quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Brasil está abaixo do 50º lugar no ranking mundial de segurança e sustentabilidade energética


Na América Latina, o país perde posição para Uruguai, Chile, Colômbia, Peru e Costa Rica. No ranking global de 125 países, Dinamarca, Suíça e Suécia estão no topo com sistemas energéticos mais equilibrados do mundo.

O Brasil está entre os países menos evoluídos na diversificação, segurança e sustentabilidade energética. O país ocupa a 53ª posição no ranking mundial que mede o desempenho energético de 125 nações em três áreas: segurança energética, patrimônio energético e sustentabilidade ambiental.

No ranking liderado pela Dinamarca, Suíça e Suécia (1º, 2º e 3º lugares respectivamente) o Brasil ficou abaixo de países latino-americanos como Uruguai, Chile, Colômbia, Peru e Costa Rica.


No Brasil, de acordo com o relatório, não houve avanço na diversificação da matriz energética, na infraestrutura do setor e nas políticas públicas. Esses fatores têm refletido diretamente na modernização do setor de energia brasileiro.

Para elaborar a lista, a consultoria Oliver Wyman, em parceria com o Centro de Risco Global da Marsh & McLennan Companies e com o World Energy Council (WEC), avaliou os investimentos de cada país na diversificação da matriz energética, sustentabilidade ambiental e em políticas públicas para fomentar o setor (regulamentações, incentivos e investimentos).

O Uruguai, por exemplo, se destaca pela baixa intensidade de emissão de carbono.

- Rating de Energia:

Na América Latina, Uruguai e Peru lideram com nota BBA, Colômbia BCA e Costa Rica. O relatório avaliou como as nações enfrentam os desafios para equilibrar três pilares: (1) segurança energética, (2) equidade energética e (3) sustentabilidade ambiental, pois o equilíbrio dos três objetivos constitui um "trilema político" e é a base para a prosperidade e a competitividade de longo prazo dos países.

A pontuação é classificada em 4 grupos (A, B, C, D) resultando em um rating de 3 letras. Os países com alto desempenho nos três pilares receberam a pontuação máxima triplo A (AAA). Já os países com algum desequilíbrio energético tiveram notas BBC e CCD, por exemplo.

Dinamarca, Suíça e Suécia estão no topo com pontuação máxima (AAA) no equilíbrio, e na sequência aparecem Reino Unido, França, Israel, Espanha e Itália.

Na América Latina, Uruguai e Peru ficaram com BBA, Colômbia BCA e Costa Rica DBA. 
Brasil e Chile pontuaram com BBB.


Fonte: Oliver Wyman, empresa líder mundial em consultoria de gestão / Claudio Sá.

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