horizonte. Outras dicas são evitar a leitura durante as viagens e o uso de celular; não fumar e não ingerir café e bebidas alcoólicas antes ou durante as viagens.

Já o barotrauma do ouvido ou ouvido entupido consiste em um trauma no tímpano e costuma ser momentâneo e reversível. Causado pela diferença de pressão do ar dentro da orelha média e a pressão atmosférica do ambiente externo, esse problema é muito comum nas viagens de avião, em mergulhos mais profundos e em esportes de altas altitudes.

Entre os principais sintomas estão o ouvido entupido, diminuição da audição, zumbido, dor de cabeça e ouvido, tontura e sangramento. Embora, na maioria dos casos sejam temporários esses sintomas, também podem ser mais graves, persistentes e constantes.

Algumas dicas podem ajudar a evitar o entupimento auditivo como mascar chiclete, bocejar, engolir, ficar acordado durante as decolagens e pousos, respirar fundo e segurar a saída do ar com bocas e nariz tapados por alguns instantes. A automedicação deve ser evitada. As crianças e bebês também podem sofrer com esse desconforto e uma boa dica é amamentá-las ou oferecer líquidos.



Fonte: Thiago Brunelli Resende da Silva - médico otorrinolaringologista no hospital Santa Casa de Mauá (SP)

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