sexta-feira, 18 de junho de 2021

Os três melhores museus para visitar na França



Um dos principais critérios para avaliar a cultura de um povo é o quanto a arte está presente na vida de cada cidadão. A sua valorização se concretiza na importância dos museus, espaços que contam a história da arte e da humanidade como um todo. 

A arte europeia, por exemplo, apresenta a sua trajetória desde a pré-história até a arte contemporânea e moderna, em um período que compreende quase 40 mil anos. Entretanto, foi na Idade Média que foram criadas as principais bases estéticas e técnicas da pintura, que são praticadas até hoje no mundo todo.

“Já estive em muitos lugares do mundo prestigiando a arte, mas nenhum deles me tocou tanto como os museus europeus. A Europa e os europeus respiram arte desde muito cedo. Antes mesmo da escolarização, por exemplo, as crianças já têm contato com a arte”, aponta Marisa Melo, artista, curadora artística, crítica de arte e fundadora da UP Time Art Gallery, galeria de arte itinerante que reúne artistas do Brasil e de países da Europa para democratizar o que há de melhor na arte contemporânea pelo mundo. 

“Nos últimos dois anos, estive mais envolvida em exposições na França e, por isso, vou dividir com vocês os pontos artísticos mais interessantes para se conhecer nesse país incrível”, completa.

Confira:

Museu do Louvre – Paris, França:

O maior museu de arte do mundo, com um acervo de 35.000 obras. As coleções do museu são separadas em oito grupos: antiguidades egípcias, antiguidades gregas, etruscas e romanas, antiguidades do Oriente Médio, arte islâmica, pinturas, esculturas, artes decorativas e impressões/desenhos.


Diferencial: “O museu do Louvre não exibe arte moderna. As obras de arte mais antigas têm 7.000 anos e as mais recentes são do ano de 1840. Esse palácio de arte histórica é para quem realmente tem interesse nas origens artísticas e em apreciar a origem da cultura no mundo”, conta Marisa.

Grand Palais – Paris, França:

Monumento consagrado pela República que chama a atenção para a glória da arte francesa. Foi construído na mesma época que a torre Eiffel e representa uma jóia arquitetônica de Paris. Encontro de cultura, o Grand Palais apresenta exposições que são divididas entre os muitos salões, cada um com uma temática diferente.


Diferencial: “Esse palácio recebe todo tipo de evento cultural francês, desde mostras de artes plásticas, moda, fotografia, música, dança, cinema, teatro e até mesmo esporte, sempre com objetivo de valorizar o que eles têm de melhor dentro do país”.

Palácio de Versalhes - Versailles, França:

O palácio foi uma das construções mais caras e extravagantes já erguidas em todo o mundo. Os reis da França viveram nele por mais de cem anos. Hoje, serve como museu e abre suas portas para que os turistas conheçam os cômodos e apreciem a arte e decoração do que existia de mais luxuoso nos séculos XVII e XVIII, além de terem acesso também ao famoso jardim.



Diferencial: “É interessante perceber que a arte está tão intrínseca no europeu que um monumento tão grandioso requer muita arte para ser considerado sofisticado e luxuoso. Com o pé direito alto, o palácio abriga obras de arte enormes, que ocupam a parede inteira, além dos mínimos detalhes, como louças, todas pintadas à mão”, analisa.

Outros museus pela Europa:

Alguns dos outros templos sagrados da arte no continente europeu são:

- Rijksmuseum, em Amsterdam – considerado o Museu Nacional da Holanda, é conhecido por ter uma das coleções mais extensas de obras do mundo;

- Museu do Prado, em Madrid - o mais importante da Espanha, onde são encontrados marcos na história da pintura;

- Galleria Degli Uffizi, na Itália – um verdadeiro palácio em Florença, abriga um dos mais antigos e famosos museus do mundo e leva o visitante à diferentes períodos artísticos;

- Hermitage, na Rússia - museu em São Petersburgo com vasta coleções de itens dedicados à arte da história ocidental.

“Falamos de culturas diversas, mas o apreço à arte é um elo comum a todas. Sejam holandeses, espanhóis, italianos ou russos, todos cultuam e respeitam o riquíssimo legado cultural que receberam, eternizando a noção de que a Arte representa algo superior, que nos distingue como seres humanos, em um nível que transcende as diferenças de idiomas, climas e tradições”, finaliza Marisa Melo.


Fonte: Marisa Melo - artista, curadora artística, crítica de arte e fundadora da galeria de arte itinerante UP Time Art Gallery

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