Consumo digital no setor de turismo volta a crescer no Brasil

                   


A indústria de viagens é um setor com grande oportunidade de crescimento no Brasil, envolvendo desde companhias aéreas até hotéis e agências de viagens. Com a retomada do turismo em 2022, o setor espera crescer 60% e faturar R$ 15 bilhões ainda neste ano, de acordo com estimativa da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo.

Além de ser uma importante fonte de renda para a economia brasileira, essa rede de consumo também gera insights muito valiosos sobre os comportamentos do consumidor no ambiente digital, que podem servir de oportunidades para profissionais de marketing.

Avaliando este potencial, a Comscore, parceira reconhecida para planejamento, transações e avaliação de mídia, acaba de lançar o estudo de dados “Indústria de Viagens no Brasil: comportamentos do consumidor online”, que apresenta importantes tendências para o setor.

O levantamento aponta que quase dois terços (65,8%) da população digital no Brasil visitou um site ou aplicativo mobile relacionado a viagens em março de 2022. Essa proporção coloca o País em sexto lugar no ranking global, abaixo de nações, como Reino Unido, Canadá, Estados Unidos, Espanha e Itália, e demonstra um mercado que tem espaço para crescimento. Além disso, a análise também mostra que, de maneira geral, a atividade online dos consumidores da categoria de viagens está atingindo os níveis pré-pandemia.

Ao comparar o perfil desses usuários, a Comscore os segmentou por grupos de interesse e identificou, por exemplo, o alcance das companhias aéreas nas redes chega a 7,7% da população digital brasileira, atraindo principalmente pessoas com mais de 45 anos. O cruzamento de informações também revela que público que mais navega nessa categoria se interessa por imóveis (real estate), finanças e serviços B2B.

“Nesta análise, observamos que os consumidores do setor de turismo têm um forte interesse em serviços imobiliários, incluindo sites como ZAP Imóveis ou Viva Real. Contudo, devido às pressões inflacionárias, as dúvidas que pairam são sobre como esse público irá adaptar suas decisões de compra e como as marcas podem aproveitar o momento de retomada para desenvolver suas campanhas de marketing”, analisa Ingrid Veronesi, diretora sênior da Comscore para o Brasil.

Em relação aos demais grupos de interesse no setor, entre quem navega por serviços de aluguel e compartilhamento de carros, as mulheres se distinguem por uma maior adoção dessas soluções, embora os homens gastem muito mais tempo conectados a elas. Já entre aqueles que pesquisam por hotéis, resorts e casas compartilhadas, a audiência também é formada principalmente por mulheres, tanto em relação ao alcance (% reach), quanto em participação online (minutos por visitante).

Na categoria viagens online, o alcance é formado majoritariamente por mulheres e pessoas com mais de 25 anos. Enquanto a navegação por sites de informação sobre viagens concentra, em sua maioria, aqueles com mais de 45 anos, que costumam somar um poder aquisitivo mais elevado.

"Considerando esses aspectos desafiadores do setor, procuramos traçar um panorama interessante sobre o comportamento digital dos usuários. A análise de afinidades abre as portas para oportunidades incríveis para o setor de turismo, com a identificação de interesses e novos caminhos para ampliar o alcance da audiência. Dessa forma, os dados obtidos em nossa ferramenta e compilados neste relatório podem indicar possíveis rotas para quem busca obter sucesso no setor”, finaliza Veronesi.


Fonte: Comscore

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