ESG para crescer os negócios e atender padrões atuais



Dois assuntos que estão em alta hoje em dia são: mercado de trabalho, pensando na economia e desenvolvimento humano, e a prática de ESG, com tradução para Meio ambiente, Social e Governança, que faz uma avaliação da consciência coletiva de uma empresa em relação aos fatores sociais e ambientais. 

Os dois temas juntos podem mover as estruturas das corporações de forma muito positiva, tanto do ponto de vista econômico, como social e por isso mesmo está tão em alta.

No caso de ESG, segundo levantamento feito pela Bloomberg, atualmente, o mercado de ativos da sigla está estimado no valor superior a US﹩30 trilhões. E esse valor tende a aumentar já que estimativas da companhia apontam que até 2025 serão feitos investimentos na casa de US﹩ 53 trilhões. 

Já no que diz respeito a relações de trabalho, se a produtividade da América Latina tivesse acompanhado o crescimento da produtividade dos Estados Unidos desde 1960, a renda per capita hoje seria 54% maior no continente. É o que aponta um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Olhando esse cenário, as empresas estão cada vez mais preocupadas com o crescimento dos seus negócios, mas sem perder o foco no desenvolvimento de funcionários, usando como base os pilares de ESG e principalmente o Social da sigla, que lida diretamente com o lado humano. Esse é o caso da empresa italiana Azimut Yachts que procura soluções que foquem em resultados, mas enaltecendo o operador chão de fábrica e não apenas para o time do escritório.

Para Davide Breviglieri, CEO Brasil da Azimut, o trabalhador operacional precisa e merece ter o destaque necessário pois, sem ele, a grande maioria das empresas não conseguem sobreviver, uma vez que essa massa está ligada diretamente ao core business.

Quando o mercado se movimenta nesse sentido, empresas que oferecem soluções com foco em ESG veem seu negócio decolar junto. Esse é o caso da empresa de tecnologia Novidá, que vem sendo buscada hoje por médias e grandes companhias que querem melhorar a qualidade de vida dos funcionários, atender a práticas de ESG, além de ganhar em produtividade. No portfólio de clientes, marcas como Mercado Livre, P&G, Bauducco, Prometeon, Solística, entre outras, que estão olhando para as equipes operacionais com o cuidado que o tema merece.

"Existe um lado da ESG que poucas pessoas falam que é o olhar para dentro do seu negócio, para seus colaboradores. As corporações olham, no geral, exclusivamente para o administrativo, que chamamos de colarinho branco e esquecem os funcionários de chão de fábrica. No entanto, com o passar dos tempos, as empresas têm entendido que é mais eficaz olhar a produtividade de uma maneira mais humana, de forma mais integrativa, do que restritiva e punitiva. E aí vira de fato um ganha ganha pra todo mundo. A empresa fica mais rentável e o funcionário é mais valorizado em todos os aspectos. E assim, olhando para o lado humano se pratica o social do ESG", fala Fábio Rodrigues, CEO da Novidá.

"O conceito de ESG vem ganhando popularidade e notoriedade no mundo corporativo nos últimos anos. Neste cenário, o S de Social e de Stakeholders conquista um lugar de destaque", comenta o executivo.

Ele complementa que as empresas têm percebido a necessidade cada vez maior de olhar para os seus colaboradores, pois entenderam que funcionários bem assistidos tem qualidade de vida melhor e por consequência melhor rendimento, que impactam diretamente nos negócios da empresa.

A letra S tem relação com a maneira como a empresa lida com as pessoas que fazem parte dela e também com a comunidade do seu entorno. Isso inclui proteger os dados dos clientes, ter uma equipe diversa e engajada e respeitar a legislação trabalhista vigente, entre outros pontos.

"No geral, os pilares do ESG que recebem mais atenção são as ações ambientais e de governança corporativa, que geralmente são associados a materialização de uma empresa sólida e longeva. Mas diferente do que muita gente pensa, o social tem impacto direto na sobrevivência de longo prazo de um negócio e por isso deve ser levado em consideração hoje pelas empresas. Está nas mãos dela, dentro de casa, fazer a diferença hoje mesmo para seus funcionários no geral, e colher os frutos desta transformação em funcionários mais engajados e produtivos", reforça Fábio.

Fonte: Izabel Freitas

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