quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Maior estudo global sobre proficiência em inglês aponta piora no desempenho do Brasil




Os brasileiros têm baixa proficiência em inglês. Isso é o que aponta a nona edição do EF EPI, estudo global da multinacional de educação EF Education First que avaliou 2,3 milhões de pessoas de 100 países em 2018. O Brasil ficou na 59ª posição do ranking completo e, se considerarmos somente os latino-americanos, na 12ª colocação entre os 19 avaliados, atrás da Argentina, Costa Rica, Uruguai, Chile, Cuba, República Dominicana, Paraguai, Guatemala, Bolívia, Honduras e Peru.

Além disso, a taxa de conhecimento dos brasileiros registrou ligeira queda, passando de 50,93 pontos em 2017 para 50,10 no ano passado. O Brasil está na contramão da região, já que a maioria de nossos vizinhos implementou reformas educacionais potentes para ensinar inglês com mais eficiência e abrangência, atendendo à demanda da comunidade empresarial por mais funcionários fluentes.

O Uruguai, por exemplo, lançou em 2015 um plano ambicioso para melhorar a proficiência dos alunos da rede pública, investindo em tecnologia para possibilitar o ensino remoto onde não havia professores qualificados locais. 
O resultado é que quase 80% dos que estão no final do ensino fundamental obtiveram nível A2 ou superior, em comparação com 56% em 2014. 

O mesmo aconteceu com a Bolívia, que reduziu pela metade as taxas de pobreza extrema na última década, investiu no ensino e subiu surpreendentes 2,77 pontos no estudo da EF em 2018, com relação ao ano anterior.

Outro dado interessante é que 87% dos brasileiros entrevistados em 2015 pela EF disseram ter pago cursos de inglês após concluírem a educação regular, o que comprova que o ensino é fraco de modo geral.

O estudo também analisou o conhecimento de inglês em 100 cidades ao redor do planeta. A brasileira melhor colocada foi Brasília, na 59ª colocação, a única do grupo com proficiência moderada. Depois, com proficiência baixa, vieram o Rio de Janeiro, em 61º lugar, e São Paulo, em 68º.

- Resultados globais:

No primeiro escalão da pesquisa, onde o nível de proficiência é muito alto, ficaram 12 países europeus, Singapura e África do Sul. Os três primeiros colocados foram Holanda, Suécia e Noruega. Já no segundo grupo de proficiência, de nível alto, ficaram outros 10 países europeus e ainda Quênia, Filipinas, Nigéria, Malásia e Argentina, o único país sul-americano desse grupo.

- A importância da proficiência em inglês:

Ter proficiência em inglês já é um pré-requisito em um mundo globalizado, fundamental para profissionais de praticamente todos os setores. Além disso, aprender um novo idioma, seja de forma online ou por meio de uma experiência internacional, pode proporcionar habilidades desejadas no mercado profissional, como inteligência emocional, empatia e habilidades comportamentais (soft skills), em especial quando o assunto são as profissões do futuro.

- Sobre o estudo:

Os resultados do estudo EF EPI 2019 foram obtidos através dos 2,3 milhões de adultos que participaram espontaneamente do EF Standard English Test (EF SET). Trata-se do primeiro teste de inglês padronizado e gratuito do mundo, e que foi desenvolvido em parceria com grandes especialistas em avaliação de idiomas, testes em grande escala e psicometria. Atualmente ele é usado em todo o mundo por milhares de escolas, empresas e governos.

59% dos respondentes eram mulheres e 90% tinham menos de 40 anos, com idade média de 23. 33% eram da Europa, 25% da Ásia, 19% da América Latina, 13% da África e 10% do Oriente Médio. 

A EF possui escolas próprias em 54 destinos, oferecendo ensino de inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, mandarim, japonês, coreano, russo e árabe. 


Fonte:  Ana Davini

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