quinta-feira, 16 de abril de 2020

Tendências e estratégias para o líder em um novo cenário


É possível dizer que a crise com o COVID-19 pegou o mundo de surpresa. Da noite para o dia, mudamos hábitos, alteramos radicalmente o modelo de produção dos negócios - sejam eles de pequeno, médio ou grande porte. Os governos passaram a buscar novas alternativas para a economia, a saúde, a segurança e tantos outros assuntos. O PIB nacional, que tinha previsão de crescimento, passou a ter previsão negativa. Bolsas de valores despencaram. 

As percepções dos sentimentos de insegurança e de medo aumentaram, ao mesmo tempo que a fé e o senso de coletividade também. Diante desse cenário, a figura do líder nunca foi tão importante e requisitada em todos os setores: do empresarial, do governo, do terceiro setor, de instituições religiosas e familiares.

Como ter respostas assertivas, criativas e humanizadas? Ser resiliente? Ter foco? Passar confiança e inspirar? Um desafio e tanto que se pode dizer que faz parte do conjunto de características de um líder. Porém, nesse momento, a diferença é que novos fatores foram incluídos, como, por exemplo, a velocidade e a qualidade das respostas à crise. 

Ou seja, a tomada de decisão, que será responsável pela manutenção do negócio, o cuidado com as pessoas e o pronto atendimento as necessidades da sociedade. Sendo assim, a grande questão é o equilíbrio entre essas características do líder e o tempo, a velocidade e a capacidade de revisão de rotas para ajustar e gerenciar as perdas.

A velocidade exige mais precisão e pode ser encontrada na capacidade analítica, na organização de dados, na utilização de ferramentas tecnológicas, na escuta ativa e na colaboração do time. Mas para que isso surja efeito, o foco deve ser compartilhado e traduzido em metas e ações claras - por meio de uma comunicação eficaz, com canais de fácil acesso. E como fazer tudo isso a distância, em um modelo de trabalho que em poucos dias atrás não se aplicava? É aí que entra a capacidade de mudança e adaptação de todos. 

O líder precisará não só incorporar e aprender, mas também buscar formas de “humanizar” o virtual, que nesse momento, também, passa por grande mudança de uso e apropriação, já que anteriormente a relação da “máquina” com a pessoa era quase que uma intimidade. Atualmente, essa mesma máquina (laptop, celular, etc) que o conectava ao seu universo particular e idealizado, passa a ser, ao mesmo tempo, a sua ferramenta de trabalho e de todos os tipos de relacionamentos, seja de atuação por meio de reuniões e congressos, a lazer e realização de encontros familiares - festas como aniversários, entre outros.

Nesse sentido, no âmbito do mundo do trabalho é possível criar uma rotina de conversas, pontos de checagem, momentos de integração como cafés virtuais, incluir meditação, buscar formas alternativas de escutas que acolham as diferentes necessidades, pois todos precisam sentir-se seguros, acolhidos e ouvidos presencialmente ou a distância. Nesse momento as fragilidades são maiores do que parecem ser!

E depois do fator tempo, aparece o fator cuidar. Nesse caso, o cuidar de si próprio e do outro, pois humanizar começa da pessoa para a organização e não ao contrário. Por isso, pergunte-se: você está investindo tempo suficiente cuidando de si mesmo? Por exemplo, meditando, se autoconhecendo, praticando atividade física e se alimentando bem para que você possa ser a melhor versão de si mesmo liderando os outros? Como você vai medir seu próprio desempenho? Como quer que sua liderança seja lembrada depois dessa crise?

O líder em tempos de gestão de crise, entre outras competências, precisa ser resiliente. Resumidamente, a resiliência pode ser compreendida como a capacidade de pessoas e organizações superarem à crise e construírem ações positivas a partir de eventos negativos. Isso permitirá a construção de novos aprendizados, o fortalecimento do negócio, das pessoas e contribuirá com a percepção positiva da empresa perante a sociedade. 

O que vai mudar o mundo é o propósito, as boas estruturas organizacionais, as boas lideranças, os bons processos decisórios, as boas relações de cooperação e as boas intenções seguidas de práticas!

                                        
Fonte: Taiana Jung - Gestora Técnica

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