segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Os principais erros cometidos por investidores


O Brasil entrou em um novo cenário de investimentos. A redução da SELIC, a taxa básica de juros, para o nível mais baixo da série histórica eliminou a atratividade de aplicações mais conservadoras, como os títulos de renda fixa atrelados ao CDI. Aliado a isto, a retomada da economia e a expressiva valorização do Ibovespa, principal índice de ações da bolsa brasileira, fazem com que os investidores ganhem cada vez mais confiança para realizar suas aplicações. No entanto, especialistas alertam que é preciso sabedoria na hora de administrar seus investimentos.

Para Lucas Vidigal, diretor da Scopo Finanças Pessoais, um dos principais erros dos investidores é não diversificar. “Manter uma carteira de investimentos muito concentrada aumenta sua vulnerabilidade. O ideal é buscar alternativas entre títulos de renda fixa, ações e fundos, de acordo com o perfil de risco e com os objetivos do investidor”, recomenda.

Segundo o especialista, o cenário atual favorece a busca por alternativas que possam oferecer melhores rendimentos. “Por causa das altas taxas de juros durante a maior parte dos últimos 25 anos, foi relativamente fácil para o investidor auferir ganhos acima da inflação sem se preocupar muito com a qualidade de suas aplicações”, diz. “O investidor brasileiro se acostumou com isso, mas essa já não é mais a realidade”.

Contudo, o investidor deve tomar cuidado com a tentação de se arriscar em aplicações com as quais está pouco familiarizado. “Boa parte dos produtos de renda variável disponíveis no mercado apresentam um histórico de desempenho muito positivo nos últimos três anos, mas montar e gerenciar um portfólio de investimentos com base única e exclusivamente no desempenho passado pode não ser uma boa estratégia a médio e longo prazo”, alerta.

Lucas também chama atenção para a influência do fator psicológico. “As oscilações no mercado tendem a gerar diferentes emoções nas pessoas, fazendo com que sua experiência ao investir alterne entre altos e baixos.” Segundo o diretor, dependendo da intensidade, esses sentimentos podem levar a decisões equivocadas, que resultariam na redução dos retornos ou até mesmo em perdas financeiras.

A solução passa por conhecer melhor os produtos ou ativos no quais se está aplicando e compreender a estratégia de investimento. O especialista recomenda que as decisões sejam embasadas por dados quanto à qualidade e confiabilidade do investimento, e não por sentimentos momentâneos ou pela tentativa de acertar “o ponto certo” de entrada ou saída. 


“Em momentos de retomada da economia brasileira, onde os preços dos ativos financeiros já responderam de maneira significativa a uma expectativa de retomada do ciclo econômico, é fundamental que os investidores estejam conscientes das armadilhas. Agir movido pela emoção é trair seus objetivos financeiros”.


Fonte:  Lucas Vidigal - diretor da Scopo Finanças Pessoais

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