terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Educação ambiental deve estar atrelada à rotina escolar e familiar


A educação pautada em bons princípios como empatia e gentileza vai muito além da convivência com o ser humano. Esses mesmos valores devem ser ensinados em relação aos cuidados e preservação do meio ambiente, seja na família ou escola. O processo de degradação e tragédias ambientais causadas pelo homem são problemáticas que necessitam de ações urgentemente, não somente para amenizar estragos que perpetuarão por décadas, mas para evitar que desastres futuros ocorram. Entender e aplicar soluções que atenuem os impactos negativos no meio ambiente é responsabilidade de todos: população e poder público.

Após a implantação da Lei 9795, que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental, determinando que esse seja um componente essencial e permanente da educação, 65% das escolas do ensino fundamental do país inserem a temática ambiental em suas disciplinas de 1ª a 4ª série, sendo que 27% desenvolvem projetos específicos sobre o assunto, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

Mas, é possível perceber que os números ainda são preocupantes quando a pesquisa do Ibope revela que 94% dos brasileiros se declaram preocupados com o meio ambiente. Porém, 76% não fazem a separação do lixo domiciliar por tipo de material e quase um terço (28%) não sabe identificar por cores as lixeiras para coleta seletiva. É nítido que existe uma diferença clara entre o discurso e a prática. Falar que se importa é uma coisa, mas de fato mudar comportamento é outra.

A efetividade das políticas públicas sociais, principalmente na área da educação, sempre será necessária para a formação do indivíduo. Mas, ainda que seja importante introduzi-la no ambiente pedagógico para que o impacto na vida das crianças seja efetivamente positivo e produtivo, é preciso dar continuidade aos ensinamentos dentro do lar, falando sobre a importância e necessidade de economizar água, mostrando que o lixo tem lugar específico para ser jogado e que deve ser segregado de acordo com seu material, além de conversar sobre o consumo consciente. 

Precisamos formar uma população consciente e preocupada com o meio ambiente e com os problemas que lhe dizem respeito. Precisamos de adultos e crianças que reflitam sobre o que fazem para amenizar os danos causados à nossa morada coletiva. Para mudar o mundo é preciso mudar o ser humano. 


Fonte: Francisco Oliveira - engenheiro civil e mestre em Mecânica dos Solos, Fundações, Geotecnia e fundador da FRAL Consultoria.

Nenhum comentário:

Postar um comentário