quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Espírito de solidariedade exige fiscalização para se tornar eficaz


Nos últimos 10 anos, as catástrofes naturais fizeram milhares de mortos e afetaram as pessoas e muitos animais, sobretudo nos países em desenvolvimento. O Brasil, no entanto, possui um diferencial que o qualifica em relação a outros países: o espírito de solidariedade. Só para se ter uma ideia do perfil dos brasileiros, dados apresentados pela CPM - Centro de Pesquisa Motivacional revelam, por exemplo, que 54% dos jovens brasileiros querem ser voluntários em alguma causa, mas não sabem como começar. Os motivos são diversos.

Em geral, as pessoas querem tornar-se voluntários ou fazerem doações ou contribuições por sentimento de caridade e amor ao próximo, mas, existem aqueles que se sentem menos culpados realizando doações, ou mesmo por obrigação ou pressão de algum grupo.

Seja qual for o motivo, é preciso encarar o ato de caridade, ou seja, encarar essas doações, como um negócio que envolve pesquisas prévias, definição de metas e acompanhamento dos resultados.

É preciso alguns cuidados para que a doação feita não vá parar na conta de algum aproveitador que nada tenha a ver com o foco principal da campanha. Fazer caridade não é simplesmente depositar uma quantia em dinheiro numa conta bancária. Para que seu ato seja eficaz, é preciso participar e fiscalizar. Enquanto os americanos são conhecidos por sua tradição em fazer filantropia, os brasileiros ainda estão agindo de forma descompromissada.

A falta de transparência na administração do dinheiro, a pouca divulgação dos resultados dos projetos e a escassez de orientações sobre como fazer a doação de forma eficiente atrapalham ainda mais essa situação.


Ao mesmo tempo em que a internet ajuda a arrecadar doações e mobilizar as pessoas em prol de alguma causa, surgem também criminosos que utilizam esses meios para obter vantagem ilícita. Pessoas que desejem realizar doações, principalmente em dinheiro, devem ser cautelosas na hora de fazer suas doações, principalmente em se tratando de emails solicitando ajuda em dinheiro através de depósitos a serem efetuados nos números de contas fornecidos nesses emails.

Devemos sim, nos preocuparmos com o destino de nossa doação, pois o simples fato de realizarmos essa doação não nos desobriga de sermos fiscais de qualquer campanha existente. Uma forma de ajudar? Evitando golpes de doações online, por exemplo.

Ser solidário é realmente se preocupar com o fim, ou seja, se a sua doação chega ao destino, para finalmente, auxiliar de alguma forma e minimizar os graves problemas de uma tragédia seja por chuva, fogo, seca ou acidentes.

É possível ainda contribuir com entidades beneficentes sem fazer doações em dinheiro. Seja um voluntário. Para isso, aproveite seu conhecimento ou experiência em determinada atividade e ponha isso em prática


Autoria: Vininha F. Carvalho

Nenhum comentário:

Postar um comentário