quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

O que gera seus conflitos?


Você já passou por aquela sensação de possuir um conflito interno, inexplicável? De possuir um vazio dentro do seu peito, e você não sabe ao certo de onde ele vem, ou o por que dele estar ali? Esses conflitos internos, segundo o terapeuta transpessoal João Gonsalves, são resultados da incerteza sobre a real fonte de todas as coisas. 

“Os conflitos internos, que neste caso é entre mente condicionada, que é a personalidade e o ser divino, são gerados pela inconsciência do ser que somos. O famoso “vazio” que tantas pessoas sentem é formado pelo distanciamento entre suas essências de fato e a personalidade, que é condicionada e esquecida”, comenta.

Autor do livro “Quem é você? Eu te ajudo a se lembrar”, João nos explica que esse conflito pode ter diversas origens: “Posso ter conflitos por desejar algo e não aprovar esse desejo, ou posso ter o conflito por ter o desejo e não realizá-lo... Assim como posso ter o conflito por ter realizado o desejo que internamente não aprovo”.

De certa forma, podemos associar seu pensamento do que é o conflito com um texto: uma série de acontecimentos levam a um clímax, um desfecho. Quando temos um conflito interno, sabemos que precisamos organizar certos pensamentos e situações, abrir mão de algumas questões e nos engajar a outras. 

Gonsalves diz: “O conflito nos coloca em uma situação de análise, qual a melhor decisão a ser tomada. Quando assumimos uma resposta, quando bancamos uma opção, o conflito se dissipa”, e nesse momento caminhamos, em uma linha novamente segura, ao desfecho de determinada situação problema.

“Podemos eliminar o conflito assumindo uma decisão pessoal, analisando seus prós e contras. Ao assumir, somos pacificados, pois entendemos que a vida é feita de decisões. Esse assumir a responsabilidade por nossas decisões nos traz para o campo de aceitação do que der e vier, e assim nos fortalecemos”, explica João, assumindo outro viés. 

“O que nos fortalece não é o fazer ou o não fazer, e sim assumir que somos nós que decidimos e aceitamos nossa decisão como a melhor que temos. Pois nós somos os responsáveis por nossas vidas, somos o criador, somos o vivente e o experimentador. Saber que somos a origem de tudo ajuda muito, pois a partir disso, temos a certeza de que tudo vai ser como decidimos que fosse”, finaliza João.

Se em comparação, disséssemos que a vida é uma peça teatral, seriamos, no pensamento do terapeuta, os autores, e nossas decisões de desfecho seriam aplaudidas ou vaiadas no final. Mas, de qualquer forma, estaríamos seguros, pois, além de somente nos conhecermos o que acontece nos bastidores, somos o grande autor e ator principal.

Fonte: João Gonsalves

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