segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Museu a céu aberto no Uruguai completa 25 anos


O acervo celebrou um quarto de século com obras dos mais diversos artistas e ganhou de presente várias iniciativas realizadas em parceria com o Ministério de Turismo uruguaio, como a realocação e renovação da sinalização; um novo plano de Gestão; ajuste dos conteúdos para a edição do Walking Tour dos murais e esculturas em homenagem aos 25 anos do Museu; Calendário de eventos; entre outras atividades.

San Gregório de Polanco possui atualmente mais de 60 murais, o museu oferece uma vista pitoresca a seus visitantes. Mais de 160 murais fazem parte da história do departamento de Tacuarembó. Também se recuperou uma das obras mais importantes do trajeto, o mural executado em 2005 com coprodução do artista Gustavo Montans.

Os estilos e os temas das obras são bem variados, estão associados com a história da cidade, com a história de seus habitantes e com a do país em geral, já que se encontram pinturas em vários lugares sobre o artista internacional Carlos Gardel. 


A partir do ano de 1997, além das pinturas, foram incorporadas esculturas por todo departamento. Nesse ano de 2018, San Gregório de Polanco ganhou mais uma grande arte. Uma escultura metálica, assinada pelo renomado escultor uruguaio Octavio Podestá, compõem a vista do Parque de Esculturas do balneário.


- O início de tudo:

Em 10 abril de 1993 tornou-se o primeiro museu a céu aberto - Museu Aberto de Artes Visuais no Uruguai e Latina, com a iniciativa do Serviço Ecumênico para a Dignidade Humana (SEDHU) e da Comissão de Amigos da Arte e Cultura de San Gregorio, do conselho local, vizinhos da zona e depois com o apoio da Intendência Departamental de Tacuarembó. 

Uma semana antes da inauguração, vários artistas que registraram sua arte nas paredes e ruas da cidade foram convocados em San Gregório de Polanco. Para o dia de abertura havia mais de 30 trabalhos. Entre os artistas mais proeminentes que participaram da criação do museu estão Gustavo Alamón, Cléver Lara, Tomás Blezio, Luis Scarpa e Luis Muro.

Para comemorar 20 anos de abertura do museu em Março de 2013, um "tapete Integrador" de 150 m, foi pintado na rua principal. Realizou-se esse trabalho em homenagem ao artista local Julio Uruguay Alpuy.

Desde 1997, o museu é declarado de interesse nacional e recebe artistas nacionais e internacionais que, ao visitar o local, deixam sua marca artística.


- Sobre Tacuarembó:

Tacuarembó, “o maior pago da pátria”, “o coração do país”, “a pátria grande”, o “berço de Carlos Gardel” tem forma de coração e sempre soube transcender e mostrar suas melhores galas a todo o Uruguai.

Sem importar os 400 quilômetros que o separam da capital, sobressaiu desde começos de século quando o Teatro Escayola foi lugar de estreia de obras, antes que o mesmíssimo Solís ou o Teatro Colón, de Buenos Aires. Berço de ouro de escritores, músicos, artistas e esportistas, os tacuaremboenses souberam deixar sua marca na cultura nacional.

Neste canto ao norte do Uruguai, a identidade cultural se une às tarefas cotidianas. Em qualquer canto o visitante pode se surpreender com uma escultura, traço indígena de um habitante ou a presença de um gaúcho. Sua paisagem de morros planos e pradarias e suas maravilhas naturais são protagonistas de filmes como "Corazón de Fuego", "Artigas - La redota" ou "Miss Tacuarembó".

Com orgulho Tacuarembó exibe esculturas e murais a céu aberto. Umas 150 obras podem ser apreciadas em espaços públicos e privados em diferentes pontos do departamento. Em Tacuarembó não há dúvidas: Gardel é uruguaio. Dizem que chegam ao museu do artista os mais céticos sobre a nacionalidade uruguaia do “mago”, porém saem convencidos do contrário. Em definitiva, o maior departamento tem uma infinidade de encantos para surpreender o viajante.



Fonte:Uruguay Natural - Serrana Díaz e Patricia Rabosto.



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