No imaginário comum, o turismo é frequentemente associado ao lazer e às temporadas de férias. Mas, no Dia Nacional do Turismo, celebrado em 8 de maio, um outro motor do setor ganha destaque: o fluxo contínuo de viagens corporativas, que movimenta empresas, conecta mercados e mantém a atividade aquecida durante todo o ano. No Brasil, esse segmento movimenta cerca de US$ 30 bilhões por ano e posiciona o país como o 10º maior mercado global de viagens corporativas, segundo a Visa e a Global Business Travel Association (GBTA).
O turismo corporativo acontece o ano inteiro, não fica concentrado em datas específicas. E o fluxo não está só nos voos domésticos. O Brasil é, hoje, o 7º maior emissor de viajantes corporativos para os Estados Unidos, segundo a Booking.com. Isso está diretamente ligado ao perfil da economia brasileira. Nosso país está entre os que mais recebem investimentos estrangeiros no mundo. Estamos inseridos nas maiores multinacionais e também temos empresas nacionais que atuam fora. Participamos de cadeias globais.
Aponto que é assim que, em muitas cidades do Brasil, os hotéis conseguem manter quartos ocupados durante a semana, e as companhias aéreas conseguem manter certas rotas ativas. Quando você olha para o funcionamento do setor, o corporativo cobre o que o turismo comum não dá conta. Poucas cidades são capazes de sustentar o setor com demanda exclusivamente turística, como é uma possibilidade para o Rio de Janeiro.
É preciso incluir o turismo corporativo de forma mais explícita nos debates do setor. O corporativo costuma ficar diluído, como se fosse um desdobramento da atividade turística, quando na prática tem dinâmicas próprias: de frequência, gasto e exigência de infraestrutura. Avalio que existe uma demanda latente por hotéis com estrutura para trabalho (internet estável, coworking, sala de reunião), passagens mais econômicas para compras emergenciais, melhores condições para quem faz viagens periódicas, entre outros pontos que podem ganhar mais atenção do setor.
Oportunidade à vista:
Com tamanho volume de viagens, a digitalização da gestão de viagens corporativas vem abrindo espaço para ganhos de eficiência no setor. Em muitas organizações, a gestão de viagens ainda passa por planilhas, trocas de e-mails e mensagens de WhatsApp, uma prática que dificulta a visibilidade de gastos, o cumprimento de políticas internas e o registro das ações. Para ele, esse é um dos principais pontos de transformação do mercado. Quando a informação está dispersa, a empresa perde o controle. Digitalizar é trazer essa gestão para um ambiente estruturado, que centraliza e organiza os dados.
Nos últimos anos, plataformas digitais passaram a concentrar diferentes etapas da jornada em um único ambiente, permitindo desde a compra de passagens até a prestação de contas. É o caso da VOLL, maior agência digital de viagens corporativas da América Latina. No mesmo app, o usuário compra passagens, reserva hotéis, chama transporte, paga despesas e presta contas. A empresa, por sua vez, define limites de gastos, acompanha tudo em tempo real e recebe relatórios financeiros automaticamente.
A última inovação da plataforma traz agentes de IA que trabalham 24 horas para, automaticamente, trocar passagens aéreas por outras mais baratas, checar o cumprimento das tarifas-acordo de hospedagem e auditar despesas, pagamentos e reembolsos. Entre as organizações que usam a solução estão Itaú, XP, Danone, Cogna Educação, Riachuelo, Localiza, CPFL Energia e Beiersdorf.
