quinta-feira, 25 de outubro de 2018

O WhatsApp no mundo corporativo


O WhatsApp se tornou o aplicativo preferido dos brasileiros. Já em 2016, pesquisa da Panorama Mobile Time/Opinion Box apontava que 48% dos entrevistados questionados sobre o app que instalariam, caso só pudessem escolher um, optaram pelo WhatsApp. Mais de 78% afirmaram que o aplicativo de mensagens está na tela principal do seu smartphone. Isto significa que o que começou sendo uma alternativa de bate papo com os amigos e familiares, hoje se tornou uma preferência nacional, inclusive no ambiente corporativo, pois, na maioria dos casos, se apresenta como uma ferramenta de trabalho, chegando a rivalizar com o e-mail e telefone.

No entanto, é preciso cuidado no uso para que um erro não comprometa sua imagem junto à instituição, clientes ou colegas de trabalho. O alerta é do professor internacional da Fundação Dom Cabral Roberto Aylmer, especialista em gestão estratégica de pessoas, que chama a atenção para o quanto o profissional pode ficar vulnerável diante de um erro no aplicativo.

Para o especialista, apesar de ser uma das ferramentas mais utilizadas da atualidade, o mercado de trabalho aderiu à tecnologia há pouco tempo e com isso pode haver alguns deslizes e excessos com o aplicativo. Segundo o professor, são muitos grupos e um fluxo grande de mensagens e informações, o que, diante de uma mínima distração, pode provocar um erro irreparável. 

“O uso contínuo pode causar ansiedade e até mesmo confusão. O aplicativo não tem horário e novas mensagens a qualquer momento deixam o cérebro sempre em alerta, sem descanso”, diz.

Segundo Aylmer, assim como o e-mail, que chegou para inovar e melhorar o fluxo do trabalho exigindo que as empresas criassem regras para se adaptar, o WhatsApp também necessita desse cuidado com a nova linguagem trazida pelo recurso. 

“Existe uma série de recomendações sobre como deve ser utilizado o grupo de WhatsApp do trabalho. É preciso tomar muito cuidado com as informações trocadas, especialmente ao falar de temas sigilosos ou questionar a política da empresa”, alerta.

De acordo com o professor, ao escrever uma mensagem, o profissional deve ser direto e objetivo, pois cada um pode interpretar de uma maneira. Não é recomendável tomar decisões importantes no grupo, qualquer problema com o chefe ou com o trabalho, deve ser dito pessoalmente, assim como não é bom falar com o grupo do trabalho do mesmo jeito que aborda o grupo de amigos. 

“Esses são alguns dos diversos cuidados a serem seguidos. Algumas pessoas perdem a noção do perigo, mandando coisas pessoais e piadas fora de hora que prejudicam sua reputação. Não saber analisar o risco mostra que a pessoa não tem maturidade de pensamento”, avisa Aylmer.

Um outro “perigo” ronda o WhatsApp: o compartilhamento de notícias. Estudo do Digital News Report feito em 37 países do mundo revelou que 48% dos brasileiros consultados afirmaram usar o WhatsApp para ter acesso a conteúdo jornalístico. 

“Em tempos de fake News este é outro cuidado que se deve ter, pois compartilhar notícias sem se certificar de sua veracidade pode arranhar a sua imagem diante da equipe e/ou empresa”, conclui o professor.



Fonte: Carolina Gagliasso


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