sexta-feira, 22 de março de 2019

Dia Mundial da Água é um alerta contra o desperdício


No mundo, mais de 2 bilhões de pessoas não contam com serviços mais básicos de água e saneamento, segundo o recém-divulgado Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos. “Água de qualidade é requisito básico para uma vida digna". Por isso, a preservação desse recurso é essencial para as futuras gerações. 

Nas regiões metropolitanas, o papel preponderante dos governos é reduzir o seu desperdício”, aponta o engenheiro Luiz Pladevall, presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente) e vice-presidente da ABES/SP (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental).

Para o Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, o dirigente ressalta que os impactos das mudanças climáticas deverão continuar afetando as cidades, principalmente aquelas das regiões metropolitanas, alterando a oferta de água para essas localidades. Ele lembra do período de estresse hídrico recente no Estado de São Paulo. 
“Não estamos livres de conviver com situações extremas novamente. Por isso, algumas medidas precisam avançar”, avisa o engenheiro. 

Pladevall conta que a Austrália conviveu com situação semelhante, com alternâncias de seca e inundações, entre os anos de 1997 e 2009. O período foi considerado como a “seca do milênio”. 

Diante desse panorama, os australianos desenvolveram uma série de programas de gestão da demanda e uso racional da água. Por isso, já em 1995, a companhia de abastecimento hídrico de Sydney, a cidade mais populosa da Austrália, com mais de 4 milhões de habitantes, realizou ações para reduzir a demanda per capita de água em 25% até 2001 e 35% em 2011.

“Entre as soluções adotadas, os australianos buscaram aumentar a eficiência hídrica nas empresas e moradias por meio da oferta de tecnologias de baixo custo para melhorar a economia de água”, explica Pladevall. 


Segundo ele, o governo local subsidiou equipamentos de uso doméstico como chuveiros e sanitários com maior eficiência no uso de água. “Devemos pensar em medidas semelhantes, com a oferta a custos reduzidos de kits eficientes de uso da água”, aponta o especialista. 

Outra forma de reduzir o consumo de água nas residências é estimular as construções de novas moradias e escritórios com tecnologias já existentes no mercado. “Elas podem reduzir em até 40% o consumo de água em comparação com as já existentes”, aponta Pladevall.



Fonte: Luiz Pladevall - presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente) e vice-presidente da ABES/SP

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