segunda-feira, 1 de abril de 2019

Empresas devem estar atentas à fiscalização e controle nas áreas da saúde e da segurança no trabalho


A discussão sobre a terceirização é comum nos âmbitos políticos e empresariais, e isso foi intensificado após a aprovação do Supremo Tribunal Federal (STF) para a contratação de trabalhadores para atividades-fim nos negócios. Mas as organizações devem estar atentas à garantia da saúde e segurança do trabalho, pois terceirizados se acidentam 60% mais que os colaboradores empregados diretamente, como apontam dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). 

Diante desse cenário, as empresas que pretendem contratar terceirizadas precisam estabelecer padrões específicos relacionados à saúde e segurança dos colaboradores, além de estabelecerem controles e fiscalizações rígidos para a garantia do bem-estar, condição extremamente relacionada à produtividade de qualquer negócio.

Um relatório apresentado durante a conferência na Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho (ABRESST) indica que, só em 2017, os casos de acidentes do trabalho ultrapassaram a marca de 294 mil, em São Paulo. Com a liberação pelo STF, as possibilidades para contratação de mão-de-obra terceirizada foram ampliadas para todos os setores. 

Para se ter uma ideia do tamanho da abertura de mercado proporcionada por essa mudança, somente no estado de São Paulo, 49,5% do total das empresas de terceirização encontram-se situadas no setor de Serviços Auxiliares de Atividades Econômicas, seguidas de 7,4% no setor de Limpeza e Conservação e de 6,1% na área de Administração e Locação de Imóveis, como apontam os dados do SINDEEPRES.

Para Eduardo Belarmino, engenheiro de Segurança do Trabalho da Seg - empresa especializada em Saúde Ocupacional Integrada, o colaborador ao ser contratado como terceiro precisa realizar uma leitura mais atenta das cláusulas contratuais, a fim de verificar a equiparação dos benefícios oferecidos, porém também é dever da empresa estar atenta às condições de trabalho relacionadas à saúde e segurança dos funcionários, oferecendo um ambiente igualitário, e apresentando capacidade técnica de fiscalização dos serviços fornecidos. 

“A empresa contratante deve manter uma integração dos colaboradores, independente da terceirização. É importante que o departamento de Recursos Humanos e o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) realizem a inclusão e implantação de ações ligadas à saúde e segurança desses empregados“, explica Belarmino. De acordo com o especialista, as empresas brasileiras perdem mais de 3.800 profissionais por mês porque não fiscalizam corretamente o ambiente de trabalho.

A Seg é uma organização especializada em gestão da saúde ocupacional integrada, que atua há mais de 18 anos no segmento, com método de trabalho aplicado e validado por grandes empresas do Brasil. A empresa presta serviços para assegurar uma melhor qualidade das condições de trabalho para os colaboradores, garantindo mais produtividade para as empresas e, consequentemente, reduzindo os custos e aumentando a margem de lucro. 

“As organizações precisam entender que a aprovação da terceirização é uma solução para a diminuição de cargos informais, que gera maiores oportunidades para as pessoas, mas as empresas devem garantir uma saúde monitorada, com programas de controle que estimulam os funcionários e ainda transformam a rentabilidade do negócio”, explica Rosana Marques, CEO da empresa de saúde ocupacional.

As iniciativas utilizadas pela Seg estão focadas no bem-estar físico e emocional, condições essenciais para o bom desempenho dos colaboradores, que consequentemente, refletem nos números do negócio. Para a empresária, o funcionário terceirizado também precisa ser acompanhado no espaço de trabalho. 

“Independentemente do tipo de vínculo empregatício, as empresas precisam criar programas direcionados à saúde, pois muitas vezes, o funcionário terceirizado não recebe o devido acompanhamento nas áreas da saúde e segurança ocupacional, o que implica em uma diminuição do bem-estar e, consequentemente, pode gerar doenças e acidentes, aumentando o absenteísmo (ausência de colaboradores) e impactando diretamente no negócio”, explica Marques. 

Para a especialista é essencial que esse ambiente seja monitorado frequentemente e as empresas assegurem condições favoráveis de trabalho para todos os indivíduos que compõem uma organização.


Fontes: Eduardo Belarmino - engenheiro de Segurança do Trabalho da Seg / Rosana Marques - CEO da empresa de saúde ocupacional.

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