segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Educação ambiental: do ecologicamente correto ao consciente


Quando pensamos em preservação do meio ambiente as primeiras ações que nos vêm à cabeça são: reciclagem, não jogar lixo na rua e economizar o consumo de água, certo? Racionamento de água, aquecimento global, poluição de rios e mares é o resultado inevitável da omissão da população diante de atos cotidianos que impactam cruelmente o meio onde vivemos.

Perceber na natureza o impacto das ações humanas é uma questão simples de parar e observar racionalmente. De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento do Ministério das Cidades, o brasileiro consome de forma direta 154 litros de água por dia, o que representa um montante de 44 litros maior do que a quantidade que a Organização das Nações Unidas (ONU) considera necessária por pessoa, um total de 110 litros ao dia.

Apesar da obviedade, o ecologicamente correto é encarado como algo chato, desnecessário e exagerado, quando na verdade o que está em questão é o futuro das próximas gerações. A questão é que precisamos recalcular a rota e repensar no nosso posicionamento:

● Meio onde vivemos: esse, por acaso, é a raiz de todo o problema. Nossa população ainda não entende que o meio onde vivemos é também o meio ambiente. Jogar uma lata de refrigerante pela janela do carro no meio de uma metrópole é poluir o meio ambiente, da mesma forma que praticar a mesma ação no meio de uma floresta. O local que vivemos também é considerado meio ambiente e não apenas áreas verdes.

● Educação ambiental: as raízes da educação ambiental estão no exemplo. Cognitivamente é muito mais fácil aprender pelo exemplo do que pela teoria. Além de investir em campanhas de conscientização, precisamos que nossas crianças aprendam no dia a dia o impacto de suas próprias ações. Por exemplo: ações como fechar a torneira na hora de escovar os dentes e não demorar no banho evitam a falta de água.

● De dentro para fora: falar de preservação ambiental é abordar pequenas ações corriqueiras, como reciclagem do lixo doméstico, levar a sacolinha de lixo para o dia de lazer na praia ou jogar no lixo aquela latinha de refrigerante encontrada na praça da cidade. Grandes impactos nascem de pequenas ações.

● Preservar é legal: precisamos quebrar o estigma do ecologicamente correto. Reciclar é um ato responsável, economizar água é uma atitude consciente, não jogar lixo no mar é uma questão de humanidade e respeito. Qual é o legado que queremos deixar para nossos filhos, netos e bisnetos?

Eu te convido a uma reflexão: você tem dado um bom exemplo às suas crianças? 


Fonte: Luciana Pedron é fundadora da NOD3


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