quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Fim de ano com planejamento financeiro



Conforme o fim de ano se aproxima, os gastos costumam aumentar consideravelmente, isso porque surgem as confraternizações, troca de presentes de amigo secreto, ceia de Natal, viagem de Reveillon, além é claro das despesas comuns de todos os meses. Tudo isso pode causar um grande desequilíbrio financeiro e comprometer o orçamento de 2019.

Para evitar que as dívidas perdurem durante meses, traçar um planejamento se faz indispensável, comprando com consciência e sempre respeitando a sua situação financeira atual.

O primeiro passo é listar todos os ganhos nesse período e procurar diminuir ou eliminar os gastos supérfluos, que em média representam 30% do orçamento, considerando também as despesas fixas e variáveis. Além disso, uma boa orientação é reservar parte do 13º salário ou bonificações para as despesas do início do ano como IPTU, IPVA, material e matrícula escolar.

Talvez a medida mais importante a ser tomada nesse período é fazer uma boa pesquisa de preços, isso porque há grande variação entre diferentes lojas, principalmente nos alimentos e bebidas típicas nessas datas. Se possível, compre com antecedência o que não for perecível e fique atento às promoções nos mercados.

Outra armadilha são as famosas compras de última hora, por impulso, que costumam ser mais frequentes nesse período, pois com os estabelecimentos cheios e na pressa de ir embora ficamos muito mais suscetíveis a nos rendermos às tentações do consumo, portanto se atente ao planejamento traçado para evitar surpresas. Ainda falando em compras, se possível, pague-as à vista, pois assim terá mais poder para negociar descontos, evitar juros e consequentemente afastar a possibilidade de descontrolar as finanças logo no início do ano por conta de compromissos assumidos nesse período.

Quem pretende viajar deve ter em mente de que o mais indicado é ter visto as passagens, reservas de hotel e passeios com antecedência, pois os preços dos pacotes de férias, ou mesmo separadamente, aumentam muito conforme o fim do ano se aproxima. Portanto lembre-se que contrair dívidas não programadas, inconscientes, pode levar à inadimplência, tudo o que não queremos para começar um novo ano, não é mesmo?

Ressalto, porém, que não é preciso deixar de se divertir, desde que haja cautela para poder curtir o fim de ano ao máximo, comprometendo o menos possível do orçamento. Ainda não começou? Não tem problema. Sempre é tempo para repensar os nossos hábitos e nos educar financeiramente. 



Fonte: Reinaldo Domingos é doutor em educação financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros  e da DSOP Educação Financeira 


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