segunda-feira, 6 de maio de 2019

A história viva morre aos poucos


No ano passado tivemos a quase destruição do Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Até setembro de 2018, era um dos maiores museus de história natural e de antropologia das Américas. E, no mês passado, assistimos à destruição de boa parte da catedral de Notre-Dame, um dos símbolos de Paris, capital francesa, e o monumento histórico mais visitado da Europa. 

Lembremos também da quantidade de museus, bibliotecas dos países em guerra que são destruídos por bombas ou saques. A história viva morre aos poucos.

Temos muitas leis, decretos e resoluções que garantem a segurança e proteção. Exemplo é a Resolução 2347, adotada pelo Conselho de Segurança da ONU, que protege o patrimônio cultural. 

No Brasil, desde 1937, existe o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Cidadania que responde pela preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. 

O Iphan tem como objetivo proteger e promover os bens culturais do País para as gerações presentes e futuras. Será que não estamos apenas “contando” a história e esquecendo de criar nos estudantes o desejo de conhecer para amar os tempos que nos antecederam?

Não somos frutos apenas do hoje, temos uma bagagem cultural, política, econômica e religiosa que nos acompanha durante séculos. O futuro depende do presente e do passado; se destruímos nossos monumentos, cometemos um “pecado social” contra às gerações futuras.

As tragédias que destroem nosso patrimônio cultural deixam cinzas e uma escuridão sem igual. Cada cidadão tem por dever cuidar de sua história e do seu patrimônio, não apenas deixar para o Estado ou jogar a culpa no outro. 
Trata-se de um compromisso individual, é participação cidadã e política. 

Que as instituições educacionais trabalhem mais para formar excelentes acadêmicos e virtuosos cidadãos de valores, preservando a memória viva da humanidade.


Fonte: José Carlos Pereira - diretor do Colégio Marista Criciúma (SC)

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