segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Lendas do folclore brasileiro trazem à tona preocupação com a conservação da natureza


Lendas como a Comadre Florzinha habitam o imaginário cultural brasileiro e representam a preocupação de povos antigos em relação a um tema extremamente atual: a conservação da natureza.

Na obra infantil “A Flor do Mato”, lançada em 2018 pela Editora Positivo, Comadre Florzinha é retratada como uma figura que habita as matas e as protege – crença de algumas áreas rurais do Nordeste, principalmente na Paraíba, Pernambuco e Ceará. Traiçoeira, a menina conhecida como Flor do Mato pode tanto ajudar como prejudicar as pessoas que adentram a mata sem lhe pedir a devida licença. 

A obra é o segundo trabalho autoral do ilustrador e designer gráfico carioca Marcelo Pimentel e traz essa história da Zona da Mata nordestina, reinterpretando grafismos do Maracatu Rural – manifestação cultural com estampas florais e arabescos multicoloridos de grande personalidade e impacto visual.

Assim como a Comadre Florzinha, o Curupira e o Boitatá também são famosos protetores das florestas e dos animais. O Curupira, palavra de origem tupi guarani que significa “corpo de menino”, é conhecido como um anão de cabelos vermelhos que tem os pés virados para trás, sua principal arma para despistar e confundir os invasores das matas. Já o Boitatá significa “cobra de fogo” e é representado como uma grande serpente que possui a capacidade de se transformar em uma grande tora em brasa, punindo as pessoas que incendeiam as florestas.

Para Márcia Marques, professora titular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, tais narrativas ajudam na construção e na transmissão de valores permanentes. 

“Essa riqueza cultural, que é tão característica do Brasil, pode ser utilizada também para a educação ambiental. Essas lendas representam uma preocupação antiga em relação à conservação da natureza e aprendizados como esse são levados pelas crianças até a fase adulta, criando cidadãos conscientes”, ressalta.



Fonte: Rede de Especialistas de Conservação da Natureza 


Cinco destinos no Brasil ricos em lendas e manifestações culturais


Quem nunca ouviu falar do Saci-Pererê, o moleque travesso de apenas uma perna, que usa gorro vermelho e está sempre com um cachimbo na boca? E da festa do Bumba-meu boi, com todas as suas cores, música e dança? Personagens como Mula sem Cabeça, Boitatá, Curupira, Caipora, entre outros, povoam o imaginário dos brasileiros. Cada região tem suas próprias lendas, mas algumas narrativas são contadas, com algumas variações, pelos quatro cantos do País. 


Para celebrar o folclore nacional, a momondo, buscador de passagens aéreas e reservas de hotéis, preparou uma lista de destinos que têm forte ligação com essas manifestações culturais. A lista inclui a cidade de São Luiz do Paraitinga (SP) e a sua Festa do Saci, Manaus (AM) e os personagens mágicos dos rios, Joanópolis (SP) e o mito do lobisomem, a Serra da Canastra (MG) e as lendas do Rio São Francisco e São Luís do Maranhão com a animação do Bumba-meu-boi. 


- Confira!


- Saci-Pererê - São Luiz do Paraitinga, São Paulo


O mito do Saci surgiu entre tribos indígenas e se espalhou pelo Brasil inteiro. A principal característica da figura de uma perna só é a travessura. Se alguma coisa some, se os animais se assustam, certamente é obra dele. De acordo com a lenda, os sacis nascem em brotos de bambu e costumam ser encontrados em redemoinhos de vento. Para capturar um, é preciso jogar uma peneira no redemoinho. Depois de pegá-lo é necessário tirar o seu gorro para que ele obedeça e prendê-lo numa garrafa. 


No estado de São Paulo, o dia 31 de outubro foi oficializado como o Dia do Saci. A iniciativa foi uma forma de valorizar e difundir as lendas do folclore nacional. Com esse mesmo propósito, desde 2003, a pequena cidade de São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba, promove a Festa do Saci com muita música, teatro, contação de histórias, oficinas, brincadeiras e outras atividades. O evento é sinônimo de diversão para todas as idades e, este ano, ocorre de 27 até 29 de outubro.

- Mãe d’Água e Boto - Manaus, Amazonas: 


A região amazônica com seus rios e natureza exuberante é riquíssima em histórias e personagens mágicos. Algumas das lendas mais populares por lá são justamente as que têm as águas como pano de fundo. Mitos como os do Boto, que nas noites de lua cheia sai do rio e se transforma em um rapaz charmoso que seduz as moças durantes as festas, e da Mãe d’Água, ou Iara, uma bela sereia que encanta os homens e os leva para a morte, tomam conta do imaginário local e são um convite para conhecer melhor a cultura dessa parte do Brasil. Um bom ponto de partida para essa viagem é Manaus, capital do Estado do Amazonas. 



A cidade por si só já vale a visita, com atrativos como o Teatro Amazonas, o Centro Histórico, a Praça São Sebastião e a praia fluvial de Ponta Negra, só para citar alguns. Mas de lá, também saem passeios para conhecer a Floresta Amazônica, as aldeias indígenas e, claro, os rios. O Encontro das Águas (quando o Rio Negro encontra o Solimões, formando o Rio Amazonas) é uma visão inesquecível e não pode faltar no roteiro.

- Lobisomen - Joanópolis, São Paulo:

Localizada na divisa com Minas Gerais, a pequena cidade paulista tem cerca de 12 mil habitantes e é famosa por ser a “Capital do Lobisomem”. O mito não é exclusivo da região, mas o título se deve ao fato de que muitos moradores, principalmente os mais antigos, relatam já terem visto a criatura assustadora, mistura de homem e lobo, andando pelas ruas em noites de lua cheia. Fortemente cultivada pela população, a lenda acabou virando um grande atrativo para os turistas. No município existe até uma Associação dos Criadores de Lobisomens. 


Mas Joanópolis não se resume ao mito e suas belezas naturais também encantam os visitantes. Aos pés da Serra da Mantiqueira, a cidade tem rios e cachoeiras e uma de suas principais atrações é a Cachoeira dos Pretos, com seus 154 metros de queda. Os amantes de ecoturismo e fãs de adrenalina encontram atividades como rapel, trilhas, arvorismo, bóia-cross, rafting e saltos de asa-delta e parapente. Além disso, outro ponto positivo é que a maravilhosa culinária mineira impera nos restaurantes locais.

- Caboclo d’Água - Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais:

O Parque Nacional da Serra da Canastra foi criado em 1972 para proteger as nascentes do Rio São Francisco. E defender o Velho Chico é justamente a missão do Caboclo d’Água, ser mítico que assombra pescadores e navegantes, chegando até a virar e afundar os barcos. É para assustá-lo que muitas embarcações que navegam pelo Rio São Francisco têm, esculpidas em suas proas, as famosas carrancas. Uma viagem pelo parque é a oportunidade de conhecer mais histórias relacionadas ao rio e aproveitar uma natureza exuberante que varia entre campos rupestres repletos de flores delicadas, cerrado e matas de galeria com vegetação atlântica. 


O local também é o lar de várias espécies ameaçadas de extinção, como o lobo guará e o tamanduá-bandeira. A vida rural preserva antigas tradições, como o carro de boi, o queijo canastra e a arquitetura do século XIX. A área do parque conta com mais de 200 mil hectares e abrange as cidades de São Roque de Minas (nascente histórica do Velho Chico), Vargem Bonita, Delfinópolis, Sacramento, São João Batista do Glória e Capitólio.


- Bumba-meu-boi - São Luís, Maranhão:

Segundo a lenda, há muito tempo atrás, havia numa fazenda um boi que era o preferido do fazendeiro. Um dia, a esposa grávida de um dos escravos do local sentiu um enorme desejo de comer língua de boi e, para satisfazer a vontade da amada, o marido acabou matando o animal. Ao perceber a falta do bicho, o patrão começou a procurá-lo e já o encontrou morto, ficando inconsolável. Mas com a ajuda de um curandeiro, o boi se recuperou e voltou a viver. Para comemorar o milagre, o fazendeiro deu uma grande festa. 


Essa história é contada (com algumas variações) e celebrada em diversas regiões do País, mas São Luís do Maranhão é um dos destinos onde o mito é festejado com mais força. Todos os anos, durante o mês de junho, acontece na cidade a festa do Bumba-meu-boi. Grupos folclóricos de todo o Estado se encontram nas ruas da capital maranhense e se apresentam ao redor de bois coloridos, num festival marcado por muita dança e ritmos. Uma festa mágica e inesquecível para todos os presentes.


Fonte: Janaina Cavalheiri

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Destinos inusitados para surfar pelo mundo


O surf integra a lista de atividades esportivas mais democráticas, afinal basta saber nadar, estar próximo ao mar, uma boa prancha, equilíbrio e paixão pela natureza para se aventurar por destinos inusitados. Assim como acontece com outras modalidades, há muitos turistas que rodam o mundo em busca das melhores ondas.

Apesar de o Havaí e a Austrália ainda continuarem na rota dos surfistas, três países despontam como destino para os fãs das ondas mais fantásticas. “Os turistas cada vez mais antenados estão sempre em busca de novos desafios e lugares para surfar. 

Nos últimos anos, notamos que Portugal, a Islândia e o Sri Lanka vêm atraindo esse tipo de viajante. Além das praias, esses destinos ainda trazem outras opções de entretenimento para compor a viagem, como gastronomia, voos de paraquedas, passeios de bike, entre outros”, argumenta Raphael Fanato, CEO da Fanato. 

Cada vez mais popular entre os brasileiros, Portugal é o paraíso para os surfistas. Com diversidade de praias, o belíssimo país ainda tem o idioma que favorece os brasileiros na hora de se comunicar. No oeste de Portugal, existe a famosa Praia de Nazaré, com uma das maiores ondas do mundo. Imagine um roteiro com 3 noites em Lisboa, com opções de surf nas praias do Guincho e Carcavelos e mais 3 noites no charmoso vilarejo de Nazaré, com aéreo e hospedagem inclusos, a partir de ‎€ 2.487, por pessoa.
                                      


A Islândia é outro destino interessante e cinematográfico. As águas são geladas e até congelantes, mas surfar tendo como cenário a aurora boreal é uma experiência mágica e inesquecível. Segunda maior ilha da Europa, o pais possui 170 piscinas geotérmicas, geleiras, lagos, a bela cascata de Gulfoss (uma das cataratas mais icônicas do país) e o Parque Nacional Þingvellir (Thingvellir – local onde foram gravadas cenas da série Game of Thrones). Trata-se de destino ideal para quem curte belas paisagens e estar próximo à natureza. 

Quem for não deve perder um passeio ao santuário das baleias, para observar esse extraordinário mamífero marinho ou voar de balão para se deslumbrar com as vistas aéreas do local. A Fanato oferece um roteiro de 4 noites pela península de Reykjavík com tudo incluso (aéreo, hospedagem, alimentação, guias e transportes), a partir de U$ 5.935 por pessoa.


Seguindo a linha de lugares inusitados para surfar está o Sri Lanka. No sudeste da Índia, o país tem um clima tropical de monções, o que significa que as águas ficam em torno de 27 ºC o ano todo. Com florestas exóticas e praias paradisíacas de água cristalina, é um país propício para os praticantes de surf de todos os níveis. Terra do chá e do budismo, o Sri Lanka, o local conserva uma gastronomia peculiar, sempre bem apimentada e aromática. Um programa de 6 noites, com aéreo e hospedagem, na região sai a partir de U$ 2.645 por pessoa.



Fonte: Karina Klinger 

Os princípios da energia renovável: os prós e contras



Segundo aenergisenergy.com, fontes de energia renováveis são cada vez mais vistas como uma alternativa mais econômica e acessível, se não, substituição de fontes de energia convencionais normalmente baseadas em petróleo, carvão e gases naturais, dado o envolvimento imediato da última em mudanças climáticas e degradação ambiental.

Enquanto a energia baseada em combustíveis fósseis ainda domina como fornecedor primário de energia em todo o mundo, tratados e organizações como o Protocolo de Kyoto de 1997, a Agência Internacional de Energia e o Conselho Mundial de Energia fazem campanha para a redução da poluição e emissões atmosféricas ou de gases de efeito estufa. -termo de manutenção dos recursos naturais, em escalas locais e globais.

Segundo Andrew Charles Jenner, desde 2000, as fontes de energia renováveis supriram de 15% a 20% da demanda mundial total de energia e podem aumentar as contribuições em 50% até meados do século 21, enquanto houver políticas e implementação apropriadas e apropriadas.

As energias eólica, solar, hidrelétrica, biomassa e geotérmica dominam os tipos de fontes de energia renováveis, pois descobriram uma rápida popularização nos anos 1970, com a Ocean Energy, e Hidrogênio e Células de Combustível como fontes relativamente novas. Embora seja fácil colocar fontes de energia entre si para avaliar qual é o mais eficiente ou o pior desempenho, isso continua enganoso. Essa avaliação depende das necessidades do consumidor, localização, capacidade econômica e limitações tecnológicas atuais, embora as fontes eólica, solar e hidrelétrica sejam as fontes de energia renováveis “mais limpas” e mais estáveis, sendo a energia baseada em energia solar a mais acessível.

A energia eólica está na moda antes do período de industrialização, após o qual encontrou um declínio explica o engenheiro Renan Batista Silva. No entanto, é uma fonte de energia limpa globalmente e competitiva em termos de custo: sua capacidade de geração é facilmente expansível com a fabricação e instalação simples de novas turbinas. As desvantagens permanecem mínimas: emissão de ruído acústico, impacto visual na paisagem, condições meteorológicas específicas, interferência com sinais eletromagnéticos e ameaça à vida selvagem devido às pás da turbina.

A energia baseada em energia solar pode ser classificada como Solar-Térmica e Solar Fotovoltaica (PV), com a primeira atendendo às necessidades de calor, e a última, elétrica. Os custos iniciais permanecem altos com um retorno lento do investimento. Mas acaba por ser rentável, fácil de manter, tornando-o acessível a um nível de pequena escala ou para consumo pessoal. Embora intermitente, ele pode armazenar e fornecer energia quando nenhuma fonte solar estiver disponível.

Como atualmente continua a ser a maior fonte de energia renovável, a Energia Hidrelétrica Baseada em Reservatório requer construção cara e é seletiva para o espaço (áreas limitadas para reservatórios). Acompanhado de questões de segurança, também se tornou controverso devido à sua contribuição para a perda de terras, o deslocamento de populações - especialmente as comunidades indígenas - e a redução da biodiversidade. A usina hidrelétrica de pequena escala tende a ser uma alternativa mais sustentável, pois não exige a construção de represas ou reservatórios e é competitiva contra combustíveis fósseis ou energia gerada a diesel.

Embora a energia da biomassa seja neutra em carbono e completamente limpa e eficiente tenha sido discutível, ela continua sendo a mais atingível nos países em desenvolvimento, fornecendo 1/3 da energia primária nos países em desenvolvimento e até mesmo respondendo por 90% nas regiões mais pobres. O uso tradicional inclui a madeira, como foi talvez a primeira fonte de energia aproveitada pelos seres humanos, enquanto os usos modernos utilizam a combustão, gaseificação, digestão anaeróbica (biogás / utilização de metano emitido por resíduos) e biocombustíveis líquidos; abordando os requisitos de combustível elétrico, térmico e de transporte diz Andrew Charles Jenner. Além disso, não é tão intermitente como o vento e a energia solar, apesar de apresentar desafios em regiões áridas devido à sua natureza hidrofílica.

Geotérmica é mais específico da localização (isto é, distribuição e concentração desiguais) com alguma preocupação com a emissão de gases (embora se desvanece em comparação com os combustíveis fósseis) afirmou o engenheiro Renan Batista Silva. Sua construção de planta pode resultar em fraturamento hidráulico, uma vez que estabelece parcialmente subterrânea, aumentando a probabilidade de provocar terremotos (instabilidade superficial). No entanto, continua a ser mais estável do que a energia solar ou eólica, e com um enorme reservatório de energia.