quarta-feira, 17 de outubro de 2018

O que é comportamento corporativo ?


Já percebeu que um dos assuntos que aparece com certa naturalidade nas conversas com amigos, com familiares e até mesmo com colegas de trabalho é a falta de noção de algumas pessoas? Mas o que isto significa? Esta falta de noção a que elas se referem nada mais é do que a falta de educação, de bom senso, de razoabilidade, de delicadeza, de gentileza, de empatia e de senso coletivo.

As pessoas mais antigas chamariam de Etiqueta. Aquele conjunto de regras que nos faz conviver de forma harmônica em sociedade, mas que nos trás à mente a imagem de uma mesa de refeição repleta de talheres, taças, pompa, requinte… De fato, a etiqueta contempla estas questões também, porém ela possui nova uma nova “roupagem”, uma nova nomenclatura no universo empresarial e é chamada de Comportamento Corporativo, que nada mais é do que a sua competência social. 

Do que adianta você ter um currículo repleto de cursos técnicos de alto nível se não souber lidar com as situações cotidianas e adversas na empresa de modo sensato, educado e prudente?

A etiqueta não é algo do passado, é algo que confere ao profissional ainda mais brilho que o faz ser bem lembrado no ambiente de trabalho e social. Ter etiqueta corporativa pode garantir a sua entrada no mercado de trabalho, sua ascensão profissional e até mesmo sobrevivência.

Este ano já nos trouxe vários exemplos de etiqueta e comportamento corporativo. Logo na primeira semana deste ano, a internet nos mostrou o caso de uma multinacional que demitiu não apenas um funcionário que usou umafantasia inapropriada na festa de final de ano como também o presidente daempresa. Este episódio revela não somente a falta de noção de alguns, mas também a necessidade de haver uma clara comunicação interna e o cumprimento das regras de conformidade que norteiam o comportamento dos funcionários.

Na mesma semana a revista Veja trouxe uma importante reportagem de capa abordando “Um novo código de conduta entre homens e mulheres”. O assédio moral, sexual, a intolerância e o desrespeito ainda estão presentes dentro e fora do ambiente de trabalho, porém não devem ser tratados com naturalidade. Empresas estão precisando ditar regras de bom convívio para que este cenário mude. Um excelente passo em rumo ao bom comportamento corporativo.

Outro exemplo de má conduta e comportamento que interferiu fortemente na imagem institucional foi o caso do afastamento de quatro vice-presidentes da CaixaEconômica Federal por irregularidades cometidas na instituição como corrupção e favorecimento de grupos políticos e de empresas. É sabido que para ocupar estes cargos é preciso ter reputação ilibada, ou seja, retidão e idoneidade moral.

A boa reputação também vale para o universo online, a chamada Netiqueta (etiqueta na internet). Um caso recente que acabou na demissão de dois funcionários de umhospital da Bahia por dançarem uniformizados usando uma cadeira de rodas dainstituição e postarem na internet a coreografia do funk “Que tiro foi esse”? durante o horário de trabalho. É preciso entender qual é o seu papel dentro da empresa. Você foi contratado para quê? Por que fazer isso durante o seu expediente enquanto os pacientes esperavam para serem atendidos?

Ser um bom profissional exige responsabilidade e competência. Algumas empresas estão começando a adotar uma nova forma de recrutamento chamada de “recrutamento às cegas“. que não leva em conta cor de pele, sexo, gênero e idade do profissional. O que vale é a competência na execução de suas atividades. Isto não é algo que irá acontecer, é algo que já está acontecendo e que começou no Brasil no ano passado. E o que isto tem a ver com etiqueta e comportamento corporativo? Tudo! Precisamos abrir a mente, reciclar comportamentos para conviver e respeitar os indivíduos numa sociedade cada vez mais complexa e repleta de diferenças.
                                                   
Fonte: Silmara Adad é supervisora do curso de Etiqueta e Comportamento Corporativo do Centro Europeu

Inteligência Artificial: educação impactará mais que a tecnologia



Recentemente um artigo publicado pela Element AI, empresa canadense focada em pesquisa para desenvolvimento da inteligência artificial, assustou aqueles que pretendiam contratar mão de obra para projetos relacionados à área em suas companhias.

Segundo o estudo apresentado, existem atualmente cerca de 20.000 pesquisadores capazes de liderar projetos complexos de IA, dos quais apenas 3.000 estariam disponíveis à contratação.

Isso também pode explicar alguns dados sobre emprego no Vale do Silício, onde a média de retenção em empresas como Google e Amazon, que é em torno de 1 ano e meio, e fica mais complicada quando se fala em inteligência artificial.

- Com isso você já deve estar se perguntando:

Se em um país rico como os Estados Unidos está assim, o que acontecerá no cenário brasileiro?

Para responder esta pergunta antes de tudo precisamos entender melhor o quão complexo é o aprendizado de inteligência artificial.

Primeiro mito que precisamos derrubar é o de que inteligência artificial é uma ciência ligada ao mundo dos softwares e computadores, e portanto as pessoas mais indicadas para tal seriam desenvolvedores e cientistas da computação. Não é. Softwares e computadores são apenas o meio para realizar tais coisas. É aí que o cenário complica.

O motor da inteligência artificial é a matemática e não a computação. Por isso não é raro vermos cientistas renomados em AI oriundos de áreas como engenharia elétrica, mecânica ou estatística.

O segundo mito que é preciso derrubar é o da capacidade tecnológica. Na década de 80 enquanto o mundo ficava fascinado com a evolução do computador pessoal, o Brasil se fechava na reserva de mercado. Mas não foi a primeira vez isso ocorreria, o Brasil não havia conseguido acompanhar a revolução das ferrovias, da industrialização, do refino de petróleo, ficando sempre décadas atrás de cada onda global.

Graças a globalização, ao processamento em nuvem e com certeza a internet, sem medo de errar, talvez seja a primeira vez na história em que temos acesso as mesmas tecnologias de países ricos que são necessárias para uma revolução econômica. Pela primeira vez estamos na faixa de largada calçando os mesmos sapatos de nossos adversários competidores. Estariam nossos atletas preparados?

- Quando falamos em preparo, chegamos ao nosso ponto mais critico: Educação.

Não é novidade para ninguém que o Brasil nunca configurou na lista dos melhores países do mundo nesse quesito, mas há um outro detalhe, nosso modelo ensino é lento demais para uma era de mudanças exponenciais. Para ajudar nossos estudantes nesta corrida teríamos que criar novos modelos capazes de desenvolver habilidades fundamentais ao mundo atual e consequentemente ao mercado de inteligência artificial.

Este foi um dos motivos que criamos o Instituto de Inteligência Artificial Aplicada, apoiado por pesquisadores de diversas universidades e pela Nvidia, maior fabricante mundial de hardware para IA, com o intuito de prover educação de alta qualidade, gratuita e condizente com as habilidades necessárias ao mercado atual.

Mais do que aprender novas técnicas, o aluno passa por uma reformulação de conceitos que vai desde a filosofia até a aplicação prática da matemática. O Método PBL (Problem Based Learning) ajuda a acelerar o processo de aprendizagem e a dar sentido a todo o conhecimento adquirido, e desde o primeiro dia de aula o aluno é envolvido em algum projeto.

O I2A2 - Instituto de Inteligência Artificial Aplicada é apenas uma pequena iniciativa, uma forma de amenizar o trágico cenário nacional. Mas, se o Brasil se quiser ser competitivo vai precisar de muito mais do que isso.

Atualmente o Canadá é referência em Inteligência Artificial. Isso só ocorre por uma somatória onde as variáveis são: investimento do governo, iniciativa privada, instituições de ensino e base educacional. Neste ultimo item o Canadá é referência mundial com quase 100% da população alfabetizada e 95% dos alunos em escola publica.

Além disso, o governo canadense tem investido bilhões de dólares em iniciativas para formação de mão de obra para o mercado de IA, um exemplo foi o aporte de U$100 milhões no Vector Institute, o que atraiu mais U$80 milhões de fundos de investimentos.

O governo chinês apresentou, em 2017, o Plano Nacional de Desenvolvimento de Inteligência Artificial voltado principalmente para os setores militares do país. No inicio deste ano também anunciou outro investimento de quase US$ 2 bi em um parque tecnológico para 400 empresas voltadas ao mercado de IA.

No Brasil o cenário e nem mesmo a percepção de órgãos governamentais parece ser tão otimista ou promissor.

Aqui pouco se fala da importância da IA na estratégia nacional, talvez porque nossa maior preocupação no momento é sobreviver ao terrível cenário político.

Porém, com a atual abertura que vem ocorrendo nas universidades públicas brasileiras ao capital privado, o aumento do número de parcerias e a aproximação com a indústria podem ser um sinal de que algo pode ser feito e de que temos condições de aproveitar este momento.

- Será que teremos tempo pra isso?

Resposta difícil, mas precisamos tentar.




Fonte: Evandro Barros é CEO da DATA H



A solidão e os novos tempos da liderança corporativa



Vivermos em um mundo cada vez mais conectado, e, apesar disso, é crescente o número de pessoas que se sentem solitárias e, mesmo tendo diversos contatos diários, não conseguem estabelecer relações sociais verdadeiras. Esse paradoxo se reflete nas esferas pessoal e profissional, e pode causar uma série de prejuízos para a saúde mental e para a produtividade.

Pesquisadores da consultoria americana Gallup já constataram que, quando os funcionários de uma empresa conseguem estabelecer boas conexões no ambiente de trabalho, aumentam a autoestima e a eficiência das suas atividades. Do contrário, quando estão isolados e pouco engajados, eles apresentam maiores níveis de estresse, ansiedade e insatisfação.

Em muitos casos, os gestores e líderes são os principais afetados por essa “solidão” no mundo corporativo, já que a ascensão na carreira vem, muitas vezes, acompanhada de um distanciamento da equipe. Como precisam tomar decisões estratégicas que nem sempre podem ser compartilhadas, eles acabam criando uma barreira que impede uma maior aproximação e pode gerar más interpretações.

Ainda é comum a ideia equivocada de que um líder não pode se aproximar de seus subordinados. Essa ação pode gerar uma sensação de isolamento e incompreensão. No entanto, para que uma empresa tenha melhores resultados e consiga promover o engajamento da equipe, é essencial que o chefe construa uma boa dinâmica com todos os membros do grupo. Afinal, quando existe uma relação de admiração e confiança, todos se sentem muito mais à vontade para expor opiniões, propor novas ideias e contribuir para o crescimento da companhia.

Por isso, é fundamental que as empresas coloquem o engajamento de seus funcionários como uma de suas prioridades. Estimular as conexões sociais e a aproximação entre as equipes é também uma forma de investir no futuro dos negócios e garantir que todos estejam em sinergia.

Estamos na era das empresas colaborativas, horizontalizadas e menos hierárquicas, que valorizam uma cultura de cooperação e integração em vez de estimular a competitividade. Para que elas continuem a crescer, é preciso fazer uma mudança radical no ambiente de trabalho e investir cada vez mais em recursos humanos – os principais responsáveis pelo sucesso ou pelo fracasso de um empreendimento.



Fonte: Claudia Santos - especialista em gestão estratégica de pessoas


terça-feira, 16 de outubro de 2018

Sistema de saúde do Canadá é um dos melhores do mundo.



O sistema de saúde no Canadá funciona de uma forma diferente da qual estamos acostumados. Os médicos e as clínicas são de boa qualidade, mesmo nos 15 tipos de sistemas que existem no país.

- Quinze sistemas de saúde :

Cada uma das províncias e territórios têm um sistema de saúde com regras bem específicas. São 13 sistemas de saúde e mais 2 que tratam dos cuidados de saúde dos veteranos e índios. É difícil apontar qual seria o melhor deles, pois uns tem menos filas e outros possuem mais médicos. Assim, muitos mantém o médico da família. 



- Canada Health Act :

Afinal, o chamado Canada Health Act regra os serviços de saúde básicos e universais que devem ser acessíveis à população por meio de médicos e centros médicos hospitalares em todo o país. 

A partir daí, cada província define os detalhes de como o sistema vai funcionar, e nesses detalhes entram assuntos como cobertura e 
funcionamento. 



- Médico de família:

É nesse médico que você e sua família vão quando algo não está bem. Ele vai conhecer seu histórico, fazer check-ups e pedir exames, para então encaminhar para os especialistas se julgar necessário. Com um bom médico de família, a garantia de ser conduzido para os melhores especialistas é certa. 



Um dos porquês do sistema de saúde canadense funcionar bem, é que os médicos não são empregados do governo. Esses profissionais trabalham por conta própria, assim determinam quantas horas vão trabalhar. Também são responsáveis ​por pagar seus empregados, o consultório e outras despesas. Os médicos recebem o pagamento pelos serviços prestados do governo provincial.

- Sistema de Saúde Canadense vs Norte Americano: 

Enquanto isso nos EUA, o sistema de saúde é privado. Você precisa de um convênio médico para ter acesso ao tratamento. Ao mesmo tempo que o país tem excelentes hospitais, profissionais na área médica e ótimas pesquisas, não são todos os cidadãos que têm acesso a isso. 





Fonte: eTA Canadá Visa