O que esperar do mercado hoteleiro em 2023?






O ano de 2022 foi considerado como estável para o setor hoteleiro, pois mesmo com o início da guerra na Europa e a permanência de casos de Covid-19, as atividades não foram impactadas. Este ano permitiu o início da retomada do mercado, afinal, com o avanço da vacinação, as pessoas passaram a se sentir mais seguras para viajar e se hospedar em hotéis, pousadas ou hostels.

No entanto, de acordo com dados do estudo “Hotelaria em Números 2022”, realizado pela JLL em parceria com o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) e a Resorts Brasil, mesmo com a grande sinalização de melhora demonstrada pelo setor e um relativo aumento da taxa de ocupação dos hotéis em 2022, a retomada total virá apenas em 2023. Este cenário ainda é consequência da pandemia do coronavírus.

Para Leandro Azevedo, gestor comercial da Bitz Softwares, empresa desenvolvedora de sistemas para gestão do setor de hospitalidade, em 2020 e 2021, a pandemia foi um susto para todo mundo. Como o Brasil não possui cultura de cuidados com a sanitização de ambientes, a exemplo dos países orientais, os hotéis tiveram bastante dificuldade para se adaptar e criar uma estrutura para atender uma demanda que não tinham antes.

Diante disso, Azevedo acredita que a previsão do mercado para 2023 é que o setor hoteleiro volte à normalidade, com 65% a 70% de taxa de ocupação, ou seja, dentro do padrão normal antes da pandemia. “No próximo ano, o setor precisa investir cada vez mais em uma gestão eficaz, evitar custos desnecessários e garantir a qualidade de serviço. Além disso, explorar novidades e fazer o hotel faturar mais”, explica.

Aliado a essas questões está a tecnologia, que deve ficar ainda mais em evidência em 2023. É importante realizar um bom investimento para ter um site forte na internet, incluindo redes sociais bem gerenciadas. Pois, quanto mais o empreendimento estiver sendo visto pelas pessoas, mais será notado para, consequentemente, ser o local escolhido para hospedagem. Avaliações positivas também ajudam bastante neste processo.

Segundo Azevedo, outro fator essencial é a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que passará a ter maior fiscalização no ano que vem. “É fundamental que os hotéis realizem o armazenamento de dados dos hóspedes de maneira segura, além de usar essas informações para promover o autoatendimento, obter documentos oficiais, fazer check in e check out automatizado e permitir que os hóspedes solicitem serviços. Temos que estar sempre atualizados e utilizar a tecnologia a nosso favor”, finaliza.


Fonte: Alice Vieira

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