sexta-feira, 17 de maio de 2019

Maio amarelo é uma campanha educativa em prol da segurança no trânsito


O trânsito é a principal causa de morte por acidente de crianças e adolescentes de zero a 14 anos no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. A segurança no trânsito é marcada pela campanha do Maio Amarelo. Promovido desde 2013 pelo Observatório Nacional de Segurança Viária no Brasil, a campanha tem como objetivo dar visibilidade à violência no trânsito, promovendo ações em várias partes do mundo para incentivar as boas condutas no trânsito visando à segurança viária.

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) estabeleceu seis principais fatores de risco para acidentes de trânsito, expostos em sua publicação Salvar VIDAS, destaca: alta velocidade; não usar sistema de retenção para crianças; distrações; não usar capacete; dirigir sob efeito do álcool; e não usar cinto de segurança.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, os acidentes de trânsito tiram a vida de mais de 1,3 milhão de pessoas todos os anos. Além disso, os traumas causados em acidentes são a principal causa de morte de pessoas entre cinco e 29 anos.

Os números de crianças e adolescentes internados por acidente de trânsito é bastante expressivo. Só em 2018, o Brasil registrou 11.037 internações, de acordo com o Datasus. Dessas, 3.596 representam meninas e meninos que se encontravam em condição de pedestre, 2.634 representam acidentes em que a criança ou o adolescente em motocicleta e 2.483 crianças em bicicletas.

A legislação brasileira recomenda que, até os 10 anos de idade, as crianças sejam transportadas no banco traseiro do veículo automotivo, usando cinto de segurança. E, até os sete anos e meio elas precisam usar um dispositivo de retenção veicular (bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação). Quando usados e instalados corretamente, esses dispositivos reduzem em até 71% a chance de morte de uma criança em caso de acidente de trânsito. Os acidentes têm consequências mais sérias com crianças e adolescentes porque seus corpos são mais frágeis que um corpo adulto. Isso acontece porque eles ainda estão se desenvolvendo.

Muitas campanhas são criadas campanhas visando estimular uma série de atitudes simples podem ser tomadas para mudar essa estatística com foco em educação, conscientização e medidas mais seguras para o trânsito. O transporte adequado de animais, cada vez mais presentes nas atividades diárias das famílias, também precisa ser ressaltado. Existem muitas opções de acessórios para o transporte seguro de pets: - caixas de transporte, cinto de segurança e cadeirinha para pet, para cães de pequeno e médio porte (até 15 kg).

Segundo informações da Sleepypod, se um veículo sofrer uma colisão a uma velocidade de apenas 48 km/h, por exemplo, um cão de 35 kg projeta mais de uma tonelada de força durante o impacto.


De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não é permitido conduzir animais nas partes externas do veículo (exceto em casos devidamente autorizados) ou com a cabeça para fora do veículo, o que caracteriza uma infração grave (multa e cinco pontos na carteira). Dirigir com animais no colo, no meio das pernas ou do lado esquerdo do motorista é considerado infração média (multa e quatro pontos na carteira). E, por fim, animais soltos dentro do carro, multa e três pontos na carteira do motorista.


Autoria: Vininha F. Carvalho

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