Por que o final de ano mexe tanto com as emoções?


As festas de final de ano representam um momento marcado por emoções, celebração, união e diversão, mas que para muitas pessoas isso não é uma regra. Depois de passar por muitos momentos alegres, tristes, estressantes, desafios, chega o período de refletir sobre a vida e o ano que está se encerrando. O que fiz da minha vida? O que preciso evitar e mudar? Impossível não se emocionar nesse período.

Todo esse processo e pensamentos se devem ao fato de ser um momento de reflexão, quando algo termina, é natural pensar sobre ele. Como em qualquer ciclo da vida: aniversário, fim de um emprego, fim de um relacionamento ou, até mesmo, fim de um filme.

O coordenador do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, Rogério Adriano Bosso, ressalta que "O final de ano costuma mexer muito com as emoções, por estar ligado a finitude. Esse momento nos coloca em choque com a realidade que tentamos, na maioria das vezes, ignorar: tudo tem uma data de validade, ou seja, um fim. O final de ano, além do encerramento de um ciclo, também é o tempo do novo e é sobre esse novo ciclo que temos que focar agora".

Quando se trata do fim, vem os pensamentos sobre o que foi bom e o que foi ruim. As emoções são revividas, despertando a carga emocional novamente. Por isso, o fim do ano acaba sendo um momento intenso, muitas vezes com obrigação de ser feliz. Como se essa fosse a data limite, antes de começar uma "nova história".

"Este é o momento de fazermos uma retrospectiva de nossas vidas e tentarmos ‘colocar as coisas no lugar’ em nossa mente. O encerramento de um ciclo, como o que ocorre todo mês de dezembro, traz consigo, também, novas possibilidades. Acontece que vivemos um misto de sentimentos, o luto pelo que ficou e ao mesmo tempo a compensação que a vida nos traz, de um novo recomeço", destaca Rogério.

O especialista fala sobre a importância de estar consigo mesmo "Para viver esse momento único e especial, com muitas possibilidades de rearranjos em nossas vidas, tente reservar um tempo só seu, sozinho e em um lugar tranquilo. Conecte-se com a natureza e consigo mesmo em um ambiente de paz".

Confira as dicas e pensamentos que podem ajudar na organização para o novo ciclo:

- Faça um levantamento dos pontos positivos vividos e tente reforçar as habilidades que te levaram a alcançá-los;

- Faça um levantamento dos pontos negativos que você viveu e tente eliminar as habilidades que te levaram a esses momentos. Encare os pontos negativos como uma nova chance que a vida te deu para que você possa aprender e fazer diferente em uma nova tentativa. Busque melhorar! Se precisar, procure por ajuda profissional.

- Quais foram os principais aprendizados que teve sobre a vida e sobre si, no ciclo que se encerra?

- Quem foram os parceiros?

- A quem você deve gratidão?

- Quais coisas, situações, hábitos e pessoas precisam ficar em 2021 e quais deseja levar para 2022?

- O que a pandemia ensinou? Você vive o que aprendeu com esse momento pandêmico?

- Para onde deve direcionar mais tempo?

- Cuidou da saúde? Fez exames periódicos, exercícios físicos? Sim, parabéns! Esse é um ponto positivo a ser mantido. Não fez nada disso? Ok, você terá mais 365 dias para fazer. Aproveite!

"Após fazer esses exercícios, estabeleça metas de curto, médio e longo prazo para que você possa se organizar, traçando as prioridades da vida e realizando atividades com começo, meio e fim. Comece pelas metas de curto prazo, pois quanto mais metas você conseguir concluir, mais capacitado você se sentirá e mais estimulado e motivado estará para concluir as metas de médio e longo prazo", explica Rogério.

Quanto mais organizado estiver, mais tempo terá para você e consequentemente, terá mais qualidade de vida e saúde mental em 2022.


Fonte: Anhanguera

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