Reter talentos é o principal desafios de líderes e gestores

                           

O setor de Recursos Humanos é repleto de estratégias formuladas para manter as empresas competitivas e inovadoras. Uma delas é a gestão de talentos, que valoriza colaboradores e faz com que eles alcancem um alto nível de satisfação profissional dentro das companhias.

Essa tarefa fica mais complexa quando falamos da gestão de estrelas, como o elenco do Flamengo, por exemplo. Mesmo com os maiores nomes do futebol em solo nacional, o Flamengo performou mal durante todo o primeiro semestre. Isso deixava não só os torcedores impacientes, mas também os jogadores, comissão técnica e dirigentes.

Nesse caso, quem faz a gestão do time é o treinador e com os péssimos resultados do início do ano, a direção optou por um novo gestor da equipe com a contratação de Dorival Júnior. É impressionante que, praticamente com o mesmo time, os resultados tenham mudado da água para o vinho. Nos últimos dois meses o Flamengo passou por cima de praticamente todos os adversários de forma avassaladora. Isso mostra os méritos da nova comissão técnica em administrar um elenco de atletas renomados.

A gestão de astros e estrelas é mais complexa quando comparada a de trabalhadores comuns. São pessoas que têm seu ego inflado todos os dias. É difícil controlar personalidades tão fortes e contundentes como as dos jogadores de futebol. São milionários, que têm praticamente tudo na vida. Mas esses caras precisam jogar e performar em equipe. E é aí que entra a atuação do gestor que, nesse caso, é o técnico.

Embora seja um universo distante, é possível ver essa mesma lógica sendo aplicada em empresas. É comum ver algumas empresas, ou até mesmo áreas de uma organização funcionando de forma completamente diferente após a mudança do líder. Muitas vezes, alcança-se resultados muito melhores em relação aos que eram alcançados antes. Isso não traz somente uma sensação de alívio apenas para os gestores, mas também para funcionários e colaboradores, que sentem que são parte desses resultados.

De acordo com o empreendedor, o sucesso acontece quando o gestor consegue influenciar seus colaboradores. E para influenciar pessoas, o líder não precisa de títulos ou cargos, mas sim, se relacionar e se conectar com os seus liderados. Segundo Rica Mello, “o líder precisa diferenciar e lidar com as necessidades e o estilo de vida de cada um dos membros da equipe para gerar essa conexão. Ao vivenciar e se preocupar com as dores, desejos e parcimônias de cada pessoa, o líder se capacita a se conectar com seus liderados, podendo então extrair o melhor de cada peça, o que otimiza a potência e o resultado do seu time”.

Para Rica Mello, um líder aumenta suas chances de se relacionar com seus subordinados, se, antes de tudo, puder se relacionar bem com ele mesmo. “Tudo começa com o líder entendendo seus valores, pontos fortes e lacunas que deve melhorar”. Essa reflexão, segundo o empresário, permite que o líder adquira equilíbrio em sua forma de trabalhar, e confiança nos resultados do seu próprio trabalho.

O poder da auto reflexão pode também amplificar a humildade que um líder deve ter para crescer junto aos liderados, afinal “ninguém nasce pronto”, avalia o empreendedor. O comportamento do líder é notado pela equipe, e acaba funcionando como uma cola invisível para unir o pool de talentos em prol de um mesmo resultado e ideal. É assim que podemos inspirar, motivar e reter as estrelas das nossas organizações, que apesar de poderem seguir outras carreiras em outras empresas, seguem querendo suar a camisa conosco.

Fonte: Rica Mello - Consultor estratégico da McKinsey e Bain & Company antes de criar seus próprios negócios

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